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Gráfico 1: Faixa etária das entrevistadas

5%

16%

79%

16 a 20 anos

21 a 25 anos

26 a 30 anos

Observou-se que grande parte, perfazendo um total de 79% das universitárias possui a idade entre 16 a 20 anos, 16% possuem de 21 a 25 anos e apenas 5% possui a idade entre 26 a 30 anos. Totalizando para essa pesquisa um público bem jovem.

Esses dados vêm ao encontro do que dizem Souza, Sohn e Rodrigues (2017), ao citar sobre a década de 1960 onde começou-se a valorizar o jovem como um público em potencial de consumo, nota-se contudo que nos dias de hoje esse conceito ganha mais força. Souza, Sohn e Rodrigues (2017, p.7) dizem ainda que “normalmente quanto mais jovem o consumidor mais ele gasta com moda”.

Dadas tais informações observou-se um público adequado para a conclusão desta pesquisa, que obtém como foco também, descobrir sobre o comportamento no consumo de moda.

Gráfico 2: Você utiliza o aplicativo Instagram com que frequência?

63%

26% 11%

Baixa (uma vez ao dia)

Média (duas a três vezes ao dia) Alta (quatro ou mais vezes ao dia) Não utiliza o aplicativo

Fonte: Elaborado pela autora, 2017.

Os dados referentes à utilização do aplicativo Instagram, apresentam que 63% das entrevistadas relataram possuir uma frequência alta no aplicativo, outras 27% possuem uma frequência média, e as outras 10% informaram utilizar a rede social com baixa frequência, completando-se, assim, o 100% de utilização do Instagram. Pontua-se que 0% das entrevistadas assinalaram a opção relativa à não utilização do aplicativo.

Tais dados confirmam a popularização do aplicativo, onde foi dito anteriormente por Hinerasky (2014), que o Instagram é a rede social online mais utilizada no mundo. Aragão (2015) ainda diz que o Brasil está entre os cinco maiores países que utilizam este aplicativo,

Gráfico 3: Você segue perfis no Instagram que falam sobre dieta, moda e beleza?

89%

11%

Sim Não

Fonte: Elaborado pela autora, 2017.

Ao questionar se as participantes seguiam perfis no Instagram que falam sobre dieta, moda e beleza, 89% responderam que sim, enquanto 11% responderam que não.

Souza e Rodrigues (2016) dizem que com o advento da internet as novas interações midiáticas, o surgimento de subcelebridades formadoras de opinião, o público está cada vez mais próximo do produto. E com isso a indústria se aproveita para levar até as massas as mais variantes formas de consumir um padrão de beleza, ganhando a preocupação das pessoas. Castro (citado por FLOR, 2009) ressalta que os meios de comunicação, como tais redes sociais apresentadas no gráfico 3, são importantes difusores de um ideal de beleza a ser alcançado, levando ao receptor as últimas novidades sobre o assunto.

Vasconcellos (2017, p.11) diz que “a publicidade tem como função a geração de necessidades no seu público-alvo e utiliza a arma clássica da sedução, a beleza, a qual é amplamente explorada”.

Em suma, as marcas usam as redes sociais para compartilhar informações e construir identidades, atingindo, segundo Lira e Araujo (2015), um público fiel e segmentado.

Gráfico 4: Você segue pessoas famosas, blogueiras ou influenciadoras digitais?

16%

84%

Sim Não

Em relação ao gráfico 4, 84% das entrevistadas relataram seguir pessoas famosas, blogueiras ou influenciadoras digitais, e apenas 16% responderam que não seguiam.

Tais dados confirmam quando Alburquerque (citado por MATTIA, 2015) diz que as celebridades fascinam o público, descobrir quem é esta figura famosa em sua intimidade. E possuir uma aproximação mediada com o público cria uma identificação que torna a celebridade um modelo para seus admiradores.

Lupetti (citado por PEREIRA, 2014) diz ainda que as celebridades são exemplos de referência, atitudes ou comportamentos, ditam um determinado padrão. Tais influenciadoras, segundo Montelatto (citado por SANTOS, SILVA e SANTOS, 2016), conseguem influenciar sua audiência, usando de sua reputação adquirida através de blogs, sites ou redes sociais. Presume-se que um influenciador digital possui uma quantidade alta de audiência.

Gráfico 5: Se a resposta da pergunta anterior for SIM, por qual motivo as segue?

31%

16%

21% 16%

16% Identifica-se com a pessoa

Desejo de se parecer com a pessoa

Curiosidade

Busca dicas de moda, alimentação e beleza Não responderam

Fonte: Elaborado pela autora, 2017.

Os dados do gráfico 5 são para as 84% das entrevistas que responderam sim a questão anterior, nesse gráfico foi questionado o motivo que as fazem seguir determinada influenciadora digital, 31% delas responderam seguir por buscar dicas de moda, alimentação e beleza, 21% seguem pelo desejo de se parecer com a pessoa, 16% por se identificar com a mesma, outras 16% seguem por curiosidade, e as demais 16% não responderam por terem respondido NÃO a questão anterior.

