Ao atingir os objetivos priorizados na tese e destacando as transformações ocorridas na Igreja Católica Apostólica Romana, em especial, suas novas ações e estratégias de difusão para manutenção e gestão da fé no século XXI. Verificamos no Brasil que a instituição católica vem perdendo um número considerável de fiéis ao longo dos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém ainda se mantém em primeiro lugar, como religião dominante numericamente.
As transformações que estão ocorrendo em nossa sociedade, com início na década de 60 do século XX até o século XXI, intensificou a necessidade da Igreja Católica buscar novos mecanismos para permanecer no poder e continuar a difundir a sua fé como estratégia política e religiosa. As mudanças basilares na Igreja Católica passaram por um processo de intensa metamorfose através do Concílio Vaticano II, e com o surgimento da Renovação Carismática Católica – RCC, que imprimiram uma nova marca à instituição católica, possibilitando novas estratégias de difusão da fé, buscando nos meios de comunicação e no ciberespaço novos delineamentos.
A inserção da Igreja Católica no contexto da hipermodernidade está em harmonia com as ideias do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (2003). O autor revela que através de uma modernidade líquida, segundo o qual nada na atualidade pode ser engessado ou cristalizado, tudo é mutável, a realidade é efêmera. Partindo desta lógica, a religião insere-se nestes contextos plurais e atuais (figura 50) para não ficarem engessadas, cristalizadas e encontrarem como linha de frente, a sua queda, mas sim adotar a hipermodernidade para a continuação e gerenciamento de seu poder e territórios religiosos físicos ou virtuais em diferentes escalas.
Figura 50 - Teia de símbolos religiosos
Fonte: UEJO, Adilson, 2017.
A tecnologia e os meios de comunicação representados em nossa pesquisa pelo termo mídias favorece, hoje, essas relações e trocas. As mídias possuem influência de fomentar uma catálise que favorece mudanças na sociedade. A religião tenta acompanhar esse processo, criando estratégias para assegurar seus devotos frente a essas mudanças. Essa relação dialética pode também favorecer pontos positivos e negativos em uma crescente dualidade. A primeira pode o tornar o homem religioso mais vivente em sua prática religiosa a partir das mídias e do ciberespaço a partir das diferentes estratégias criadas pelas religiões em suas diferentes temporalidades e espacialidade; e a segunda, no afastamento e distanciamento do homem religioso de suas práticas religiosas a partir de um distanciamento da fé, causadas pela busca da individualidade e do uso excessivo da tecnologia.
A literatura religiosa destaca que a Igreja Católica Apostólica Romana em sua conjuntura social e política entende que a comunicação é uma de suas bases eclesiais, porém a relação entre comunicação e evangelização durante um certo período de tempo ficou engessada. Para a jornalista Zolin (2010, p. 169) “ a Igreja tem a clara compreensão de que não apenas se comunica, mas que Deus continua a se comunicar-se com a humanidade através dela”. Desta maneira segundo a autora “(...)a Igreja reconhece que, no que diz respeito à comunicação através dos mass media, existem falhas a serem corrigidas”.
O cientista da religião, Silveira, revela que “(...) as mídias de massa e eletrônicas, as tecnologias/biotecnologias de produção, o controle, consumo, as reengenharias sociais e as mudanças de etos tecem nas histórias das sociedades, na passagem do século XX ao XXI (...)”. O autor ainda evidencia que essas relações se afirmam através “de uma rede de afinidades eletivas com as mudanças socioeconômicas que impulsionam tendências e reestruturam o viver, o crer e o pertencer, tanto em termos religiosos quanto culturais.” (SILVEIRA, 2004(a) p. 220-221).
O geógrafo Serpa (2011) em seu livro Lugar e mídia revela que a apropriação tática dos meios de comunicação em uma escala local, ou em nosso caso trazendo para uma ampliação em diferentes escalas no contexto religioso, “para os grupos e iniciativas envolvidos nesses processos, enunciar um lugar a partir da ação e do discurso “fabricado” lugares nas mais diversas escalas espaciais, para a reprodução
de novas ideias de cultura (...)”. O geógrafo ainda afirma que essa reprodução ocorre “(...) a partir da criatividade e da subversão, marcando a emergência, como pressupomos aqui, de uma esfera pública urbana renovada”. (SERPA, 2011, p. 24).
