Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança. [email protected]
Actualmente a intervenção em saúde está relacionada com a capacitação das populações para no confronto com os riscos conseguirem um rápido restabelecimento do equilíbrio. Nesta perspectiva rocurámos conhecer o estado de saúde da população inquirida numa linha de orientação que permita identificar factores protectores e promotores da mesma ou, ao invés, potenciadores de risco. Para tal, foi aplicado um inquérito para obter informação sobre a história sanitária dos jovens, através e variáveis que traduzem aspectos relacionados com a morbilidade; a procura dos cuidado, vertido em medidas de vigilância e a autoavaliação do estado de saúde. A grande maioria (82%) revela não ter qualquer doença diagnosticada. A
de mulheres e 18% de homens; p<0,001) referem tomar medicamentos. Destes 34% fazem uma frequência diária e 27% sazonal. 10% tomam fármacos antes dos exames.
centros de saúde (74%) seguida das instituições hospitalares (41%). 57% fazem vigilância de saúde e 40% acções de ordem curativa. Apenas 16% assinalaram a procura por necessidades relacionadas com a saúde sexual e reprodutiva. A maioria (76%) realizou, nos últimos 12 meses, consultas no tensão arterial e controle do peso com significância estatística para as mulheres <0,001). Mais de metade autoavaliam a sua saúde de “boa” (52,7%) ou “muito boa” (9,5%). Globalmente as jovens apontam para um maior padrão de precauções de carácter individ comparativamente aos rapazes.
Saúde; consumo de medicamentos; bem-estar em estudantes do ensino superior.
A transição epidemiológica, verificada nas sociedades ocidentais, caracterizada pela diminuição idade por doença infecciosa, sendo substituída pelas doenças degenerativas, mais associadas ao avanço da idade, resultou nessas mesmas sociedades, que a morte se associe ao envelhecimento, etapa em que nos parece natural que a vida chegue ao fim. A morte d
entendida como uma excepção, muito embora, as estatísticas mostrem que, apesar da diferente expressão numérica, a morte é contínua ao longo da vida tendo até presente o elevado número de ESTAR EM ESTUDANTES DO
Actualmente a intervenção em saúde está relacionada com a capacitação das populações para no confronto com os riscos conseguirem um rápido restabelecimento do equilíbrio. Nesta perspectiva rida numa linha de orientação que permita identificar factores protectores e promotores da mesma ou, ao invés, potenciadores de risco. Para tal, foi aplicado um inquérito para obter informação sobre a história sanitária dos jovens, através e variáveis que traduzem aspectos relacionados com a morbilidade; a procura dos cuidado, vertido em medidas de vigilância e a autoavaliação do estado de saúde. A grande maioria (82%) revela não ter qualquer doença diagnosticada. Apenas 26% (31,5% Destes 34% fazem-no com uma frequência diária e 27% sazonal. 10% tomam fármacos antes dos exames. Elevada procura dos 57% fazem vigilância de saúde e 40% acções de ordem curativa. Apenas 16% assinalaram a procura por necessidades relacionadas com a saúde sexual e reprodutiva. A maioria (76%) realizou, nos últimos 12 meses, consultas no tensão arterial e controle do peso com significância estatística para as mulheres <0,001). Mais de metade autoavaliam a sua saúde de “boa” (52,7%) ou “muito boa” (9,5%). Globalmente as jovens apontam para um maior padrão de precauções de carácter individual,
em estudantes do ensino superior.
A transição epidemiológica, verificada nas sociedades ocidentais, caracterizada pela diminuição idade por doença infecciosa, sendo substituída pelas doenças degenerativas, mais associadas ao avanço da idade, resultou nessas mesmas sociedades, que a morte se associe ao envelhecimento, etapa em que nos parece natural que a vida chegue ao fim. A morte dos jovens é entendida como uma excepção, muito embora, as estatísticas mostrem que, apesar da diferente expressão numérica, a morte é contínua ao longo da vida tendo até presente o elevado número de
mortes em Portugal, nesta faixa etária. O estudo portuguê
analisou a evolução da mortalidade entre os 10 e os 24 anos em ambos os sexos, contemplando a década de 1992-2003. Em termos genéricos é possível verificar que a partir da segunda metade da década de 90, a mortalidade juv
21,8/100 000 habitantes, no grupo etário dos 10 19 anos e de 123,9 para 76,3/100 000, no grupo dos 20
continuadamente no sexo masculino e com oscilações no feminino (sendo a última tendência positiva), situando-se já abaixo da meta definida para 2010
(passando de 88,9%ooo para 48,8%ooo) no grupo dos 20 aos 24 anos
contribuir a diminuição da taxa de natalidade, fazendo com que haja hoje menos jovens do que há duas ou mais décadas. Em jovens dos 15
mortalidade associada ao sexo masculino: u Junho, Julho e Agosto; uma outra
um acréscimo evidente do número de casos no Inverno
mais frequentes aos fins-de-semana (surgida após o decénio 1991
não foram encontrados padrões de ocorrência cíclica na mortalidade no sexo feminino. Para tal, terão influído factores sociais e culturais que contribuem para a mortalidade
no sexo masculino, os quais não serão alheios ao peso das mortes por acidente de viação, conforme os próprios autores salientam.
