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Foram aplicados questionários em 15 profissionais que atuam com projeto arquitetônico na tipologia abordada, e com experiência acima de cinco anos de atividade profissional, habilitados na Prefeitura local.

“O questionário mostra-se um método rápido e facilmente compreendido pelo respondente, sobretudo quando são aplicadas as questões fechadas, redigidas utilizando vocabulário acessível” (ELLALI, 1997). Questões assim foram aplicadas aos profissionais afins, que possuem um melhor entendimento sobre o assunto, para agilizar a pesquisa, mas também questões abertas para que pudessem expressar suas opiniões. (ver anexo 2) .

3.3.1 Procedimentos

Foi feito um contato prévio com cada entrevistado, quando foram explicados os motivos da enquete e após isso foi-lhe entregue um questionário (anexo 2) para preenchimento, o qual foi posteriormente devolvido.

A identidade de cada profissional foi preservada e foi obtido o perfil de cada questionando com itens tais como:

- - Tempo de profissão (na região e total) - - Instituição onde se formou

- - Campo básico de atuação (atividades, áreas)

Esses questionários visaram verificar como é a sistemática de trabalho desses profissionais ante os temas abordados, e aquilatar o envolvimento e interferência dos mesmos com os temas eficiência energética e conforto térmico, em projetos de Arquitetura.

O objetivo era saber como lidava-se na prática com as questões acima e para tanto foram feitas perguntas sobre conforto térmico, eficiência energética, sistema e ferramentas de trabalho, como:

- Qual a concepção sobre eficiência e conforto térmico?

- Qual sistema de trabalho adota no seu dia a dia quanto a metodologia de projeto? - Que tipo de softwares ou análises utiliza para avaliar níveis de conforto ou

- Quais materiais, que influenciam nos índices de conforto, costuma especificar em seus projetos?

- Que tipos de equipamentos visando aquecimento ou resfriamento artificial costuma especificar?

Também foi abordado como é o perfil profissional quanto à formação, capacitação e conscientização frente aos temas abordados, com questionamentos como:

- Qual sua formação acadêmica quanto à conforto térmico e eficiência energética? (Qual disciplina, que em seu programa abordava tais temas)

- Quais os valores de honorários praticados e qual o reflexo dos mesmos na forma de atuação profissional?

O número de entrevistados foi pautado em um conceito de pesquisa qualitativa, onde há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, ou seja, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito, que não pode ser traduzido em números. Essa modalidade não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas e a tendência é o pesquisador analisar seus dados intuitivamente; é pautado também em amostras não-probabilísticas intencionais, devendo os casos ou questionandos escolhidos para a amostra representar o “bom julgamento” do universo, segundo a população a ser estudada (SILVA e MENEZES, 2001).

O número de profissionais abordados foi dividido entre cinco arquitetos e dez engenheiros civis, devido à proporção dos profissionais mais atuantes e representativos na tipologia abordada. Optou-se por escolher, para este caso, o número de entrevistados por procedimento de amostragem por julgamento, segundo o qual, confirma BARBETTA (1999), os escolhidos são aqueles julgados como típicos da população que se deseja estudar, quando uma amostragem aleatória não é recomendável pela pequena população que se possui, sendo que para essa situação a amostragem por julgamento representa razoavelmente bem a população de onde foram extraídos.

O objetivo inicial era abordar os profissionais mais expressivos em atuação com o tipo de projeto das edificações estudadas. Para tanto buscou-se no cadastro técnico da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, na Gerencia de Controle Urbano, a relação dos projetos aprovados na faixa de área estudada (maior que 140m²) e quais foram os profissionais mais atuantes – tendo como base o ano 2000.

Considerou-se profissional atuante na tipologia aquele que aprovasse mais que três projetos (na tipologia abordada) por ano (o que já não é muito expressivo). Encontrou- se o seguinte (Tabelas 17 e 18):

Tabela 17 – Profissionais com aprovação de mais de três projetos/ano

Profissionais que aprovaram mais de 3 projetos (tipologia abordada) por ano (2000)

Profissionais Número %

Arquitetos 10 28,6

Engenheiros Civis 25 71,4

Total 35 100,0

Fonte: Cadastro técnico PMM

Desses 35 profissionais, 22,8% (4) realizaram apenas quatro projetos no ano, e 77,1% realizaram mais que quatro projetos por ano.

Tabela 18 – Profissionais com aprovação de seis ou mais projetos/ano

Profissionais que aprovaram seis (6) ou mais projetos (na tipologia abordada) por ano (2000)

Profissionais Número %

Arquitetos 05 31,2

Engenheiro Civis 11 68,8

Total 16 100,0

Fonte: Cadastro técnico PMM

Tem-se aqui profissionais que aprovaram um projeto (ou mais) a cada dois meses, na tipologia abordada. Tivemos, porém, o particular de que dois dos onze engenheiros levantados são sócios na mesma empresa e para tanto se considerou apenas 1 (individualmente); até mesmo porque os dois responderam juntos o questionário. Portanto, a configuração final para efeito de numero de questionários ficou da seguinte forma (Tabela 19):

Tabela 19 – Profissionais participantes da pesquisa

Profissionais Número %

Arquitetos 5 33,3

Engenheiros 10 66,6

A partir daí iniciou-se os contados, efetivamente, com os profissionais; abordando primeiramente o universo pleno adotado – os 15 profissionais que atuaram com 6 ou mais projetos (na tipologia abordada) no ano 2000. Teve-se então os seguintes acontecimentos:

- Dos 05 arquitetos contactados, 02 não responderam, mesmo após contactados e comprometendo-se a responderem os questionários. Foram então buscados

outros dois arquitetos então no grupo dos 35 (que realizaram mais que 3 projetos no ano na tipologia abordada).

- Dos 10 engenheiros civis contactados, 01 não foi localizado (mudança de endereço/de fone e o número constante do celular nunca atendeu). 03 não responderam, mesmo após contactados e comprometendo-se a responder os questionários. Foram então buscados outros 04 engenheiros civis no grupo dos 35 (que realizaram mais que 3 projetos ao ano na tipologia abordada).

Todos os profissionais que efetivamente responderam possuíam mais que cinco anos de formados e estavam inscritos e habilitados para exercer a profissão na Prefeitura Local, na época da aplicação dos questionários: 2001/2002.

A população de 05 arquitetos foi ainda adotada também pelas médias dos dois grupos levantados (de 15 e de 35 profissionais) onde variava-se de 28,6% a 33,3% do universo pesquisado; o que gira em torno de um terço dos profissionais atuantes.

A substituição de alguns dos 15 profissionais mais atuantes por outros não prejudica a pesquisa devido a homogeneidade, tanto das proporções como dos perfis dos profissionais.

Optou-se pelo método da simples observação, com pesquisa qualitativa e não- probabilística intencional.