Análise comparativa dos divórcios em casais nacionais e binacionais em Portugal (2001-2010)
6. Contextos educativos e socioprofissionais segundo o género
Relativamente ao nível de instrução dos cônjuges, no caso dos divórcios nacionais, observa-se uma tendência para haver uma pequena diminuição do peso do ensino básico e do ensino secundário ao longo da década, quer para os homens quer para as mulheres, e um aumento do ensino superior (figura 9). Esta tendência para o aumento de divórcios em indivíduos com habilitações de nível superior inscreve-se num contexto nacional mais generalizado, onde se tem vindo a registar um aumento progressivo no grau de instrução dos indivíduos, nomeadamente a nível da educação superior. De facto, segundo os dados oficiais do INE, se em 2001 o nível de instrução da população residente em Portugal com 15 ou mais anos era composta por 17,3% de indivíduos sem escolaridade, 64,2% com o ensino básico, 11,7% com o secundário, e 6,8% com o superior; em 2010 os valores já se situavam em 10,3% para os indivíduos sem escolaridade, 62,2% para os com o ensino básico, 15,7% com o secundário e 11,8% com o ensino superior.
Figura 9 – Nível de instrução dos cônjuges em casais nacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
No caso do nível de instrução dos cônjuges envolvidos em divórcios binacionais, verifica-se igualmente que, tanto para os homens como para as mulheres, existiu uma
pequena diminuição do peso do ensino básico, entre 2001 e 2010, e um aumento das
habilitações de nível secundário e superior (figura 10).17 Esta tendência poderá ser
explicada, em parte, pelas mudanças ocorridas na estrutura da comunidade imigrante entre 2001 e 2010, em Portugal: se no início da década, a maioria dos imigrantes eram originários dos PALOP, com níveis de instrução mais baixos, em 2010, houve um aumento considerável de brasileiros e europeus de leste (ucranianos, russos, romenos) com níveis médios de habilitações mais elevados do que aqueles registados para a população portuguesa (Malheiros e Esteves, 2012).
Figura 10 - Nível de instrução dos cônjuges em casais binacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
Os resultados aqui obtidos para ambos os tipos de casais contrariam, no entanto, dados registados noutros contextos nacionais. Finnäs (1997), por exemplo, constatou que na Finlândia, um nível de instrução superior diminuía a probabilidade de dissolução matrimonial, uma vez que as mulheres finlandesas com um alto grau de instrução revelavam atitudes mais conservadoras face às mudanças familiares. No contexto
17 Esta tendência deverá ser lida com reservas, já que, a partir de 2005, são vários os casos em que não se dispõe desta informação (valores de 14% em 2005 e 30% em 2010).
6. Contextos educativos e socioprofissionais segundo o género
Relativamente ao nível de instrução dos cônjuges, no caso dos divórcios nacionais, observa-se uma tendência para haver uma pequena diminuição do peso do ensino básico e do ensino secundário ao longo da década, quer para os homens quer para as mulheres, e um aumento do ensino superior (figura 9). Esta tendência para o aumento de divórcios em indivíduos com habilitações de nível superior inscreve-se num contexto nacional mais generalizado, onde se tem vindo a registar um aumento progressivo no grau de instrução dos indivíduos, nomeadamente a nível da educação superior. De facto, segundo os dados oficiais do INE, se em 2001 o nível de instrução da população residente em Portugal com 15 ou mais anos era composta por 17,3% de indivíduos sem escolaridade, 64,2% com o ensino básico, 11,7% com o secundário, e 6,8% com o superior; em 2010 os valores já se situavam em 10,3% para os indivíduos sem escolaridade, 62,2% para os com o ensino básico, 15,7% com o secundário e 11,8% com o ensino superior.
