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conversar depois que ele pegasse no sono.

O home m bus ca, através do s e xo, libe rar a te ns ão. Com a mulhe r, aconte ce o contrário: e la pre cisa de carinho e e nvolvime nto amoroso por um bom te mpo, at é

que sinta a excitação aumentar. Ele quer esvaziar, ela quer completar. O homem que pe rce be a dife re nça é um amante muito me lhor. A maior parte das mulhe re s pre cisa de , pe lo me nos, 30 minutos de pre paração até e stare m prontas para o sexo. Para os homens bastam 30 segundos, e muitos acham que chegar perto da

mulher já é preparação suficiente.

Depois do s e x o, o c or po da mulhe r fic a c he io de hor mônios e e la s e s e nte pronta para conquis tar o mundo. Que r tocar, acariciar, falar. O home m, s e não pe ga logo no s ono, levanta e vai "fazer alguma coisa", como trocar uma lâmpada ou preparar um café. É que precisa mante r sempre o auto- controle e, durante o orgas mo, se solta te mporariame nte . Ao se afas tar e procurar o que faze r, consegue se controlar outra vez.

P OR QUE OS HOMENS NÃO FALAM ENQUANT O FAZEM SEXO?

O home m s ó cons e gue faze r uma cois a de cada ve z. Enquanto dur a a e r e ção, é difícil falar, ouvir ou dirigir. É por isso que o home m raramente fala muito e nquanto faz sexo. Às ve ze s , a mulhe r t e m de pr e s t a r a t e nção à re s piração de le , para te r certeza do progre s s o. O home m gos ta de ouvir a mulhe r dizer com palavras be m c r ua s o que s a be e va i fa ze r c om e le , ma s te m que s e r a nte s e não dur a nte a tr a ns a , s e não e le pe r de o r umo (e a e r e ção). P a r a fa ze r s e x o, o home m us a o lado dire ito do cére bro. As tomografias mos tram que a conce ntração é tanta, que ele fica virtualmente surdo.

Para falar e nquanto faz sexo, o home m te m que mudar a operação do cére bro para o he mis fé r io e s que r do. A mulhe r c ons e gue e x e c uta r a s dua s ta r e fa s ao me s mo te mpo.

O ORGASMO COMO OBJET IVO

"Ela me usa quando quer e depois me deixa de lado. De te sto ser obje to s e x ual!" Alguém já ouviu e s s as palavr as da boca de um home m? Nunca! O cr itér io do home m para a s atis fação é o orgas mo, daí a crença masculina de que o da mulhe r seja o me s mo. "Como é que alguém pode se satisfazer sem chegar ao orgas mo?", ele pe rgunta. Para o home m, é uma s ituação impos s íve l. Ele , e ntão, toma o orgas mo da mulhe r como medida de seu próprio sucesso como amante . Es s a expectativa gera um a enorme pressão sobre ela, r e duzindo s uas chance s de te r orgas mo. Ela pre cis a de proximidade e calor, de s e ntir a e xcitação aume ntando,

e é capaz de s e ntir e nor me pr aze r dur ante a r e lação, s e m ne ce s s ar iame nte che gar ao orgas mo. Como para o home m o orgas mo é um obje tivo obrigatório e ele imagina que pa r a a mulhe r s e ja o me s mo , e le ins is te e fic a um te mpão te nta ndo , certo de que é isso que ela quer.

193 Ex is te outr a r a zão pa r a a impor tânc ia que o home m dá a o or ga s mo da mulhe r: s ua incapacidade de pe rce be r os s e ntime ntos e as e moçõe s de la dur ante o ato sexual. Se ela "chegou lá", é porque ele deve te r feito um bom trabalho. O home m não e nte nde que o orgas mo compuls ório é um critério mas culino para me dir o s uce s s o, mas não ne ce s s ariame nte um critério fe minino. Para a mulhe r, orgas mo é bônus , não me dida.

Não há alte r nativa: ape s ar de s e x o s e r um as s unto quas e tabu e ntr e home m e mulhe r quando se trata de sua própria relação sexual, é absolutamente ne ce s s ário conve rs ar a re s pe ito com a maior abe rtura e hone s tidade . Só as s im s e r á possíve l construir uma re lação gratificante para os dois.

O QUE É QUE NOS DESP ERT A P ARA O SEXO?