Quanto a indicadores de morbilidade, em 2003, no nosso país foram notificados 5447 casos de doenças de declaração obrigatória. Destas, cerca de 12% (673) diziam respeito a indivíduos dos 10 aos 24 anos. As que adquiriram maior expressão numérica, nesta faixa etária foram as seguintes: em primeiro lugar e de forma destacada, a
(16,8%); as hepatites (10,7%); a parotidite epidémica (7,4%); a
gonocócicas (1,2%)1. Por sua vez, as projecções e os dados estatísticos indicam, como anteriormente referimos, a diminuição da percentagem
aumentou de 13,6% para 16,4%. O grupo dos adultos jovens (15
variação negativa (8,1%), à semelhança da população mais jovem, reflectindo a diminuição dos efectivos da geração da década de oitenta, altura em que a substituição de gerações deixou de ser assegurada4. Tendo em conta estes dados
necessidade premente de melhor os conhecer e compreender, para melhor os poder ap obstante, a estatística apresentada e sabendo
quisemos conhecer a morbilidade dos jovens em análise. protectores e promotores de saúde ou potenciadores de risco
mortes em Portugal, nesta faixa etária. O estudo português da mortalidade em idades jovens analisou a evolução da mortalidade entre os 10 e os 24 anos em ambos os sexos, contemplando a
2003. Em termos genéricos é possível verificar que a partir da segunda metade da década de 90, a mortalidade juvenil (10-24 anos) apresenta um decréscimo progressivo (de 35,8 para 21,8/100 000 habitantes, no grupo etário dos 10-14 anos; de 93,4 para 49/100 000, no grupo dos 15 19 anos e de 123,9 para 76,3/100 000, no grupo dos 20-24 anos). Este decréscimo tende a ma continuadamente no sexo masculino e com oscilações no feminino (sendo a última tendência
se já abaixo da meta definida para 20102. Entre 2001 e 2008 decresceu 45% (passando de 88,9%ooo para 48,8%ooo) no grupo dos 20 aos 24 anos1. Para tanto também pode contribuir a diminuição da taxa de natalidade, fazendo com que haja hoje menos jovens do que há Em jovens dos 15-24 anos constataram-se três tipos de periodicidade na mortalidade associada ao sexo masculino: uma anual expressa através de valores superiores em Junho, Julho e Agosto; uma outra semestral, em que, para além do verificado no Verão, se encontrou um acréscimo evidente do número de casos no Inverno3; outra, ainda, semanal,
semana (surgida após o decénio 1991-2000). Neste mesmo grupo etário não foram encontrados padrões de ocorrência cíclica na mortalidade no sexo feminino. Para tal, terão influído factores sociais e culturais que contribuem para a mortalidade nestas idades, em particular no sexo masculino, os quais não serão alheios ao peso das mortes por acidente de viação, conforme os próprios autores salientam.
Quanto a indicadores de morbilidade, em 2003, no nosso país foram notificados 5447 casos de s de declaração obrigatória. Destas, cerca de 12% (673) diziam respeito a indivíduos dos 10 que adquiriram maior expressão numérica, nesta faixa etária foram as seguintes: em primeiro lugar e de forma destacada, a tuberculose, com 50,2%; as infecções por
10,7%); a parotidite epidémica (7,4%); a sífilis
Por sua vez, as projecções e os dados estatísticos indicam, como anteriormente referimos, a diminuição da percentagem de jovens, no país. Ao contrário, a proporção de idosos aumentou de 13,6% para 16,4%. O grupo dos adultos jovens (15-24 anos) observa uma taxa de variação negativa (8,1%), à semelhança da população mais jovem, reflectindo a diminuição dos ção da década de oitenta, altura em que a substituição de gerações deixou de ser Tendo em conta estes dados e as características do comportamento juvenil, há uma necessidade premente de melhor os conhecer e compreender, para melhor os poder ap
obstante, a estatística apresentada e sabendo tratar-se de um grupo potencialmente saudável morbilidade dos jovens em análise. Quisemos, ainda, identificar factores protectores e promotores de saúde ou potenciadores de risco.
