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Os resultados apresentados no estudo, decorrentes da aplicação do primeiro modelo proposto para a problemática de classificação, mostram um cenário com algumas áreas posicionadas nas classes mais críticas e a maioria das alternativas alocadas nas classes intermediárias, o que denota certo equilíbrio no sistema de manutenção. Na classe Altíssima, por exemplo, onde foram classificadas as alternativas que necessitavam de intervenção imediata surgiu o posicionamento da alternativa a7 , que se analisada pela tabela 4.5, aponta características relevantes nos critérios g1 = 100; g2 = 100; g5 = 100 e g6 = 100, os quais possuem os maiores pesos definidos para a classificação. Isso denota a preferência em atender as classes de maior prioridade.

O fato da maioria das alternativas ficarem concentradas nas classes com criticidade mais baixas ou medianas denota a necessidade de planejamento e ações mais estruturadas e de longo prazo para resolver os problemas eminentes nas redes de distribuição. Também, as classes inferiores apontam coerência, pois as áreas alocadas nessas classes apresentam um desempenho inferior nos critérios com pesos mais altos. Essa classificação demonstra que essas áreas podem ser irrelevantes do ponto de vista da priorização de intervenções, porém também necessitam de planejamento de longo prazo.

Ao analisar os resultados do Modelo-1 de classificação, pode-se perceber uma delimitação, com concentrações das áreas importantes em relação ao que o decisor definiu como preferencial. As demais áreas que apresentam indiferenças ou incomparabilidades em relação às classes a que pertencem são classificadas naturalmente, conforme o desempenho nos diferentes critérios.

Algumas incomparabilidades podem ser detectadas quando as alternativas não puderam ser analisadas, visto que os critérios que definem a comparação não apresentam nenhuma sobreclassificação em relação aos parâmetros ou preferências elencados pelo decisor. Por esse motivo o procedimento otimista foi adotado. O procedimento otimista (ou disjuntivo) atribui a Ch a categoria mais baixa para o qual a parte superior do perfil bh é preferível a a. Quando se utiliza este procedimento, uma alternativa pode ser atribuída a categoria Ch quando gj (bh) excede gj (a) (em algum limiar) pelo menos em um critério (regra disjuntiva) (TROJAN & MORAIS, 2012).

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MODELO PARA ORDENAÇÃO EM GRUPO DAS ALTERNATIVAS

DE MANUTENÇÃO (MODELO-2)

Com o intuito de apoiar as decisões sobre qual alternativa de manutenção implantar por zona de medição, classificadas pelo Modelo-1, apresentado anteriormente, foi desenvolvido o Modelo-2. Este modelo trata a problemática de ordenação em grupo, pois leva em consideração os pontos de vista de diferentes atores envolvidos no processo, a fim de priorizar as alternativas de manutenção. Esses modelos propostos de classificação das áreas de uma rede de distribuição de água e priorização em grupo das alternativas de manutenção para redução de perdas e custo são as contribuições deste trabalho. A figura 5.1 demonstra como os modelos se conectam em sua sequencialização:

Figura 5.1 – Conexão entre os modelos

O Modelo-2 consiste de duas fases. A primeira fase trata-se da avaliação individual dos membros do grupo, os quais geram uma ordenação das alternativas conforme seus pontos de vista. A segunda fase trata-se da agregação dos resultados gerados na primeira fase. O problema tratado neste modelo é oriundo das características presentes nas organizações

Ordenação Global

a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7 a8, a9, a10, an...

Classe C1 Classe C2 Classe C3 Classe C4 Classe Cn

M MM M O OO O D DD D E EE E L LL L O OO O ---- 1 11 1 Classificação de áreas críticas de medição de vazão. ELECTRE-TRI Alternativas = Áreas de medição de vazão Alternativas =

Soluções para gestão da manutenção na classe escolhida Decisor 1 = Ordenação Individual Decisor 2 = Ordenação Individual Decisor n = Ordenação Individual M MM M O OO O D DD D E EE E L LL L O OO O ---- 2 22 2 Agregação de ordenações. Electre II e Copeland Matriz de Condorcet

gerenciadoras de redes de distribuição do abastecimento de água. Nelas existem vários setores correlatos e seus respectivos gerentes com preferências, experiências e visões que entram em conflito quando se pretende tomar decisões que promovam a operacionalização de ações para a redução de perdas e custos de manutenção.

Então, o proposto neste Modelo-2 passa a ser ordenar as alternativas para as classes do Modelo-1, através de uma agregação de preferências, baseando-se em métodos multicritérios consolidados para promover o direcionamento de decisões coerentes de um grupo especializado de gerentes de áreas diferenciadas, porém que devem estar interconectadas para a resolução dos problemas relacionados a perdas de água e custos de manutenção.

A escolha dos métodos que apóiam as fases deste segundo modelo se deu, principalmente pelas características encontradas no contexto da gestão de manutenção de redes de água. Dentre essas características pode-se citar:

 necessidade de avaliar individualmente alternativas viáveis por parte de decisores com visões e interesses diferenciados;

 alternativas que precisam ser comparadas par a par no processo de avaliação com a intenção de promover uma visão de sobreclassificação entre essas comparações;

 possibilidade dos decisores determinarem uma importância relativa para os critérios considerados vitais para cada área;

 necessidade de ordenar as alternativas de modo a proporcionar uma visão global para a execução das ações correspondentes e preferidas por um grupo de decisores.

Na primeira fase do Modelo-2 consideram-se:

 alternativas e critérios relevantes envolvidos numa ordenação,

 possíveis ações, definidas por decisores de diretoria das organizações,  avaliação individual das alternativas à luz dos critérios, feita por decisores de

áreas específicas,

 utilização do método ELECTRE II para a ordenação individual. Na segunda fase do Modelo-2 consideram-se:

 agregação e ordenação do resultado anterior, que representam as preferências individuais dos membros do grupo,

Assim, os métodos ELECTRE II, na primeira fase e o método COPELAND na segunda fase, apresentaram-se como ferramentas que podem auxiliar no objetivo proposto no modelo.

O fluxograma da figura 5.2 demonstra uma síntese do modelo com a percepção das etapas e fases estruturais, conjuntamente com o apoio dos métodos multicritérios de apoio.

Figura 5.2 – Fluxograma do modelo proposto Informações de um cenário específico

Elicitação de preferências de cada decisor, considerando alternativas e critérios.

Análise Individual: Aplicação do ELECTRE II separadamente para cada decisor, o qual define

uma ordenação parcial de alternativas.

D1 ordenação PRIMEIRA FASE

Organização das ordenações individuais geradas pelo ELECTRE II.

Nova Matriz de alternativas

Critério = Decisor

Performance das alternativas = ordenações individuais

Análise de agregação: Aplicação do método COPELAND.

SEGUNDA FASE

Ordenação Global que representa a preferência global do grupo. Matriz de Condorcet Análise de Sensibilidade RESULTADOS D2 ordenação Dn ordenação D3 ordenação

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