Em se tratando do caso complexo, existem interessantes problemas que podemos tratar de maneira similar ao que fizemos na se¸c˜ao anterior e outros que ainda n˜ao possuem uma resposta.
Sistema Parab´olico Geral Linear: Usando as mesmas t´ecnicas de[9], ´3 e poss´ıvel encontrar uma estimativa Carleman para o seguinte sistema:
−(a − ib)ϕt− ∆ϕ − B(x, t) · ∇ϕ + a(x, t)ϕ = 0 em Q,
ϕ = 0 sobre Σ,
ϕ(T ) = ϕ0 em Ω,
com a ∈ L∞(Q) e B ∈ L∞(Q)N. Isto nos permite obter uma desigualdade de observabilidade e, portanto, controlabilidade nula para o problema
(a + ib)yt− ∆y + ∇ · (yB(x, t)) + a(x, t)y = v1O em Q,
y = 0 sobre Σ,
y(0) = y0 em Ω.
Condi¸c˜oes de Fronteira: Seria poss´ıvel obter controlabilidade nula para o pro- blema (a + ib)yt− ∆y = v1ω em Q, ∂y
∂n+ a(x, t)y = 0 sobre Σ,
y(0) = y0 em Ω,
em que a ∈ L∞(Σ) e y0 ∈ L2(Ω, C)? Esta ´e uma quest˜ao em aberto.
Controle na Fronteira: Outra quest˜ao interessante e ainda sem resposta ´e sobre a controlabilidade do seguinte sistema:
(a + ib)yt− ∆y = 0 em Q, y = v1γ sobre Σ, y(0) = y0 em Ω,
em que o controle atua na fronteira (ou em parte dela).
Importante salientar que para o caso real,todos estes resultados ja s˜ao conhe- cidos (ver [9]).3
Equa¸c˜ao de Schrodinger: Em (26[16]) Lebeau provou que para estudarmos a con- trolabilidade exata para a equa¸c˜ao de Schr¨odinger, uma condi¸c˜ao geom´etrica ´
e requirida. Tal condi¸c˜ao pode ser formulada exigindo que os raios que se propagam dentro de Ω que rebatem em sua fronteira atingem ω em um tempo T finito.
´
E poss´ıvel obter uma vers˜ao da desigualdade de Carleman dada por
116 Lema 3.3. Existe um λ0 > 0, s0 > 0 tal que para todo λ ≥ λ0 e s ≥ s0 temos,
a seguinte desigualdade ´e v´alida: sλ Z Z Q e−2sϕ|∇q|2)dxdt + s3λ4 Z Z Q e−2sϕ|q|2dxdt ≤ C Z Z Q e−2sϕ|iqt+ ∆q|2dxdt + s3λ4 Z Z Γ0×(0,T ) e−2sαθ|∂q ∂ν| 2 dσdt
para toda q ∈ C2(Q, C) com q = 0 em Σ.
No lema acima temos que ϕ(x, t) = β − e
λψ(x)
(T − t)(T + t), θ(x, t) =
eλψ(x) (T − t)(T + t),
e ainda existe x0 ∈ Rn, tal que Γ0 ⊃ {x ∈ ∂Ω : (x − x0· ν ≥ 0)}. Com esta
desigualdade, ´e poss´ıvel obter controlabilidade nula para o problema iyt− ∆y = 0 em Q, y = v1γ sobre Σ, y(0) = y0 em Ω. (3.115) schf
Em outros termos, para o caso da equa¸c˜ao de Schr¨odinger, ´e poss´ıvel obter uma desigualdade de Carleman que resulte em controlabilidade nula com controle na fronteira. Entretanto, este resultado de controlabilidade nos garante uma controlabilidade com controle distribuido, ou seja, considerando o problema
iyt− ∆y = v1ω em Q, y = 0 sobre Σ, y(0) = y0 em Ω, (3.116) schf
em que ω ´e um aberto que satisfaz uma condi¸c˜ao geom´etrica que mencionamos acima. Consideremos Ω1 um novo dom´ınio de tal forma que ∂Ω1 ∩ ω 6= ∅ e
Alguns c´alculos s˜ao necess´arios, mas a id´eia ´e controlar nesse peda¸co da fron- teira de Ω1 contido em ω e depois estender a solu¸c˜ao para todo o Ω obtendo
assim um controle distribu´ıdo que garante a controlabilidade nula. Da mesma forma feita no trabalho, poder´ıamos pensar em obter uma desigualdade glo- bal de Carleman distribu´ıda de modo a obtermos a controlabilidade nula por meio dela, entretanto o fato que na equa¸c˜ao de Scrh¨odinger o coeficiente ´e um n´umero imagin´ario puro realmente gera muita dificuldade t´ecnica. Podemos ser levados a pensar que na demostra¸c˜ao da desigualdade de Carleman para o problema complexo que fizemos, poder´ıamos ter simplesmente ter considerado a = 0 nos c´alculos que tudo se comportaria da mesma forma. No entanto se observarmos a decomposi¸c˜ao (c13.84), se considerarmos a = 0 teriamos que adicionar os termos envolverdo |ψt|2 e |∆ψ|2 apenas com a equa¸c˜ao I1ψ o que
n˜ao ´e poss´ıvel. Na verdade, esta desigualdade para a equa¸c˜ao de Scrh¨odinger ´
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