Influenciadoras digitais e celebridades ganham essa audiência no aplicativo pelo fato das marcas usarem seus perfis para divulgar produtos, assim, pessoas as seguem para receber dicas de moda, alimentação e beleza. Segundo Montelatto (citado por SANTOS,

SILVA e SANTOS, 2016), um influenciador digital possui uma quantidade maior de audiência do que uma marca, por isso quando a estratégia de Marketing de Influência é executada da forma certa, o alcance da marca aumenta consideravelmente.

Oliveira e Nogueira (2017) dizem que o comportamento dessas pessoas nas redes sociais reforça a distinção social e serve como material de devaneio e fantasia para os seguidores, que passam a buscar reproduzir a mesma realidade encenada, o mesmo estilo de se vestir e comportar e almejam ter o mesmo estilo de vida.

Gráfico 6: Você já comprou algum produto de moda divulgado por alguém que você segue no aplicativo Instagram?

68%

32%

Sim Não

Fonte: Elaborado pela autora, 2017.

Foi questionado neste momento se as participantes já haviam comprado algum produto de moda divulgado por alguém que segue no aplicativo Instagram, 68% responderam que não e 32% responderam que sim.

Medeiros et al (2014) afirmam que o comportamento de compra do consumidor na internet levou ao aumento da exigência, afinal, o ambiente virtual apresenta desvantagens como a impossibilidade de que o produto seja tocado ou experimentado antes da compra e os riscos associados à necessidade de se apresentar informações sigilosas.

Em dissentimento, Walter Ceneviva diz que “não há hoje qualquer dúvida sobre a influência que a publicidade gera sobre o consumidor, fazendo com que adquira produtos ou serviços sob pressões internas e externas” (citado por PEREIRA, 2014, p.23). “O consumo é a grande tarefa dessa sociedade, e é essa a ação a que somos estimulados através dos meios de comunicação”, diz Costa (2012, p.6).

Santos, Silva e Santos (2016) ressaltam que o consumidor enxerga o influenciador digital como outro consumidor, trazendo a confiança que as marcas necessitam para que seu

público tenha uma experiência melhor com o produto. Tornam um influenciador digital nesse momento e, um “vendedor de confiança”.

Porém, os dados apresentados no gráfico 6 contrariam de certa maneira, as precedentes citações, uma vez que 68% das entrevistadas mostraram-se resistentes sob a influência de consumo de produtos via Instagram.

Gráfico 7: Se a resposta da pergunta anterior foi SIM, por qual motivo você comprou?

100%

Desejo Necessidade Status

Fonte: Elaborado pela autora, 2017.

O gráfico 7 foi direcionado somente as que responderam SIM na questão anterior, questionadas do motivo pelo o qual compraram tal produto de moda divulgado pela influenciadora digital na rede social, 100% dessas 32% que responderam, afirmaram comprar por desejo.

Segundo Lima e Kosminsky (citados por CARVALHO, 2013, p.38), “o desejo é o principal motivador de consumo, embora a razão muitas vezes seja o motivo que impeça a realização da compra, a emoção sempre será a maior fonte motivadora capaz de ocasionar o consumo”.

Confirma-se o resultado obtido através do que diz Lupetti (citado por PEREIRA, 2014, p.23), que “o produto utilizado por um membro de um grupo de referência pode vir a servir como um importante elemento adicional das informações de compra”. Apostólico (citado por BATALINI et al, 2017, p.4) ressalta que a mídia possui “ingredientes que fazem parte do processo de hipnose e sedução produzidas pelas imagens”.

Vasconcellos (2017, p.7) diz ainda que o “clima individualista é muito explorado, nas imagens, discursos, estratégias de marketing na moda e nos lançamentos das tecnologias, gerando desejos, com o objetivo de estimular o indivíduo ao consumo”.

Gráfico 8: Na hora de se vestir você já copiou algum look postado por blogueiras, famosas ou influenciadoras digitais? 37% 63% Sim Não

Fonte: Elaborado pela autora, 2017.

Nos dados do gráfico 8, foi questionado se, na hora de vestir-se, as participantes da entrevista, em alguma ocasião, já copiaram algum look postado por blogueiras, famosas ou influenciadoras digitais; pelo que 63% das entrevistadas disseram que sim; ao passo que 37% disseram não copiar.

Batalini et al (2017) apontam que as modelos procuradas para serem seguidas como inspiração são mulheres que inspiram em roupas, beleza, maquiagens e estilo de vida. Nota-se que essas mulheres são, em regra, do ramo artístico, sendo a partir delas que são criadas as tendências, as quais as mulheres seguem para projetar seu estilo.

Crane (citado por MATTIA, 2015, p.22), por seu turno, afirma que “a motivação para adotar determinado estilo baseia-se na identificação com certos grupos, proporcionando um meio para a construção do “eu”, que se tornaram preocupações importantes para muitas pessoas”.

Oliveira e Nogueira (2017, p.8) ressaltam que estas figuras desejam consumir atenção e popularidade, de ser amado e querido pela imagem virtual que se vende. Despertam no seguidor fantasias, de modo que este se maravilhe a tal ponto que passe a reproduzir o mesmo.

Batalini et al (2017) dizem, ainda, que o comportamento das pessoas que estão sempre na mídia são as que mais afetam o nosso consumo em nosso dia a dia. Isso porque nossa mente quer estar ou ser semelhante à pessoa que admiramos e, com isso, deixamo-nos ser influenciados pela mídia.

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