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1 - Como você percebe os desempenhos econômicos e energéticos dos projetos? Como isso é avaliado?

2 - São projetos que costumam reduzir ou aumentar o gasto com mão de obra? Como isso é avaliado?

3 - Como é o processo de aprendizado de gerentes e funcionários de empresas proponentes quanto à operação dos projetos? Que tipo de transferência de tecnologia tem havido?

4 - Que tipo de impacto em renda local os projetos têm gerado? Como? Como isso é avaliado? 5 - Os projetos tipicamente impactam a terra, água e ar? Como? Como isso é avaliado?

6 - Os projetos contribuem para a proteção e/ou gerenciamento de recursos e/ou áreas ambientais (conservação)? Como? Como isso é avaliado?

ANEXO D

Principais memórias escritas e categorias geradas a partir da análise

Principais Memórias Escritas

1- Em relação ao “modelo agência-materialidade‟”, que é subdividido em “níveis” de análise, é possível afirmar:

Nível 1 (indivíduo): Aspectos sociais e materiais “concretos” são aprendidos, percebidos e relembrados (como “estruturas conhecidas”), para depois serem combinados pelo indivíduo, cognitivamente e ativamente, gerando como consequência “parte” de uma nova tecnologia, em forma de novos conceitos, idéias, projetos, artefatos e/ou práticas. Isso depende de agência especializada (conhecimento prévio e poder de movimentar coisas e pessoas).

Nível 2 (interação direta): O conhecimento comum ou compartilhado (um tipo de “estrutura conhecida”) permite comunicação e mudança na forma de pensar de outras pessoas com as quais um agente interage. A co-experimentação também permite interligação de atividades, aprendizagem e combinação cognitiva e experiencial individuais, assim como percepção coletiva das mesmas “estruturas conhecidas”. As formas de interação respeitam o tipo de „agência‟ (cognição e poder) que indivíduos podem empreender (ligada às noções de hierarquia, diversidade de conhecimento e “know-who”). Em interações diretas, a sequência e a combinação de transformações (atividades) individuais geram transformações em forma de “processo”. A base disto é o nível 1.

Nível 3 (organizacional): A organização representa um “circuito de reprodução” composto por atores distantes (Giddens, 1984). O indivíduo inovador pode modificar este amplo circuito. Basicamente, o indivíduo pode aprender a partir de, bem como influenciar através das consequências de suas ações (conceitos, idéias, artefatos, projetos e/ou práticas), interações “distantes”. Ambos, o aprendizado e as ações de influência “distantes”, são baseados em linguagem comum, permitidas por estruturas “conhecidas” (e.g., planos, rotinas, hierarquias, mídia). A base disto é o nível 1. Importante ressaltar que a sequência e a combinação de ações inovadoras individuais vindas de interações diretas distintas e “distantes” umas das outras geram transformações “organizacionais”, na forma de uma nova tecnologia, que passa a ser também uma estrutura “conhecida”. A base disto é o nível 2.

2 – Em relação ao modelo final de inovação tecnológica ambiental, que é composto pelas subcategorias “modelo agência-materialidade” e “resultados da nova tecnologia”, é possível complementar a memória de campo e o modelo descritos acima:

Nível 1 (indivíduo): Os aspectos sociais e materiais “concretos” que são aprendidos, percebidos e relembrados (como “estruturas conhecidas”), para depois serem combinados pelo indivíduo, cognitivamente e ativamente, podem ser vistos como recursos econômicos, sociais e ambientais, provenientes de dentro ou de fora da organização, e que são ligados ao conceito de sustentabilidade. O importante aqui é verificar que a movimentação destes recursos é, em última análise, INDIVIDUAL, feita por agentes especializados.

Nível 2 (interação direta): As interações diretas ou “situações de co-presença” inovadoras podem envolver pessoas de dentro e de fora da organização e podem ser de três tipos: (1) capacidades dinâmicas (processos padronizados que alteram processos), (2) áreas funcionais/especializadas (rotinas que produzem outputs que podem ser utilizados em inovação) e (3) “know-who” interações (encontros não padronizados entre indivíduos que trocam determinados conhecimentos, e.g., task forces).

