Determinação da Camada Semirredutora
A forma mais recomendada para quantificar a qualidade de feixes de raios-X de baixa e média energia é através da camada semirredutora (CSR). A medida deste parâmetro deve ser realizada para cada qualidade de radiação (kV e
diâmetro máximo do feixe sobre os filtros absorventes de 4 cm e uma distância filtro-câmara igual à metade da distância fonte-câmara utilizada. A distância fonte-câmara recomendada é 100 cm; para potenciais <50 kV, esta distância pode ser reduzida a 75 ou 50 cm.
Ademais, a câmara deve estar afastada de qualquer meio dispersor em pelo menos 50 cm. Para medidas mais precisas, pode ser utilizada uma câmara monitora para detectar variações na taxa de saída do gerador, fazer as correções corres-pondentes e também realizar as medidas para diferentes tamanhos de campo. Neste caso a CSR é obtida por extrapolação do tamanho de campo zero do gráfico de CSR medida em função do tamanho do campo.
De maneira rápida, a CSR pode ser calculada através de interpo-lação logarítmica, e quando se dispõe de meios de cálculo, deve ser realizado um ajuste numérico dos dados do experimento de atenuação a uma função do tipo exponencial.
Para potenciais entre 10-100 kV, é recomendado usar alumínio como material absorvente para os filtros e cobre para potenciais desde 100-300 kV. O cobre também pode ser utilizado a partir de 50 kV. Em ambos os casos, os filtros devem ter a espessura calibrada (±1%) e a pureza dos filtros de alumínio para CSR < 0,2 mm Al deve ser maior que 99,99% (alta pureza) e para CSR / 0,2 mm Al, podem ser utilizados filtros de alumínio tipo 1100 (pureza:
99,8%).
A dependência energética da resposta da câmara de ionização utilizada para a medida da CSR para cada intervalo de energia que compreende os equipamentos tratados, baixa e média energia de
que se assegure que não se introduza erro nas leituras, pela variação na qualidade do feixe de radiação com e sem filtro absorvedor no feixe de raios-X.
Objetivo: determinar o valor da camada semiredutora como compro-vação da qualidade do feixe de radiação e utilizar os resultados obtidos na determinação da taxa de dose absorvida para cada qualidade de radiação de uso clínico.
Freqüência: anual, inicial ou posterior a variações ou reparo que afetem a qualidade do feixe de radiação.
Equipamentos e acessórios:
eletrômetro e câmara de ionização apropriados para o intervalo de terapia com raios-X. Jogo de filtros de alumínio e/ou cobre de alta pureza, segundo o intervalo ener-gético e de espessuras calibradas, fita métrica e dispositivo para a colocação dos filtros à saída do colimador.
Profissional encarregado: Físico Médico.
Procedimento:
1. Coloque a câmara de ionização a uma distância de 50-100 cm do foco do tubo dependendo da qualidade do feixe de radiação e do rendimento do equipamento.
Posicione o porta-filtros à metade do caminho entre o foco e a câmara.
2. Selecione um cone corres-pondente a um tamanho de campo que cubra exatamente o volume sensível da câmara centrado sobre a mesma. Em qualquer caso a área irradiada dos filtros não deve ser maior que 4x4 cm2.
3. Prepare o dosímetro para o trabalho segundo as instruções do fabricante. Espere tempo suficiente para que este se aqueça e estabilize.
4. Selecione o valor de poten-cial e filtro a ser avaliado no comando do gerador e ajuste o tempo de exposição para obter uma
5. Realize uma exposição sem filtro e anote a leitura do dosímetro.
Repita a operação
6. Sem mover a geometria, coloque o filtro de menor espessura e realize outras duas exposições.
Anote as leituras.
7. Repita o passo 6, adicionando filtros, aumentando a espessura total até que alcance uma redução da leitura do dosímetro superior à metade da leitura sem filtro.
8. Repita a exposição sem filtro. Anote a leitura do dosímetro.
Se o resultado obtido diferir menos que 5% da leitura inicial sem filtro, se considera válido o experimento de atenuação. Caso contrário repita o experimento.
9. Repita os passos 4 a 8 para todos as combinações de potencial-filtro de interesse clínico.
Interpretação: A CSR pode ser calculada mediante a seguinte expressão de interpolação loga-rítmica:
CSR = [t2ln(2X1/X0) - t1 ln(2X2/X0)]/ln(X1/X2) onde:
X0: é a média das leituras do dosímetro medidas sem filtro e corrigidas por densidade do ar.
t1 e t2: são as espessuras do material absorvente usado como filtro correspondentes às leituras X1 e X2 entre as quais se encontra a camada, semirredutora (valor de espessura para o qual se obtém uma redução de X0 à metade (X0/2).
Quando se dispõe de meios de cálculo pode ser realizado um ajuste numérico dos dados do experimento de atenuação a uma função do tipo:
t: espessura de cada filtro.
O valor da única constante do ajuste (CSR), constituirá precisamente a camada semirredutora.
Tolerância: o resultado desta avaliação deve ser comparado com seu valor de referência inicial, e sua variação percentual relativa deve ser menor que a tolerância especificada.
Verificação da Constância da Qualidade
Para simplificar o procedimento de controle de constância da qualidade destes feixes, durante os controles MENSAIS recomendamos introduzir o uso de fantomas formados por lâminas de plástico de diferentes espessuras, tipo o T-2962 da PTW para feixes de baixa energia, ou tipo PTW2967 para energias médias, com inserção para câmaras de placas-paralelas de raios-X ou para câmaras tipo Farmer, respecti-vamente. Estes fantomas facilitam a colocação da câmara e permitem avaliar a constância da qualidade do feixe a partir da medida de um parâmetro obtido como a relação de leituras a duas profundidades de plástico diferentes índice de qualidade:IC. É recomendado avaliar cada mês uma qualidade diferente. Os valores de referência destes parâmetros são estabelecidos durante a calibração inicial da unidade (ou posterior a um reparo ou variações que afetem a qualidade do feixe de radiação).
Objetivo: avaliar a constância da qualidade dos feixes terapêuticos de raios-X.
Freqüência: mensal, cada vez
Profissional encarregado: físico médico
Procedimento:
1. Coloque o fantoma sobre uma superfície horizontal. A lâmina de plástico com a abertura para a câmara deve ser posicionada na superfície do fantoma.
2. Insira a câmara no fantoma.
3. Selecione o cone para o qual foi estabelecido o valor de referência e centralize-o sobre a câmara, à distância típica de tratamento (em contato direto com o fantoma no caso de baixas energias).
4. Prepare o dosímetro para o trabalho segundo as instruções do fabricante. Espere tempo suficiente para que este se aqueça e estabilize.
5. Realize várias exposições e anote o valor da leitura média (M0) 6. Separe o cone e coloque uma lâmina de plástico com a espessura empregada durante o estabelecimento do valor de