CABO ELÉTRICO SUBTERRÂNEO 15.000 VOLTS
13.0 – CONSTRUÇÃO DE POÇOS DE PASSAGEM E DERIVAÇÃO
Destinam-se a facilitar o puxamento de cabos, derivação de circuitos e eventuais emendas e arranjos.
Os poços de passagem podem ser de 3 três tipos: 1 - Poço para BT,
2 - Poço para MT,
3 - Poço para subida em poste.
Elas Diferem entre si apenas em dimensões o modo construtivo, materiais e suas respectivas especificações são iguais.
Após o término da montagem eletromecânica cada poço será totalmente preenchida com areia afim de proteger os cabos passantes e dificultar possíveis ações de vândalos.
Os tampões serão em concreto armado com o logotipo da CONCESSIONÁRIA em baixo relevo e deverão está dispostos e assentados sempre ao nível da pavimentação. Quando por questões fortuitas aos interesses da concessionária e por alegações de estéticas (confontro arquitetônico) com a diagramação do piso por exemplo, estes poderão sofrer alterações, desde que seja colocada sinalização do tipo juntas ou similar para facilitar a identificação quando da necessidade de futuras manutenções e/ou inspeções.
14.0 - Construção de CTs
- As câmaras de transformação destinam-se ao abrigo de máquinas e equipamentos de transformação e proteção.
26.03.2003 1ª 2 - Subterrâneas.
- As câmaras de Superfície destacam-se do tipo 2 pela facilidades de construção, manutenção e inspeções além do seu custo representar algo em torno de 40% mais econômica que a outra. - Dentro do processo construtivo diríamos que as câmaras de superfície que subdividem-se em dois tipos :
Câmara de Transformação Tipo 1T 150 a 500 KVA. Câmara de Transformação Tipo 2 T 650 a 1000 KVA.
Conservam entre si os mesmos passos de construção, devendo-se ter em conta o espaço físico de uma e outra para daí , dimensionarmos suas estruturas e elementos de segurança (esquadrias, instalação elétrica interna, extintores etc. Dentro do que chamamos de estruturas consideremos as fundações, pilares, cinta de amarração, vigas, lajes impermeabilizadas e paredes em alvenaria de blocos cerâmicos 6 furos.
Fundações:
As fundações destinam-se a distribuir o peso de uma obra sobre o solo.
Portanto, para determinar as dimensões, é preciso conhecer o peso total da obra (completa, inclusive com as sobrecargas acidentais) e a resistência do solo em que a construção assenta. Para esta relação podemos assim representa-la:
Carga da construção ≤ Resistência do solo Área de apoio do solo
A carga unitária expressa em Kg/cm² sob a qual o recalque cessa de crescer, define a resistência sustentadora de um solo de construção. Característica que pode ser modificada com o aparecimento de certos fenômenos externos, como as entradas de águas superficiais e subterrâneas, etc.
Algumas regras foram impostas para diminuir os riscos mencionados. Profundidade das fundações
A profundidade mínima que as fundações devem ter, levando–se em conta que suas bases devem ficar fora do alcance da geada, tomemos para efeito de calculo como referencia 5 a 8 cm por grau de temperatura abaixo de zero. Considerados esses valores, obtém-se por exemplo uma profundeza mínima de 0,90 m aproxim., dependendo do local onde será implantada a obra.
Em rocha compacta, as fundações serão rebaixadas 30 cm, pelo menos, sob a superfície da camada, em vista da ancoragem.
Drenagem do solo
Para evitar, por um lado, os perigos de modificação da natureza do solo pelas entradas de água e, por outro lado, a umidade constante nas fundações e a subida de água por capilaridade pelas paredes, é recomendável fazer a drenagem. Esta drenagem deverá ser feita nas proximidades das fundações. Já existe no mercado material em PVC para essa finalidade.
Para aumentar a eficácia da drenagem é indispensável revestir o lado da parede em contato com o solo com um revestimento hidrófugo, se for preciso, (argamassa + produto hidrófugo: Sika ou similar ou dar tratamento a essas superfícies com substâncias betuminosas.
Com propósito de evitar possíveis infiltrações entre a fundação e a parede, o estuque será disposto em forma chanfrada e arredondada sobre a saliência da fundação
observação vale para as fundações normais em solo inclinado Materiais Empregados
O material empregado deve ser resistente a ação das intempéries. O concreto armado é mais comumente utilizado para as fundações com esta finalidade
Fixação do peso da construção
O peso total da construção é determinado conhecendo-se o tipo de obra (CTSs – Câmara de Transformação de Superfície) projetada.
O cálculo do volume dos materiais aplicados e o conhecimento do respectivo peso por metro cúbico permitem determinar o peso próprio das paredes, dos pisos, da estrutura, do telhado, etc. O peso das sobrecargas permanentes, lajeamento e massa, teto etc. deve entrar nesse cálculo. O peso do piso e da sobrecarga deve ser distribuído “em reação do apoio” nas paredes e apoios
Classificação dos solos de construção
A força de apoio do solo pode ser determinada por testes diretos feitos no terreno ou pelo teste em laboratório, feito com amostras tiradas do terreno.
Praticamente, é possível estabelecer alguns valores por comparação com obras semelhantes. No terreno, os testes feitos por especialistas por meio do penetrômetro, e pelos aparelhos de pressão lateral, permitem determinar com precisão interessante a força de apoio dos solos em diferentes níveis.
Qualquer que seja o método empregado para os testes, é preciso conhecer os terrenos não só ao nível das fundações, mas também abaixo delas. É preciso buscar sempre a espessura da camada de assentamento e procurar saber se as camadas subjacentes são sujeitas à compressão ou destituídas de resistência. Em resumo, convém sondar o terreno numa profundidade definida pela figura abaixo:
Tratando-se de obras maiores em solos de camadas variadas e de resistência duvidosa, convém fazer sondagens. As sondagens destinadas à remoção de amostras (chamadas provetas) são feitas com aparelhagem especial. As amostras extraídas são enviadas ao laboratório onde se fazem as experiências e análises para determinação das características do terreno. Este método permite obter resultados eficazes.
As fundações mais comuns aos tipos de CTs de superfície são os pilares de concreto armado. Os pilares de concreto armado possuem na base uma sapata para distribuir os esforço sobre a fundação, ao nível do terreno uma cinta de amarração em concreto armado contínua intercalando todos os pilares para receber o assente das paredes e sobre elas o vigamento, também em concreto armado e sobre este último a laje impermeabilizada e/ou com cobertura. Os pilares e as sapatas são geralmente de seção quadrada, podendo ser retangular, circular ou poligonal.
26.03.2003 1ª