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CAPÍTULO III APOIANDO OS SETORES ACADÊMICOS NAS ROTINAS DE

3.3. Proposta de Intervenção

3.3.2. Cuidando da instrução e acompanhamento processual

A instrução dos processos autorizativos e seu consequente protocolo serão procedidos pelo núcleo de assessoramento, desonerando as coordenações de curso das preocupações e ocupações burocráticas atinentes a esses procedimentos. Serão encaminhadas regularmente para essas coordenações, comunicações sobre os trâmites processuais. Assim poderão falar sobre eles, quando compreenderem oportuno, sem que essa tarefa lhes demande muito tempo de rotinas acadêmico-pedagógicas. É importante registrar que será meta da equipe de assessoria, providenciar uma instrução inicial detalhada, reduzindo assim, a probabilidade de diligências complexas e deixando o trâmite processual mais célere.

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“A remuneração recebida pelo servidor é a contraprestação pelos serviços prestados; não se pode desconsiderar o desvio do mesmo para uma função técnica, distinta da qual foi originalmente investido, e que exige certas atribuições e conhecimentos, devendo ser equilibrado com o pagamento das diferenças salariais, sob pena de locupletamento indevido do Estado. 2. Recurso conhecido e provido."(REsp nº 205.021/RS , Rel. Min. EDSON VIDIGAL, DJ de 28.06.99).

Caso sejam instaladas diligências133, na fase de despacho saneador ou de parecer final134 dos processos autorizativos, fato que ocorre com muita frequência, o núcleo de assessoria dará notícia ao coordenador (a) de curso, para que acompanhe e opine sobre a resposta ou contribua com alguma informação pedagógica. No entanto, a busca de informações institucionais burocráticas e administrativas, que excedem ao âmbito das competências da coordenação de curso, a redação de peças e o desenvolvimento das argumentações pertinentes, serão de responsabilidade exclusiva do núcleo de assessoramento. O acompanhamento do trâmite processual desde o protocolo do processo até seu encerramento, a eventual celebração do protocolo de compromisso, a preparação e interposição tempestiva de recursos e as impugnações cabíveis serão encargos compreendidos por esta proposta de intervenção. Durante os procedimentos de avaliação, que vão desde a abertura do questionário de avaliação até a publicação dos relatórios avaliativos, as atividades de assessoria estarão restritas ao encaminhamento das comunicações processuais até que os autos retornem ao trâmite regulatório propriamente dito, uma vez que a Secretaria de Avaliação (SEAVALI) é a instância institucional competente para as ações avaliativas no âmbito da instituição e do Sistema e-MEC.

O Quadro 17, elaborado com base nos dispositivos da Portaria Normativa nº 40 do MEC, relaciona os principais prazos que devem ser observados na tramitação dos processos autorizativos da graduação no sistema federal de acreditação. Esta inclusa nessa proposta de intervenção o cuidado com a tempestividade no atendimento destes prazos e todos os demais que se apresentem em razão da necessidade de manutenção da regularidade no funcionamento dos cursos de graduação da UFJF.

Quadro 17: Prazos processuais dos atos autorizativos

Motivação processual Prazo

(dias) Início da prescrição Inclusão no Cadastro Nacional de Cursos de curso novo

ofertado na unidade sede 60

Início de funcionamento do curso

Pedido de autorização para cursos novos ofertados fora da

unidade sede 60 Criação do curso

Instrução e protocolo de processos de cursos novos 50% a 75%

Integralização do currículos pela primeira turma

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Em documento disponibilizado no site do curso analisamos as diligências instauradas até hoje nos processos da UFJF tendo em vista os tópicos nelas tratados.

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As diligências instauradas na fase de Parecer Final seguem o prazo e o procedimento previsto no art. 10, §§ 2º a 6º da Portaria Normativa/MEC nº. 40 /2007.

