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O internauta consegue passar a mensagem, porém há de se pensar na problematização que pode ser absorvida por crianças e adolescentes, principalmente quando se trata de termos redacionais, vestibulares, etc., que não admite tal fato.

Como explicar a uma criança que: Vc = você;

Pq = porque; Tb = também; Naumm = não; T+ = até mais?

Como explicar que determinados símbolos têm um significado e que os mesmos deverão ser abolidos fora da Internet?

Percebe-se que existe um emissor, um canal, uma mensagem e um receptor, que automaticamente irá decodificar a mensagem, embora na vida escolar, tal mensagem deverá ser passada de forma diferente para que haja uma decodificação coerente e condizente aos aspectos redacionais.

Já abordamos aqui a questão das variações da língua, isto é, das diversas formas como se usa uma determinada língua. Essas variações, como já vimos,

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ocorrem por diversos razões. Os internautas também criaram a sua variante da língua, a sua forma de se comunicar. Todo novato em Internet, quando acessa pela primeira vez uma "sala" de "bate-papo" se vê diante de um linguajar novo, que ele desconhece. Por que, afinal, o internauta não se comunica de forma normal, escrevendo as palavras corretamente, obedecendo ao máximo às regras de nossa ortografia? ( Azeredo, 2001).

Para que se responda à pergunta acima, tem que se levar em conta que a Internet é um meio de comunicação abrangente. Uma página na Internet pode ser visualizada em qualquer parte do mundo. Outro fator é a questão da velocidade. A comunicação no chamado "tempo real" tem de ser ágil, dinâmica. O internauta, quando conversa com alguém pelo ICQ, mIRC, ou em uma "sala" de "bate-papo" virtual, não pode perder tempo digitando as palavras de forma rigorosamente correta, consultando dicionários, etc., pois o tempo na Internet custa dinheiro. Além disso, nem todo internauta tem um domínio completo da língua escrita. A maioria das pessoas tem dificuldade em redigir um texto seguindo, rigorosamente, as normas da língua escrita culta. Outro fator interessante, e talvez menos observado, são as variações semânticas que existem de uma região para a outra. Um gaúcho, por exemplo, quando conversa, numa "sala" de "bate-papo" com um cearense, tem de tomar certos cuidados ao digitar as mensagens, pois as disparidades semânticas de uma região para a outra podem suscitar mal-entendidos. Contudo, o fator que julgamos preponderante é o desejo de informalidade, isto é, de fazer com que a língua escrita se torne o mais parecido possível com a língua falada informal. Martin, (2000).

Em um artigo publicado na revista Internet.br do mês de novembro de 2000, Mônica Miglio apresenta uma questão bastante interessante sobre o assunto. A primeira questão apresentada pela articulista é se não estaria esse linguajar tipicamente virtual transgredindo a norma culta de nossa língua e preste a invadir o mundo real. A outra questão, mais preocupante, é com relação ao fato de que as crianças e adolescentes freqüentadores das "salas" de "bate-papo" estaria poderiam estar aprendendo a escrever errado, em virtude da forma de escrever na Internet.

Claro que a forma de escrever desses internautas subverte, sim, a norma culta de nosso língua. No artigo acima citado, contudo, há um parecer do Prof. Sérgio Nogueira, responsável pela coluna "Língua Viva", do Jornal do Brasil. Veja o que ela diz:

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"Na Internet o usuário escreve como fala, esta é uma característica própria do meio. Não acredito que essa linguagem vá passar para a vida real, onde existe uma barreira natural das pessoas que não entendem nem falam esse jargão."

Para Nogueira (2000), tudo é uma questão do meio onde se processa a conversação. Segundo ele, mesmo na vida real as pessoas não costumam ficar atenta à norma culta do idioma num "bate -papo" informal.

As opiniões dos internautas consultados pela autora da matéria acima citada são contraditórias. Há quem não acredite que a Internet não está "descaracterizando" nossa língua, mas somente incorporando ao idioma novos termos. Outros internautas, no entanto culpam a globalização e afirmam que esse linguajar é um sinal da perda de nossa identidade lingüística.

Mas o internauta "viciado" no uso dessa linguagem do mundo virtual tem de tomar um certo cuidado na hora em que está escrevendo um texto fora do mundo virtual. Em um trabalho dissertativo, em uma redação, em um requerimento ou ofício, o uso desse tipo de linguagem seria inadmissível, pelo menos nos os padrões lingüísticos de hoje.

Outro aspecto bastante interessante é que internautas "viciados“, acostumados a fazer uso dessa linguagem muitas vezes abreviada do mundo virtual, passem a usar também no mundo real essa forma de escrever. Pessoas que freqüentam muito as "salas" de "bate-papo" têm de se policiar para não usar a língua da Internet em trabalhos de escolas, redação, documentos, etc. (Mônica, 2000).

3.6- Síntese

Vimos neste capítulo diversas maneiras que as pessoas utilizam para se comunicar através da Internet, ou seja, em um ambiente de chat, os processos utilizados e que nos ajudará a fazer uma ligação com o capítulo posterior que irá tratar a respeito da utilização da Língua Portuguesa e a Tecnologia.

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4. METODOLOGIA DE PESQUISA

4.1 – Introdução

Através da participação em chats :o bate-papo informatizado, com trocas de mensagens simultâneas, obtivemos os dados pertinentes à pesquisa que contribuíram para a elaboração deste trabalho, partindo do método hipotético dedutivo, o que comprova que existe um certo interesse ao assunto em questão

“conscientização da agilidade da comunicação através da abreviatura na Internet, e a utilização da escrita correta sem abreviaturas e simbologia fora da Internet”.

Logo após passamos para o método do estudo de caso, o qual é caracterizado como interessante e oportuno por ser um estudo intensivo, em que todos os aspectos do caso são investigados; que, além de ser importante para detectar novas relações e alguns estudos, podendo ser auxiliados pela formação de hipóteses e com o apoio da estatística, bem como o questionamento como instrumento de pesquisa, que permitiram a obtenção de dados para esclarecer o entendimento para as circunstâncias temáticas que os internautas preferem tratar no ambiente de chats.

Para a coleta de dados, optamos pela análise em ambientes de chats, que pudesse fornecer relatos propícios a uma análise.