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2.3 Mapas de tópicos

2.3.2 XTM (XML Topic Maps)

2.3.2.2 Criando um tópico

O passo seguinte na criação do mapa é adicionar os tópicos. Como foram comparados anteriormente, os tópicos são como instâncias dos tipos, então o primeiro passo é criar os tipos de tópicos e após criar as suas instâncias.A figura 20 mostra o exemplo de um tipo de tópico.

Figura 20 – Adicionando tipos de tópicos

Como pode ser visto na figura 20, uma das características do XTM é que todos tipos nele criados (de tópico, associação) são criados através da mesma tag que cria o tópico, que é a tag “<topic>”. O elemento “<topic>” possui um atributo que é usado para identificar esse tópico dentro do mapa, esse atributo é o “id”.

No caso do tipo criado na tag “<topic>” é “heroi” descrito na figura 20. Além de possuir um identificador ela possui um nome que é colocado dentro do elemento “<baseName>”. A tag “<baseName>” possui o elemento “<baseNameString>” onde é colocado no nome do tipo. A figura 21 mostra o exemplo de um tópico do tipo “heroi”.

1 <topic id=“heroi”> 2 <baseName>

3 <baseNameString>Heroi</baseNAmeString> 4 </baseName>

Figura 21 – Tópico do tipo herói

A figura 21 mostra o exemplo de um tópico do tipo “heroi”. Esse processo de criação pode também ser chamada de reificação. Depois de definido um tipo de tópico e colocado um id para ele, um tópico que for criado dentro do Mapa de Tópicos pode ser uma instância de tipo criado. Para especificação de um tópico de determinado tipo, é colocada a tag “<instaceOf>”. Essa tag diz que determinado tópico é uma instancia de um tipo, o tipo é especificado na tag “<topicRef>”. Essa tag serve para referenciar um determinado tópico dentro do mapa. No caso da figura 21, diz-se que o tópico criado (com id igual a “superman”) é uma instância (especificado através da tag “<instanceOf>”) do tipo “heroi” (referenciado através da tag “<topicRef>”).

2.3.2.3 Adicionando Ocorrências

O passo seguinte na criação do Mapa de Tópicos é adicionar ocorrências, que são informações relevantes dentro do contexto de um determinado tópico. Para realizar essa tarefa será utilizado o tópico criado na figura 21. A figura 22 mostra o tópico com uma ocorrência.

1 <topic id=“superman”> 2 <instanceOf> 3 <topicRef xlink:href=“#heroi” /> 4 </instanceOf> 5 <baseName> 6 <baseNameString>Clark Kent</baseNAmeString> 7 </baseName> 8 </topic>

Figura 22 – Adicionando recursos a um tópico

A figura 22 mostra como fica o tópico “Clark Kent” depois de adicionada uma ocorrência. A ocorrência é descrita a partir da linha 8, onde é criado o elemento “<occurence>”. Esse elemento serve para descrever determinada ocorrência que pertence a um tópico. A ocorrência também tem um tipo, por isso diz que “uma ocorrência é uma instância de determinado tipo de ocorrência”.

Para especificar o tipo de uma ocorrência é usada a mesma tag que especifica o tipo de um tópico, a tag “<instanceOf>”. Depois de especificado o tipo da ocorrência, determina-se também qual recurso que a possui, esse recurso pode ser descrito através de uma URI que contém o recurso. A tag usada para referenciar um recurso é a tag “<resourceRef>”.

2.3.2.4 Adicionando Associações

Após definir os tópicos dentro de um mapa, o passo seguinte é definir as associações que representarão as ligações importantes entre esses tópicos. Supondo que os tópicos “Clark Kent” do tipo “heroi” com a ocorrência de uma “foto”, “Lana Lang” do tipo “Pessoa” com a com a ocorrência de uma “foto” e o tópico “Smallville” do tipo “cidade” com a ocorrência de uma “foto” já foram adicionados ao mapa. Agora o passo seguinte é adicionar as

1 <topic id=“superman”> 2 <instanceOf> 3 <topicRef xlink:href=“#heroi” /> 4 </instanceOf> 5 <baseName> 6 <baseNameString>Clark Kent</baseNAmeString> 7 </baseName> 8 <occurence> 9 <instaceOf> 10 <topicRef xlink:href=“#foto”> 11 </intanceOf> 12 <resourceRef xlink:href=“www.smallville.com/clark.gif”> 13 </occurrence> 14 </topic>

associações entre esses tópicos. A figura 23 que mostra o exemplo de uma associação

Figura 23 – Exemplo de associação

A figura 23 mostra o exemplo de uma associação. Uma associação em XTM é descrita através da tag “<association>”. Essa tag representa uma associação e, como uma associação também possui um tipo, esse tipo é definido de forma semelhante aos outros elementos que possuem tipo (tópicos e ocorrências). Um dos componentes importantes dentro das associações são os membros que desempenham os papéis. Esses membros são descritos pela tag “<member>” e cada um possui uma tag que especifica qual papel que ele empenha na associação.

No caso da associação descrita na figura 23, ela é do tipo “namoro” e possui os papéis do tipo “homem” e “mulher” que participam da associação. Além disso, cada um dos membros possui um “ator” para esse papel, nesse caso o tópico “superman” faz o papel de “homem” e o tópico “lana” faz o papel de “mulher da associação”. O tipo de uma relação deve ser descrito de forma diferente dos outros tipos. A figura 24 mostra uma relação.

