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1 INTRODUÇÃO

2.2 CONTEXTO DOS ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE NA

Até o final do ano de 2020, foram registradas 194.196 mortes causadas por COVID-19, segundo dados do IBGE (2021).

2.2 CONTEXTO DOS ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE NA PANDEMIA

Desde o início da pandemia, escritórios de contabilidade precisaram se adequar ao novo cenário econômico, e pela natureza da atividade dos escritórios, estes não sofreram com demissões em massa diante da crise, como ocorrera com diversos outros setores da economia.

Diante do grande caos, muitas empresas tiveram que demitir seus funcionários, gerando com isso a necessidade dos serviços de contadores para realizar/cálculos dessas demissões. Os escritórios também exercem papel importante na orientação e repasse de informações aos seus clientes sobre novas e/ou mudanças legislativas que foram implementadas pelo governo durante a pandemia (ALVES ET AL., 2020).

Garcia e Bezerra (2020) após pesquisa com 31 contadores do setor privado, observou a importância dos escritórios de contabilidade diante de um cenário de crise, pois ficou demonstrado que empresas que tem um acompanhamento contábil tendem a ter vantagem em relação a outras organizações, visto que o gerenciamento repassado corretamente às empresas/clientes facilita a continuação das atividades no mercado durante crises econômicas.

Outro ponto positivo para os escritórios de contabilidade foi a criação de um número expressivo de microempresas e empresas de pequeno porte durante a pandemia, nas mais diversas áreas, o que significou também um aumento no número de clientes do Simples Nacional para os escritórios. Dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) mostram que, em 2020, foram abertas 626.883 micros e pequenas empresas em todo o país. Desse total, 535.126 eram microempresas (85%) e 91.757 (15%) eram empresas de pequeno porte.

Como reconhecido pelo Ministério da Economia através do Decreto 10.282 de 10 de março de 2020, o serviço de contabilidade torna-se “atividade essencial” e por este motivo, não sofreu com interrupções dentro do cenário pandêmico, porém não se deixou de implementar mudanças dentro das empresas. Uma das primeiras implementações foi a modalidade Home Office, visando garantir uma maior segurança com a saúde dos funcionários e continuar prestando todos os serviços à que se propõe. Seguindo outros exemplos de empresas que precisaram se utilizar de mudanças para garantir a continuidade das atividades e a saúde dos seus empregados, como por exemplo, as atividades de advocacia, alguns psicólogos que

também passaram a fazer atendimentos de sua casa de forma virtual e até mesmo cursos em diversas áreas que colocaram seus professores para lecionarem de forma remota.

Dentro dos escritórios de contabilidade, para dar suporte a modalidade Home Office implementada, uma das mudanças mais expressivas e benéficas foi a utilização da tecnologia e softwares de gestão em favor das atividades laborais, pois com os avanços tecnológicos o tempo de trabalho foi reduzido por meio de sistemas integrados, que refletiu também numa redução de custos direto.

A inserção de tecnologia melhoraria a comunicação entre os colaboradores, bem como existência de uma base de dados proporcionaria acesso as informações necessárias para a continuidade no desenvolvimento de suas atividades em qualquer ambiente de trabalho, principalmente no Home Office, e assim Softwares Contábeis, Sistemas de Controles, Sistemas de Acesso Remoto, Sistemas de Gerenciamento, Sistemas de Comunicação e Sistemas de Colaboração Simultânea passaram a fazer parte do “novo normal”

Um outro fator observado foi que a tecnologia auxiliou as empresas a não interrupção de suas atividades, prevenindo-as na obtenção de prejuízos com a crise econômica e aumentando a receita com o crescimento na demanda de atividades (REIS, 2020).

Porém, conforme observado por Pimentel (2020) em sua pesquisa com 42 escritórios, apesar desse investimento em tecnologia ser necessário para o atendimento as mudanças exigidas pela pandemia, 45% dos entrevistados não detinha nenhum conhecimento dos sistemas de gerenciamento implementados, o que dificulta um bom desenvolvimento na modalidade Home Office.

Outro fator crítico observado foi que essa mudança de ambiente de trabalho (Home Office) obviamente os funcionários não teriam em casa os mesmos recursos e organização à sua disposição como teriam caso estivessem em sua rotina normal de trabalho no escritório, e inevitavelmente o rendimento entregue a empresa não seria o mesmo. Para Alves et al (2020) afirmam que a maioria dos funcionários que passaram a trabalhar no modo Home Office não se sentiam confortáveis e motivados, uma vez que essa modalidade afetou diretamente no desempenho de suas tarefas.

Em meio à crise, o governo criou dois programas com a finalidade de evitar demissões dentro do contexto da pandemia em micro e pequenas empresas, sendo eles:

a) PRONAMPE (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei nº 999/2020 que tem por objetivo conceder empréstimos com taxas de juros mais competitivas para as micro e pequenas empresas.

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Com o PRONAMPE as empresas conseguem empréstimos de até 30% da receita bruta registrada no ano anterior, e para as empresas com menos de um ano de funcionamento, essa taxa é de até 50% do seu capital inicial; e

b) o BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda) instituído pela Medida Provisória nº 1045/2021 que será pago quando houver acordo entre os funcionários e seus empregadores nas situações de redução proporcional da jornada de trabalho e salário; e a suspensão temporária do contrato de trabalho.

Programas esses que também ajudou aos escritórios de contabilidade do desenvolvimento de suas atividades e que também evitou demissões.

No Rio Grande do Norte, segundo dados fornecidos pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRC), até o final do ano de 2020 existiam registradas 306 organizações contábeis na modalidade de Sociedade, 79 EIRELIs, 25 registradas como Microempreendedor Individual (MEI) e 253 registrados como Empresário.

2.3 ESTRATÉGIAS E/OU FERRAMENTAS QUE AUXILIAM A GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA DAS EMPRESAS

A gestão financeira é extremamente importante dentro de qualquer empresa, independentemente de seu ramo. Isso porque através de uma boa gestão é que se garante uma melhor administração dos recursos financeiros, o que consequentemente viabiliza o fortalecimento da organização empresarial, proporcionando assim o seu crescimento e a possibilidade de realização de novos investimentos. Além disso, outro fator importante relacionado ao negócio é que a gestão financeira quando controlada/desenvolvida, possibilita à empresa uma redução com gastos desnecessários e uma destinação dos recursos de forma correta, o que obviamente impacta fortemente nos resultados econômico-financeiros.

Por outro lado, conforme afirma o Jornal Contábil (2020) quando a gestão financeira de uma empresa é realizada de forma inadequada pode causar diversos problemas para a empresa, como por exemplo:

Desconhecimento acerca do valor patrimonial da empresa, o que pode vir a inviabilizar o negócio;

Falta de controle do capital de giro da empresa, o que também pode vir a inviabilizar as atividades;

Ausência de informações sobre saldo de caixa, estoque, valores das contas a pagar e a receber, entre outras informações importantes para a elaboração do planejamento estratégico e financeiro da empresa, o que pode colocá-la em uma posição de devedora;

Erro no cálculo do preço de venda, o que pode gerar prejuízos financeiros para a empresa;

Ausência de informações sobre a retirada de pró-labore, o que pode gerar um passivo para o negócio.

Dessa forma, como aponta a fonte supracitada fica evidente que grande parte dos problemas financeiros podem inviabilizar as atividades, porém tais problemas são observados quando gestores não tem experiência ou conhecimento da área suficiente para exercer tal cargo.

Nesses casos a busca por uma consultoria ou assessoria de profissionais que atuem na área de gestão financeira é uma opção para auxiliar os gestores nessas tarefas, visto que este poderá orientar, auxiliar e traçar um bom planejamento parar a empresa, proporcionando uma organização econômico-financeira e um crescimento mais seguro para o negócio.

Para auxiliar no controle financeiro das empresas existem ferramentas de gestão que irá otimizar o trabalho e fazendo com que os profissionais responsáveis pela área tenham mais tempo hábil para lidar com situações que realmente demandem atenção detalhada, o que consequentemente permite uma administração mais eficiente da empresa (STEVEN ROGERS, 2011).

Controlar finanças é uma tarefa fácil e desafiadora e quando se trata de números e dinheiro, o melhor será sempre pecar pelo excesso e garantir que o patrimônio da empresa seja resguardado. Para assegurar uma boa gestão, existem algumas estratégias que facilitam esse caminho, como por exemplo, as citadas por JOSÉ CARLOS MARION, 2018, são elas: utilizar ferramentas de gestão financeira; fazer uma boa gestão de custos na empresa; implementar um planejamento estratégico; utilizar um software de gestão; ter uma gestão orçamentária; separar finanças pessoais das empresariais e controlar a inadimplência.

É fundamental que todas as empresas criem a cultura de utilizar ferramentas de gestão financeira em seu planejamento. São ferramentas financeiras para uma boa gestão dos negócios, como aponta MARCOS ASSI, 2012:

 Controle de custos: com essa ferramenta de gestão é possível saber se a empresa está gastando de forma eficiente, ou tendo pouco retorno para seu investimento. Para isso, é feito uma análise de todos os custos e despesas, variações entre custos previstos e reais.

Além disso, uma análise da evolução das vendas, custos, lucro e capital investido em linhas de produtos e serviços.

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 Auditoria interna: procedimento que examina todos os controles contábeis e de controle financeiro da empresa, além de verificar também possíveis erros ou fraudes cometidas pelo negócio. Para que esse procedimento seja realizado é necessário que a empresa examine seus documentos, livros-caixa, registros contábeis, entre outros. Tal ação pode ser feita por um contador próprio ou terceirizado.

 Fluxo de caixa: instrumento que relaciona as entradas e saídas monetárias de uma empresa dentro de um determinado intervalo de tempo e dessa forma se prevê quanto o negócio terá disponível em um futuro projetado. A partir do fluxo de caixa também possível prognosticar eventuais excedentes ou escassez de caixa, determinando-se medidas saneadoras a serem tomadas. Por isso, dominar essa ferramenta permite que a empresa faça o melhor aproveitamento de seus recursos.

 Balanço patrimonial: essa ferramenta de gestão financeira é a responsável por avaliar a atual condição financeira da empresa. O objetivo é revelar a real situação de lucros, dividendos e patrimônio líquido de uma empresa. Pode ser realizado a cada três meses, seis ou um ano. O resultado do balanço patrimonial é o patrimônio líquido da empresa, que nada mais é do que ativos – passivos.

 Conciliação bancária: essa ferramenta irá comparar todas as entradas, saídas e saldos da empresa com a movimentação bancária, visando conferir se a contabilidade feita pelo negócio fecha com aquela dos registros bancários. A conciliação bancária é especialmente importante para empresas que atuam no varejo. Pois essas, devido ao grande volume de transações, correm mais risco de apresentar diferenças entre o controle interno e o que está registrado no banco. Quando necessário, essa ferramenta permite corrigir informações, como vendas não contabilizadas feitas através de cartões de crédito, cheques ou boleto bancário.

Todas as ferramentas acima citadas são extremamente importantes como geradoras de informações e foram bastante utilizadas pela empresa em estudo no desenvolvimento uma boa estratégia no enfrentamento da atual crise, principalmente o controle de custos, fluxo de caixa, auditoria interna e o balanço patrimonial.

2.4 PESQUISAS RELACIONADAS

O levantamento bibliográfico concentrou-se em artigos que tiveram sua base de pesquisa nos efeitos causados pela COVID-19, com foco na análise dos demonstrativos e indicadores financeiros e econômicos das empresas pois é o que mais se aproxima com o caso em tela.

A base de dados utilizadas para o levantamento bibliográfico foram: periódicos, congressos, revistas e a plataforma Google acadêmico. Como palavras-chaves foram utilizados os seguintes termos: 19, 19 em Escritórios de Contabilidade, Pandemia, Covid-19 em Agências de Turismo.

A seguir, traz-se uma discussão sobre as contribuições desses estudos fazendo uma comparação com o trabalho proposto.

Quadro 2 – Relação de artigos com a temática do estudo em tela

AUTOR (ES)/ANO TÍTULO OBJETIVO (S)

Bernardes, Silva e Lima turismo, economia criativa, moda, beleza e o comércio eletrônico.

Mecca e Gedoz (2020) COVID-19: REFLEXOS NO TURISMO

Discorrer sobre os impactos econômicos que o Covid-19 está causando no setor do turismo, na região turística da Serra Gaúcha. impactos negativos causados nas empresas pela pandemia do COVID-19.