Os pensamentos de Silveira (2014(a)) e Serpa (2011) comungam na medida em que um autor revela o processo de modificações sociais na sociedade realizado. Zolin (2010, p. 186) evidencia que evangelizar a cultura midiática “não é tarefa das mais simples e a Igreja está consciente. Trata-se de um fenômeno complexo, uma vez que a comunicação não apenas transmite uma cultura, mas ela própria é geradora de cultura”. Ainda para a autora essa questão é um desafio para a Igreja “desejosa de dialogar com o mundo contemporâneo, que, no entanto, se desenvolve alheio – sobretudo através das mídias mais modernas como a internet (...)”. Apesar das dificuldades relatadas pela jornalista Zolin (2010) em nosso trabalho percebemos que esse processo está mudando, e a religião, em especial a Igreja Católica Apostólica Romana vem realizando investimentos para se apropriar cada vez mais desse universo.
No livro Connected toward Communion: the church and social communication in the digital age a teóloga e professora da Loyola University New Orleans – Daniella Zsupan-Jerome (2014) realiza a construção da linha do tempo sobre a comunicação social na Igreja Católica Apostólica Romana. Segundo a autora as trocas entre a Igreja e a comunicação social teve início no ano de 1948. Esse primeiro momento ficou caracterizado pela pelo estabelecimento através do Papa Pio XII sobre a Comissão Pontifícia de Estudos e Avaliação Eclesiástica de Filmes sobre Assuntos Religiosos ou Morais. A linha do tempo estabelecida pela autora tem como data final o ano de 2013 onde ela aponta para o lançamento do The Pope App, um aplicativo oficial do Vaticano para as plataformas Iphone e Android. Através desse aplicativo é possível saber notícias e informações sobre a agenda do papa, vídeos e informações sobre transmissões ao vivo pela internet.
As ações aqui apresentadas pela Zsupan-Jerome (2014) ratificam nossa pesquisa sobre a Igreja Católica em dar continuidade ao seu projeto de expansão midiática. Porém, a autora revela que apesar de uma experiência positiva nesse processo, é inegável que as trocas sociais com pessoas físicas são diferentes de uma interação através de uma tela, ou até mesmo podemos acrescentar o celular e outras tecnologias. Segundo Zsupan-Jerome (2014, p.102) Igreja e a Internet
“qualifies this difference in terms of experiencing community in our most sacred and profound context: sacramental worship”. Essa ação justifica que para a Igreja o virtual não substitui a real presença de Cristo na Eucaristia, nos sacramentos, e na presença de uma comunidade humana de carne e osso.
A afirmativa apresentada por Zsupan-Jerome (2014) corrobora com nossas ideias inicias apresentadas na introdução dessa pesquisa ao mencionarmos o aplicativo Confession: A Roman Catholic App. As mídias possibilitam ao devoto experienciar novas frentes e possibilidades de contato com o sagrado, porém ainda que estejamos imersos em uma interação tecnológica na interface 2.0, a presença física do devoto no lugar, ainda é algo que para a Igreja não pode ser mudado. As experiências e sacramentos ainda deverão ser realizados no lugar sagrado e em práticas coletivas e individuais.
Todas as interfaces apresentadas ao longo deste trabalho e nesta análise de considerações ratificam a construção de nosso objeto de pesquisa – a Igreja Católica Apostólica Romana e sua inserção nas mídias tomando por base o exemplo empírico do Brasil através da Renovação Carismática Católica. A comunidade Canção Nova, na cidade de Cachoeira Paulista e a RCC Brasil, em construção na cidade de Canas, ambas as cidades localizadas no Vale da Fé, como é conhecido o Vale do Paraíba Paulista (SP), são amostras dessa nova investida católica na difusão de uma fé midiática.