Figura 9 – Nível de instrução dos cônjuges em casais nacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
No caso do nível de instrução dos cônjuges envolvidos em divórcios binacionais, verifica-se igualmente que, tanto para os homens como para as mulheres, existiu uma
pequena diminuição do peso do ensino básico, entre 2001 e 2010, e um aumento das
habilitações de nível secundário e superior (figura 10).17 Esta tendência poderá ser
explicada, em parte, pelas mudanças ocorridas na estrutura da comunidade imigrante entre 2001 e 2010, em Portugal: se no início da década, a maioria dos imigrantes eram originários dos PALOP, com níveis de instrução mais baixos, em 2010, houve um aumento considerável de brasileiros e europeus de leste (ucranianos, russos, romenos) com níveis médios de habilitações mais elevados do que aqueles registados para a população portuguesa (Malheiros e Esteves, 2012).
Figura 10 - Nível de instrução dos cônjuges em casais binacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
Os resultados aqui obtidos para ambos os tipos de casais contrariam, no entanto, dados registados noutros contextos nacionais. Finnäs (1997), por exemplo, constatou que na Finlândia, um nível de instrução superior diminuía a probabilidade de dissolução matrimonial, uma vez que as mulheres finlandesas com um alto grau de instrução revelavam atitudes mais conservadoras face às mudanças familiares. No contexto
17 Esta tendência deverá ser lida com reservas, já que, a partir de 2005, são vários os casos em que não se dispõe desta informação (valores de 14% em 2005 e 30% em 2010).
português, esta situação é inversa, uma vez que um maior nível de instrução das mulheres se encontra associado a um maior grau de autonomia e, consequentemente, a atitudes mais liberais face à família e à conjugalidade (Torres, 1987, 1996).
Se analisarmos a situação da profissão dos cônjuges portugueses que se divorciaram neste período de tempo, verificamos que, tanto os homens como as mulheres, estavam empregados, tendo esta situação aumentado ao longo da década (figura 11). Verifica-se, igualmente, um ligeiro aumento dos desempregados, o que
poderá estar relacionado com a crise económica vivida nos últimos anos.18
Figura 11 – Condição perante o trabalho em casais nacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
No caso dos indivíduos envolvidos em divórcios binacionais, a grande maioria dos homens e das mulheres estavam igualmente empregados, tendo esta situação vindo a aumentar, por contrapeso à diminuição da situação “Outra” (figura 12). Regista-se
18A classificação do INE desta variável inclui para além das categorias “empregado”, “desempregado” e “não ativo” a categoria “outra”. Apesar de o seu peso ter diminuído ao longo dos anos, chega a representar 20% do total de casos no início da década. Como não foi possível apurar que situações estão aí contempladas, optou-se aqui por não considerar essa categoria. Assim os resultados dizem apenas respeito aos casos “empregado”, “desempregado” e “não ativo”.
também um ligeiro acréscimo da importância da categoria dos desempregados, em especial nas mulheres, a partir de 2006.
Figura 12 – Condição perante o trabalho em casais binacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
No que diz respeito aos divórcios ocorridos entre casais de nacionalidade portuguesa, no que se refere à profissão dos cônjuges masculinos, há que assinalar um aumento importante, de cerca de 11,2% em 2001 para 31,2% em 2010, nos quadros superiores da administração pública, dirigentes e quadros superiores de empresas (Tabela 1). Paralelamente, verifica-se uma diminuição clara da presença de profissões como operários, artífices e trabalhadores similares, de 28,6% em 2001 para 16,5% em 2010.
português, esta situação é inversa, uma vez que um maior nível de instrução das mulheres se encontra associado a um maior grau de autonomia e, consequentemente, a atitudes mais liberais face à família e à conjugalidade (Torres, 1987, 1996).
