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CONTRIBUIÇÕES PARA OS PARTIDOS POLÍTICOS EUROPEUS

No documento (Atos legislativos) REGULAMENTOS (páginas 139-143)

Artigo 221. o Disposições gerais

Podem ser concedidas contribuições financeiras diretas provenientes do orçamento aos partidos políticos europeus na aceção do artigo 2. o , ponto 3, do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014 («partidos políticos europeus»), tendo em conta a sua contribuição para a criação de uma consciência política europeia e para a expressão da vontade política dos cidadãos da União, em conformidade com esse regulamento.

PT

Artigo 222. o Princípios

1. As contribuições são utilizadas para reembolsar apenas a percentagem estabelecida no artigo 17. o , n. o 4, do Regu­ lamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014 dos custos de funcionamento dos partidos políticos europeus diretamente ligados aos objetivos desses partidos, tal como indicado no artigo 17. o , n. o 5, desse regulamento e no artigo 21. o desse regula­ mento.

2. As contribuições podem ser utilizadas para reembolsar despesas relativas a contratos celebrados por partidos políticos europeus, desde que não tenha havido conflitos de interesses quando foram adjudicados.

3. As contribuições não podem ser utilizadas para conceder, direta ou indiretamente, benefícios pessoais, em nume­ rário ou em espécie, a membros ou funcionários de um partido político europeu. As contribuições não podem ser utilizadas, direta ou indiretamente, para financiar atividades de terceiros, nomeadamente partidos políticos nacionais ou fundações políticas a nível europeu ou nacional, sob a forma de subvenções, donativos, empréstimos ou outros acordos semelhantes. Para os efeitos do presente número, as entidades associadas dos partidos políticos europeus não são consideradas terceiros caso façam parte da organização administrativa de um partido político europeu de acordo com os estatutos deste último. As contribuições não podem ser utilizadas para nenhum dos fins excluídos pelo artigo 22. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014.

4. As contribuições estão sujeitas aos princípios da transparência e da igualdade de tratamento, em conformidade com os critérios definidos no Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014.

5. As contribuições são concedidas anualmente pelo Parlamento Europeu, e são publicadas nos termos do artigo 38. o , n. os 1 a 4, do presente regulamento e do artigo 32. o , n. o 1, do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014.

6. Os partidos políticos europeus que recebam uma contribuição não podem receber, direta ou indiretamente, outros financiamentos do orçamento. Em especial, são proibidos donativos a partir dos orçamentos dos grupos políticos do Parlamento Europeu. As mesmas despesas não podem, em caso algum, ser financiadas duas vezes pelo orçamento. As contribuições não prejudicam a capacidade de os partidos políticos europeus constituírem reservas com o montante dos seus recursos próprios, nos termos do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014.

7. Se uma fundação política europeia, na aceção do artigo 2. o , ponto 4, do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014, tiver realizado um excedente de receitas em relação às despesas no final de um exercício para o qual tenha recebido uma subvenção de funcionamento, pode transitar para o exercício seguinte a parte desse excedente correspondente no máximo a 25 % das receitas totais desse exercício, desde que seja utilizada antes do final do primeiro trimestre desse exercício seguinte.

Artigo 223. o Aspetos orçamentais

As contribuições, bem como as dotações reservadas para os organismos ou peritos de auditoria externos independentes referidos no artigo 23. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014, são pagas a partir da secção do orçamento relativa ao Parlamento Europeu.

Artigo 224. o

Convites à apresentação de pedidos de contribuição

1. As contribuições são concedidas através de convites à apresentação de pedidos de contribuição publicados anual­ mente, pelo menos no sítio Web do Parlamento Europeu.

2. Os partidos políticos europeus só podem receber uma contribuição por ano.

3. Os partidos políticos europeus só podem receber contribuições se apresentarem um pedido de financiamento nos termos e condições estabelecidos no convite à apresentação de pedidos de contribuição.

4. Os convites à apresentação de pedidos de contribuição estabelecem as condições em que os requerentes podem receber contribuições de acordo com o Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014, e com os critérios de exclusão. 5. Os convites à apresentação de pedidos de contribuição definem, pelo menos, a natureza das despesas que podem ser reembolsadas pela contribuição.

6. Os convites à apresentação de pedidos de contribuição requerem um orçamento previsional. Artigo 225. o

Procedimento de concessão

1. Os pedidos de contribuição são apresentados devidamente, dentro do prazo prescrito, por escrito e, se for caso disso, num formato eletrónico seguro.

2. As contribuições não são atribuídas aos requerentes que, durante o procedimento de concessão, se encontrem numa ou em várias das situações referidas no artigo 136. o , n. o 1, e no artigo 141. o , n. o 1, ou que estejam registados como excluídos na base de dados referida no artigo 142. o .