mortalidade em idades jovens1 analisou a evolução da mortalidade entre os 10 e os 24 anos em ambos os sexos, contemplando a
2003. Em termos genéricos é possível verificar que a partir da segunda metade da 24 anos) apresenta um decréscimo progressivo (de 35,8 para 14 anos; de 93,4 para 49/100 000, no grupo dos 15-
24 anos). Este decréscimo tende a manter-se continuadamente no sexo masculino e com oscilações no feminino (sendo a última tendência . Entre 2001 e 2008 decresceu 45% . Para tanto também pode contribuir a diminuição da taxa de natalidade, fazendo com que haja hoje menos jovens do que há se três tipos de periodicidade na expressa através de valores superiores em , em que, para além do verificado no Verão, se encontrou
semanal, com ocorrências
2000). Neste mesmo grupo etário não foram encontrados padrões de ocorrência cíclica na mortalidade no sexo feminino. Para tal, terão nestas idades, em particular no sexo masculino, os quais não serão alheios ao peso das mortes por acidente de viação, conforme
Quanto a indicadores de morbilidade, em 2003, no nosso país foram notificados 5447 casos de s de declaração obrigatória. Destas, cerca de 12% (673) diziam respeito a indivíduos dos 10 que adquiriram maior expressão numérica, nesta faixa etária foram as seguintes: em infecções por salmonelas sífilis (3,7%) e infecções Por sua vez, as projecções e os dados estatísticos indicam, como anteriormente de jovens, no país. Ao contrário, a proporção de idosos 24 anos) observa uma taxa de variação negativa (8,1%), à semelhança da população mais jovem, reflectindo a diminuição dos ção da década de oitenta, altura em que a substituição de gerações deixou de ser e as características do comportamento juvenil, há uma necessidade premente de melhor os conhecer e compreender, para melhor os poder apoiar. Não se de um grupo potencialmente saudável 5
Material e Métodos
Estudo correlacional, incidindo sobre um leque de 38 licenciaturas, numa população alvo de 3137 alunos. Aplicou-se um inquérito a uma amostra estratificada proporcional por curso e por escola (5 escolas do Instituto Politécnico de Bra
400 do sexo feminino (59,5%), com idades entre os 19
Resultados e Discussão
O quadro nº 1 mostra-nos que a grande maioria dos inquiridos (82%) revela não ter qualquer doença diagnosticada. Inversamente, 18% respondem afirmativamente. São as raparigas que mais assinalam este problema (21,5%), com diferenças estatísticas assinaláveis (
nacionais6,7 apontam no mesmo sentido. Na actualidade, o
respiratórias crónicas levou a união europeia a colocar esta área da saúde na primeira linha da investigação. As razões que se prendem com o aumento das alergias, sobretudo nos países desenvolvidos, apontam para as mudanças do comportamento da pop
população juvenil, com um comportamento e influências mais alargadas devido aos aumentos da poluição e até do contacto mais directo com animais a viverem em espaço doméstico. Assim, uma maior profusão de pólenes em algumas épocas do
das crianças e dos jovens correlacionados com novos modos de vida e hábitos de higiene, aliados ao facto de viverem cada vez mais dentro de casa, muitas vezes em espaços exíguos e, sem actividade física, são alguns dos principais aspectos desta problemática
Quadro 1
*Teste de Independência do Qui
Admitindo que o uso de medicamentos esteja, de algum modo, relacionado com a morbilidade, obteve-se informação junto dos inquiridos sobre esta variável. Quase três quartos (74%) dos estudantes da amostra, como indicam os dados do quadro seguinte, refere não consumir fármacos. Este resultado vai de encontro ao anteriormente descrito, pois trata
ainda que exposto a factores específicos, nomeadamente, o esforço intelectual e o stress associado ao Masculino
Feminino TOTAL
Sexo
Estudo correlacional, incidindo sobre um leque de 38 licenciaturas, numa população alvo de 3137 se um inquérito a uma amostra estratificada proporcional por curso e por escola (5 escolas do Instituto Politécnico de Bragança), que integra 272 alunos do sexo masculino (40,5%) e 400 do sexo feminino (59,5%), com idades entre os 19-29 anos.
