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Anexo I , como se segue:

QUESTÕES CENTRAIS:

E. CONSIDERAÇÕES E SUGESTÕES

A prefeitura de Guapimirim não pareceu preocupada em colaborar com a pesquisa. Demorou a encaminhar a lei do Plano e quando o fez não mandou os anexos, nem os mapas. Não tivemos acesso ao Diagnóstico nem aos Estudos que subsidiaram a elaboração do Plano Diretor, nem a Leis Complementares, Planos Setoriais, PD anterior. O pouco obtido foi pelo acesso à página da PM na Internet. Tudo isso prejudicou bastante o trabalho de avaliação do Plano.

O Estatuto da Cidade estabelece que as áreas de delimitação das aplicações dos instrumentos de ordenação urbana devem ser definidas no PD. No entanto, não tivemos acesso aos mapas que deveriam dar conta dessas delimitações.

Mesmo assim, foi possível verificar que, no geral, em seu texto, o Plano Diretor de Guapimirim:

 Apresenta diretrizes gerais adequadas: aos preceitos da Reforma Urbana e aos artigos 182º e 183º da Constituição;

 Procura dar conta de princípios importante do Estatuto da Cidade;

 Atende ao Conteúdo Mínimo (I a IV) preconizado da Resolução 34 do Ministério das Cidades;

 Afirma que, para concretização desses princípios e diretrizes, serão criadas: leis complementares, planos e programas de governo e estipula datas limite para sua elaboração (aparentemente não cumpridas).

 Os instrumentos de ordenamento e gestão urbana são remetidos para leis específicas (aparentemente não elaboradas);

 Abre possibilidade, no seu texto, para um caminho democrático pela participação popular, embora não seja explícito quanto à sua concretização.

Apesar de confuso e prolixo, no tocante às questões relativas ao controle do uso do solo, além de fragmentário, quando aborda as questões relativas ao meio ambiente natural, trata-se, no geral, de plano bem intencionado, que reproduz diretrizes e normas preconizadas pela Reforma Urbana, por cuja implementação vale a pena lutar, desde que essas intenções sejam concretizadas, inclusive com regulamentação da aplicação de instrumentos, em legislação complementar e planos setoriais.

AVALIAÇÃO DO PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE GUAPIMIRIM LEI COMPLEMENTAR N.001 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.

Fundação Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento Rubião

Avenida Beira Mar 216, salas 401 e 701, Castelo CEP 20021060, Rio de Janeiro, RJ. Tel: (55) (21) 2262 3406 / 2262 3003. Fax: (55) (21) 2533 0837. e-mail: [email protected]

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Implementação do Plano Diretor:

A avaliação criteriosa de um plano, em especial, no tocante a uma avaliação geral do zoneamento em relação ao acesso a terra urbanizada - que, por um lado apresenta diretrizes compatíveis com a luta pela reforma urbana, e, por outro lado, remete continuamente a leis complementares de uso do solo e controle do crescimento do município (que não sabemos se chegaram a ser criadas, nem como, em que condições, com ou sem a participação da população, por exemplo?) e a planos e programas que não sabemos se foram implementados - não pode prescindir, para ser completa, da informação sobre essas leis ou planos (que não nos chegaram às mãos).

Em que estágio se encontram as leis, planos e programas citados no Plano Diretor? Como deve se organizar a população para que sua luta passe tanto pela gestão do PD, quanto pela gestão da legislação complementar a que ele remete?

O PD deveria ter sofrido uma revisão em 2007, mas tudo indica que isso não ocorreu. Parece que estamos diante de uma oportunidade de o movimento social cobrar do poder público que proceda a essa revisão, com ampla participação popular, para definição da oportunidade de sua implementação, bem como sua adequação às leis, aos planos e programas que estejam em elaboração ou que já tenham sido elaborados. Essa revisão não significa que necessariamente o PD tenha de ser modificado (melhorado, no que couber, em especial, no tocante à uniformização das questões de zoneamento e controle do uso do solo, muito confusas.), mas, finalmente, implementado, e isso deve ser decidido coletivamente na segunda etapa do trabalho da Rede de Avaliação e Capacitação para Implementação dos Planos Diretores Participativos, que vai tratar da capacitação da população envolvida.

Um plano que apresenta diretrizes de intervenção comprometidas com a função social, e ainda não foi implementado, será beneficiado por uma revisão, para que pequenas questões não cheguem a comprometer a concretização de suas diretrizes em leis complementares, políticas setoriais e planos de ação.

Elaboração de Leis Complementares e Implementação de Políticas Setoriais:

O PD remete todo o tempo a uma legislação específica, a ser elaborada posteriormente à publicação do Plano, a partir de diretrizes nele contidas. O PD trata, em diversos itens, da participação popular. E abre possibilidade, no seu texto, para um caminho democrático. Se as leis em questão, complementares ao PD, ainda não foram elaboradas, isso significa que o PD ainda não foi implementado, uma vez que não é autoaplicável, pelo que vimos na avaliação.

AVALIAÇÃO DO PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE GUAPIMIRIM LEI COMPLEMENTAR N.001 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.

Fundação Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento Rubião

Avenida Beira Mar 216, salas 401 e 701, Castelo CEP 20021060, Rio de Janeiro, RJ. Tel: (55) (21) 2262 3406 / 2262 3003. Fax: (55) (21) 2533 0837. e-mail: [email protected]

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A luta do movimento popular e da sociedade organizada não vai se esgotar na implementação do plano, mas vai se prolongar até a elaboração e implementação dos planos e políticas públicas de habitação, saneamento ambiental, mobilidade e transporte, meio ambiente natural e construído, no sentido da criação de leis abrangentes, justas e compatíveis com as diretrizes gerais contidas no Plano Diretor:

 Para que essas diretrizes possam nortear as leis complementares e as políticas setoriais a serem criadas, que, por sua vez, devem clarear alguns pontos e aprofundar outros, que o PD não deu conta.

 Para que a função social da cidade e a função social da propriedade sejam cumpridas, com prevalência do interesse público sobre o interesse privado.

AVALIAÇÃO DO PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE GUAPIMIRIM LEI COMPLEMENTAR N.001 DE 29 DE DEZEMBRO DE 2003.

Fundação Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento Rubião

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55 ANEXO I: