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CONTEXTO MACRO ECONÓMICO

No documento RELATÓRIO E CONTAS. (páginas 22-26)

EUROPA

Na Zona Euro, as estimativas do Banco de Portugal apontam para um crescimento do PIB em 2022 em torno dos 3,7%, crescimento inferior ao registado em 2021, que ascendeu a 5,4%.

No final do mês de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma operação militar contra a Ucrânia, o que provocou um aumento da instabilidade e da incerteza. O conflito entre os dois países levou a comunidade internacional a impor sanções económicas à Rússia, com impacto no comércio mundial, e tendo como consequência direta um aumento dos preços da energia (eletricidade e gás natural) e também de algumas matérias-primas.

De acordo com as projeções do Banco de Portugal, a economia portuguesa deverá manter um perfil de crescimento no horizonte. O PIB deverá crescer 4,9% em 2022 (4,9% em 2021) e converge nos anos subsequentes para taxas mais próximas do ritmo estimado de crescimento de longo prazo: 2,9% em 2023 e 2,0% em 2024. A expansão da atividade económica traduz-se num aumento do emprego e consequentemente, redução do desemprego. A inflação aumenta em 2022 para 4,0%, e reduz-se para 1,6% em 2023 e 2024. O aumento da inflação em 2022 está associado à subida do preço das matérias-primas, energéticas e outras, e à manutenção de constrangimentos nas cadeias de abastecimento globais. A recuperação da procura dos serviços mais afetados pela pandemia contribui também para o aumento da inflação. Estes efeitos dissipam-se no horizonte de projeção, mas são parcialmente contrabalançados por pressões acrescidas sobre salários e preços, num contexto de utilização mais intensiva dos recursos na economia portuguesa.

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ÁFRICA

Em 2021, a economia angolana mostrou sinais de recuperação e estima-se que tenha saído do longo ciclo recessivo com um crescimento real do PIB de 0,2%. O sector não-petrolífero recuperou, apoiado pela eliminação das restrições relacionadas com a COVID-19 e pelo impacto desfasado das reformas macroeconómicas.

Globalmente, as reformas já estão a produzir alguns resultados positivos na medida em que a atividade não-petrolífera se expandiu com indicado pelo crescimento de 41% nas exportações não-petrolíferas em 2021.

Ainda assim, e uma vez que a transformação de um modelo económico liderado pelo Estado e financiado pelo petróleo para um modelo de crescimento

liderado pelo sector privado é um processo complexo e a longo prazo, o sector petrolífero continuará a desempenhar um papel importante. As perspetivas

para 2022 são favoráveis, especialmente devido à subida dos preços do petróleo e a um aumento temporário dos níveis de produção. De acordo com dados do FMI, o crescimento do PIB real para Angola em 2022 deverá ser de 3%.

Em 2020, Moçambique viu a sua primeira contração económica em quase três décadas, devido à

pandemia que atingiu duramente os setores dos serviços e extrativos. A recuperação modesta do crescimento em 2021 reflete um resultado combinado de crescimento agrícola e recuperação relativamente forte em serviços, por um lado, e fraco desempenho da indústria extrativa e a manufatura, por outro. As perspetivas de crescimento são positivas, apoiadas pela recuperação global gradual e pela evolução do Gás Natural Liquefeito e da agricultura. Espera-se que o crescimento acelere no médio prazo, com uma média de 5,5% entre 2022 e 2024.

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DESEMPENHO EM 2021

Em 2021, a atividade do Grupo Ramos Ferreira foi, mais uma vez condicionada pelos significativos impactos da pandemia da COVID-19. No entanto, a partir do segundo semestre, começou a sentir-se um alívio das medidas restritivas com o avanço do processo de vacinação, trazendo os primeiros sinais de retoma económica que tanto aguardávamos.

Apesar do contexto adverso, o Grupo tomou todas as medidas e ações que permitiram assegurar a

continuidade da sua atividade nas diferentes geografias, com qualidade, mantendo a segurança de pessoas e bens. Este desempenho só foi possível devido ao empenho e profissionalismo de todos os Colaboradores.

Ao longo de 2021, e como resposta à pandemia, foram encetadas diversas medidas, que foram sendo adaptadas conforme a evolução da situação pandémica, geografia e medidas impostas. Foram cumpridos os Planos de Contingência de cada localização geográfica, atualizado segundo as orientações da DGS. Foi

igualmente privilegiado o trabalho remoto sempre que possível nas equipas de BackOffice e as equipas operacionais foram sendo ajustadas de forma a garantir a máxima segurança de todos os Colaboradores.

Neste contexto, apesar de termos uma carteira de obras que nos permitia atingir o volume de negócios orçamentado, tal não foi possível por força das

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restrições impostas ainda pela pandemia, adiando um grande volume de faturação para 2022. Esse adiar obrigou de novo a medidas estratégicas de contenção e readaptação para que não perdêssemos o foco nos resultados, mesmo com um volume de negócios mais baixo. Uma vez mais fomos forçados a tomar medidas difíceis, mas necessárias, para redução da nossa estrutura que permitiram ainda assim alcançar resultados positivos num contexto difícil.

Com esse esforço fomos capazes de mesmo com um VN de 15 Milhões de € e com todos os sobrecustos não orçamentados ocasionados pelo derrapar de obras e alterações de estrutura, reagir atempadamente, sem

nunca perder o foco, conseguindo atingir ainda assim uma performance positiva, com o EBITDA a chegar aos 1 milhão de euros e o resultado líquido a alcançar os 369 mil euros. Esta performance operacional do Grupo Ramos Ferreira, mesmo não sendo a desejada, permitiu prosseguir o objetivo de redução do nível de endividamento que tem sido persistentemente conseguido nos últimos anos e preparar o Grupo para enfrentar os desafios futuros. São resultados muito satisfatórios tendo em conta o ano extremamente difícil que se viveu na economia mundial, e que só foram possíveis pelas excelentes equipas que o Grupo Ramos Ferreira tem e pelo apoio e confiança continua dos nossos clientes, fornecedores e parceiros financeiros.

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