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Controle da mat das folhas

No documento Anais... - Portal Embrapa (páginas 173-177)

WASTIE R.H Disease ressistance in rubber FAO PLant Diseaees of rubber and their control Pest Arts New* ,

MANEJO INTEGRADO DO MAL DAS FOLHAS DA SERINGUEIRA

4. Controle da mat das folhas

4.1. Exclusão e erradicação

Exclusão é um princípio geral de controle, pelo qual vi­ sa-se evitar a entrada do patógeno numa área isenta, feita atra­ vés de legislação fitossan11árI a oficial, que se baseia na proi­ bição ou fiscalização do trânsito de plantas ou produtos vegetais (KIMATI, 197B>.

A Inglaterra, na busca de alternativas agrícolas para suas colônias do Oriente e para suprir a demanda de borracha na­ tural para sua indústria, financiou a coleta de sementes de se­ ringueira no Brasil, país de origem da Hevea, e transferiu-as pa­ ra o Jardim Botânico de Kew e de lá, e mudas já formadas, para o Oriente. Através dessas medidas, impediu, por acaso, a transfe­ rência de M. ulei, o agente causai do "mal das folhas", para aquelas colônias , estabelecendo barreiras que dificilmente serão suplantadas por simples processos de disseminação do patógeno. Os resultados obtidos entre 1907 a 1910 foram os melhores possíveis» os plantios efetuados totalizaram 400.000 ha, na Malásia, e cerca de 10.000 ha, na Sumatra e em Java, número de plantas, provavel­ mente, maior que o existente a Amazônia (DEAN, 1989). Em 1913,

esses plantios suplantaram a produção dos seringais

s ile iros.

A Malásia é hoje o maior produtor mundial de

nativos bra-

borracha na­

tural onde existe uma grande preocupação com o mal das folhas

devido possuir características climáticas -favoráveis ao desenvol-

vlmento do patógeno e todo material cultivado ter sido melhorado na ausência da doença, apresentando, portanto, alta suscetibili- dade.

Segundo CHEE e HOLLIDAY (1986) as principais medidas pa- evitar a introdução de M. ulel na Malásia, sãos

Proibição de importação de materiais de Hevea spp., exceto pa-

ra pesquisa

Para a Importação de material de propagação vegetatlva, o mes-

mo deve ser mantido fora de países do SE Asiático, Oceano Pa-

ou regiões de ocorrência de M. ulel. além de ser acom­

panhado por certificado de sanidade.

Para a importação de sementes, estas devem ser tratadas com

qua -

Mat er i a i s secos e mortos devem ser esterilizados na região de

or i gem

mat er i a I s de outras espécies botânicas devem sofrer quarentena

em países cia de M ulel r a a > b ) c í f i c o, c ) d ) e )

f> Todo?; os materiais estão sujeitos à inspeção, quarentena destruI cão.

g> Turistas, pesquisadores e atletas de países americanos, produ­

tores de borracha, antes de Ingressarem na Malásia sáo obriga­ dos a permanecer por algum tempo em países de clima temperado. Caso contrário, passar pela descontaminação ainda no aeropor­ to.,

No caso de detecção do patógeno em terras malaias, outro princípio de controle será utilizado, a erradicação, através do qual se procurará evitar o seu estabelecimento com pulverizações aéreas com desfolhamentos e com fungicidas eficientes no controle

da doença. Existe atualmente uma ação conjunta entre os países componentes da Associação de Países Produtores de Borracha Natu­ ral, para monitoramento da disseminação do patógeno no mundo, adoção de medidas de controle de emergência e erradicação.

A nível de Brasil, tentou-se o plantio em locais distan­ tes da zona endêmica, como no litoral da Bahia e de São Paulo, sem obtenção de êxito. Hoje a doença ocorre em todas as regiões de plantio de seringueira do continente americano.

4.2. Res i st ência

Denomina-se resistência a capacidade da planta em evitar ou restringir a infecção e o desenvolvimento do patógeno no inte­ rior de algum de seus órgãos.

Os trabalhos pioneiros de seleção e melhoramento da se­ ringueira para a resistência ao mal das folhas, iniciaram se no Brasil, na década de trinta <GONCALVES, 1986), com as plantas que

sobreviveram aos primeiros surtos epidêmicos ocorridos em For- dlândla e Belterra, no Estado do Pará, dando origem aos clones

yjFord (F) e For d Belém (FB) pouco produtivos, mas altamente resis­ tentes (CHEE, 1977). Em 1937, iniclaram-se os cruzamentos destes

com cultivares oriundos do Oriente (Sri Lanka, Malásia, Indonésia

e Sumatra) originando os cultI vares FX (cruzamentos Ford) e IAN

(cruzamentos do Instituto Norte) ( CHEE e HOLLIDAY,

1986) Nos anos de 1942 e 1945, sobressairam-se vários clones.

mal das folhas, entre eles o F 4542 (híbrido

de H.

tirasll

l

ana

1

s com

H.

benthamlana), que

se

constituiram em

fontes de resistência dos programas de melhoramento (CHEE, 1977r

VALOIS 198®)

0 procedimento utilizado nestes programas de estreitou a base genética dos cultivares, que foram

melhorament o seiecIonados

para a resistência completa à doença, que foi perdida a medida em que a seleção direcional ocorria (CHEE, 1977; CHEE & HOLLIDAY, 1986; PERALTA et al., 1990). Como exemplos podem ser citados o

cultivar FX 25, tido inicialmente como de alta resistência foi

muito plantado na Bahia e p1antios inteiros foram abandonados de-

vido a perda pela doença FX 3899 um dos cultivares mais planta-

dos nos Estados do Norte do país passou a ser muito atacado no

Pará, FX 2261 e FX 3864 com boa performance na Bahia, tem tido

péssimos resultados na Amazônia (GOMES et al., 1983). GASPAROTTO

e PEREIRA (1989) salientaram que, normalmente, quando se tem um cultivar resistente, o mesmo não é produtivo.

4.2.1. Raças fisiológicas do patógeno

A variabilidade do patógeno foi primeiramente com­ provada por LANGFORD (1960), que verificou a reação de progênies

no campo a 2 isolados de

Mlcrocyclus

ulel, um do Brasil e outro Rica, mostrando diferentes

pat ógeno Comprovado ,poster iormente por LANGFORD (1965), em es

tudos com ambiente controlado, utilizando 2 isolados e 13 culti-

vares .

MÍLLER (1966) selecionou vinte cultivares e inoculou-os com 4 isolados provenientes de diversas localidades, conseguindo identificar duas, raças do> patógeno. DARMONO e CHEE <1985) utlli-

zando técnicas de relataram a

ocorrência de três novas raças. CHEE et al . (1986), relataram a

ocorrênci a de novas raças na Bahia, que somadas as anteriores to-

t ali zar am nove raças do fungo. JUNQUEIRA (1905) verificou a rea-

ção de 33 cultivares de seringueira a infecção por 10 a 15 i sol a-

dos de M. ulel

Todos d i f er i ram em termos de patogen icidade,podendo afirmar que

se tratam de 15 raças diferentes, que o autor agrupou por ecoti-

pos grupo I capaz de infectar cultivares híbridos de H. bentho-

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