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7.7 FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PARANÁ (FUNPAR)

7.7.4 O Controller na FUNPAR

Segundo artigo publicado por Nilson Leal5

“O Controller é um profissional pago para analisar os números, reunindo todas as informações quantitativas necessárias como, rentabilidade, taxas, investimentos, resgates, despesas, captação, custo, empréstimos, riscos, Cash Flow e etc. Tem pleno conhecimento da vida financeira da empresa. O

"Controller" promove o conhecimento do conjunto de todas as variáveis relacionadas ao abrangente campo da controladoria organizacional, consolidando uma visão estratégica e integrada da gestão de finanças e controladoria empresarial, buscando a relação entre os diversos desempenhos da empresa. Ele sabe exatamente tudo o que ocorre na organização”.

As Funções do Controller na FUNPAR são:

• Sistematizar os processos de trabalho com a finalidade de conhecer, organizar, controlar os procedimentos internos, dentro da visão da controladoria;

• Estabelecer, elaborar e apresentar os relatórios avaliativos mensais;

• Orientar a equipe de outras áreas quanto aos ajustes necessários nos processos com vistas à eficiência operacional;

• Gestão do departamento ou área de Controladoria;

• Reportar a Diretoria da entidade, possíveis desvios ou ocorrências que estejam foram dos padrões estabelecidos.

_________________

5 Artigo: O CONTROLLER DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES, acessado em 01/06/2015

http://www.administradores.com.br/producao-academica/o-controller-dentro-das-organizacoes/1195/

O papel docontroller tem uma parte rotineira e de processos, particularmente em relação às atividades de final de mês e aos reportes estatutários. No entanto, pode ser bastante desafiador e interessante. Relatórios são apenas uma pequena parte de sua função, um controller também pode ser responsável por tesouraria, tributos, planejamento financeiro e pelo relacionamento com as áreas de negócios.

O Controller é o responsável pelo departamento da Controladoria, tendo a missão dereunir, analisar, conferir e preparar os registros de todos os setores da empresa pararemetê-los aos diretores para que se tomem decisões de acordo com os objetivosplanejados pela Entidade.

Profissão extremamente essencialao intelectual das Ciências Contábeis que deve ser focada ou assumida como filosofia de atuação profissional para cada área da Ciência a qual escolhemos fazer parte.

De suma importância é o principal executivo da área de contabilidade administrativa. O Controller deve realmente controlar a empresa, através de relatórios, interpretando dados pertinentes, deve exercer uma força ou influência ou projetar uma atitude que impele a administração rumo a decisões lógicas e compatíveis com os objetivos da Entidade.

Função que tem se destacado nas áreas de Contabilidade Gerencial e Finanças e se identifica como parte vital do gerenciamento das empresas.

O Controller é a fonte interna da empresa, e entender todas as operações da mesma e manter a mente aberta para desenvolver sugestões concretas baseadas em seus conhecimentos e análises é fundamental.

Esse profissional é de fato um dos poucos gerentes que tem a visão necessária para avaliar os fatos imparcialmente e objetivamente como consultor de alta administração nas decisões importantes da Instituição.

A eficiência do Controller ao administrar a FUNPAR e os recursos que estarão envolvidosfortalecem atomada de decisão.

8. CONCLUSÃO

As entidades do Terceiro Setor desempenham um importante papel social noatual contexto, uma vez que são agentes de mudança. Tais entidades têm característicaspróprias que a diferenciam das demais organizações. Dessa maneira é necessário que sedesenvolvam procedimentos gerenciais especiais para essas entidades.

O desenvolvimento do terceiro setor brasileiro é importante não sópara as próprias organizações interessadas mas também para toda a sociedade queenxerga em seu desenvolvimento uma via segura para a solução de problemassociais.

A controladoria na FUNPARtem porobjetivo facilitar a gestão da organização e de seus setores, promover um constante monitoramento das atividades da organização, realizar o levantamento da Matriz de Risco, buscando levantar todas as possíveis ameaças à organização.

Para assegurar esses controles a Entidade conta com um Controllerque sistematiza os processos para elaboração de relatórios que facilite a tomada de decisão da diretoria.

A controladoria tem uma função essencial dentro dessas entidades e sem elas o Terceiro Setor não teria evoluído tanto, pois ela é a base, o alicerce dessa evolução que tem seu papel exemplar de fiscalizar, controlar, gerenciar para que nada saia errado e ocorram fraudes. Sem dúvida esse é um fator que vai crescer muito no nosso país com o decorrer dos anos, e cada vez mais representantes se preocuparam com os benefícios extraordinários que isso pode provocar na sociedade e a grandeza que pode garantir um planeta muito melhor.