A s e guir, uma lis ta dos principais e s tímulos para ambos os s e xos , mos trando como home ns e mulheres não conhe ce m as ne ce s s idade s s e x uais uns dos outr os . As pre fe rências re fle te m dire tame nte a organização ce re bral. Home ns s ão vis uais e querem sexo. Mulheres são auditivas e sensitivas, querem proximidade e romance.

O que estimula o homem

O q ue e s t im ula a m ulhe r O q ue e s t im ula o ho m e m

1. Romance 1. Pornografia

2. Compromis s o 2. Nude z fe minina 3. Comunicação 3. Variedade sexual 4. Intimidade 4. Roupas íntimas

5. T oque não- sexual 5. Disponibilidade da mulher

A função biológica do home m é e ncontrar o maior núme ro pos s íve l de fême as s audáve is e faze r com que fique m grávidas . O pape l biológico da mulhe r é te r filhos e bus c a r um c ompa nhe ir o que lhe s dê a s s is tê nc ia a té que e s te ja m c r ia dos . Es s a s for ças pr imitivas ainda têm influência, ape s ar de vive r mos e m um te mpo e m que a sobrevivência não de pe nde mais da pr oc r ia ção. P or is s o, c ompr omis s o e r oma nc e s ão tão impor ta nte s pa r a a mulhe r , já que de mons tr a m a dis pos ição do home m e m ajudar na criação da prole. Daí também resulta a necessidade feminina de monogamia, o que vamos dis cutir no próximo capítulo.

POR QUE OS HOMENS SÃO INJUST IÇADOS?

T udo o que excita o home m cos tuma ser chamado de s ujo, de sagradáve l, grosseiro ou doe ntio, pr incipalme nte pe las mulhe r e s . De um modo ge r al, e las não s e impre s s ionam com os ite ns da lis ta mas culina e e le s não dão grande importância aos da lista feminina.

Os tópicos apontados pelas mulheres como estimulantes cos tumam ser exaltados em filme s , livros e campanhas publicitár ias , e nquanto os que e s timulam os home ns s ão considerados pornográficos ou de mau gos to. Ma s , d o p o n t o de vis ta da biologia, a lista e s tá cor r e ia. Por caus a das cr íticas , e le s e s conde m s uas coleções de Playboy e negam que te nham fantasias sexuais. As s im, a lé m d e não satisfazerem suas necessidades, ainda sentem culpa e r e mor s o. Qua ndo home m e mulhe r conhe ce m a his tória de s e us de s e jos , fica mais fácil compre e nde r e ace itar, sem ódios , r e s s e ntime ntos ou c ulpa . Ningué m de ve fa ze r o que não tive r vonta de , mas uma conversa franca sobre as necessidades dos dois pode levar a um relacionamento ma is pr a ze r o s o . E o ho m e m te m que r e conhe ce r que é muito mais s imple s par a e le pr e par ar um jantar ou um fim de s e mana r omântico do que par a a mulhe r ve s tir uma cinta- liga e se pendurar no lustre.

O MIT O DOS AFRODISÍACOS

Entre as centenas de produtos afrodis íacos conhecidos, nenhum teve seu efeito cientificamente comprovado. No máx imo, pode m te r o que s e c ha ma e fe ito placebo - se você acredita que funciona, provavelmente vai funcionar. Alguns desses ditos afrodis íacos pode m me s mo inibir ou reduzir o desejo sexual, e m especial aque le s que afe tam os r ins ou pr ovocam coce ir a e ir r itação na pe le . Efe ito gar antido me s mo s ó têm aque le s que apar e ce m na lis ta do que e s timula home ns e mulheres.

OS HOMENS E A PORNOGRAFIA

Homem gos ta de pornografia. Mulhe r, não. A pornografia, ao mos trar imagens explícitas de corpos , sensualidade e sexo, vai direto às necessidades biológicas do home m, e mbora muitas mulheres achem que tudo não passa de exploração e insensibilidade mas culina. Não existem provas concretas de ligação entre pornografia e crimes sexuais. Os pre juízos possíveis s ão de orde m psicológica, ta nto pa r a mulhe r e s qua nto pa r a home ns , já que na s ima ge ns e le s s ão mos trados como animais capaze s de pas s ar horas s e guidas trans ando s e m parar, o que pode afetar as expectativas sobre seu próprio desempenho.

Qual é a diferença entre erotismo e tara?