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6.2 Identifica¸c˜ ao de propriedades el´ asticas pelo MCV

6.2.2 Constantes de engenharia no plano LR e LT

Os campos de curvatura, for¸ca aplicada e geometria das placas s˜ao as grandezes ne- cess´arias para a aplica¸c˜ao do MCV. Em concordˆancia com o trabalho num´erico, que visou a valida¸c˜ao do m´etodo de identifica¸c˜ao, prop˜oem-se estudar a identifica¸c˜ao de trˆes casos de estudo: (i) caso de carregamento F : 5 (baseado em quatro campos virtuais indepen- dentes); (ii) combina¸c˜oes de casos de carregamento, concretamente, F : 15 e F : 12345 (baseados em apenas trˆes campos virtuais independentes por caso de carregamento). Os parˆametros de rigidez `a flex˜ao ser˜ao convertidos em constantes de engenharia, uma vez que estas grandezas s˜ao constantemente referidas na literatura. As Tabelas 6.1, 6.2 e6.3

6.2. IDENTIFICAC¸ ˜AO DE PROPRIEDADES EL ´ASTICAS PELO MCV 113

Figura 6.12 – Varia¸c˜ao do (a) m´odulo de Young (E2), e (b) m´odulo de corte (G12) para cinco exemplos de placas orientada plano LT, em fun¸c˜ao do grau do polim´onio usado na reconstru¸c˜ao dos campos de rota¸c˜ao e curvaturas.

resumem este estudo para os diferentes casos de estudo, no plano LR. Enquanto que as Tabelas6.4,6.5 e6.6 dizem respeito ao mesmo estudo para os diferentes casos de estudo, desta vez no plano LT.

Como se pode constatar na Tabela 6.1, as constantes de engenharia que se podem obter, partindo de um s´o cen´ario de carregamento, com aplica¸c˜ao de 4 campos virtuais, s˜ao ER

e GLR. Quanto a estes valores pode dizer-se que s˜ao de uma ordem de grandeza aceit´avel,

sendo que apresentam um desvio-padr˜ao relativamente consider´avel e um coeficiente de varia¸c˜ao na ordem dos 20

Quanto `a Tabela6.2, atrav´es da combina¸c˜ao de dois casos de carregamento F : 1 e F : 5, ´

e poss´ıvel verificar-se a extra¸c˜ao de todas as propriedades relativas `as constantes de enge- nharia. Quanto `a identifica¸c˜ao destas mesmas propriedades ´e de notar que as propriedades que apresentam valores mais inst´aveis s˜ao EL e νLR. Por outro lado, `a semelhan¸ca da

Tabela 6.1, o coeficiente de varia¸c˜ao para os valores de ER e GLR situa-se na gama dos

20%, sendo portanto, estes resultados pass´ıveis de aceita¸c˜ao.

Por sua vez, a Tabela 6.3, atrav´es da combina¸c˜ao de todos os casos de carregamento

F : 1, F : 2, F : 3, F : 4 e F : 5, retrata a extra¸c˜ao de todas as propriedades relativas `as constantes de engenharia. Quanto `a identifica¸c˜ao destas mesmas propriedades ´e de notar que as propriedades que se apresentam com valores mais inst´aveis s˜ao ELe νLR. Por outro

lado, os valores de ER e GLR s˜ao mais est´aveis. Assim, paras estas ´ultimas propriedades,

Tabela 6.1 – Constantes de engenharia identificadas experimentalmente combinando a t´ecnica de deflectometria com o MCV para placas orientadas no plano de simetria LR, para o caso de carregamento F : 5.

EL (GPa) ER (GPa) νLR GLR (GPa)

Referˆencia: 15,13 1,91 0,47 1,12 1 - 1,923 - 0,887 2 - 1,713 - 0,815 3 - 2,048 - 1,139 4 - 2,012 - 1,100 5 - 1,543 - 0,851 6 - 2,402 - 1,294 7 - 1,736 - 1,374 8 - 2,340 - 1,181 9 - 1,715 - 1,523 10 - 1,436 - 1,636 11 - 1,421 - 1,145 12 - 1,680 - 1,432 13 - 1,583 - 1,321 14 - 1,468 - 1,077 15 - 1,517 - 1,300 16 - 1,126 - 0,984 17 - 1,175 - 0,994 18 - 1,624 - 1,414 m´edia - 1,692 - 1,193 desv(1) - 0,348 - 0,236 cv(2) - 20,55% - 19,79% (1) desvio-padr˜ao.

