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Corte, cravação e joint (P1 e P2)

4. PROCESSO PRODUTIVO EDS

4.1. A TIVIDADES PRINCIPAIS DO PROCESSO PRODUTIVO

4.1.1. Corte, cravação e joint (P1 e P2)

O processo do corte é gerido através de um software denominado CAO (Cutting Area Optimization). O CAO é uma aplicação que permite otimizar de forma automática as estações de trabalho da área do corte P1. O seu objetivo principal é reduzir os tempos de setup (tempo de preparação da máquina e ferramentas) tendo em conta parametrizações definidas e as ferramentas atribuídas a cada máquina. Por exemplo, verifica-se que o que requer um maior tempo de setup é a mudança do tambor que tem as buchas. Tendo em conta esse fator, o software agrupa as ordens de trabalho que exigem o mesmo tipo de bucha na mesma máquina e de forma seguida, para que se minimize a troca do tambor.

Esse processo é feito de forma automática pelo CAO, tendo em conta todas as ferramentas, agrupando os pedidos com maior número de características iguais e eliminando ao máximo os tempos de setup.

Figura 23 Conexão do CAO a uma máquina Komax

KOMAX PC

A ordem de fabrico, que tem início no CAO, é transmitida com todos os dados necessários para os computadores localizados nas máquinas automáticas Komax através de uma interface.

As diferentes máquinas só recebem ordens se tiverem os recursos necessários para a sua produção, portanto estão definidas no CAO todas as características de cada máquina automática. Deve-se então parametrizar para cada máquina o comprimento mínimo e máximo do fio, o comprimento mínimo e máximo de descarne do fio, as secções e os tipos de fio compatíveis, e ainda se a máquina tem tinteiro para fazer a pintura do código no fio, quando esta é necessária.

Existem ainda máquinas que são capazes de fazer twist de fios, e esse é outro fator a ter em conta quando há necessidade de produção de twist’s (enrolamentos de 2 ou 3 fios elétricos).

Figura 24 Exemplos de twist

Na máquina, o operador deve efetuar todas as alterações necessária para a produção da ordem de fabrico. Depois de efetuar todas as alterações, usa-se um leitor de código de barras que verifica todos os componentes e ferramentas introduzidas na máquina, como os aplicadores e respetivos terminais, o tambor de inserção das buchas e a bobine de fio certificando-se que são os corretos. O aplicador é uma ferramenta específica para a cravação do terminal na extremidade do fio. Este varia consoante o tipo de terminal e a sua dimensão. Existem diversos aplicadores distribuídos na zona das máquinas automáticas.

Figura 25 Verificação de ferramentas utilizadas com auxílio do scanner

Caso o setup tenha sido efetuado de forma incorreta, surge uma mensagem de erro ao efetuar a leitura pelo scanner. Depois do setup corretamente efetuado e verificado, dá-se início à produção. O operador tem de reportar de volta algumas informações como as peças produzidas, os dados obtidos através de medições usando o micrómetro e o desperdício de fio para que não surjam posteriormente faltas de stock. Quando é finalizada a ordem de fabrico é impressa a etiqueta automática que inclui todas as informações e que deve acompanhar os fios produzidos.

Figura 26 Nomenclatura de etiquetas

A etiqueta que se encontra representada, tem dados como, a identificação do produto, a data e hora de produção e o operador que efetuou a ordem. Tem ainda as medidas, as referências dos terminais e de acessórios quando necessários e ainda a quantidade total de fios elétricos produzidos.

Como o processo é automatizado é possível saber automaticamente a Eficiência Global dos Equipamentos (OEE - Overall Equipment Effectiveness) de cada máquina através dos valores necessários ao seu cálculo: a disponibilidade, o desempenho e a qualidade.

Figura 27 Cálculo do OEE de uma máquina

Quando existem ordens de trabalho de quantidades reduzidas, é desfavorável a sua colocação nas máquinas automáticas devido à relação entre os tempos de set-up e os tempos de produção de pequenas quantidades. Nestes casos, são enviados para a zona P2 do corte, em que é efetuada a colocação de acessórios e a cravação manual do fio.

Na área P2 existem também aplicadores que os operadores têm de inserir nas máquinas para proceder á cravação dos terminais nos respetivos circuitos. Caso o circuito requeira um vedante ou outro acessório, este deve ser colocado nas mesas de acessórios definidas para o efeito antes da cravação. É essencial prestar atenção aos códigos dos terminais e aplicadores porque não há verificação pelo leitor scanner e existe assim uma maior possibilidade de ocorrência de erro.

No final da cravação manual devem ser registadas com o micrómetro e comparadas com as normas todas as medidas, para verificar se estão dentro dos parâmetros necessários. Caso não estejam, devem-se ajustar as medidas do aplicador e da máquina.

Nos protótipos, os aplicadores devem ser adaptados consoante a secção do fio e o tipo de terminal. Como os produtos em fabrico são protótipos e por vezes os terminais a cravar no fio são novos, não existem ainda os aplicadores definitivos para a sua cravação, surgindo a necessidade de adaptação com os aplicadores existentes.

Os joint’s são criados ou nas máquinas de ultrassons ou recorrendo a métodos de descarga elétrica, consoante o pedido do cliente. Como na zona de formação do joint há descarne do vinil, este deve ser protegido por um shrink, que protege os filamentos de cobre e que pode ou não ser impermeável.

Quando uma determinada ordem de trabalho é terminada, os circuitos devem ser enrolados com a etiqueta correspondente e colocados nas caixas de distribuição do produto de que fazem parte.