A nossa interpretação espacial favoreceu questionar o quadro teórico de Rosendahl (2003). A data de nossa pesquisa, 2017, portanto 14 anos depois das análises da geógrafa permitiu indagar a ausência dos meios midiáticos em suas dimensões de análise do sagrado e do profano. Completar as ideias de Rosendahl, no capítulo 1 foi sem dúvida, a contribuição acadêmica desta tese. A ciência geográfica caminha com estas dinâmicas, o novo saber e a pesquisa.
Desta maneira foi de importante relevância em nossa pesquisa analisarmos o universo do ciberespaço e das mídias a partir das dimensões de análise, assim como, suas ampliações através de novos arcabouços teóricos como: a hipermodernidade, as peregrinações pós-modernas, os bens simbólicos religiosos e suas produções e consumos inseridos em um processo capitalista artista focado no design e na estética.
As relações entre religião, política, mídia e ciberespaço manifestam-se de diferentes modos e suas manifestações espaciais também o fazem. Há novas maneiras de conhecer as relações entre religião, política e ciberespaço. Na perspectiva da ciência geográfica, foi possível pensar essas transformações através de alguns temas eminentemente geográficos. Isto não implica abandonar temas especificamente associados à religião, mas, o contrário: incorporá-los às temáticas geográficas, na crença de que a espacialidade - que define o olhar da geografia - se faz presente em toda a ação humana, seja ela material, imaterial ou virtual.
Assim sendo, ao longo de nossa pesquisa fora possível tornar inteligíveis as transformações as quais a sociedade capitalista artista e hipermoderna vem perpassando ao longo dos anos, e principalmente nas últimas décadas até sua atual condição no chamado mundo pós-moderno ou hipermoderno (LIPOVETSKY e SERROY, 2011). Frente a essas novas transformações, a Igreja não poderia ficar à margem desses processos devendo assim, criar estratégias de difusão para se manter no poder.
Ressaltamos nesse ínterim que o tema aqui abordado de maneira alguma se esgota, pelo contrário, a presente pesquisa servirá tanto para as ciências sociais como as ciências humanas, em especial, à geografia da religião como base para outras pesquisas que poderão surgir através deste temário envolvendo o processo de hipermodernidade da sociedade contemporânea, assim como, as relações entre espaço, religião, mídias e ciberespaço.
Encerramos esse trabalho demonstrando que o homem religioso na hipermodernidade, não apenas possui suas características e práticas tradicionais do viver e sentir o sagrado, mas também na apresentação de novas práticas e vivência da fé através das mídias, ou seja, uma prática religiosa midiática, virtual, imaginária e simbólica.
REFERÊNCIAS
ADAM, Barbara. Time. Cambridge: Polity Press, 2004.
ABIB, Jonas. Canção Nova: uma obra de Deus. 6.ed. São Paulo: Canção Nova, 2010.
ABUMANSSUR, Edin. S. Romarias e Turismo Religioso: novos olhares sobre um antigo fenômeno. In: Religiões, religiosidades e diferenças culturais, 2005.
ALETEIA. Site de notícias católicas. Disponível em:
<https://pt.aleteia.org/2017/03/27/simbolo-secreto-cristao-por-que-o-peixe/> Acesso em 10 de ago. 2017.
BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 2007.
BARBOSA, Sandy R. C de J. A Territorialidade do Movimento de Renovação Carismática Católica na Paróquia Nossa Senhora de Copacabana, RJ.
Monografia de conclusão do curso de Pós-Graduação em Políticas Territoriais do Estado do Rio de Janeiro – UERJ – 2000.
BAUMAM, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual.
Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Tradução: Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
BAUMAM, Zygmunt. Vida para o consumo. A transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.
BECKER, Howard Saul. Outsiders: estudos de sociologia do desvio. Tradução Maria Luiza X. de Borges; revisão técnica Karina Kuschinir. – 1. Ed. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
BENEDETTI, Luiz Roberto. Novos rumos do catolicismo. In: CARRANZA, Brenda;
MARIZ, Cecília e CAMURÇA, Marcelo. (Org.) Novas comunidades católicas: em busca do espaço pós-moderno. Aparecida, SP: Idéias & Letras, 2009, p. 17-32.
