3.4 Seleção de equipamentos
3.4.2 Conversor CA-CC
O conversor utilizado neste trabalho, é da marca WEG, série CTW – 04, tendo como software a versão 1.1X.
O conversor destina-se ao acionamento de motores de corrente contínua com excitação independente, para variação e controle da velocidade em 1º quadrante ou 4º quadrante da curva de Torque x Velocidade.
O Conversor utilizado neste trabalho, tem como principais características técnicas:
Opera em qualquer sequência de fase da alimentação (RST - RTS);
Opera em rede trifásica de frequência 50/60 Hz;
HMI (Interface Homem-Máquina);
Controle de velocidade ou torque;
Indicação das quatro últimas falhas;
Entradas digitais isoladas (corrente bidirecional);
Saídas digitais isoladas;
Entradas analógicas diferenciais de (0 a 10)V ou/e (4 a 20) mA - 10 e 12 bits;
Saídas analógicas – 8 e 12 bits;
Saídas digitais à Relé;
Controle da corrente de campo – Ic;
Realimentação de velocidade por: FCEM, tacogerador CC ou encoder incremental;
Entradas de realimentação por taco CC para tensões de taco de 9 à 350Vcc;
Fonte de 24Vcc isolada disponível para o usuário (DI’s e DO’s);
Fonte de (0 a 10)V disponível para o usuário (AI’s);
Enfraquecimento de campo – +EC;
Redes de comunicação Fieldbus (Profibus-DP e DeviceNet);
Comunicação serial RS-232.
Na Figura 23 observa-se a parte externa do conversor e na Figura 24 observa- se a parte interna.
Figura 23 - Conversor CA-CC
Figura 24 - Estrutura interna do Conversor CA-CC
Na Figura 25, é apresentado as especificações técnicas do conversor.
3.4.3 Motores CC
Para este trabalho foram escolhidos e utilizados dois motores CC de diferentes especificações e com diferentes funções. Um deles atua como um motor, do qual foram extraídos os resultados dos testes. O outro atua como carga (freio), e por ser mais robusto, apenas teve a sua corrente de campo alterada para os ensaios realizados. Ambos os motores são da marca WEG e nas Figuras 26 e 27 são mostrados os motores 01 e 02.
Figura 26 - Motor 01 Figura 27 - Motor 02
3.4.4 Dinamômetro
Os radicais gregos dinamo e metro significam, respectivamente, força e medida. Dessa forma, pode-se deduzir que dinamômetro é um aparelho utilizado para medir a intensidade de forças (IMPAC, 2014).
Internamente, a maioria dos dinamômetros são dotados de uma mola que se distende à medida que se aplica a ele uma força. Esse equipamento ainda mensura o comportamento da carga alargada ou tensão por deformação, de uma mola, deslocamento do ar, ou extensão de ligas metálicas, que compreenderá em determinar o coeficiente de fricção entre os materiais.
Os dinamómetros são muito úteis no desenvolvimento e preparação de motores, bem como, para apurar as perdas por atrito na transmissão de potência até às rodas. O dinamômetro optado no trabalho é o da marca IMPAC, modelo FG – 6020SD, com capacidade para 20 kgf. Conforme o observado anteriormente na Figura 19.
3.4.4.1 Especificações do dinamômetro
No Quadro 1 abaixo apresentam-se as especificações mais relevantes do dinamômetro.
Display LCD, 5 dígitos, 16mm, luz de fundo
Direção do display Positiva ou reversa, selecionável pelo botão no painel frontal.
Funções Tensão e compressão
Seleção de unidade Kg, lb e Newton
Capacidade de medição 20,00 Kg/ 44.10 lb/ 196,12 Newton
Quadro 1 - Especificações do dinamômetro Fonte: IMPAC, 2014
3.4.5 Tacômetro
É um sensor de velocidade também conhecido como dínamo taqueométrico. É um aparelho que mede a velocidade de rotação (rpm) de um eixo ou um disco, seja de um motor ou de uma máquina com um sinal analógico calibrado.
É baseado no princípio do motor de corrente continua com escovas que funcionam como gerador. O campo magnético é obtido por meio de um ima permanente cujos polos encontram-se dispostos nas faces.
Utilizado em aplicações Industriais como: bomba centrifuga, transportadores, medidores de fluxo de líquido, maquinas operatrizes robótica, maquinas automáticas de soldagem entre outros. O tacogerador é muito recomendado para servo-controle de máquinas e regulagem de ajustes finos que dependem da variação de velocidade. O tacômetro utilizado neste trabalho é o da marca WEG, apresentado na Figura 28.
Corrente Máx. 0,25 A
Vrpm 0,06 VCC
Rotações por Minuto Máx. 8000 rpm
Quadro 2 - Especificações do tacômetro Fonte: WEG , 2005
3.4.6 Multimedidor
O multimedidor é um indicador microprocessado que permite a leitura de grandezas elétricas CA programadas, substituindo os mostradores analógicos e digitais individuais de tensão, corrente, potência entre outros. Ele monitora e disponibiliza em rede de comunicação Modbus RTU os valores medidos e calculados. Realiza as mesmas funções agregando uma memória interna de 256kb que permite visualização de eventos e grandezas elétricas medidas e calculadas passadas, mediante programação das mesmas (EMBRASUL, 2003).
O aparelho utilizado neste trabalho é um multimedidor de grandezas elétricas, da marca Embrasul, modelo MD4040, que se apresenta na Figura 29 e, tem as seguintes funcionalidades:
Análise de metas e rateio de custos de energia;
Leituras instantâneas em amplo display digital;
Indicação de tensão de fase e tensão de linha;
Comunicação via porta RS485 (Modbus RTU) ou Ethernet (TCP/IP);
Integração com Power4000, PowerWeb e SMS4000.
3.4.7 Superdrive
É uma ferramenta gráfica em ambiente Windows para parametrização, comando e monitoração de drives. Permite editar, diretamente no drive, parâmetros online, ou editar arquivos de parâmetros off-line armazenados no microcomputador. É possível armazenar arquivos de parâmetros de todos os drives existentes na instalação.
O software incorpora funções para permitir upload do conjunto de parâmetros do microcomputador para o drive, como também download do drive para o microcomputador. A comunicação entre o drive e o microcomputador realiza via interface serial RS232 (ponto a ponto) ou RS485 a interligação em rede (WEG, 2014). Na Figura 30 é mostrada a tela do software onde são exibidos o gráfico e as variáveis monitoradas.
Figura 30 - Tela do Superdrive
3.4.7.1 Parametrização do Superdrive
Para a parametrização do Superdrive de acordo com o modelo de Conversor utilizado na bancada (CTW-04), se fazem necessários alguns ajustes que serão apresentados na seção 4.3.
Cabe salientar que Drive e Superdrive devem utilizar os mesmos ajustes. A DI bloqueio geral (27) deve estar em 24V (Habilita Geral) para que a comunicação possa ser realizada.
4
ENSAIOS
4.1 IntroduçãoNeste Capítulo trata-se dos ensaios realizados no sistema de acionamento CC, descrevendo-se como foram definidas as cargas e, quais os procedimentos utilizados para a realização dos ensaios. Demonstrado assim, os resultados obtidos e, ilustrados por meio de gráficos. Foram realizados três ensaios, que serão detalhados posteriormente.
4.2 Determinação de constantes