Se analisarmos a situação da profissão dos cônjuges portugueses que se divorciaram neste período de tempo, verificamos que, tanto os homens como as mulheres, estavam empregados, tendo esta situação aumentado ao longo da década (figura 11). Verifica-se, igualmente, um ligeiro aumento dos desempregados, o que
poderá estar relacionado com a crise económica vivida nos últimos anos.18
Figura 11 – Condição perante o trabalho em casais nacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
No caso dos indivíduos envolvidos em divórcios binacionais, a grande maioria dos homens e das mulheres estavam igualmente empregados, tendo esta situação vindo a aumentar, por contrapeso à diminuição da situação “Outra” (figura 12). Regista-se
18A classificação do INE desta variável inclui para além das categorias “empregado”, “desempregado” e “não ativo” a categoria “outra”. Apesar de o seu peso ter diminuído ao longo dos anos, chega a representar 20% do total de casos no início da década. Como não foi possível apurar que situações estão aí contempladas, optou-se aqui por não considerar essa categoria. Assim os resultados dizem apenas respeito aos casos “empregado”, “desempregado” e “não ativo”.
também um ligeiro acréscimo da importância da categoria dos desempregados, em especial nas mulheres, a partir de 2006.
Figura 12 – Condição perante o trabalho em casais binacionais
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
No que diz respeito aos divórcios ocorridos entre casais de nacionalidade portuguesa, no que se refere à profissão dos cônjuges masculinos, há que assinalar um aumento importante, de cerca de 11,2% em 2001 para 31,2% em 2010, nos quadros superiores da administração pública, dirigentes e quadros superiores de empresas (Tabela 1). Paralelamente, verifica-se uma diminuição clara da presença de profissões como operários, artífices e trabalhadores similares, de 28,6% em 2001 para 16,5% em 2010.
Tabela 1 – Inserção profissional dos cônjuges masculinos e femininos
(casais nacionais, 2001 e 2010)
Grupos profissionais
2001 2010
Homens Mulheres Homens Mulheres
N % N % N % N %
Forças Armadas 110 0,9 13 0,1 313 1,3 44 0,2
Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresas
1428 11,2 566 4,9 7581 31,2 7403 32,1
Especialistas das Profissões
Intelectuais e Científicas 1286 10,1 1472 12,5 1793 7,4 2369 10,3
Técnicos e Profissionais de Nível
Intermédio 1323 10,4 1395 11,8 2120 8,7 2513 10,9
Pessoal Administrativo e Similares 977 7,7 1854 15,7 2599 10,7 4943 21,4
Pessoal dos Serviços e Vendedores 1881 14,7 2643 22,4 1856 7,6 1448 6,3
Agricultores e Trabalhadores
Qualificados da Agricultura e Pescas 433 3,4 113 1,0 335 1,4 130 0,6
Operários, Artífices e Trabalhadores
Similares 3641 28,6 1617 13,7 4017 16,5 1394 6,0
Operadores de Instalações e Máquinas, e Trabalhadores da Montagem
829 6,5 48 0,4 1577 6,5 374 1,6
Trabalhadores não Qualificados 826 6,5 2062 17,5 2104 8,7 2436 10,6
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
Por sua vez, o tipo de profissão dos cônjuges femininos em casais nacionais parece seguir uma tendência similar à dos homens (Tabela 1). Entre 2001 e 2010 houve um aumento considerável entre as divorciadas dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresa (de 4,8% para 32,1%, respetivamente). Por outro lado, houve uma diminuição importante das mulheres com profissões integradas no Pessoal dos Serviços e Vendedores (de 22,4% em 2001 para 6,3% em 2010) e Operários, Artífices e Trabalhadores Similares (de 13,7% em 2001 para 6% em 2010). Esta evolução (registada para ambos os cônjuges) dever-se-á muito possivelmente ao facto de, à semelhança dos resultados de Anália Torres para 1994, se terem registado, em termos proporcionais, mais divórcios entre as profissões liberais e nos quadros médios e superiores do que noutros grupos socioprofissionais (Torres, 1996: 213-9). Com efeito, de acordo com os dados dos Censos de 2001 e 2011 (INE), se analisarmos o peso dos divorciados em cada grupo profissional, verificamos que em todos eles se registou um aumento do peso percentual dos divorciados durante a década em análise, o que se deve, em grande medida, ao facto de haver, em geral, cada vez mais divorciados na sociedade. Todavia, esta importância dos divorciados entre os profissionais mais qualificados é claramente acentuada comparativamente com os restantes estados civis e aumenta de forma muito relevante entre os dois Censos: no grupo profissional dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresa, os divorciados que representavam 17,7% do total em 2001 passaram a ter um peso de 56,8% em 2011; entre os Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas, os divorciados passaram de 18,7% para 39,7% do total; no grupo dos Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio, os valores passaram de 18,2% para 43,7%.