BERGER, Peter Ludwig. O Dossel Sagrado: Elementos para uma Teoria
Sociológica da Religião. São Paulo: Paulus, 1985. (Coleção Sociologia e Religião).
BERGER, Peter Ludwig. A dessecularização do Mundo: uma visão global. In:
Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, 21(1): 9-24, 2000.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. 3° Impressão. São Paulo: Paulus, 2004.
BÍBLIA SAGRADA AVE MARIA, São Paulo: Editora Ave-Maria, 2011.
BONNEMAISON, Joël. Viagem em Torno do Território. In: CORRÊA, R. L.;
ROSENDAHL, Z. (Org.). Geografia Cultural: um século (3). Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2002.
BOWMAN, Glenn. Pilgrim Narratives of Jerusalem and the Holy Land: A Study in Ideological Distortion. In Sacred Journeys: The Anthropology of Pilgrimage, ed.
Alan Morinis, 149–168 (Westport, CT: Greenwood Press, 1992).
BÜTTNER, M. et all. Geographia Religionum. Interdisziplinäre Schriftenreibe zur Religionsgeographie. Band 1. Berlin: Dietrich Reimer Verlag, 1985.
CAMPOS, Leonildo Silveira. Teatro, templo e mercado: organização e marketing de um empreendimento neopentecostal. Petrópolis: Vozes; São Paulo: Simpósio Editora; São Bernardo do Campo: Umesp, 1997.
CAMURÇA, Marcelo Ayres. Tradicionalismo e meios de comunicação de massa:
o catolicismo midiático. In: CARRANZA, Brenda; MARIZ, Cecília e CAMURÇA, Marcelo. (Org.) Novas comunidades católicas: em busca do espaço pós-moderno.
Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2009, p. 59-77.
CANÇÃO NOVA. Site da comunidade Canção Nova. Disponível em:
<www.cancaonova.com> Acesso em: 15 jan. 2017.
CANÇÃO NOVA NOTÍCIAS. Site de notícias da comunidade Canção Nova.
Disponível em:<https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/
francisco/cristaos-devem-ser-presenca-nos-meios-de-comunicacao-diz-papa/>
Acesso em 16 de ago. 2017.
CARBALLO, Cristina Teresa. Repensar el territorio de la expresión religiosa. In:
CARBALLO, Cristina Teresa (Org.). Cultura, territórios y práticas religiosas.
Buenos Aires: Prometeo Libros, 2009.
CARBALLO, Cristina. Hierópolis como espacios en construcción: las prácticas peregrinas en Argentina. In: ROSENDAHL, Z. (Org.). Trilhas do Sagrado. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010.
CARBALLO, Cristina Teresa. Caminos del peregrino gaucho: memoria y voces de la tradicion religiosa en el Catolicismo Argentino. In: Espaço e Cultura. Rio de
Janeiro: UERJ, PEAGERC/NEPEC, 2012.
CARLOS, Ana F. A. C. O Espaço Urbano: Novos Escritos sobre a Cidade. São Paulo: Labur Edições, 2007.
CARNEIRO, Sandra de Sá. O caminho do Sol: construindo emoções ethos
peregrino e vínculos sociais. In: STEIL, C. A; CARNEIRO, S. de S. (org.). Caminhos de Santiago no Brasil: interfaces entre turismo e religião. Rio de Janeiro:
Contracapa; Faperj, 2011.
CARNEIRO, Sandra de Sá. As peregrinações como atrações turísticas. In: – Espaço e Cultura, Rio de Janeiro: UERJ, PEAGERC/NEPEC, p.66-79, 2012.
CARRANZA, Branda, Renovação Carismática Católica: origens, mudanças, tendências. Dissertação de mestrado em sociologia. Unicamp, 1998.
CARRANZA, Brenda. Catolicismo Midiático. Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2011.
CARRANZA, Brenda. Perspectivas da neopentecostalização católica. In:
CARRANZA, Brenda; MARIZ, Cecília e CAMURÇA, Marcelo. (Org.) Novas
comunidades católicas: em busca do espaço pós-moderno. Aparecida, SP: Ideias &
Letras, p. 33-58, 2009.
