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Construção conjunta do conhecimento e as dinâmicas

O conhecimento é uma sinfonia. Para a sua execução é necessária a presença de muitos elementos: os instrumentos, as partituras, os músicos, o maestro, o ambiente, a platéia, os aparelhos eletrônicos etc.... Também na construção do conhecimento a integração das muitas ciências não garante a sua perfeita execução. A interdisciplinaridade surge, assim, como possibilidade de enriquecer e ultrapassar a integração dos elementos do conhecimento. (FAZENDA, 1991). As dinâmicas de grupos podem contribuir nesta interdisciplinaridade.

A aplicação de dinâmicas de grupos incorporada à psicopedagogia surge como uma nova competência e um novo saber em auxílio à construção de outros saberes. É preciso saber que os professores não possuem apenas saberes, mas também competências profissionais que não se reduzem ao domínio dos conteúdos a serem ensinados, e aceitar a idéia de que a evolução exige que todos os professores possuam competências antes reservadas aos inovadores ou aqueles que precisavam lidar com públicos difíceis. (PERRENOUD, 2000)

Procurando dar uma conceituação (Beauclair, 2010):

A dinâmica de grupo na psicopedagogia é uma técnica de caráter vivencial, em que os elementos envolvidos, conseguem pela habilidade do animador energias para atingirem sentimentos, emoções, conhecimentos sobre si e sobre o grupo raramente conseguidos em suas individualidades.

Justificando afirma: A partir das reflexões aqui estabelecidas, percebo que as dinâmicas de grupo contribuem significativamente para a modificação de atitudes e comportamentos individuais e grupais. O que se torna necessário é a construção de estudos metodológicos que possibilitem um entender com mais clareza e movimento teórico sobre sua prática, pois é necessário vincular teoria e prática para dar significado e sentido ao seu fazer, ou seja, dinâmica de grupo tem que ter objetivo, não é só fazer por fazer. (BEAUCLAIR, 2010)

Segundo Mrech (2010): “A intervenção psicopedagógica veio introduzir uma contribuição mais rica no enfoque pedagógico. O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo pluricausal, abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação: afetivos, cognitivos, motores, sociais, econômicos, políticos etc.”, podendo-se acrescentar que as dinâmicas de grupos podem contribuir muito com todo este processo.

Reforça esta posição quando a causa do processo de aprendizagem, bem como das dificuldades de aprendizagem, deixa de ser localizada somente no estudante e no professor e passa a ser vista como um processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo professor e psicopedagogo. (MRECH, 2010)

Resistências à ludicidade e às dinâmicas: aplicações

Um dos aspectos mais importantes a ser levado em conta pelo professor e pelo psicopedagogo é o reconhecimento das estruturas prévias de alienação no saber que o professor e o estudante apresentam em relação ao uso de brinquedos, jogos e materiais pedagógicos (dinâmicas em geral).

São elas que impedem seu emprego em uma variedade mais rica de utilização: • A concepção e capacidade lúdica do professor. Um professor que não sabe e/ou não

gosta de brincar dificilmente desenvolverá a capacidade lúdica dos seus estudantes. • Ele parte do princípio de 'que o brincar é bobagem, perda de tempo. Assim, antes

de lidar com a ludicidade do estudante, é preciso que o professor desenvolva a sua própria.

• O professor que, não gostando de brincar, esforça-se por fazê-lo, normalmente assume postura artificial, facilmente identificada pelos estudantes. A atividade proposta não anda.

• Em decorrência, muitas vezes os professores deduzem que brincar é uma bobagem mesmo, e que nunca deveriam ter dado essa atividade em sala de aula.

• Diante de um material novo, é bastante comum o professor estabelecer, uma atitude distanciada em relação a este objeto, colocando-se como especialista e não como quem! Brinca com o material.

• O seu olhar é técnico, basicamente olhar de professor ou do psicopedagogo sobre o objeto, isto é, um olhar adulto.

Acontece que quem vai utilizar o objeto geralmente é uma criança ou um adolescente. Muitas vezes aí se estabelece uma incompatibilidade entre esses dois olhares. (Educação On-Line - www.educacaoonline.pro.br - O site da Educação)

Passos das dinâmicas

Como vimos escolher as dinâmicas faz parte do plano de aula e, portanto, devem ser escolhidas, antes ligadas aos objetivos do ensino, durante a aplicação sofrer a avaliação formativa, observar se está sendo realizada com animação e proveito, e depois a avaliação somativa, discussão com todos os integrantes do que se aprendeu com ela. Sem estes três quesitos básicos as dinâmicas pouco o nada representam para a aprendizagem.

Recursos didáticos Recursos

São componentes do ambiente da aprendizagem que estimulam o aluno apreender.  Humanos: Professor, alunos, pessoas da instituição e da comunidade.  Materiais: Dependências físicas, materiais, ambiente interno e externo,

aparelhos e equipamentos, biblioteca, indústrias, lojas.

o Importante: Sempre que precisar fazer uma demonstração aos alunos: mostrar material por material explicando a sua utilidade.

 Fazer um chek-list e conferir antes da demonstração para verificar se não está faltando alguma coisa.

 Testar com antecedência os materiais, instrumentos, aparelhos e equipamentos.