9. CRONOGRAMA:

I Semestre 2014 II Semestre 2014 I Semestre 2015 Definição do Tema X

Elaboração dos instrumentos de pesquisa

X

Coleta de dados X

Análise e discursão

dos dados X

Orientações X

Entrega X

10. REFERÊNCIAS:

10.1 SITES PESQUISADOS

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9790.htm - Presidencia da República Casa Civil

http://www.abong.org.br/publicacoes.php?p=11 – Cadernos Abong http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/cooperativas.htm - Portal de Contabilidade

http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=5001 - Citação de Gil Braga e Daniela Oliveira. Fundações Públicas: Breves

Comentários

http://terceiro-setor.info/associacoes-e-fundacoes.html - Terceiro-setor.info – Associações e Fudações

http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/entidades-de-assistencia-social - MDS – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9532.htm - Presidencia da República Casa Civil

http://www.administradores.com.br/producao-academica/o-controller-dentro-das-organizacoes/1195/ -Artigo: O CONTROLLER DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES

10.2 Obras Pesquisadas

ASKOVA, McKINSEY& COMPANY, INC. Empreendimentos sociais sustentáveis: como elaborar planos de negócios para organizações sociais. São Paulo:Peirópolis, 2001.

BEUREN, I. M. O papel da controladoria no processo de gestão. Porto Alegre:Bookman, 2002.

CARVALHO, Nanci Valadares. Cadernos Abong. ONGs identidades e desafios atuais. Nº 27, São Paulo:Editora Autores Associados, 2000.

CORREA, Maria Laetitia (orgs.). Terceiro Setor: Dilemas e Polêmicas.

São Paulo:Saraiva, 2006.

KOLIVER, Olívio. A Contabilidade e a Controladoria, tema atual e de alta relevânciapara profissão contábil. Revista do Conselho Regional do Rio Grande do Sul, PortoAlegre-RS, v.15, n. 8, p.15-39, mar./abr. 2005.

LIGHT, Paul C. Pathways to monprofi excellence. Washington, DC:

Brookings Institution Press, 2002.

MILANI FILHO, Marco Antônio F. A função da controladoria em entidades filantrópicas: uma contribuição para a avaliação de desempenho. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2004.

MILANI FILHO, Marco A. F. et al. Proposta de um modelo conceitual de controle gerencial às organizações do terceiro setor. Anais do IX Congresso Internacional de Custos. Florianópolis, 2005.

OLIVEIRA, Luís Martins de. Controladoria: conceitos e aplicações. São Paulo:Futura, 1998.

OLIVEIRA, Luís Martins de; PEREZ JR., José Hernandez; SILVA, Carlos Alberto dos Santos. Controladoria Estratégica. Textos e Casos Práticos com Solução.São Paulo:Altas, 2008.

SZAZI, Eduardo. Terceiro Setor regulamentação no Brasil. 4º Edição, São Paulo:Peirópolis, 2000.

YOUNG, Lúcia Helena Briski. Entidades sem fins lucrativos. Curitiba, Editora Juruá, 2003.

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI No 9.790, DE 23 DE MARÇO DE 1999.

Regulamento

Dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como

Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, institui e disciplina o Termo de Parceria, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

DA QUALIFICAÇÃO COMO ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO

Art. 1o Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de

Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos por esta Lei. (Vide Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)

§ 1o Para os efeitos desta Lei, considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes

operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social.

§ 2o A outorga da qualificação prevista neste artigo é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos por esta Lei.

Art. 2o Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3o desta Lei:

I - as sociedades comerciais;

II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional;

III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais;

IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações;

V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios;

VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados;

VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;

VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras;

IX - as organizações sociais;

X - as cooperativas;

XI - as fundações públicas;

XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas;

XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal.

Art. 3o A qualificação instituída por esta Lei, observado em qualquer caso, o princípio da universalização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação das Organizações, somente será conferida às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades:

I - promoção da assistência social;

II - promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;

III - promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei;

IV - promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação das organizações de que trata esta Lei;

V - promoção da segurança alimentar e nutricional;

VI - defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável;

VII - promoção do voluntariado;

VIII - promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza;

IX - experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e crédito;

X - promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar;

XI - promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais;

XII - estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às atividades mencionadas neste artigo.

Parágrafo único. Para os fins deste artigo, a dedicação às atividades nele previstas configura-se mediante a execução direta de projetos, programas, planos de ações correlatas, por meio da doação de recursos físicos, humanos e financeiros, ou ainda pela prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos do setor público que atuem em áreas afins.