6.2. IDENTIFICAC¸ ˜AO DE PROPRIEDADES EL ´ASTICAS PELO MCV 115

Tabela 6.2 – Constantes de engenharia identificadas experimentalmente combinando a t´ecnica de deflectometria com o MCV para placas orientadas no plano de simetria LR, para a combina¸c˜ao dos casos de carregamento F : 15.

EL (GPa) ER (GPa) νLR GLR (GPa)

Referˆencia: 15,13 1,91 0,47 1,12 1 23,35 1,534 0,725 0,876 2 19,35 1,501 1,132 0,812 3 17,71 1,581 2,371 1,132 4 22,23 1,885 0,313 1,099 5 - 1,454 - 0,843 6 12,96 2,101 0,572 1,289 7 8,709 1,423 0,608 1,333 8 11,25 1,815 0,812 1,180 9 21,11 1,719 1,558 1,396 10 7,713 1,302 0,722 1,601 11 7,768 1,271 0,364 1,106 12 17,93 1,737 - 1,126 13 20,80 1,391 0,528 1,289 14 5,256 1,153 0,597 1,055 15 4,950 1,106 0,949 1,299 16 14,64 1,041 0,498 0,984 17 6,238 0,994 0,623 0,993 18 11,99 1,437 0,400 1,404 m´edia 13,76 1,469 0,798 1,157 desv(1) 6,970 0,303 0,555 0,213 cv(2) 50,64% 20,63% 69,50% 18,44% (1) desvio-padr˜ao.

Tabela 6.3 – Constantes de engenharia identificadas experimentalmente combinando a t´ecnica de deflectometria com o MCV para placas orientadas no plano de simetria LR, para a combina¸c˜ao dos casos de carregamento F : 12345.

EL (GPa) ER (GPa) νLR GLR (GPa)

Referˆencia: 15,13 1,91 0,47 1,12 1 19,75 1,698 0,916 1,078 2 18,20 1,762 1,082 1,020 3 16,43 1,638 1,415 1,165 4 19,29 1,515 0,831 1,177 5 10,54 1,289 0,619 0,866 6 11,10 1,680 0,456 1,273 7 10,48 1,321 0,650 1,341 8 7,388 1,746 0,389 1,275 9 22,19 1,625 1,510 1,398 10 7,184 1,182 0,618 1,301 11 8,645 1,279 0,284 1,019 12 16,49 1,148 0,324 1,203 13 17,44 1,268 0,459 1,235 14 6,178 1,268 0,391 1,227 15 6,471 1,291 0,321 1,284 16 12,25 1,255 0,409 1,143 17 6,698 1,029 0,379 1,012 18 9,189 1,133 0,452 1,401 m´edia 12,55 1,396 0,639 1,190 desv(1) 5,319 0,237 0,371 0,145 cv(2) 42,38% 17,01% 58,08% 12,22% (1) desvio-padr˜ao.

6.2. IDENTIFICAC¸ ˜AO DE PROPRIEDADES EL ´ASTICAS PELO MCV 117

Tabela 6.4 – Constantes de engenharia identificadas experimentalmente combinando a t´ecnica de deflectometria com o MCV para placas orientadas no plano de simetria LT , para o caso de carregamento F : 5.

EL (GPa) ET (GPa) νLT GLT (GPa)

Referˆencia: 15,13 1,01 0,81 1,04 1 - 1,022 - 0,927 2 - 1,409 - 0,981 3 - 1,057 - 0,868 4 - 1,197 - 1,105 5 - 1,207 - 1,204 6 - 1,063 - 1,291 7 - 0,698 - 0,970 8 - 0,911 - 1,052 9 - 0,875 - 1,122 10 - 0,879 - 1,076 11 - 0,751 - 1,092 12 - 0,785 - 0,981 m´edia - 0,988 - 1,056 desv(1) - 0,212 - 0,119 cv(2) - 21,43% - 11,29% (1) desvio-padr˜ao.

