temperatura de ignição) inferior ao ponto de fusão através de uma chama oxigênio - gás combustível. Em seguida, o metal é oxidado rapidamente pelo oxigênio de corte e o óxido formado é fundido e removido continuamente pela ação do jato de oxigênio. A operação prossegue auto sustentada pelo desprendimento de calor provocado pela reação química entre o oxigênio puro e o ferro. O calor liberado mantém a condição necessária para a combustão, permitindo a abertura de um sulco no metal, denominado sangria ou corte.
O maçarico manual (figura 50) é o equipamento utilizado no corte de peças unitárias e de menor importância, sendo muito difícil alcançar boa qualidade de corte por este processo devido à dificuldade em se assegurar manualmente um movimento uniforme do maçarico ao longo da linha de corte e ainda manter uma distância constante entre o bico do maçarico e a superfície do metal . Ele é composto pelo corpo com as válvulas de regulagem da vazão dos gases e a alavanca que abre a injeção do oxigênio de corte. De acordo com a espessura de corte, escolhemos o bico apropriado e as pressões corretas dos gases conforme tabelas indicadas pelo fabricante. Para corte de espessuras menores é muito utilizada uma cabeça cortadora, que pode ser adaptada ao corpo do maçarico de solda. Para garantir a direção necessária do bico ao longo da peça, facilitar o deslizamento do maçarico e manter constante a distância entre o bico e a chapa utilizam-se de guias.
O equipamento mais leve e simples que permite a automação do processo é uma máquina de corte portátil conhecida como tartaruga (figura 51), composto de carro motriz com variador de velocidade, permitindo executar cortes retos ou circulares ,com ou sem chanfro.
Figura 52 – Máquina automática de corte térmico, fotocopiadora.
Para aumentar a produtividade e a qualidade do corte foram desenvolvidas máquinas automáticas (figura 52), que permitem executar com precisão as mais diversas configurações de corte através de leitura dos desenhos por um copiador ótico.
A era da informática otimizou ainda mais o processo, permitindo com o uso de comandos numéricos computadorizados uma elevada precisão de operação (figura 53). O computador controla os três eixos, permitindo a execução de cortes com
formas diversas e complexas, armazenando os desenhos na memória. Um software especial permite a maximização do aproveitamento das chapas, gerenciando inclusive os retalhos.
Figura 53 – Máquina CNC de corte térmico – Flame-planner.
No processo oxicorte é utilizada a mistura de um gás combustível e outro comburente. O gás combustível dá origem à chama e o comburente promove a reação de combustão. O oxigênio é o gás comburente utilizado, sendo os gases combustíveis o acetileno, propileno, GLP ou metano. Para se obter uma maior eficiência de corte facilitando a sua automatização é utilizado um gás combustível com elevada temperatura de chama, alto poder calorífico, calor concentrado e elevada velocidade de queima. Devido a estas características o acetileno é o de maior
intensidade da chama permitindo um menor tempo de pré-aquecimento e uma velocidade maior de corte.
Para acender o maçarico de corte devemos primeiro abrir a válvula do gás combustível, a seguir a válvula de oxigênio e por último o oxigênio de corte. Nos equipamentos automáticos uma chama piloto acende o maçarico com as pressões previamente reguladas. As técnicas de operação dos maçaricos de corte são simples e seguras. Quando o corte é iniciado pela borda da chapa devemos obedecer à seguinte seqüência: direcionar a chama para a borda da chapa, mantendo-a afastada de 3 a 4 mm; aquecer o local até obter uma coloração vermelho claro; afastar levemente o maçarico da borda da chapa; abrir lentamente a válvula de oxigênio de corte; avançar o maçarico com um movimento firme e uniforme. A técnica de operação para se efetuar uma perfuração na chapa é a seguinte: pré aquecer o local à uma distância de 6 a 8 mm; afastar a chama entre 12 e 15 mm e abrir a válvula do oxigênio de corte; aproximar novamente o maçarico a distância de 6 mm. Para efetuar cortes em chanfro devemos aumentar a distância do bico à peça diminuindo a velocidade de avanço. Para apagar o maçarico devemos primeiro aumentar a pressão do oxigênio, a seguir fechar a válvula do gás combustível e finalmente a do oxigênio.
Um corte perfeito é caracterizado por uma superfície lisa e regular, sendo as linhas de desvio quase verticais. A escória aderida na parte inferior do corte é facilmente removida. Algumas irregularidades nos ajustes podem provocar defeitos tais como, borda superior e inferior goivada, perda do corte, bordas convergentes, borda superior com gotas fundidas e borda inferior arredondada. Estes podem ser evitados ou eliminados caso sejam tomados os procedimentos adequados. Os defeitos mais comuns são provocados por: chama de pré-aquecimento inadequada; velocidade
de corte irregular; superfície da chapa com carepa ou ferrugem; distância do bico a chapa fora de especificação e bico de corte sujo ou danificado.
Deve-se considerar todas as recomendações básicas das normas de segurança no manuseio dos cilindros, principalmente do gás combustível. Os reguladores de pressão, mangueiras e conexões devem estar em excelentes condições de uso, evitando o contato de óleo ou graxa com o oxigênio. Para reduzir o risco no retrocesso da chama são utilizadas válvulas de retenção do fluxo de gás e válvulas corta-chama. Devido as altas temperaturas e radiações é necessário o uso de equipamentos de segurança individual tais como, botas com solado isolante, perneiras, avental, mangote, luvas de raspa e óculos de proteção com lentes n.º. 6.
B) Corte a Plasma: Os três estados da matéria normalmente conhecidos são