PARTE I ENQUADRAMENTO TEÓRICO
3. QUALIDADE EM SAÚDE
3.4. Cuidados de enfermagem
No metaparadigma de enfermagem a enfermagem é a ciência e a arte da disciplina (George, 2000, p.11). Como a enfermagem é uma ciência humana, o rigor e a objetividade do laboratório são tanto inapropriadas quanto impossíveis de duplicar. No futuro, a previsibilidade das teorias de enfermagem será muitos a medida que cresce a base de pesquisa em que a teoria se desenvolve e sobre a qual é testada.
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Segundoà Nighti galeà es e euà Notes of Nursing à pa aà fo e e à li hasà o ie tado asà pa aàosà uidadosàdeàe fe age à sà ulhe esàeàpa aàa o selha àso eà o oà pe sa à o oà u aàe fe ei a .àPo àisso,àelaàdisseà oà ueàaàe fe age àte àaàfaze …à à olo a àoàpa ie teà na melho à o diç oàpa aà ueàaà atu ezaàajaàso eàele à Nighti galeà / ,àp. .à
Deà a o doà o à Peplauà afi aà ueà aà e fe age à à U à p o essoà i te pessoalà sig ifi ati oàte ap uti o àeà o oàu à ela io a e toàhu a oàe t eàu ài di iduoàe fe oàouà necessitando de serviços de saúde, e uma enfermeira especialmente instruída para reconhecer eà espo de à à e essidadeàdeàajuda à(Peplau, 1952/1988; p. 16 e p. 5-6).
Por outro lado, Henderson definiu a enfermagem em termos funcionais. Ela afirmou que a única função do enfermeiro é assistir o individuo, doente ou saudável, no desempenho das atividades que contribuam para a saúde ou para a sua recuperação e os conhecimentos necessários (Tomey, 2004). Ela considera os 14 componentes das funções de enfermagem ou necessidades básicas são: biológicos, psicológicos, sociológicos e espirituais . Quando as necessidades não são preenchidas, a pessoa não está completa (George, 2000, p. 64).
Roy define amplamente a enfermagem como a ciência e a prática que expande capacidade de adaptação e melhora a transformação ambiental e da pessoa (Tomey, 2004).
Lydia Hall apresentou a sua teoria de enfermagem de forma visual, desenhando três círculos entrelaçados: o círculo de Cuidados, da Essência e da Cura. A enfermagem é identificada como a participação de forma visual, desenhando três círculos entrelaçados: nos aspetos de cuidados, da essência e da cura no cuidado ao utente. O cuidado é função único dos enfermeiros, enquanto o núcleo e a cura são compartilhados com os outros membros da equipa de saúde (George, 2000).
Por outro lado, Orem desenvolveu a teoria de enfermagem do déficit de autocuidado, que é composta de três teorias inter-relacionadas: a teoria do autocuidado, do déficit do autocuidado e dos sistemas de enfermagem. Assim sendo, a Orem, define a enfermagem como uma ação humana diferenciada das outras ações humanas por seu enfoque sobre as pessoas com incapacidades (Orem, 1991).
E à ,àJoh so àdefi iuàaàe fe age à o oà u aàfo çaà egulado aàe te aà ueàageà para preservar a organização e a integração do comportamento do paciente ao nível ideal,
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condições abaixo das quais o comportamento constitui uma ameaça para a saúde física e social ou nas quais é encontrada a doença (Orem, 1980, citado por George, 2000, p. 84).
Segundo Orlando (1961,1990), a enfermagem é exclusiva e independente, preocupa com uma necessidade individual de ajuda, real ou potencial, em uma situação imediata, através do qual a enfermagem resolve esse desamparo é interativa e buscado de maneira disciplinada, o que exige treinamento. Ela também acredita que a ação da pessoa deva ser baseada em justificativa, não em protocolo (citado por George, 2000).
Segundo Levine, 1989), o propósito da enfermagem é cuidar dos outros quando eles necessitam de cuidados. Segundo a autora que a teoria de enfermagem é u aàpostaà àp ovaà asà o asàdi iasàp ag ti asàeàsi plesàe t eàoàe fe ei oàeàpa ie te…à oàseuàsu essoàe uipa à os indivíduos com força renovada para continuarem suas vidas com independência, realização, esperança e p o essa (citado por George, 2000, p. 163).