Nível 3 (organizacional): A formação de um novo “circuito de reprodução” composto por atores distantes (Giddens, 1984), depende de: (1) Ajustes que indivíduos inovadores fazem entre processos, no tempo e no espaço (i.e., configuração e relações entre antigos e novos processos e entre processos distantes). (2) Feedbacks positivos “distantes” do ambiente da empresa (os quais podem envolver contatos pessoais). Em uma inovação tecnológica ambiental, este novo “circuito de produção” acarreta consequências menos nocivas ao meio ambiente quando comparadas às consequências do circuito de reprodução anterior.

3 – Os trechos de entrevista que “encaixam” em dois subprocessos de inovação podem ser justamente “feedbacks” entre estes processos.

4 – A validação das categorias deve ser de acordo com a replicação destas categorias em entrevistas ainda não analisadas.

5 – Três idéias interessantes para exploração futura. Níveis de análise baseados no nível individual, exploração de um paper sobre “categorização”, onde categorias distintas em um mesmo modelo significaria feedbacks, e a relação entre planejamento e inovação, onde planos seriam estruturas que guiam a ação, a qual se baseia nesta e em outras estruturas contingenciais (Long Range Planning?)

Principais Categorias da Categoria Central (Codificação Axial)

A) Criando nova tecnologia (Modelo de Inovação Agência-materialidade)

A1) Indivíduos recombinam recursos existentes (percebidos como estruturas “conhecidas”) e criam cognitivamente e ativamente a tecnologia

A1.1) Aprendendo “estruturas conhecidas” a partir de contextos diversos (especializados) para criar (e reproduzir) tecnologia

A1.2) Acessando recursos sociais (também através da linguagem, e incluindo pessoal qualificado), ambientais e econômicos (incluindo equipamentos) para combinação cognitiva e experiencial

A2) Interação social direta (situações de co-presença) para desenvolver tecnologia (comunicação admitida por conhecimento comum, relacionado à forma e função de tecnologia, e por co-experimentação. Em ambos os casos quem interage acessa similares estruturas “conhecidas”)

A2.1) Interação devido à especialização de setores/organizações

A2.2) Interação devido à “Know-who” (quem mais conhece sobre um assunto interage com o outro)

A2.3)Interação devido a capacidades dinâmicas (processos padronizados que visam alterar outros processos, como, por exemplo, planejamento estratégico)

A3) Formando novos “circuitos de reprodução”, através do ajuste e da coordenação de amplos processos organizacionais e de ligações entre a organização e o ambiente (interações indiretas entre agentes). Estruturas “conhecidas”, como planos, hierarquia, mídia e mercado, permitem o ajuste e a coordenação entre indivíduos “distantes”

A3.1) Ligando “distantes” e novos e antigos processos para aprender sobre, construir e operar uma nova tecnologia (provocando novas consequências sociais, ambientais e econômicas) A3.2) Recebendo feedbacks positivos do ambiente (indivíduos bem distantes) antes, durante e depois do processo de inovação

B) Resultados da nova tecnologia (OUTCOMES) B1) Aumento da área de plantio

B2) Ganho Ambiental por substituição de tecnologias “suja” por limpa B3) Outros resultados ambientais

B4) Gerando Energia

B5) Obtendo retorno financeiro

B5.2) Baixos custos

B5.3) Eficiência / Produtividade B6) Distribuindo riqueza

B7) Emprego e melhora de condições empregatícias B7.1) Melhora salarial e contratações

B7.2) Aumentando o nível de conhecimento (aprendizagem) B7.3) Conforto

B8) Ganho na imagem B9) Adicionalidade

B9.1) Ausência de adicionalidade financeira

B9.2) Ausência de adicionalidade por queda de barreira tecnológica

B9.3) Buscando adicionalidade, controle externo (ONU). Diferença entre o que a empresa oferece e o padrão de fornecimento de energia

B10) Erros tecnológicos B10.1) De modularidade B10.2) De previsão