nos que a grande maioria dos inquiridos (82%) revela não ter qualquer doença . Inversamente, 18% respondem afirmativamente. São as raparigas que mais assinalam este problema (21,5%), com diferenças estatísticas assinaláveis (p=0,004). Outros estudos
apontam no mesmo sentido. Na actualidade, o aumento das alergias e das
respiratórias crónicas levou a união europeia a colocar esta área da saúde na primeira linha da investigação. As razões que se prendem com o aumento das alergias, sobretudo nos países desenvolvidos, apontam para as mudanças do comportamento da população, nomeadamente da população juvenil, com um comportamento e influências mais alargadas devido aos aumentos da poluição e até do contacto mais directo com animais a viverem em espaço doméstico. Assim, uma maior profusão de pólenes em algumas épocas do ano, a menor capacidade de resposta imunitária das crianças e dos jovens correlacionados com novos modos de vida e hábitos de higiene, aliados ao facto de viverem cada vez mais dentro de casa, muitas vezes em espaços exíguos e, sem actividade
alguns dos principais aspectos desta problemática8.
Quadro 1 – Doença diagnosticada segundo o sexo
*Teste de Independência do Qui-Quadrado.
Admitindo que o uso de medicamentos esteja, de algum modo, relacionado com a morbilidade, junto dos inquiridos sobre esta variável. Quase três quartos (74%) dos estudantes da amostra, como indicam os dados do quadro seguinte, refere não consumir fármacos. Este resultado vai de encontro ao anteriormente descrito, pois trata-se de um grupo etário
ainda que exposto a factores específicos, nomeadamente, o esforço intelectual e o stress associado ao
Não Sim TOTAL
Masculino 237 (87,1%) 35 (12,9%) 272(100%) Feminino 314 (78,5%) 86 (21,5%) 400(100%) 551 (82%) 121 (18%) 672(100%) DOENÇA p* 0,004
Estudo correlacional, incidindo sobre um leque de 38 licenciaturas, numa população alvo de 3137 se um inquérito a uma amostra estratificada proporcional por curso e por escola (5 gança), que integra 272 alunos do sexo masculino (40,5%) e
nos que a grande maioria dos inquiridos (82%) revela não ter qualquer doença . Inversamente, 18% respondem afirmativamente. São as raparigas que mais assinalam =0,004). Outros estudos aumento das alergias e das doenças respiratórias crónicas levou a união europeia a colocar esta área da saúde na primeira linha da investigação. As razões que se prendem com o aumento das alergias, sobretudo nos países ulação, nomeadamente da população juvenil, com um comportamento e influências mais alargadas devido aos aumentos da poluição e até do contacto mais directo com animais a viverem em espaço doméstico. Assim, uma ano, a menor capacidade de resposta imunitária das crianças e dos jovens correlacionados com novos modos de vida e hábitos de higiene, aliados ao facto de viverem cada vez mais dentro de casa, muitas vezes em espaços exíguos e, sem actividade
Admitindo que o uso de medicamentos esteja, de algum modo, relacionado com a morbilidade, junto dos inquiridos sobre esta variável. Quase três quartos (74%) dos estudantes da amostra, como indicam os dados do quadro seguinte, refere não consumir fármacos. se de um grupo etário saudável, ainda que exposto a factores específicos, nomeadamente, o esforço intelectual e o stress associado ao
p*
sucesso escolar. Apenas 26% da amostra (31,5% de mulheres e 18% de homens; tomar medicamentos, prevalência bastante baixa se c
amostra de 1147 estudantes da faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e em 797 estudantes da universidade de Maputo; 57% e 56%, respectivamente).
Quadro 2
*T
Da totalidade (26%) dos estudantes que necessitam de recorrer a fármacos, 34% fazem
frequência diária e 27% com frequência sazonal (quadro nº 3). Este último valor poderá estar associado às doenças alérgicas e à sua maior incidência em determinadas épocas do ano. 10% tomam fármacos antes dos exames, percentagem com pequena expressão numérica se comparada à observada (48%) nos estudos anteriores
Quadro 3
Como já vimos, o estado de saúde de um indivíduo é, em grande medida, o reflexo dos seus hábitos de vida, o que torna muitas doenças potencialmente preveníveis através de abordagens direccionadas para os factores que as determinam. Para além do diagnóstico preco
terapêutica, a prevenção primária, a abordagem promotora junto da população e de grupos específicos, constitui a estratégia mais efectiva, menos dispendiosa e mais sustentada para controlar o aumento da sua incidência. Neste tipo
conhecimentos é necessário criar condições ambientais, económicas, sociais e culturais que facilitem a adopção de comportamentos saudáveis.