CARRANZA, Brenda e MARIZ, Cecília Loreto. Novas comunidades católicas: por que crescem? In: CARRANZA, Brenda; MARIZ, Cecília e CAMURÇA, Marcelo.
(Org.) Novas comunidades católicas: em busca do espaço pós-moderno. Aparecida, SP: Ideias & Letras, p. 139-170, 2009.
CASTRO. I. E. O Território e o poder autônomo do Estado. Uma discussão a partir da Teoria de Michael Mann. In: Espaço e Tempo. Complexidade e desafios do pensar e do fazer geográfico. Francisco Mendonça. Cecilian Luíza Lowen-Sahr.
Márcia Silva (org), pp: 579-595. Editora: ADEMADAN, Rio de Janeiro, 2009.
CASTRO, Celso. Textos básicos de sociologia: de Karl Marx a Zygmunt Bauman.
Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
CATHOLIC FRATERNITY. Site da Fraternidade Católica para novas comunidades.
Site: <http://www.catholicfraternity.org> Acesso: 24 de julho de 2017.
CHEONG, Pauline Hope and ESS, Charles. Introduction: Religion 2.0? Relational and Hybridizing Pathways in Religion, Social Media, and Culture. In: CHEONG, Pauline H; NIELSON-FISCHER, Peter; GELFGREN, Stefan and ESS, Charles (eds).
Digital Religion, Social Media and Culture: Perspectives, Practices and Futures.
New York: Peter Lang. 2012.
CLAVAL, P. Le Thème de la Religion dans les Études Géographiques.
Geographie et Cultures. Paris, n° 2, p. 85-111. 1992.
CLAVAL, P. e SINGARAVELOU. Ethnogéographies. Paris, L’Harmattan, 1995.
CLAVAL, Paul. A Geografia Cultural. Florianópolis: Editora da UFSC, 1999.
CLAVAL, P. Les Dimensions Culturelles du Pouvoir. In: ROSENDAHL, Z e
CORRÊA, R.L. Conceitos e Temas em Geografia Cultural. Rio de Janeiro: EdUERJ.
2010.
CLEARY, Edward L., The Rise of Charismatic Catholicism in Latin America.
Gainesville, FL: University Press of Florida, 2011.
CLÉOFAS. Site da Editora Cléofas. Disponível em: <http://cleofas.com.br/a-cruz-venceu-o-mundo/> Acesso em 10 ago. 2017.
COHEN, Erik. “Pilgrimage and Tourism: Convergence and Divergence” in Sacred Journeys: The Anthropology of Pilgrimage, ed. Alan Morinis, 47–61 (Westport, CT:
Greenwood Press, 1992).
CONDOMÍNIO DA FÉ. Site do Condomínio da Fé - http://condominiodafe.com.br/ - Acesso – 09 de Julho de 2017.
CORRÊA, Aureanice de Mello. Ritual, identidade, cultura e organização espacial:
sagrado e profano. In: SILVA, D. (org.). Identidades étnicas e religião. Rio de Janeiro: Eduerj, 2000.
CORRÊA, Aureanice de Mello. Irmandade da Boa Morte como manifestação cultural afro-brasileira: de cultura alternativa à inserção global. 323 f. Tese
(Doutorado em Geografia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2004.
CORRÊA, Roberto. L. Os Centros de Gestão do Território: Uma Nota. Território, nº 1, 1996.
CORRÊA, Roberto. L. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
CORRÊA, Roberto. L. O Espaço Urbano. São Paulo, Ática, 1999.
CORRÊA, Roberto. L. Formas simbólicas e espaço – algumas considerações.
Aurora Geography Journal, v.1, p.11-19, 2007.
CORRÊA, Roberto. L. Espaço: um conceito- chave da Geografia. In: CASTRO, I. E.;
GOMES, P. C. C.; CORRÊA, R. L. (Org.) Geografia: Conceitos e Temas. 11.ed.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008.