3. Os requerentes devem comprovar que não se encontram numa das situações referidas no n. o 2.

4. O gestor orçamental competente pode ser assistido por uma comissão de avaliação dos pedidos de contribuição. O gestor orçamental competente especifica as regras relativas à composição, nomeação e funcionamento dessa comissão, bem como as regras destinadas a impedir conflitos de interesses.

5. Os pedidos que cumpram os critérios de elegibilidade e de exclusão são selecionados com base nos critérios de concessão previstos no artigo 19. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014.

6. Da decisão do gestor orçamental competente sobre os pedidos deve constar, pelo menos: a) O objeto e o montante global das contribuições;

b) O nome dos requerentes selecionados e os montantes aceites para cada um deles; c) O nome dos requerentes rejeitados e os motivos da rejeição.

7. O gestor orçamental competente informa os requerentes por escrito da decisão tomada sobre os seus pedidos. Se o pedido de financiamento for rejeitado, ou se uma parte ou a totalidade dos montantes solicitados não for concedida, o gestor orçamental competente deve justificar a rejeição do pedido ou a não concessão dos montantes solicitados, referindo-se, nomeadamente, aos critérios de elegibilidade e de concessão referidos no n. o 5 do presente artigo e no artigo 224. o , n. o 4. Se o pedido for rejeitado, o gestor orçamental competente informa o requerente sobre as vias de recurso administrativo e/ou judicial disponíveis, como previsto no artigo 133. o , n. o 2.

8. As contribuições são objeto de acordo escrito.

Artigo 226. o Forma das contribuições 1. As contribuições podem assumir uma das seguintes formas:

a) Reembolso de uma percentagem das despesas reembolsáveis efetivamente incorridas; b) Reembolso com base em custos unitários;

c) Montantes fixos;

d) Financiamento a taxa fixa;

e) Uma combinação das formas referidas nas alíneas a) a d).

2. Só podem ser reembolsadas as despesas que satisfaçam os critérios estabelecidos no convite à apresentação de pedidos de contribuição, e que não tenham sido incorridas antes da data da apresentação do pedido.

3. O acordo referido no artigo 225. o , n. o 8, inclui disposições que permitem verificar se as condições para a concessão de montantes fixos, de financiamentos a taxa fixa ou de custos unitários, foram cumpridas.

4. As contribuições são pagas na totalidade sob a forma de um pagamento de pré-financiamento único, a não ser que, em casos devidamente justificados, o gestor orçamental competente decida de outro modo.

Artigo 227. o Garantias

O gestor orçamental competente pode exigir, se o considerar adequado e proporcionado, numa base casuística e em função de uma análise dos riscos, que um partido político europeu apresente previamente uma garantia a fim de limitar os riscos financeiros associados ao pagamento dos pré-financiamentos, mas só pode fazê-lo se, em função da análise de riscos, o partido político europeu estiver em risco iminente de se ver numa das situações de exclusão previstas no artigo 136. o , n. o 1, alíneas a) e d), do presente regulamento, ou se a Autoridade para os Partidos Políticos Europeus e as Fundações Políticas Europeias, criada nos termos do artigo 6. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014 (a «Auto­ ridade») tiver comunicado uma decisão ao Parlamento Europeu e ao Conselho, nos termos do artigo 10. o , n. o 4, desse regulamento.

O artigo 153. o aplica-se, com as devidas adaptações, às garantias que podem ser exigidas nos casos previstos no primeiro parágrafo do presente artigo para o pagamento de pré-financiamentos efetuado a partidos políticos europeus.

PT

Artigo 228. o

Utilização das contribuições 1. As contribuições são despendidas em conformidade com o artigo 222. o .

2. As partes da contribuição não utilizadas durante o exercício financeiro a que dizem respeito (exercício n) são despendidas em despesas reembolsáveis incorridas até 31 de dezembro do exercício n+1. As partes remanescentes da contribuição não despendidas nesse prazo são recuperadas nos termos do título IV, capítulo 6.

3. Os partidos políticos europeus respeitam a taxa máxima de cofinanciamento estabelecida no artigo 17. o , n. o 4, do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014. Os montantes remanescentes das contribuições do exercício anterior não podem ser utilizados para financiar a parte que os partidos políticos europeus devem financiar a partir dos seus recursos próprios. As contribuições de terceiros para eventos conjuntos não são consideradas parte dos recursos próprios de um partido político europeu.

4. Os partidos políticos europeus utilizam prioritariamente a parte da contribuição não utilizada durante o exercício a que diz respeito, antes de utilizarem as contribuições concedidas após o final desse exercício.

