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1 e 2 divergem. Em 1, se deseja enfocar as conseqüências positivas que a paz traz. Por isso se diz que sendo a paz, a EJA é maravilhosa, pois onde há paz, há amor, integração, melhor aprendizado. Já em 2, na arma livro aberto, o que se deseja é aumentar a auto- estima dos alunos.

2 e 3 convergem por ansiarem levantar a auto-estima dos alunos. Em 1, se deseja aumentar a auto-estima dos alunos, mostrando o quanto são capazes. Em 3, se intenciona também que cada um dos educadores procure ser um profissional que transmita confiança e levante a auto-estima dos estudantes. Este desejo é embalado pela crença de que o tipo de aluno que atendem, necessita de carinho, ambiente de paz, diálogo e acolhimento, já que quando chega à EJA vem muito envergonhado.

1 e 3 divergem, já que, em 1, o que ser mostrar é que a EJA sendo arma da paz é maravilhosa, pois onde há paz, há amor, integração, melhor aprendizado. Porém, em 3, o que se quer mostrar é a satisfação que tem de ensinar adultos pelo fato de poder levantar as suas auto-estimas. Para a co-pesquisadora, o trabalho com o adulto é muito gratificante pela mudança que ocorre na vida dele.

Estudo transversal da técnica caverna do dragão mais Alice no país das maravilhas- CEJA noturno

HISTÓRIA MÍTICA RIMADA

Um grupo de pessoas pertencente a uma comunidade recebeu um convite para viajar a um lugar encantado. Para chegar lá foi pedido apenas atenção, já que era necessário usar a imaginação e também a capacidade de invenção. Campo, bola, buraco, túnel, animais gigantescos e uma arma mágica foram os elementos usados como instrumentos para desafiá-los a se colocarem na posição da menina. Alice do país das maravilhas e também dos meninos do desenho da caverna do dragão.

Apesar dos lugares dados serem os mesmos, para os viajantes, cada local assumiu uma configuração. Já as sensações evocadas também foram bastante diferenciadas. Teve gente que ao descer o túnel, flutuou como se fosse uma flor, uma folha que ia caindo. Mas nem tudo foram flores, pois a viagem teve também os seus temores. Como para ter medo não há idade, uma das viajantes sentiu medo de profundidade. Ao cair num túnel, nada de asas, imaginou uma coisa bem rasa, um buraco rasinho, para dar um pulo pertinho. Medo também deu o aparecimento de um bichinho. Um animal que se transformava e que muito desespero despertava. Ora parecia um monstro, ora alunos-besouros cascudos enormes, emborcados com aspecto desesperador. Causavam temor e também muito pavor. Davam a impressão de que precisavam de salvação. No CEJA, os alunos-besouros cascudos chegam ricos de aprendizagem, mas não sabem transformá-la, isto é, eles vêm com muita sabedoria, mas não têm a sensibilidade de aplicar.

Foi então que nessa ocasião, surgiu nas mãos de cada um, um armamento que lhes permitia fazer magia, transformando a arma num objeto que se moldaria ao que se queria.

A primeira arma surgida não tinha uma forma bem definida. Ela era uma coisa que se transformava e muito trabalho dava para visualizar, se alguém quisesse olhar. Mas essa arma não era um armamento e sim um instrumento que veio para transformar o animal que parecia trazer o mal. Aos poucos, a arma se modificou, e o objeto ganhou um formato de jato. No entanto, o seu devir só viemos descobrir algum tempo depois dali.

Entre os participantes, uma das viajantes fez do que pensou uma flor. Ao fabricá-la, decidiu colocar a base para poder se equilibrar e se sustentar. Outra viajante

fez uma coisa semelhante, mas diferente. Ao invés de florear, optou por rosear, desenhando uma rosa mimosa. Para materializar, começou a desenhar algo parecido com aquela rosa ali, que começou a lhe inspirar ao chegar no espaço escolar.

Eis que aconteceu algo inesperado, cada viajante foi convidado a sair do mundo encantado, levando apenas o seu equipamento, ou seja, o seu armamento. Ao retornar, cada um adaptou no seu lar as armas que trouxeram do lugar por onde estiveram a viajar. Receberam então, a missão de transformá-las em algo que tivesse relação com a educação. Sendo cultos, foi pedido para relacionarem as armas com a educação de jovens e adultos.

Mas ao invés de associarem a arma apenas à EJA, muitos se remeteram ao CEJA. Ao escutar cada falar dos objetos que foram estimulados a criar, se percebeu que algo curioso aconteceu. Entre as criações e invenções, nada de objetos violentos. Tampouco causadores de falecimentos. Nenhum vislumbrador de ais e sim inspirador de paz. Ela é desejada demais. Está presente mesmo onde aparentemente está ausente. Se não vejamos: EJA-raio de esperança – arma que sugere bonança, sua função possui relação com intensidade, pois quando passa, traz tudo o que se tem vontade que todo mundo partilhe e compartilhe, que é essa esperança de uma vida melhor, muito amor, muita paz, muita limpeza ética, dignidade, ou seja, coisas que lembram felicidade e bondade. Estados que ansiamos porque que todos nós precisamos. Enfim, distante de tudo que cause aspereza, funcionando mais como raio de purificação e limpeza. Por isso é que com o CEJA- raio de esperança, o ensino-aprendizagem passa por uma limpeza de qualificação, amor, paz e principalmente se enche de esperança para um futuro melhor, significativo, ético e promissor. De forma não igual, encontramos a EJA- Lançador de energia vital. Este instrumental produz uma energia que traz vida, rejuvenesce os mais velhos e dá esperança de vida melhor para os mais jovens.

O amor também teve o seu valor. Foi um componente a estar sempre presente. Com a EJA-Paz, se traz amor e paz e outras coisas mais: integração e melhor aprendizado. Com a EJA-arma da paz, o CEJA seria apaziguado e também abençoado por Deus, são desejos dos filhos teus- que estão a invocar para a sociedade mais justa e feliz transformar. O alunado também está representado no que foi criado. É lembrado como alguém que possui muito aprendizado. Diz-se que o alunado que ao CEJA tem chegado é rico em aprendizagem, pois traz uma bagagem que é um estouro, porque vale ouro. Seja à noite, seja de dia, os alunos chegam ao CEJA com muita sabedoria. Porém não demonstram sensibilidade de aplicar esse enriquecimento dos seus conhecimentos.

Talvez porque todos possuam uma característica semelhante: não são auto-confiantes. Para melhorar e sair desse lugar, os estudantes precisam se auto-estimar.

Nesse caminhar, EJA-livro aberto surge como um instrumento certo, servindo para aumentar, e também mostrar o quanto os alunos são capazes e que podem concretizar seus objetivos na EJA. É o que se almeja. Também se deseja que cada profissional transmita confiança, levante a auto-estima dos alunos e trabalhe com amor e dedicação, fazendo tudo para que haja melhora e não piora. A EJA-arma da paz ajuda demais, pois é uma flor cheia de pétalas perfume e encantamento, servindo de instrumento para estabelecer esse comportamento.

Fotos da produção plástica da técnica caverna do dragão com Alice no país da maravilhas- grupo pesquisador do Educandário Santa Clara.

Análise classificatória da técnica caverna do dragão mais Alice no país das maravilhas com grupo de alunos do Educandário Santa Clara

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