A interdisciplinaridade é caracterizada pelas interações das disciplinas dentro de um mesmo contexto, através de relações de interdependência e de conexões recíprocas, o que não deve ser confundido com simples trocas de informações.89 Nas práticas em biociências e saúde, a interdisciplinaridade aborda determinadas situações ou problemas através da integração e da articulação de diferentes saberes e práticas gerando uma intervenção, uma ação comum, valorizando o conhecimento e as atribuições de cada categoria profissional.90
Assim, observar um fenômeno de forma interdisciplinar permite que sejam elaboradas melhores formas de intervenção, considerando tanto aspectos biológicos, quando aspectos sociais, econômicos, culturais e comportamentais relacionados ao processo saúde-doença. Neste sentido, a compreensão atual do conceito de saúde aborda diferentes dimensões e aspectos, sendo observadas de forma integrada por diferentes prismas, de diferentes áreas do conhecimento.
Observa-se o interesse crescente da área da saúde pública, relacionado à necessidade de controle e acompanhamento dos fatores que influenciam a adesão à prática da atividade física em populações jovens, não apenas por estarem associados ao aparecimento e ao desenvolvimento de fatores de risco que podem predispor a maior incidência de distúrbios metabólicos e funcionais, mas também, em função de sua possível influência na participação futura do adulto em programas regulares de exercícios físicos.
Considerando o período da infância e adolescência como sendo fundamentais para se trabalhar saúde de forma abrangente na perspectiva de sua promoção, desenvolvendo ações para a prevenção de doenças e para o fortalecimento dos fatores de proteção, bem como, que a efetivação desta prática abrange estratégias a serem projetadas nas políticas de um país, como: estabelecimento de políticas públicas saudáveis; criação de ambientes favoráveis à saúde; reforço da ação comunitária; desenvolvimento de habilidades pessoais; e reorientação dos serviços de saúde, observa-se a relevância deste estudo para delinear a elaboração de programas de intervenção e promoção da saúde da população.
O conceito de saúde também depende da conduta assumida pela pessoa e seus comportamentos relacionados ao seu próprio estilo de vida. Os aspectos comportamentais que envolvem o conceito de saúde fazem com que a observação deste fenômeno seja quase que obrigatoriamente realizado de forma interdisciplinar, devido à complexidade deste objeto de estudo, em que se complementam de forma direta aspectos psicológicos, sociais, econômicos e culturais, além dos aspectos biológicos. Assim, destaca-se como necessária a integração entre as ciências humanas e sociais, ciências da saúde, planejamento e gestão em saúde, além da integração com a atuação educacional aproximando os serviços para a organização de programas que busquem a efetiva mudança de hábitos relacionados a comportamentos mais positivos relacionados à saúde.
Uma visão interdisciplinar, unificada e convergente implica estar presente tanto no campo da teoria como da prática, seja prática da intervenção social, pedagógica ou de pesquisa.91 Assim, observa-se que este estudo abrange aspectos interdisciplinares, uma vez que aborda fatores comportamentais que refletem atitudes de aquisição de hábitos saudáveis relacionados à prática de atividades físicas, que influenciam de forma direta a saúde da população.
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APÊNDICE B – Artigo 1: Submetido para Revista Motriz
(ISSN 1980-6574)
Motivational Profile and Physical Education Enjoyment in Brazilian Adolescents
Introduction
The relationship between physical activity, health and better quality of life has been scientifically proven for decades (Nahas, 2013) (Hallal, Knuth, Cruz, Mendes, & Malta, 2010). Aspects related to physical activity levels during childhood and adolescence are widely investigated, since there is a significant relationship between the behaviors acquired during this period and resulting actions in adulthood (Hallal, Andersen, Bull, Guthold, Haskell, & Ekelund, 2012). As such, a gradual increase in physical activity levels was expected in the sample; however, a decline in these levels was observed from adolescence, with high rates of physical inactivity among young people in different regions of Brazil (Sousa, et al., 2013) (Freitas, Silva, Araújo, Marinho, Damasceno, & Oliveira, 2010).
One of the factors that contribute decisively to engaging in physical activity and sports is motivation (Moreno-Murcia, Joseph, & Hernández, 2013). In recent years, self-determination theory (SDT) has been widely used to help understand the influence of motivation on adherence to physical activities and sports (Deci & Ryan, 1985) (Deci & Ryan, 1991) (Deci & Ryan, 2000). The SDT consists of three subtheories and addresses the three basic psychological needs that regulate human behavior: competence, autonomy and relatedness, which act interdependently. Competence refers to individuals’ ability to perform a task, autonomy to their level of independence and control over their decisions, and relatedness is associated with a perceived sense of connectivity to others in the environment (Deci & Ryan, 2000).
Satisfying these needs results in regulatory behavior that can establish intrinsic motivation when the actions are initiated independently by the subject or extrinsic motivation when actions are regulated by external factors (Ryan & Deci, 2000).
This theory was complemented by Vallerand (2001, 2007), who presented the Hierarchical Model of Motivation as a model that proposes a self-determination continuum, whereby the subject can be more self-determined (intrinsic and extrinsic motivation) or less self-determined (demotivation). In short, Vallerand’s hierarchical model of intrinsic and extrinsic motivation (2007) is organized according to the following sequence: Social Factors (global, contextual, situational) → Mediators (autonomy, competence and relatedness) → Motivation (intrinsic, extrinsic and demotivation) → Consequences (affective, cognitive and behavioral).
In the context of physical education, social factors that affect motivation may involve the climate provided by teachers during classes, whereby they employ a more controlling style or encourage greater autonomy. In the latter case, increased teacher support of student autonomy may ensure greater motivation or self-determination to participate in physical education classes (González-Cutre, et al., 2014).
Thus, according to the sequence of Vallerand’s hierarchical model (2007), the relationship between social factors and satisfying the psychological mediators of autonomy, competence and relatedness determines the type of motivation exhibited by students in physical education classes (intrinsic and extrinsic motivation and demotivation) (Ntoumanis & Standage, 2009). Finally, the type of motivational regulation leads to the emergence of different cognitive, behavioral and affective consequences (Vallerand, 2007). Thus, enjoyment when participating in physical education classes is the result of self-determined behavior, with intrinsic motivation influencing the decision to perform these activities (Moreno-Murcia, Joseph, & Hernández, 2013).
Moreno and Martínez (Moreno & Martinez, 2006) report that educational programs encouraging the development of intrinsic motivation and self-determined