(2) coeficiente de varia¸ao.

que apresenta valores mais pr´oximos, para o sentido de orienta¸c˜ao das fibras segundo LR. Como se pode constatar na Tabela 6.4, as constantes de engenharia que se podem obter, partindo de um s´o cen´ario de carregamento, com aplica¸c˜ao de 4 campos virtuais, s˜ao ET

e GLT. Quanto a estes valores pode dizer-se que s˜ao de uma ordem de grandeza aceit´avel.

Apresentam um desvio-padr˜ao relativamente baixo e um coeficiente de varia¸c˜ao na ordem dos 21% para o m´odulo de Young, segundo T, e 11% para o m´odulo de corte.

Quanto `a Tabela6.5, atrav´es da combina¸c˜ao de dois casos de carregamento F : 1 e F : 5, ´

e poss´ıvel verificar-se a extra¸c˜ao de todas as propriedades relativas `as constantes de enge- nharia. Quanto `a identifica¸c˜ao destas mesmas propriedades ´e de notar que as propriedades que apresentam valores mais inst´aveis continuam a ser ELe νLR. Por outro lado, os valores

Tabela 6.5 – Constantes de engenharia identificadas experimentalmente combinando a t´ecnica de deflectometria com o MCV para placas orientadas no plano de simetria LT , para a combina¸c˜ao dos casos de carregamento F : 15.

EL (GPa) ET (GPa) νLT GLT (GPa)

Referˆencia: 15,13 1,01 0,813 1,04 1 15,60 0,795 - 0,571 2 13,38 1,012 - 0,941 3 18,21 0,974 0,071 0,885 4 10,69 1,043 0,292 1,076 5 10,52 0,853 0,731 1,211 6 10,94 0,642 2,435 1,041 7 12,51 0,595 0,134 0,884 8 15,50 0,697 0,190 1,042 9 8,313 0,746 1,290 1,122 10 13,66 0,807 0,235 1,046 11 8,399 0,663 0,636 1,077 12 6,082 0,697 0,985 0,981 m´edia 11,98 0,794 0,700 0,990 desv(1) 3,507 0,150 0,715 0,162 cv(2) 29,27% 18,86% 102,10% 16,38% (1) desvio-padr˜ao.

6.2. IDENTIFICAC¸ ˜AO DE PROPRIEDADES EL ´ASTICAS PELO MCV 119

Tabela 6.6 – Constantes de engenharia identificadas experimentalmente combinando a t´ecnica de deflectometria com o MCV para placas orientadas no plano de simetria LT , para a combina¸c˜ao dos casos de carregamento F : 12345.

EL (GPa) ET (GPa) νLT GLT (GPa)

Referˆencia: 15,13 1,01 0,813 1,04 1 11,35 0,718 0,099 0,734 2 11,81 0,927 0,068 0,862 3 17,66 0,918 0,307 0,938 4 10,41 1,036 0,406 0,954 5 8,443 0,922 0,807 1,094 6 8,914 0,830 1,514 0,977 7 10,84 0,672 0,867 0,837 8 13,90 0,727 0,644 0,986 9 7,444 0,840 1,024 0,942 10 12,58 0,833 0,416 1,000 11 7,732 0,723 0,712 1,010 12 6,618 0,760 0,580 0,818 m´edia 10,64 0,825 0,620 0,929 desv(1) 3,138 0,110 0,408 0,100 cv(2) 29,48% 13,28% 65,78% 10,71% (1) desvio-padr˜ao.

(2) coeficiente de varia¸ao.

baixo. O coeficiente de varia¸c˜ao, devido `a estabilidade de ET e GLT situa-se na gama dos

18% e 16% respetivamente; como EL se apresenta um pouco mais inst´avel situa-se pelos

29%, e νLT sendo a propriedade que apresenta, neste caso, mais instabilidade apresenta

um coeficiente de varia¸c˜ao na ordem dos 102%.

