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CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO REFERENTE AO CNAE

Após a ocorrência dos acidentes de trabalho e geradas as respectivas comunicações de acidentes de trabalho, é possível identificar as consequências destes acidentes.

A tabela 6 e o gráfico 5 a seguir demonstram as consequências dos acidentes de trabalho entre os anos de 2010 e 2017 no Brasil.

Tabela 6- Distribuição absoluta e proporcional (%) dos acidentes de trabalho liquidados referentes ao CNAE 85 segundo ano de ocorrência e consequência. Brasil, 2010-2017.

Ano Assist. Médica Incapacidade < 15 dias Incapacidade > 15 dias Incapacidade

Permanente Óbitos Total

2010 1.161 4.233 3.074 130 20 8.618 2011 1.327 4.459 3.080 110 23 8.999 2012 1.256 4.609 2.802 128 23 8.818 2013 1.273 5.311 3.093 125 26 9.828 2014 1.183 5.952 5.400 139 24 12.698 2015 1.316 6.670 4.775 3 16 12.780 2016 1.443 6.535 2.150 93 17 10.238 2017 1.545 6.917 1.602 72 23 10.159 Total 10.504 44.686 25.976 800 172 82.138 % 13 54 32 0,97 0,21 100

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Gráfico 5 – Distribuição proporcional (%) das consequências dos acidentes de trabalho liquidados referentes ao CNAE 85. Brasil, 2010-2017.

Fonte: Anuários Estatísticos da Previdência Social / INSS adaptados pelo autor (2020).

De acordo com os dados apresentados no gráfico 5, identifica-se a incapacidade com menos de 15 dias como a principal consequência dos acidentes do trabalho referentes ao CNAE 85, ocorrendo em mais da metade dos registros. Em seguida, representando aproximadamente 30% dos acidentes de trabalho na área de ensino encontra-se a incapacidade por mais de 15 dias. As assistências médicas são a terceira consequência de maior ocorrência, sendo responsáveis por 13% dos registros. A incapacidade permanente e os óbitos possuem os menores percentuais, tendo em vista que as atividades no âmbito educacional não são perigosas neste aspecto.

13%

54% 32%

0,97% 0,21%

Assistência Médica Incapacidade Menos de 15 dias Incapacidade Mais de 15 dias Incapacidade Permanente Óbitos

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6 CONCLUSÃO

Os acidentes de trabalho ocorridos na área de ensino (CNAE 85) representaram 1,52% dos acidentes de trabalho ocorridos no Brasil entre 2010 e 2017. Analisando os dados referentes ao CNAE 85, obtidos na plataforma do INSS, verificou-se aumento absoluto no número de casos de 16,71% no período estudado. Em contrapartida, a taxa de risco por 1000 trabalhadores para essa atividade apresentou redução de 16,34% no mesmo período. Logo, apesar do aumento no número absoluto de acidentes do trabalho, ao levar em consideração o número médio de vínculos anuais, o risco de acidentes na área de ensino se reduziu durante o período.

Esta redução pode estar relacionada a investimentos na estrutura de trabalho, à inserção de novas tecnologias, a melhoria da qualidade de vida das pessoas, assim como pode ser expressão de subnotificação dos acidentes de trabalho, resistência por parte dos professores a procurarem por assistência médica ou de alterações qualitativas na força de trabalho.

Com relação à comparação das taxas de risco por estado, as maiores taxas foram encontradas nos estados pertencentes as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde há também o maior número médio de vínculos com o setor educação. Os respectivos estados apresentaram um pico nas taxas de acidente nos anos de 2014 e 2015, que pode ser justificado pelo elevado número de aposentadorias, tendo em vista que muitos professores postergam suas licenças médicas para o final da carreira.

Dentre as consequências decorrentes dos acidentes de trabalho deste CNAE, as incapacidades permanentes e os óbitos obtiveram o menor percentual das consequências dos acidentes de trabalho, representando 0,97% e 0,21%, respectivamente, do total dos registros de acidentes registrados.

Infelizmente as possibilidades da base de dados disponível para acesso público não permitiu caracterizar qualitativamente o perfil dos afastamentos decorrentes de acidentes e doenças dos trabalhadores da educação, o que não nos permitiu conhecer a proporção de adoecimentos por transtornos mentais, distúrbios da voz, LR DORT, etc.

Assim, apesar do decréscimo da taxa de risco e do baixo potencial lesivo dessa atividade econômica para consequências mais graves, deve-se dar atenção aos fatores acidentais, principalmente os geradores de estresse devido que possuem alta suscetibilidade de ocorrência nos profissionais da educação.

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