Atendimento de diligência 30 Notificação da abertura do prazo

Despacho de arquivamento 10 Notificação do ato de

arquivamento Preenchimento de questionário de avaliação de curso 15

Notificação da disponibilização do questionário

Impugnção do relatório de avaliação 60

Publicação do relatório de avaliação no sistema processual

Contra-razões na impugnação do relatório de avaliação

pela SERES 20 Impugnação pela SERES

Recurso do indeferimento de reconhecimento 30

Publicação do parecer final opinando pelo indeferimento

Questionamento do conceito de curso 10 Publicação do CPC

Instrução e protocolo renovação de reconhecimento de

cursos 30

Publicação dos resultados do ENADE

Apresentação de protocolo de compromisso 30

Publicação do Parecer final opinando pela celebração do Protocolo de Compromisso

Instituição se manisfestar sobre o parecer de órgãos de

regulamentação profissional 30

Publicação do parecer no sistema processual Recurso da cassação da autorização de funcionamento de

curso 30

Publicação no sistema do Parecer final pela

cassação da autorização

Fonte: Portaria Normativa nº 40/MEC.

Caso, em procedimentos de renovação de reconhecimento de curso, ocorra o não deferimento do pedido, o núcleo de assessoria será recurso auxiliar nos procedimentos de preparação do Protocolo de Compromisso. Esse auxílio consistirá da redação e estruturação da peça, remissão das razões da propositura, orientação dos aspectos legais e normativos a serem observados durante a implementação do protocolo e produção de documentos técnicos e levantamento de informações institucionais necessárias.

O encerramento dos procedimentos e a publicação dos atos finais dos processos autorizativos serão divulgados para os setores institucionais interessados. A preparação e encaminhamento dos pedidos de alteração e aditamento135 na forma da regulação vigente para

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Os ritos previsto para alteração e aditamento estão revistos nos artigos 56, 56ª e 57 da Portaria Normativa nº 40 do MEC

os casos de alterações relevantes da oferta de cursos de graduação, ocorridas anteriormente ao processamento do ciclo avaliativo seguinte, será encargo da assessoria proposta.

3.3.3. Arquivando e atualizando constantemente os dados e informações institucionais sobre o curso

Ficou registrado, no capítulo primeiro deste trabalho, que muitas instruções e validações são procedidas regularmente, a cada ano, no âmbito institucional, por conta de rotinas consolidadas em procedimentos de controles finalísticos incidentes sobre a UFJF. Todo o material instrucional utilizado nessas ocasiões poderá ser reutilizado para instruir os procedimentos de acreditação, tendo em vista sua superposição com os demais sistemas de controle. Desta forma, está inclusa nesta proposta a elaboração e execução de rotina para mapeamento, acompanhamento e levantamento de todo o material instrucional produzido em razão daqueles sistemas, evitando o retrabalho dos setores institucionais com recoleta dos mesmos dados.

Há necessidade que o núcleo constituído para a assessoria proposta, inicialmente estabeleça uma rotina de interação com outros setores institucionais como, por exemplo, a Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (CDARA), o Centro de Gestão do Conhecimento Organizacional (CGCO), a Pró-Reitoria de Planejamento e Gestão e a Ouvidoria, facilitando a consolidação da remessa regular do material instrucional já produzido por elas.

Não obstante, podem existir algumas informações que não tenham sido alvo de coleta e instrução como, por exemplo, itens didáticos e pedagógicos. Essas serão pesquisadas e levantadas com antecedência e revistas com regularidade, acompanhando o desenrolar do processo educacional, a fim de garantir a atualidade dos procedimentos regulatórios sem prejuízos para as rotinas acadêmicas e, consequentemente, para a atividade-fim.

Uma segunda providência proposta é a estruturação e alimentação de um repositório digital adaptado para o armazenamento e sistematização das coletas procedidas. Essa ferramenta será especificamente desenhada para facilitar a instrução processual e probatória dos procedimentos regulatórios.

Nada impede, no entanto, que esse repositório atenda a outras finalidades institucionais como, por exemplo: informações sistematizadas para as páginas eletrônicas dos cursos; enriquecimento dos procedimentos de autoavaliação; embasamento para deliberações dos colegiados. Essas e outras possibilidades poderão surgir, futuramente, como demandas que poderão ser tratadas como escopo na extensão da presente proposta.

3.3.4. Articulando regulação externa e autorregulação na argumentação das peças processuais

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