Masculino Feminino TOTAL
Se xo
sucesso escolar. Apenas 26% da amostra (31,5% de mulheres e 18% de homens;
tomar medicamentos, prevalência bastante baixa se comparada à verificada noutros estudos
amostra de 1147 estudantes da faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e em 797 estudantes da universidade de Maputo; 57% e 56%, respectivamente).
Quadro 2 – Consumo de medicamentos segundo o sexo
*Teste de Independência do Qui-Quadrado.
Da totalidade (26%) dos estudantes que necessitam de recorrer a fármacos, 34% fazem
frequência diária e 27% com frequência sazonal (quadro nº 3). Este último valor poderá estar as e à sua maior incidência em determinadas épocas do ano. 10% tomam fármacos antes dos exames, percentagem com pequena expressão numérica se comparada à observada (48%) nos estudos anteriores9,10.
Quadro 3 – Frequência do consumo de medicamentos
á vimos, o estado de saúde de um indivíduo é, em grande medida, o reflexo dos seus hábitos de vida, o que torna muitas doenças potencialmente preveníveis através de abordagens direccionadas para os factores que as determinam. Para além do diagnóstico precoce e da pronta intervenção terapêutica, a prevenção primária, a abordagem promotora junto da população e de grupos específicos, constitui a estratégia mais efectiva, menos dispendiosa e mais sustentada para controlar o aumento da sua incidência. Neste tipo de abordagem importa ter presente que, para além dos conhecimentos é necessário criar condições ambientais, económicas, sociais e culturais que facilitem a adopção de comportamentos saudáveis.
Não Sim TOTAL
223 (82%) 49 (18%) 272(100%) 274 (68,5%) 126 (31,5%) 400(100%) 497 (74,0%) 175 (26,0%) 672(100%) <0,001 TOMA MEDICAMENTOS p* FREQUÊNCIA nº (%) Diariame nte 59 34 Sazonal 47 27 De ve z e m quando 33 19
Ante s dos e xame s 18 10
2 a 3 ve ze s se mana 7 4
1 ve z se mana 5 2,9
Rarame nte 3 1,7
Não re sponde 3 1,7
TOTAL 175 100
sucesso escolar. Apenas 26% da amostra (31,5% de mulheres e 18% de homens; p<0,001) referem omparada à verificada noutros estudos9,10 (numa
amostra de 1147 estudantes da faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa e em 797
Da totalidade (26%) dos estudantes que necessitam de recorrer a fármacos, 34% fazem-no com uma frequência diária e 27% com frequência sazonal (quadro nº 3). Este último valor poderá estar as e à sua maior incidência em determinadas épocas do ano. 10% tomam fármacos antes dos exames, percentagem com pequena expressão numérica se comparada à
á vimos, o estado de saúde de um indivíduo é, em grande medida, o reflexo dos seus hábitos de vida, o que torna muitas doenças potencialmente preveníveis através de abordagens direccionadas ce e da pronta intervenção terapêutica, a prevenção primária, a abordagem promotora junto da população e de grupos específicos, constitui a estratégia mais efectiva, menos dispendiosa e mais sustentada para controlar de abordagem importa ter presente que, para além dos conhecimentos é necessário criar condições ambientais, económicas, sociais e culturais que facilitem
<0,001
A saúde e a doença não devem ser consideradas como situações m
de factores que afectam somente os indivíduos, mas sim como problemas de ordem social em que as interacções do indivíduo com o grupo, bem como as estruturas comunitárias nas quais se encontram inseridos, desempenham uma acçã
melhoria da mesma. Também não se pode efectuar uma análise isolada de cada um dos factores sociais que influenciam a saúde, uma vez que, todos os determinantes se encontram relacionados entre si. A influência das condições ambientais torna
indicadores de saúde dos diversos países e regiões do mundo. O desenvolvimento socioeconómico reflecte-se nos perfis de saúde das populações, havendo na actualidade, regiões d
esperança média de vida é equivalente à verificada na Europa do Ocidente no início do século XX Viver e agir harmoniosa e sadiamente depende, também, das relações sociais (dos modelos apresentados às crianças como os pais, a família, mai
processo de interacção entre hereditariedade, ambiente e educação. Hoje, é claro que os hábitos