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Considerações sobre o Método de Dimensionamento do DER - SP

O método do DER - SP (1982) pode se considerado uma variante do método de dimensionamento de pavimentos asfálticos do DNER.

O processo de dimensionamento da estrutura do pavimento é realizado através das inequações seguintes, sendo necessária a adoção de fatores de equivalência estrutural (K) da mesma ordem de grandeza dos valores indicados na tabela 7.1.

• R ⋅ Kr + B ⋅ Kb ≥ H20

• R ⋅ Kr + B ⋅ Kb + h20⋅ Ks ≥ Hn

R ⋅ Kr + B ⋅ Kb + h20⋅ Ks + Hn ⋅ Kref≥ Hm

O método do DER faz, quanto ao uso das inequações, seguintes observações:

• se o CBR da sub-base for ≥ 40% e N ≤ 5 x 106:

R ⋅ Kr + B ⋅ Kb≥ 0,8 ⋅ H20

• se N for maior que 5 x 107 :

R ⋅ Kr + B ⋅ Kb≥ 1,2 ⋅ H20

• para camadas granulares a espessura mínima deve estar entre 15 cm e 20 cm.

Tabela 7.1 Coeficientes estruturais - K

Material da camada Valor de K

Revestimento ou base de concreto betuminoso 2,00 Revestimento ou base de pré-misturado denso a quente 1,70 Revestimento ou base de pré-misturado denso a frio 1,40 Revestimento ou base betuminosa por penetração 1,20 base em brita graduada e macadame hidráulico 1.10 Bases estabilizadas granulométricamente e bases de solo

arenoso fino laterítico 1.00

Sub-bases granulares variável

Reforço do sbl variável

Base de solo cimento com Resistência à compressão aos 7

dias maior que 4,5 MPa 1,70

Base de solo cimento com Resistência à compressão aos 7

dias entre 2,8 e 4,5 MPa 1,40

Base de solo cimento com Resistência à compressão aos 7

dias entre 2,1 e 2,8 MPa 1,20

Base de solo cimento com Resistência à compressão aos 7

dias menor que 2,1 MPa 1,00

As sub-bases granulares e o reforço do subleito possuem o coeficiente estrutural (K) variável de acordo com os seguintes critérios:

• quando a relação entre o CBR do material em questão e o CBR do subleito for ≥ 3, então K = 1.0;

• se não, o coeficiente estrutural da sub-base ou reforço será calculado a partir da expressão: K = [CBR1 / 3 x CBR2]1/3 , sendo CBR1 e CBR2 os valores para sub-base (ou reforço) e para subleito, respectivamente. O valor do CBR1 a ser adotado para o cálculo de K será 20 % no máximo, caso tal parâmetro seja superior a este limite.

O método do DER-SP faz as seguintes restrições para a utilização de materiais:

• as bases deverão ser constituídas por material que apresente CBR mínimo de 60% e expansão não superior a 0,5 %;

• as sub-bases deverão ser constituídas por material que apresente CBR mínimo de 30% e expansão não superior a 1%;

• os reforços de subleito deverão ser constituídos por solos cujo CBR será superior ao CBR do subleito e expansão não superior a 2%.

No que tange às espessuras mínimas de revestimentos a serem adotadas em projeto, em função do tráfego previsto, são recomendados os valores da tabela 7.2:

Tabela 7.2 Espessuras mínimas recomendadas pelo DER-SP N Tipos de Revestimento

Espessura Mínima de Revestimento

(cm) N ≤ 5 x 106 Tratamentos Superficiais

Duplos ou Triplos 1,2 a 2,5 5 x 106 < N ≤ 107 Concreto Betuminoso (CB) 5,0 107 < N ≤ 5 x 107 CB + Binder Usinado a Quente 3,0 + 4,0

N > 5 x 107 CB + Binder Usinado a Quente 5,0 + 5,0

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