Demonstrar como tem sido as primeiras medidas de enfrentamento dos contadores e contabilistas diante de tal cenário.

28 ajudou os escritórios de contabilidade, mediante suas tecnologias e softwares de gestão.

Analisar como está o conhecimento dos Profissionais da Contabilidade na Microrregião de Manhuaçu, na Zona da Mata, no Estado de Minas Gerais, no

Identificar os impactos financeiros e econômicos causados pela pandemia de COVID-19 nas micro e pequenas empresas tributadas pelo Simples Nacional localizadas na região metropolitana de Porto Alegre – RS.

Fonte: Elaborado pelo autor (2021)

Abaixo serão discutidos alguns resultados e contribuições dos trabalhos listado no quadro acima.

Bernardes, Silva e Lima (2020), utilizaram-se de revistas e artigos acadêmicos (estudo bibliográfico) com o intuito de demonstrar os impactos financeiros que as empresas sofreram com o COVID-19. Este estudo foi classificado como um estudo exploratório e descritivo, com caráter qualitativo. Teve como principal fonte bibliográfica os estudos de casos divulgados a partir de dados fornecidos pelo Sebrae, jornais de grande circulação e revistas de negócios, revisão bibliográfica e análise documental. Os resultados apontam que as empresas pequenas são as que mais sofrem os efeitos da pandemia de COVID-19. Já registram uma queda de 88%

no faturamento e os segmentos que mais têm sofrido os impactos da pandemia são: Educação, Turismo, Economia Criativa, Moda e Beleza. Também foi analisado mais detalhadamente quais foram os impactos gerados nas pequenas empresas esquematizado em um quadro demonstrativo com informações retiradas do Sebrae (2020) que se baseou em uma pesquisa feita com mais de

6 mil empresários e em pesquisas de mercado. Ficou evidenciado que as empresas de pequeno porte ainda não têm estrutura suficiente para competir com as grandes empresas.

Mecca e Gedoz (2020) tiveram sua pesquisa baseada em revistas, jornal digital e outros artigos acadêmicos. Este foi um estudo de caso realizado na Serra Gaúcha, na cidade de Bento Gonçalves fazendo uma comparação do desempenho da cidade no cenário turístico no mesmo período do ano anterior. É um trabalho descritivo e exploratório com caráter quantitativo. A fonte utilizada foi a pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa observou que a atividade turística ficou comprometida por causa dos riscos de contágio, não havendo a possibilidade das pessoas se deslocarem para outros lugares, também não podendo frequentar áreas de lazer, já que pontos turísticos são, por sua natureza, lugares de aglomeração de pessoas.

No trabalho de Garcia e Bezerra (2020) teve como objetivo demonstrar a importância da contabilidade gerencial para reduzir os impactos negativos causados nas empresas pela pandemia do COVID-19. Trata-se de um estudo de caso de cunho descritivo e exploratório com caráter quantitativo. A coleta de dados se deu por meio de um questionário semiaberto, realizado com os 31 contadores do setor privado, voltado para área da contabilidade gerencial, aplicado na cidade de João Pessoa, no período entre outubro de 2020 e novembro de 2020. Os resultados confirmaram que as empresas que utilizam as informações contábeis, tendem a ter vantagens com relação a outras organizações, por meio do gerenciamento correto das informações, facilitando a atividade no mercado durante crises econômicas.

Alves et al. (2020) realizaram uma pesquisa em Cataguazes-MG que teve como objetivo demonstrar como tem sido as primeiras medidas de enfrentamento dos contadores e contabilistas diante do cenário da pandemia causada pela Covid-19, tendo como participantes da pesquisa 42 escritórios de contabilidade. Neste artigo foram abordados, dentro da crise que está sendo enfrentada pela COVID-19, a contabilidade, o profissional de contabilidade e os serviços prestados, utilizando-se de questionário (formulários on-line). O estudo evidenciou que não houve muitas demissões no setor de contabilidade, o que pode estar relacionado ao aumento dos serviços ocasionados por outras demissões que precisaram ser realizadas pelos profissionais de contabilidade, assim como o aumento dos estudos e repasse de informações aos clientes, para adequação às leis e normas implementadas pelo Governo nesse período de pandemia. Após as análises, ficou evidenciado que a grande maioria dos entrevistados não estão aptos a modalidade de trabalho home office, já que isso afetou o desempenho dos mesmos.