De acordo com Rogers (1971; 1990) afirma que a enfermagem é uma profissão aprendida, uma ciência e uma arte, com o objetivo promover a saúde e o bem-estar de todas as pessoas. Esta profissão existe para cuidar das pessoas e do processo de vida dos seres humanos (Tomey, 2004), ouà sejaà à uma arte e uma ciência humanística e humanitária – o estudo dos seres humanos irredutíveis e seus ambientes .à(citado por George, 2000, p. 186).
Os cuidados de enfermagem e o exercício profissional da enfermagem centram-se na relação interpessoal de um enfermeiro e uma pessoa ou de um enfermeiro e um grupo de pessoas (família ou comunidades), independentemente dos seus valores, crenças e desejos da natureza individuais. Assim, no âmbito do exercício profissional, o enfermeiro distingue-se pela evidência a sua formação e experiência na prática de cuidados que lhe permite compreender e respeitar os outros numa perspetiva multicultural. Estabelece uma relação de parceria num processo dinâmico que visa ajudar o individuo a alcançar o seu equilíbrio e o seu estado de saúde (OE, 2001).
O exercício profissional dos enfermeiros centra-seà aà elaç oà i te pessoalà …à u à quadro de respeito pelos valores, crenças, religiões e desejos da natureza individual dos lie tesà…à a ateriza-seàpeloàesta ele i e toàdeàpa e iasà o àosà lie tesà…àe ol e doàasà pessoas significativas para o cliente (família e comunidade) …à OE,à àaà ,àpà .à
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A relação terapêutica promovida no âmbito do exercício profissional de enfermagem carateriza- -se pela parceria estabelecida com o cliente, no respeito pelas suas capacidades e na valorização do seu papel. Esta relação desenvolve-se e fortalece- se ao longo de um processo dinâmico, que tem por objetivo ajudar o cliente a ser proativo na consecução do seu projeto de saúde. Várias são as circunstâncias em que a parceria deve ser estabelecida, envolvendo as pessoas significativas para o cliente individual (família, convivente significativo).
Os cuidados de enfermagem tomam por foco de atenção a promoção dos projetos de saúde procura-se, ao longo de todo o ciclo vital p e e i àaàdoe çaàeàp o o e àosàp o essosà de readaptação, procuram a satisfação das necessidades humanas fundamentais e a máxima independência na realização das atividades de vida (...) através de processos de aprendizagem do cliente à OE, : .àNeste contexto, no ponto de vista profissional, os enfermeiros pela sua formação e pelos princípios que norteiam a sua praxis compreendem que que os cenceito conceitos de bons cuidados de enfermagem são distintos para cada individuo.
Os cuidados de enfermagem ajudam a pessoa a gerir os recursos da comunidade em matéria de saúde, prevendo-se ser vantajoso o assumir de um papel de pivot no contexto da equipa. Na gestão dos recursos de saúde, os enfermeiros promovem, paralelamente, a aprendizagem da forma de aumentar o repertório dos recursos pessoais, familiares e comunitários para lidar com os desafios de saúde.
As intervenções de enfermagem são frequentemente otimizadas se toda a unidade familiar for tomada por alvo do processo de cuidados, nomeadamente quando as intervenções de enfermagem visam a alteração de comportamentos, tendo em vista a adoção de estilos de vida compatíveis com a promoção da saúde.
As intervenções autónomas dos enfermeiros compreendem o processo da tomada de decisão e a resolução de problemas de enfermagem, com início na identificação de necessidades de cuidados de enfermagem com uso do conhecimento atual de disciplina e da experiencia acumulada, por isso, o enfermeiro planeia as intervenções a concretizar de acordo com a sua experiencia e tendo em conta que as outras intervenções devem ser realizadas pelo técnico da equipa de saúde em colaboração.
O exercício profissional dos enfermeiros insere-se num contexto de atuação multiprofissional. Assim, distinguem-se dois tipos de intervenções de enfermagem: as iniciadas
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pela prescrição médicas ou seja por outros técnicos da equipa (intervenções interdependentes) – e as iniciadas pela prescrição do enfermeiro (intervenções autónomas). Relativamente às intervenções de enfermagem que se iniciam na prescrição elaborada por outro técnico da equipa de saúde, o enfermeiro assume a responsabilidade pela sua intervenção e implementação.