Quando os casais são binacionais, em termos da inserção nos grupos profissionais dos cônjuges masculinos (Tabela 2), há a registar um decréscimo ao longo da década dos Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas (14,4% em 2001 e 6,4% em 2010), ao mesmo tempo que se verifica um acréscimo da importância dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de
Empresas (18,8% em 2001 e 42,4% em 2010).19
19Para os anos em análise (com exceção de 2008), existe também um grupo sem profissão, com um peso percentual que, embora diminua ao longo da década, varia entre os 7% e os 14%.
No caso das mulheres, a situação é semelhante (Tabela 2), registando-se igualmente um aumento do peso do grupo
Tabela 1 – Inserção profissional dos cônjuges masculinos e femininos
(casais nacionais, 2001 e 2010)
Grupos profissionais
2001 2010
Homens Mulheres Homens Mulheres
N % N % N % N %
Forças Armadas 110 0,9 13 0,1 313 1,3 44 0,2
Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresas
1428 11,2 566 4,9 7581 31,2 7403 32,1
Especialistas das Profissões
Intelectuais e Científicas 1286 10,1 1472 12,5 1793 7,4 2369 10,3
Técnicos e Profissionais de Nível
Intermédio 1323 10,4 1395 11,8 2120 8,7 2513 10,9
Pessoal Administrativo e Similares 977 7,7 1854 15,7 2599 10,7 4943 21,4
Pessoal dos Serviços e Vendedores 1881 14,7 2643 22,4 1856 7,6 1448 6,3
Agricultores e Trabalhadores
Qualificados da Agricultura e Pescas 433 3,4 113 1,0 335 1,4 130 0,6
Operários, Artífices e Trabalhadores
Similares 3641 28,6 1617 13,7 4017 16,5 1394 6,0
Operadores de Instalações e Máquinas, e Trabalhadores da Montagem
829 6,5 48 0,4 1577 6,5 374 1,6
Trabalhadores não Qualificados 826 6,5 2062 17,5 2104 8,7 2436 10,6
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010
Por sua vez, o tipo de profissão dos cônjuges femininos em casais nacionais parece seguir uma tendência similar à dos homens (Tabela 1). Entre 2001 e 2010 houve um aumento considerável entre as divorciadas dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresa (de 4,8% para 32,1%, respetivamente). Por outro lado, houve uma diminuição importante das mulheres com profissões integradas no Pessoal dos Serviços e Vendedores (de 22,4% em 2001 para 6,3% em 2010) e Operários, Artífices e Trabalhadores Similares (de 13,7% em 2001 para 6% em 2010). Esta evolução (registada para ambos os cônjuges) dever-se-á muito possivelmente ao facto de, à semelhança dos resultados de Anália Torres para 1994, se terem registado, em termos proporcionais, mais divórcios entre as profissões liberais e nos quadros médios e superiores do que noutros grupos socioprofissionais (Torres, 1996: 213-9). Com efeito, de acordo com os dados dos Censos de 2001 e 2011 (INE), se analisarmos o peso dos divorciados em cada grupo profissional, verificamos que em todos eles se registou um aumento do peso percentual dos divorciados durante a década em análise, o que se deve, em grande medida, ao facto de haver, em geral, cada vez mais divorciados na sociedade. Todavia, esta importância dos divorciados entre os profissionais mais qualificados é claramente acentuada comparativamente com os restantes estados civis e aumenta de forma muito relevante entre os dois Censos: no grupo profissional dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresa, os divorciados que representavam 17,7% do total em 2001 passaram a ter um peso de 56,8% em 2011; entre os Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas, os divorciados passaram de 18,7% para 39,7% do total; no grupo dos Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio, os valores passaram de 18,2% para 43,7%.