Por sua vez, a Tabela 6.6, atrav´es da combina¸c˜ao de todos os casos de carregamento

F : 1, F : 2, F : 3, F : 4 e F : 5, retrata a extra¸c˜ao de todas as propriedades relativas `as constantes de engenharia. Quanto `a identifica¸c˜ao destas mesmas propriedades ´e de notar que as propriedades que se apresentam com valores mais inst´aveis s˜ao ELe νLT. Por outro

lado, os valores de ET e GLT s˜ao mais est´aveis. Assim, paras estas ´ultimas propriedades, os

´

ultima tabela apresenta os valores mais pr´oximos aos valores da literatura, para o sentido de orienta¸c˜ao das fibras segundo LT; pode, ainda confirmar-se atrav´es da visualiza¸c˜ao do coeficiente de varia¸c˜ao de todas as propriedades identificadas: com maior estabilidade apresentam-se ET e GLT com 13% e 10%, respetivamente; de seguida, apresenta-se EL

com 29%; e, por fim, com maior instabilidade e, consequentemente, maior coeficiente de varia¸c˜ao apresenta-se νLT com 65%.

6.3

Conclus˜oes

Atrav´es da an´alise das Tabelas relativas ao sentido de orienta¸c˜ao LR (6.1,6.2 e6.3) pode afirmar-se que os valores mais aproximados s˜ao referentes `a ´ultima. Ou seja, para uma jun¸c˜ao de todos os casos de carregamento utilizados experimentalmente (estando impl´ıcita a metodologia dos 3 campos virtuais pelo MCV), verifica-se uma maior estabilidade de resultados, estando os valores mais pr´oximos dos valores de referˆencia. Isto acontece, ao mesmo tempo que o desvio-padr˜ao e o coeficiente de varia¸c˜ao diminuem para a grande maioria as propriedades identificadas. Assim, pode concluir-se que esta ´e a melhor abor- dagem a ser tomada na identifica¸c˜ao da matriz de rigidez.

Pela an´alise das Tabelas6.4, 6.5e6.6, estando impl´ıcita a orienta¸c˜ao segundo LT, podem retirar-se as mesmas conclus˜oes referidas para LR, ou seja, quantas mais combina¸c˜oes de casos de carregamento forem efetuadas, melhores ser˜ao os resultados obtidos, quando comparados com os valores de referˆencia da literatura. Assim sendo, a Tabela 6.6 apre- senta valores muito satisfat´orios, nomeadamente no ˆambito de caraterizar a matriz de rigidez de Pinus pinaster.

De referir ainda, est´a o facto do m´odulo de corte G12 n˜ao puder se obtido atrav´es de um ´

unico ensaio para os casos de carregamento F : 1 e F : 4, pois s˜ao ambos pontos onde a aplica¸c˜ao de carga s´o ir´a aplicar estados de flex˜ao pura, isto ´e, por outras palavras, os encastramentos propiciados por P1, P2 e P3 fazem com que, nas suas concordˆancias (casos de carregamento 1 e 4), n˜ao haja tor¸c˜ao nem corte.

Por fim, podem subsistir algumas discrepˆancias de valores para provetes relativos aos mesmos planos orienta¸c˜ao, mais concretamente para LR, devido `a qualidade especular dos provetes se apresentar diferente de provete para provete. Isto ´e, `as vezes torna-se dif´ıcil de obter imagens de qualidade superior, tendo em conta o revestimento nem sempre

6.3. CONCLUS ˜OES 121

bem conseguido, o que n˜ao facilitou a extra¸c˜ao das propriedades da matriz de rigidez. Esta dificuldade na obten¸c˜ao de cartografias de qualidade poder´a estar intrinsecamente associada ao revestimento, que ´e onde se verificam as maiores dificuldades da t´ecnica da deflectometria e trabalho de imagem (m´etodos de filtragem e desembrulhar da fase).