Art. 4o Atendido o disposto no art. 3o, exige-se ainda, para qualificarem-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre:

I - a observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência;

II - a adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório;

III - a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de

competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade;

IV - a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da extinta;

V - a previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação instituída por esta Lei, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada nos termos desta Lei,

preferencialmente que tenha o mesmo objeto social;

VI - a possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na região correspondente a sua área de atuação;

VII - as normas de prestação de contas a serem observadas pela entidade, que determinarão, no mínimo:

a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade;

b) que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para exame de qualquer cidadão;

c) a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria

conforme previsto em regulamento;

d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal.

Parágrafo único. É permitida a participação de servidores públicos na composição de conselho de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, vedada a percepção de remuneração ou subsídio, a qualquer título.(Incluído pela Lei nº 10.539, de 2002)

Art. 5o Cumpridos os requisitos dos arts. 3o e 4o desta Lei, a pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação instituída por esta Lei, deverá formular requerimento escrito ao Ministério da Justiça, instruído com cópias autenticadas dos seguintes documentos:

I - estatuto registrado em cartório;

II - ata de eleição de sua atual diretoria;

III - balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício;

IV - declaração de isenção do imposto de renda;

V - inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes.

Art. 6o Recebido o requerimento previsto no artigo anterior, o Ministério da Justiça decidirá, no prazo de trinta dias, deferindo ou não o pedido.

§ 1o No caso de deferimento, o Ministério da Justiça emitirá, no prazo de quinze dias da decisão, certificado de qualificação da requerente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.

§ 2o Indeferido o pedido, o Ministério da Justiça, no prazo do § 1o, dará ciência da decisão, mediante publicação no Diário Oficial.

§ 3o O pedido de qualificação somente será indeferido quando:

I - a requerente enquadrar-se nas hipóteses previstas no art. 2o desta Lei;

II - a requerente não atender aos requisitos descritos nos arts. 3o e 4o desta Lei;

III - a documentação apresentada estiver incompleta.

Art. 7o Perde-se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no qual serão assegurados, ampla defesa e o devido contraditório.

Art. 8o Vedado o anonimato, e desde que amparado por fundadas evidências de erro ou fraude, qualquer cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, é parte legítima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificação instituída por esta Lei.

CAPÍTULO II

DO TERMO DE PARCERIA

Art. 9o Fica instituído o Termo de Parceria, assim considerado o instrumento passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas no art. 3o desta Lei.

Art. 10. O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Público e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público discriminará direitos, responsabilidades e obrigações das partes signatárias.

§ 1o A celebração do Termo de Parceria será precedida de consulta aos Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, nos respectivos níveis de governo.

§ 2o São cláusulas essenciais do Termo de Parceria:

I - a do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público;

II - a de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou cronograma;

III - a de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de resultado;

IV - a de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consultores;

V - a que estabelece as obrigações da Sociedade Civil de Interesse Público, entre as quais a de apresentar ao Poder Público, ao término de cada exercício, relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos gastos e receitas efetivamente realizados, independente das previsões mencionadas no inciso IV;

VI - a de publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União, conforme o alcance das atividades celebradas entre o órgão parceiro e a

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme modelo simplificado estabelecido no regulamento desta Lei, contendo os dados principais da documentação obrigatória do inciso V, sob pena de não liberação dos recursos previstos no Termo de Parceria.

Art. 11. A execução do objeto do Termo de Parceria será acompanhada e fiscalizada por órgão do Poder Público da área de atuação correspondente à atividade fomentada, e pelos Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, em cada nível de governo.

§ 1o Os resultados atingidos com a execução do Termo de Parceria devem ser analisados por comissão de avaliação, composta de comum acordo entre o órgão parceiro e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.

§ 2o A comissão encaminhará à autoridade competente relatório conclusivo sobre a avaliação procedida.

§ 3o Os Termos de Parceria destinados ao fomento de atividades nas áreas de que trata esta Lei estarão sujeitos aos mecanismos de controle social previstos na legislação.

Art. 12. Os responsáveis pela fiscalização do Termo de Parceria, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública pela organização parceira, darão imediata ciência ao

Tribunal de Contas respectivo e ao Ministério Público, sob pena de responsabilidade solidária.

Art. 13. Sem prejuízo da medida a que se refere o art. 12 desta Lei, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União, para que requeiram ao juízo competente a decretação da

indisponibilidade dos bens da entidade e o seqüestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, além de outras medidas consubstanciadas na Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992, e na Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990.

§ 1o O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código de Processo Civil.

§ 2o Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no País e no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais.

§ 3o Até o término da ação, o Poder Público permanecerá como depositário e gestor dos bens e valores seqüestrados ou indisponíveis e velará pela continuidade das atividades sociais da organização parceira.

Art. 14. A organização parceira fará publicar, no prazo máximo de trinta dias, contado da assinatura do Termo de Parceria, regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Público, observados os

Art. 14. A organização parceira fará publicar, no prazo máximo de trinta dias, contado da assinatura do Termo de Parceria, regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Público, observados os

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