1 <association> 2 <instanceOf> 3 <topicRef xlink:href=“#namoro” /> 4 </instanceOf> 5 <member> 6 <roleSpec> 7 <topicRef xlink:href=“#homem”> 8 <roleSpec> 9 <topicRef xlink:href=“#superman”> 10 </member> 11 <member> 12 </roleSpec> 13 <topicRef xlink:href=“#mulher”> 14 </roleSpec> 15 <topicRef xlink:href=“#lana”> 16 </member> 17 </association>

Figura 24 – Exemplo do tipo de uma associação

A figura 24 mostra o exemplo de um tópico de um tipo de associação. O tipo das associações, além de possuir um nome base para o tipo, possui mais dois nomes que identificam seus membros. Esses tipos, no caso da figura 24, identificam quando o membro é um homem ou uma mulher; caso o membro seja um homem o nome base é “namora a”, caso seja uma mulher o nome é “namora o”.

2.4 Ontologia

O termo Ontologia origina-se da filosofia e é definido como “representação da existência através de uma explicação sistemática” (NOVELLO, 2002). Uma definição mais simples sobre Ontologia é dada por Sowa (2000) que define uma ontologia como o estudo sobre categoria de “coisas” que existem ou pertencem a um determinado domínio. Além de tratar as características das “coisas” dentro de um determinado domínio, uma ontologia trata as relações referentes entre essas coisas, tratando também essas restrições.

1 <topic id=“namoro”> 2 <baseName> 3 <baseNameString>Namoro</baseNameString> 4 </baseName> 5 <baseName> 6 <scope> 7 <topicRef xlink:href=“#homem”> 8 </scope> 9 <basenameString>Namora a</baseNameString> 10 </baseName> 11 <baseName> 12 <scope> 13 <topicRef xlink:href=“#mulher”> 14 </scope> 15 <baseNameString>Namora o</baseNameString> 16 </baseName> 17 </topic>

Grubber (1999) definiu ontologia como “uma especificação de uma conceitualização”. Além disso, ele define que uma ontologia é a descrição de conceitos e relações que podem existir dentro de um determinado domínio.

Uma ontologia possui características e requer o uso de um vocabulário específico para descrever determinado domínio de conhecimento. Esse vocabulário visa descrever a ontologia de forma que o domínio seja definido num nível genérico (NOVELLO, 2002). Esse vocabulário é definido através de uma especificação formal para que uma ontologia possa ser usada e que ela possa compartilhar e reusar o conhecimento nela contido. Dessa forma, uma ontologia pode ser vista como uma maneira para explicitação e descrição de conceitos e seus relacionamentos, referentes a uma área de conhecimento (LUSTOSA, 2003).

As propriedades principais de uma ontologia são o compartilhamento e a filtragem das informações. O compartilhamento é como um acordo existente entre diferentes agentes, basead7os na aceitação de ontologias comuns, que têm o mesmo entendimento sobre determinado conceito, ou seja, quando duas pessoas estão falando sobre “casa”, eles estão falando sobre o mesmo conceito (BÉZIVIN, 1998).

A filtragem está ligada à abstração. Quando se constrói uma ontologia abstraem-se conceitos do mundo real e a utilidade nessa abstração é filtrar muitas características desnecessárias. Uma ontologia define o que deve ser extraído de um determinado sistema e o “porque” de construir determinado modelo para esse sistema (BÉZIVIN, 1998).

Uma ontologia busca a formalização de conhecimento e para isso utiliza cinco componentes básicos: conceitos, os relacionamentos, as funções, os axiomas e as Instâncias (NOVELLO, 2002).

2.4.1 Conceitos

Os conceitos de uma ontologia são algo que você deseja representar sobre determinado domínio. Os conceitos possuem informações associadas a ele denominadas atributos. Os conceitos podem pertencer a um determinado tipo e podem conter várias informações associadas a eles, podendo também estar ligados a outros conceitos.

2.4.2 Relacionamentos

Os relacionamentos são as ligações existentes entre os conceitos de um determinado domínio. Os relacionamentos expressam a natureza da ligação existente entre dois conceitos. Os relacionamentos podem possuir cardinalidade. Como exemplo de relacionamento pode-se ter um entre dois conceitos do tipo “Pessoa” que pode ser chamada de “namora com”.

2.4.3 Funções

As funções são como relacionamentos especiais entre os elementos Elas designam que os vários elementos envolvidos nesse tipo de relação são dependentes um dos outros, mas cada um é único com relação ao outro. Um exemplo pode ser uma relação “influenciado por”, em que um elemento depende do outro.

2.4.4 Axiomas

Os axiomas modelam as sentenças que são verdadeiras sobre determinada ontologia. Um exemplo de axioma pode ser a sentença “Uma relação de namoro existe entre um homem e uma mulher”, desde de que essa sentença esteja contida na ontologia. Eles podem ser classificados como estruturais e não estruturais. Além de especificar as sentenças verdadeiras sobre uma ontologia, os axiomas especificam restrições sobre a sua interpretação. Como um axioma que representa uma restrição dentro de uma ontologia poderiam dizer que a idade de uma pessoa é a data atual subtraída da sua data de nascimento.

2.4.5 Instâncias

As instâncias representam os elementos de uma ontologia. As instâncias são os conceitos e relações que foram criados na ontologia.

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