5. Os juros gerados pelos pagamentos de pré-financiamento são considerados parte da contribuição. Artigo 229. o

Relatório sobre a utilização das contribuições

1. Os partidos políticos europeus apresentam, nos termos do artigo 23. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014, o seu relatório anual sobre a utilização da contribuição e as suas demonstrações financeiras anuais, para aprovação, ao gestor orçamental competente.

2. O gestor orçamental competente elabora o relatório anual de atividades a que se refere o artigo 74. o , n. o 9, com base no relatório anual e nas demonstrações financeiras anuais a que se refere o n. o 1 do presente artigo. Para a elaboração desse relatório, podem ser utilizados outros documentos comprovativos.

Artigo 230. o

Montante das contribuições

1. O montante das contribuições só se torna definitivo após o relatório anual e as demonstrações financeiras anuais a que se refere o artigo 229. o , n. o 1, terem sido aprovados pelo gestor orçamental competente. A aprovação do relatório anual e das demonstrações financeiras anuais não prejudica a realização de verificações posteriores pela Autoridade. 2. As partes não despendidas dos pré-financiamentos só se tornam definitivas após terem sido utilizadas pelos partidos políticos europeus para pagar despesas reembolsáveis que respeitem os critérios definidos no convite à apresentação de pedidos de contribuição.

3. Se um partido político europeu não cumprir as suas obrigações relativas à utilização das contribuições, as con­ tribuições são suspensas, reduzidas ou anuladas, após ter sido dada ao partido político europeu em causa a oportunidade de apresentar as suas observações.

4. Antes de efetuar um pagamento, o gestor orçamental competente verifica se o partido político europeu em causa ainda está inscrito no registo referido no artigo 7. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014, e não foi objeto de nenhuma das sanções previstas no artigo 27. o desse regulamento entre a data do seu pedido e o final do exercício financeiro a que a contribuição diz respeito.

5. Se o partido político europeu já não estiver inscrito no registo referido no artigo 7. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014, ou se tiver sido objeto de uma das sanções previstas no artigo 27. o desse regulamento, o gestor orçamental competente pode suspender, reduzir ou anular a contribuição e recuperar os montantes indevidamente pagos ao abrigo do acordo referido no artigo 225. o , n. o 8, do presente regulamento, proporcionalmente à gravidade dos erros, irregularidades, fraudes ou outro tipo de incumprimento das obrigações relativas à utilização da contribuição, após ter sido dada ao partido político europeu em causa a oportunidade de apresentar as suas observações.

Artigo 231. o Controlo e sanções

1. Cada acordo referido no artigo 225. o , n. o 8, prevê expressamente que o Parlamento Europeu exerce os seus poderes de controlo relativamente aos documentos e aos locais, e que o OLAF e o Tribunal de Contas exercem as suas respetivas competências e poderes, referidos no artigo 129. o , sobre todos os partidos políticos europeus que tenham recebido financiamentos da União, bem como sobre os seus contratantes e subcontratantes.

2. O gestor orçamental competente pode impor sanções administrativas e financeiras efetivas, proporcionadas e dissuasivas nos termos dos artigos 136. o e 137. o do presente regulamento e do artigo 27. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014.

3. As sanções referidas no n. o 2 também podem ser impostas aos partidos políticos europeus que, no momento da apresentação dos pedidos de contribuição ou depois de terem recebido a contribuição, tenham prestado declarações falsas nas informações exigidas pelo gestor orçamental competente, ou não tenham fornecido essas informações.

Artigo 232. o Conservação dos registos

1. Os partidos políticos europeus conservam todos os registos e documentos comprovativos relativos à contribuição durante cinco anos a contar do último pagamento relacionado com a contribuição.

2. Os registos relativos às auditorias, aos recursos, aos litígios, à regularização das reclamações decorrentes da utili­ zação da contribuição ou aos inquéritos do OLAF, caso tenham sido notificados ao destinatário, são conservados até à conclusão dessas auditorias, recursos, litígios, regularização de reclamações ou inquéritos.

Artigo 233. o

Seleção dos organismos e dos peritos de auditoria externos

Os organismos e os peritos de auditoria externos independentes referidos no artigo 23. o do Regulamento (UE, Euratom) n. o 1141/2014 são selecionados através de um procedimento de contratação pública. A duração do seu contrato não pode ser superior a cinco anos. Após dois contratos consecutivos, são considerados como estando numa situação de conflito de interesses suscetível afetar negativamente a realização de auditorias.

TÍTULO XII

No documento (Atos legislativos) REGULAMENTOS (páginas 139-143)