No estudo de Reis (2020) o objetivo foi identificar de que forma a tecnologia ajudou os escritórios de contabilidade, mediante suas tecnologias e softwares de gestão. Foi classificada como uma pesquisa exploratória de caráter qualitativo, realizada através de coleta de dados por

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meio de formulários aplicados nos escritórios de contabilidade localizados em São Luís-MA.

Nos resultados, conclui-se que com os avanços tecnológicos os escritórios, o tempo de trabalho foi reduzido por meio de sistemas integrados, obtendo uma redução em seus custos diretos com implementação do Home Office, não obtendo prejuízos com a crise econômica e sim aumento em sua receita com a demanda de atividades.

O estudo de Pimentel (2020) teve como objetivo analisar como está o conhecimento dos Profissionais da Contabilidade na Microrregião de Manhuaçu, na Zona da Mata, no Estado de Minas Gerais, quanto ao uso de novas tecnologias para a implantação do home office nas organizações.Foi classificado como um estudo de caso, descritivo e com caráter qualitativo, cuja coleta de dados foi através de entrevistas realizadas com 97 profissionais da Contabilidade na Microrregião de Manhuaçu, na Zona da Mata - MG. Como resultado, a pesquisa constatou que o gerenciamento de tarefas pode ser necessário nas organizações, mas que 45% dos entrevistados não detêm nenhum conhecimento dos sistemas de gerenciamento.

O estudo de Schereiber, Moraes, Stasiak (2021) teve como objetivo identificar os 02impactos financeiros e econômicos causados pela pandemia de COVID-19 nas

741Q1 micro e pequenas empresas tributadas pelo Simples Nacional localizadas na região metropolitana de Porto Alegre - RS. A pesquisa foi classificada como sendo descritiva e exploratória de caráter qualitativo. O estudo foi realizado com banco de dados de 207 Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional, localizadas na região metropolitana de Porto Alegre - RS. Para o desenvolvimento deste estudo foi realizada, uma coleta de dados documental dos setores fiscal, contábil e do departamento pessoal das empresas integrantes da amostra (20 empresas) para obter os dados de faturamento, folha de pagamento, número de funcionários, quantidade de reduções e suspensões, e outras informações necessárias. Como resultado foi possível constatar que dezesseis das vinte e uma empresas analisadas já sofreram com redução em seus faturamentos nos primeiros meses da pandemia, e onze empresas realizaram redução do quadro de funcionários através de demissões, apenas quatro se utilizaram dos benefícios do governo quanto a reduções e suspensões no contrato de trabalho.

Todas as pesquisas acima citadas têm em comum os impactos que as empresas sofreram durante a pandemia, incluindo os escritórios de contabilidade, assemelhando-se com o estudo do caso em tela, pois abordam principalmente os impactos gerados por essa crise sanitária que refletiu numa crise política, social e econômica afetando diversas áreas da sociedade.

Percebe-se, a partir dos estudos discutidos acima, que os escritórios de contabilidade, apesar de não terem sofrido tanto os efeitos das demissões em massa como a maioria dos setores

da economia, teve que se readequar a uma nova realidade (Home Office). Essa nova realidade exigiu do setor uma grande adaptação ao mundo tecnológico para atender melhor aos seus clientes, bem como, em muitos casos, reformulação do seu próprio sistema interno para atender as atividades de home office, bem como fazer com que seus colaboradores ainda mantivessem bons resultados. Ocorre que, mesmo com todo o preparo dos escritórios de contabilidade, ficou evidente que nem todos os colaboradores se adaptaram a este novo formato de trabalho, haja

da economia, teve que se readequar a uma nova realidade (Home Office). Essa nova realidade exigiu do setor uma grande adaptação ao mundo tecnológico para atender melhor aos seus clientes, bem como, em muitos casos, reformulação do seu próprio sistema interno para atender as atividades de home office, bem como fazer com que seus colaboradores ainda mantivessem bons resultados. Ocorre que, mesmo com todo o preparo dos escritórios de contabilidade, ficou evidente que nem todos os colaboradores se adaptaram a este novo formato de trabalho, haja

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