7

Conclus˜oes

Neste trabalho foi estudada uma nova metodologia de identifica¸c˜ao das propriedades el´asticas da madeira maci¸ca no plano de simetria longitudinal-radial (LR) e longitudinal- tangencial (LT). Esta abordagem baseia-se em ensaios heterog´eneos de flex˜ao de placas finas, combinando a t´ecnica ´otica de deflectometria com o m´etodo dos campos virtuais. Numa primeira fase, o m´etodo de identifica¸c˜ao foi validado numericamente usando um modelo de elementos finitos do ensaio de flex˜ao, seguindo-se o trabalho de carateriza¸c˜ao experimental em madeira de Pinus pinaster.

Experimentalmente, foi proposto e testado um procedimento de revestimento da placa em madeira maci¸ca necess´aria para aplica¸c˜ao da t´ecnica de deflectometria. A solu¸c˜ao apresentada consistiu na utiliza¸c˜ao de uma resina ep´oxida. A aplica¸c˜ao deste revestimento requer alguns cuidados na prepara¸c˜ao pr´evia da superf´ıcie dos provetes para garantir uma superf´ıcie refletora perfeitamente plana. De notar que no plano de simetria LR, foram encontradas algumas dificuldades devido `a estrutura heterog´enea dos an´eis de crescimento, lenho inicial e final. Neste caso, esta heterogeneidade peri´odica tende a imprimir uma ondula¸c˜ao carater´ıstica na superf´ıcie em an´alise, o que perturba a forma¸c˜ao de imagem por reflex˜ao especular. Uma medida de melhorar o revestimento poderia passar pela utiliza¸c˜ao de um prim´ario ou tapa-poros para facilitar a regulariza¸c˜ao da superf´ıcie, no entanto isso poderia ser prejudicial para a carateriza¸c˜ao das propriedades el´asticas do material.

A vantagem da abordagem proposta baseada em m´etodos de identifica¸c˜ao inversa, em

compara¸c˜ao com os m´etodos cl´assicos baseados em campos de tens˜ao e deforma¸c˜ao uni- formes ou lineares, ´e a completa determina¸c˜ao da matriz de rigidez `a flex˜ao. Isto ´e, a determina¸c˜ao das quatro constantes de engenharia no plano ortotr´opico em estudo a partir de um ´unico ensaio. Em compara¸c˜ao, seriam necess´arios trˆes ensaios mecˆanicos independentes para conseguir esta mesma carateriza¸c˜ao. Os valores das propriedades el´asticas para Pinus pinaster obtidos pela abordagem proposta quer para o plano LR, quer para o plano LT, est˜ao de acordo com os valores de referˆencia obtidos, usando en- saios cl´assicos para a mesma esp´ecie. De salientar que a identifica¸c˜ao pelo m´etodo dos campos virtuais foi mais robusta aquando da combina¸c˜ao de ensaios mecˆanicos, realizados sobre a mesma placa.

No ˆambito de trabalho futuro deixa-se `a considera¸c˜ao os seguintes pontos:

– a aplica¸c˜ao da metodologia adotada ao longo deste trabalho para identifica¸c˜ao de gradientes de propriedades relativas `a madeira de Pinus pinaster atrav´es do estudo de placas de maiores dimens˜oes;

– a aplica¸c˜ao da metodologia adotada para outro tipo de materiais comp´ositos, no- meadamente fibras e novos aglomerados utilizados para constru¸c˜oes;

– o estudo qu´ımico para obten¸c˜ao de novas resinas e catalisadores que possam ser apli- cados em madeira, sem que estes provoquem rea¸c˜oes que comprometam a superf´ıcie especular pretendida para os provetes a testar;

– a utiliza¸c˜ao de outras metodologias de ensaio (ensaios de flex˜ao em quatro ou mais pontos) acopladas `a t´ecnica de deflectometria, tendo em vista a otimiza¸c˜ao da iden- tifica¸c˜ao das propriedades para os mais diversos materiais a analisar;

– o estudo da influˆencia da espessura de resina + catalisador na identifica¸c˜ao das propriedades do material em an´alise.

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