Quando os casais são binacionais, em termos da inserção nos grupos profissionais dos cônjuges masculinos (Tabela 2), há a registar um decréscimo ao longo da década dos Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas (14,4% em 2001 e 6,4% em 2010), ao mesmo tempo que se verifica um acréscimo da importância dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de
Empresas (18,8% em 2001 e 42,4% em 2010).19
19Para os anos em análise (com exceção de 2008), existe também um grupo sem profissão, com um peso percentual que, embora diminua ao longo da década, varia entre os 7% e os 14%.
No caso das mulheres, a situação é semelhante (Tabela 2), registando-se igualmente um aumento do peso do grupo
106
Gaspar, Sofia; Ramos, Madalena; Ferreira, Ana Cristina – Análise comparativa dos divórcios em casais nacionais...
Sociologia, Revista da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Vol. XXVI, 2013, pág. 81-111
profissional dos Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros
Superiores de Empresas, ao longo dos anos (7,9% em 2001 e 44,4% em 2010).20
Grupos profissionais
Por outro lado, também houve uma diminuição de profissionais Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas (17,9% em 2001 e 8,5% em 2010) dentro das divorciadas, assim como em profissões como Pessoal dos Serviços e Vendedores (19,5% em 2001 e 9,1% em 2010) e em Operários, Artífices e Profissões Similares (10,7% em 2001 e 2,7% em 2010).
Assim, mais uma vez, se regista ao longo da década, entre os casais que se divorciaram, um aumento percentual de indivíduos com profissões de quadros superiores ou médios, a par de uma clara diminuição de profissões com níveis mais baixos de qualificação, em linha com os resultados observados por Torres (1996) e com os dados apurados pelos Censos para o peso dos divorciados por grupo profissional (dados do INE para 2001 e 2010).
Tabela 2 – Inserção profissional dos cônjuges masculinos e femininos (casais binacionais, 2001 e 2010)
2001 2010
Homens Mulheres Homens Mulheres
N % N % N % N %
Forças Armadas 8 1,7 --- --- 6 0,4 ---
---Quadros Superiores da Administração Pública,
Dirigentes e Quadros Superiores de Empresas 86 18,8 34 7,9 575 42,4 554 44,4
Especialistas das Profissões Intelectuais e
Científicas 66 14,4 77 17,9 87 6,4 106 8,5
Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio 48 10,5 43 10,0 91 6,7 94 7,5
Pessoal Administrativo e Similares 27 5,9 73 17,0 93 6,9 177 14,2
20 Também há que destacar a importância da categoria “sem profissão”, com tendência decrescente ao longo da década, mas ainda com valores acima dos verificados para os homens. É necessário, pois, ler estes valores com reservas, uma vez que são muitos os casos para os quais se desconhece a profissão (com valores especialmente elevados até 2007).
Pessoal dos Serviços e Vendedores 53 11,6 84 19,5 92 6,8 114 9,1
Agricultores e Trabalhadores Qualificados da
Agricultura e Pescas 8 1,7 3 0,7 18 1,3 4 0,3
Operários, Artífices e Trabalhadores Similares 115 25,1 46 10,7 192 14,2 34 2,7
Operadores de Instalações e Máquinas, e
Trabalhadores da Montagem 25 5,5 2 0,5 77 5,7 18 1,4
Trabalhadores não Qualificados 22 4,8 68 15,8 124 9,2 148 11,9
Fonte: INE – Microdados do divórcio, 2001-2010