CORRÊA, Roberto. L. Política, Cultura e Espaço. In: ROSENDAHL, Z e CORRÊA, R.L. Conceitos e Temas em Geografia Cultural. Rio de Janeiro: EdUERJ. 2010.
CORRÊA, Roberto. L. (2011) Espaço e Tempo: Um Tributo a Mauricio Abreu.
Revista Cidades, São Paulo, v. 8, n. 14, 2011.
CORRÊA, R. L e ROSENDAHL, Z. A Geografia Cultural Brasileira: Uma Avaliação Preliminar. Revista da ANPEGE (ON-LINE), v. 4, p. 89 – 108, -
http://www.anpege.org.br/revista/ojs2.2.2/index.php/anpege08/article/view/12/pdf5B - 2008.
COSTA, José L. da. Hierópolis: o significado dos lugares sagrados no sertão cearense. In: ROSENDAHL, Z. (Org.). Trilhas do Sagrado. Rio de Janeiro:
EdUERJ, 2010.
COSTA, Otávio José Lemos. Canindé e Quixadá: construção e representação de dois lugares sagrados no sertão cearense. 216 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2011.
COULANGES, F. A Cidade Antiga. Lisboa: Clássica Ed., 11. ed., 1988.
DEJEAN, I. L’évangélisme et Le penterôtisme: des mouvements religieux au coeur de la mondialisation. París. Géographie et cultures, n° 68, pp. 43-63. 2008.
DIAS, Reinaldo. O Turismo Religioso como Segmento do Mercado Turístico. In:
DIAS, Reinaldo. SILVEIRA, Emerson J. S. da, (Org.). Turismo Religioso: ensaios e reflexões. Campinas, SP: Editora Alínea, 2003.
DURKHEIM, Émile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano: a essência das religiões. Tradução Rogério Fernandes. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
EXPLORE VALE. Informações sobre as cidades do Vale do Paraíba. Disponível em
<www.explorevale.com.br> Acesso em: 15 dez. 2013.
FÉLIX, Sandra Regina (Org). Cachoeira Paulista: Fé, História e Tradição. São Paulo, Noovha América, 2005.
FERREIRA, Pe. Wagner. A formação da Consciência Moral nas Novas Comunidades. São Paulo: Editora Canção Nova, 2011.
FLORES, Fábian C. Espacialidades peregrinas: el caso de la peregrinación juvenil a pie a Luján. Espaço e Cultura (UERJ), nº. 37, p. 99-115, 2015. Disponível em:
<http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/espacoecultura/article/view/21916/15845>.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Organização e tradução de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.
FRANGELLI, Patrícia. Gestão de um epicentro católico no Brasil: o Circuito Turístico Religioso do Vale do Paraíba Paulista/SP. Tese (Doutorado em Geografia).
Orientador: Scott William Hoefle, Programa de Pós-Graduação em Geografia, IGEO/CCMN/UFRJ, Rio de Janeiro, 2015.
GABRIEL, Eduardo. Expansão da renovação carismática católica brasileira: a chegada da canção nova em Fátima-Portugal. In: Teorías Y Prácticas Emergentes en Antropología de la Religion, 2008, p.77-94. Disponível em:
<http://www.ankulegi.org/wp-content/uploads/2012/03/1005Gabriel.pdff>. Acesso em: 01 set. 2014.
GABRIEL, Eduardo. In: CARRANZA, Brenda; MARIZ, Cecília e CAMURÇA, Marcelo.
(Org.) Novas comunidades católicas: em busca do espaço pós-moderno.
Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2009, p. 139-170.
GAZETA ONLINE. Site de jornal de notícias. Disponível em: <
http://www.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2017/06/sobrevivente-desabafa--pedi-ajuda-mas-muitos-so-filmavam-ou-tiravam-foto-1014070823.html> Acesso em 10 de ago. 2017.
GEERTZ, Clifford. Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura.
In: A interpretativa das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.
GUIMARÃES, Ana Paula. TV Canção Nova: a vida por trás das câmeras. São Paulo: Editora Canção Nova, 2014.
GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Rio de Janeiro:
GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Rio de Janeiro: