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Este capítulo analisou alguns aspectos psicossocias relevantes para a prática da avaliação neuropsicológica no processo de envelhecimento. Uma questão central na avaliação neuropsicológica é delimitação da capacidade pessoal do idoso gerir a própria vida. Foram analisados aspectos teóricos e legais referentes à tomada de decisões. Foram apresentados alguns instrumentos úteis, no contexto da avaliação neuropsicológica, para o exame das capacidades e competências do idoso relacionadas ao abuso e maus tratos; estado geral de saúde e qualidade de vida; sobrecarga de idosos, cuidadores e familiares e capacidade de tomada de decisão.

Moye e Marson (2007) afirmaram que a nossa sociedade tem um forte interesse em ser capaz de distinguir de forma objetiva idosos que estejam cognitivamente íntegros daqueles que apresentam algum tipo de déficits. O tema da perda de capacidade em idosos irá aumentar de forma convergente com os novos modelos sociais e a longevidade. As áreas de consentimento para o tratamento e capacidade financeira foram as mais investigadas até o momento, porém com as modificações da sociedade atual e das ciências médicas, dilemas

frequentes, necessitando que os profissionais da saúde saibam distinguir as capacidades e competências individuais.

À medida que mais instrumentos de avaliação neuropsicológica forem desenvolvidos, testados, validados e normatizados, outras áreas das capacidades decisórias dos idosos, como o voto, habilidades para direção automotora, vida independente e capacidade testamentária, deverão ganhar destaque nas pesquisas. O desenvolvimento de pesquisas sobre instrumentos que avaliam as capacidades no Brasil deverá crescer significativamente nos próximos anos. Um grande desafio para os pesquisadores está na adaptação de instrumentos adequados para a avaliação das capacidades na população idosa que considere a diversidades das variações culturais no Brasil.

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ANEXO VI

Cartaz de divulgação da pesquisa para recrutamento de voluntários.

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