 Ter competência psicomotora para usar o material a sua disposição.  Avaliação dos alunos

o É o processo pelo qual se determinam o grau e a quantidade de resultados alcançados pelos alunos em relação aos objetivos propostos.

o Etapas da avaliação:

a) Estabelecer critérios - indicadores que possam mostrar o êxito alcançado. b) Estabelecer as condições – as situações em que o processo de avaliação

será realizado.

c) Selecionar as técnicas e os instrumentos – dependendo o que se quer avaliar – por exemplo, não é recomendável um teste objetivo de o que se pretende é verificar se o aluno sabe redigir um texto em português.

d) Realizar a aferição dos resultados – verificar os resultados alcançados – comparar com os parâmetros estabelecidos pelo planejamento.

o Tipos:

a) Diagnóstica – Para verificar a situação atual do conhecimento dos alunos a respeito do tema a ser abordado. Serve para constatar o nivelamento ou o desnivelamento do saber da sala sobre o tema proposto.

b) Formativa – É a que se processo durante o processo ou as atividades do ensino, através de perguntas sobre o entendimento, exercícios e reflexões do professor e dos alunos – corrige os alunos e orienta o professor.

c) Somativa – Mede no final até que ponto os objetivos propostos foram alcançados. Procurar avaliar as competências afetivas, cognitivas e psicomotoras.

A tecnologia a serviço da didática

A Tecnologia Educacional está diretamente relacionada ao fazer educativo – à didática, ao projeto político-pedagógico e ao contexto social onde se insere.

"O livro tem um caso com a aparelhagem de som, a TV flerta com o jornal, o cinema com o satélite, o telefone com o videocassete... Todos abençoados pelo computador, que é o sacerdote supremo dessa promiscuidade cibernética, a multimídia". (TAS, 2004)

Podemos definir como tecnologias educacionais todos os recursos que permitem enriquecer a arte de ensinar.

Multimídia

Para entender o conceito de multimídia não devemos, porém, nos limitar apenas a idéia de reunião de diferentes linguagens em um mesmo suporte, uma vez que no jornal impresso o texto vem acompanhado de fotografias e tanto na televisão como no cinema é possível ter ao mesmo tempo texto, som e imagem.

O grande diferencial das tecnologias multimidiáticas reside justamente na tão proclamada interatividade, a participação ativa do usuário e a capacidade de manipulação do conteúdo da informação.

Ao mesmo tempo em que são criadas tecnologias radicalmente novas como CDs, homepages, pendrives, outros meios surgem como prolongamento dos tradicionais. Graças ao desenvolvimento dos cabos, satélites e fibras ópticas observamos a consolidação e globalização da informação.

Olhando as raízes da palavra multimídia – meios, ou seja, habilidade de transferir informação através de mais de um meio, isto é, por intermédio de mais de um dos sentidos. A multimídia é, portanto, a utilização de muitos meios como textos, gráficos, sons, imagens, animação e simulação combinados para se conseguir um determinado efeito. (CASAS, 1996)

A Internet, por exemplo, é um ambiente multidirecional onde não há qualquer espécie de hierarquia ou gestão centralizada. O modelo comunicacional "um-todos", que caracterizou os sistemas tradicionalmente cunhados de comunicação de massa, dá lugar ao modelo "todos-todos", com o surgimento das redes telemáticas.

O mundo se apequena, as distâncias (espaços) são diminuídas, a visão é ampliada, a notícia é instantânea o livro e as livrarias são digitais e acessados imediatamente, aumentando e socializando o volume atualizado do conhecimento. O professor usa tudo isto ou ainda usa seu caderno de apontamentos de aula elaborado ao vários anos passados? Já nos anos oitenta Gilberto Gil nos manda o recado:

Parabolicamará Gilberto Gil (1980)

Antes mundo era pequeno Porque Terra era grande Hoje mundo é muito grande

Porque Terra é pequena Do tamanho da antena

Parabolicamará Ê volta do mundo, camará Ê, ê, mundo dá volta, camará

Antes longe era distante Perto só quando dava Quando muito ali defronte

E o horizonte acabava Hoje lá trás dos montes dendê em casa camará Ê volta do mundo, camará Ê, ê, mundo dá volta, camará De jangada leva uma eternidade De saveiro leva uma encarnação

Pela onda luminosa Leva o tempo de um raio

Tempo que levava Rosa Pra aprumar o balaio

Quando sentia Que o balaio ía escorregar Ê volta do mundo, camará Ê, ê, mundo dá volta, camará

Esse tempo nunca passa Não é de ontem nem de hoje

Mora no som da cabaça Nem tá preso nem foge No instante que tange o berimbau

Meu camará

Ê volta do mundo, camará Ê, ê, mundo dá volta, camará De jangada leva uma eternidade De saveiro leva uma encarnação De avião o tempo de uma saudade

Esse tempo não tem rédea Vem nas asas do vento O momento da tragédia Chico Ferreira e Bento Só souberam na hora do destino

Apresentar

Ê volta do mundo, camará Ê, ê, mundo dá volta, camará

Finalmente... “Como a maioria das tecnologias, estas podem ser usadas como instrumentos de domínio ou de emancipação, podem fortalecer os trabalhadores ou podem ser usadas pelo capital como poderosos instrumentos de dominação”. (ADORNO E HORKHEIMER, 1985)

"Educadores, de um modo geral, deveriam se preocupar com o potencial que tais tecnologias têm para alterar a percepção da realidade e, assim, modificar, substancialmente, o modo como as pessoas, adquirem novos conhecimentos, influindo, dessa forma, nos processos de educação formal e informal. (RISCHBIETER, 2000)

A tecnologia a serviço da metodologia Fotocópias

Quando a fotografia, havia a crença de que a alma daqueles que fossem retratados ficaria presa para sempre à película sensível.

Com o evento das fotocopiadoras as reproduções de textos e fotos se tornaram comum e acessível.

Este tipo de tecnologia permite além da reprodução mais rápida e com melhor qualidade, de tudo que o mimeografo fazia mais a edição de fotos.

Deve-se observar a que em todo cópia autorizada deve conter a fonte e o autor do texto, isto é ético.

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