3.· MATERIAL E METODOS
3.3.4.2. Cultura de meristema in vitro
Com o objetivo de se conhecer a época aproxi mada da indução floral em pessegueiro, nas condições ambien tais do planalto paulista, foram cultivados· in vitro meris temas de· gemas axilares de '.Tropical' (plantas . controles). Segundo a literatura, o meristema das gemas do pessegueiro uma vez induzido e diferenciado em botão floral, :·nao sofre mais desdiferenciação.
As gemas, da porçao central dos ramos, foram coletadas de forma aleaté5ria e de toda a·superfície da copa. As coletas foram realizadas em quatro épocas, nos finais dos meses· de: novembro, dezembro, janeiro e·fevereiro. Procurou -se coletar,.cerca de 100 gemas de cada uma·das épocas refe ridas.
No laboratório, as gemas foram dissecadas, em .microscópio estereoscópico
i. (Wild), e os meristemas inocula-
dos assepticamente Cem câmara de fluxo laminar Veco) no meio
de cultura adequado ao seu crescimento. A metodologia do
preparo do meio de cultura e dos meristemas, e ,do éultivo destes, foi baseada.em BARBOSA et al., (1986b; 1986c), que micropropagaram, com sucesso, diversos cultivares de maciei- ra.
Os meristemas após irioculação in vitro, foram
mantidos em sala de ·1uz(lO), com fotoperÍodo de 13 horas e
temperatura· de- 25°C±2, ' Após cerca de 30 dias de cultivo foi
possível a avaliação do experimento.
• . • �-- ". , • - . 3 . 3 .. 4 .,,3 .. .Quebra -de _;_endodormência das gemas , floração e
palinologia
.,
.
O tratamento quimice desfolhante das plantas
à quebra-de-endodormência foi effituado em 29. de maio de
1987, através de pulverização com-Dinoseb· :(dinitro-orto-bu
tilfenol) al%, e Óleo mineral a 2%.
Na época de floração das plantas, determinou
-se a quantidade de gemas floríferas e vegetativas por nó e -por, centímetro de ramo.�• -C0n::trola,ram-se 100 nós de gemas, em éiné'ó metros de ramo por planta.
Para verificação palinolÓgica, procurou-se co
letar por tratamento e cultivar, 20 botões florais no está
dio "D" (balão). No laboratóri.o, avaliou-se o número de an
teras por flor, grãos de pólen por antera e a germinação
polinica in vitro.
Para o co_ntrole do número de anteras por flor,
(10) Trata-se de uma sala equipada com lâmpadas de qualidade
abriram-se os botSes florais e com o auxílio de uma pinça, essas foram retiradas e contadas.
Para cada tratamento e cultivar foram separa das, ao acaso, duas amostras de 100 anteras. As anteras da
primeira amostra, destinada à contagem dos. grãos de
pólen, foram colocãdas em beakers de 5ml durante três dias,
a uma temperatura variável-entre 25 a 30°C; após esse perío
do (com as anteras já deiscentes), adicionou-se 1ml de ácido
lático visando a homogeneização da suspensao. Da segunda
amostra, destinada aos · testes de.· germinação do pólen in vi tro, as anteras foram colocadas em placas de Petri, revesti das com -papel filtro e expostas à-luz artificial, sob·tempe
ratura de 28±2°C, durante seis horas, para propiciar sua rá
pida deiscência.
A metodologia de contagem do pólen foi basea da em KNOWLTON (1935), que utilizando um hemocitômetro cal . culou a quantidade de grão.s __ existente numa antera de maciei-.
ra. No presente trabalho, utilizou-se a câmara de NEUBAWER: uma gota da suspensão de pólen, em ácido lático, devidamente
,ho_m�genizada fo•i colocada.._s_pJ:,r.e. a lâmina; as determinà.,çÕes
foram efetuadas-em microscópio, com um aumento de l00x.
. .
Para cada amostra foram feitas quatro lâminas, totalizando oito repetiçÕés, pois cada lâmina contém duas câ maras de contagem. A fÓrm�la empregada na contagem do pólen foi a $eguinte:
X • 10. 1000
Grãos de pÓlen/antera = ---
-4 • 100 , onde:
X
=
soma dos graos de pólen contados na10
=
volume da camara-
(O,lmm3);1000
=
volume do ácido lático ( 1ml);..
(3)
camara;
4
=
numero de quadrados angulares contados na ca-mara; e,
100
=
numero de anteras da suspensao •...
O meio de cultura adotado para a germinaçao • ~
dos graos de pólen, foi constituído de solução salina de MU RASHIGE & SKOOG (1962), acrescida de sacarose a 5% e agar a
0�6%; o pH da solução foi elevado a 6,0 (KOH-0,lN). Esse
meio, era distribuído a quente nas lâminas, no volume de 2ml cada; cerca de 3/4 das lâminas eram cobertas pelo "meio".
Após a solidificação do."meio", os grãos de pólen er..am polvilhados nas lâminas, com o auxílio de uin pe queno pincel; essas eram mantidas em ambiente de sala de luz
a 2:8±2°C, por duas horas. Em seguida, as lâminas eram leva-
.. ...
das ao microscópio para a contag�m dos grãos germinados.
3. 3. 4. l.J.. Frutificação efetiva, ·ci.clO de crescimento
dos frutos e produção
O controle do pegamento dos frutos ·de 'Tro , p -ica1' e 'Aurora-2' foi realizado ·pela contagem do rú:Ímero' de
flores recém-abertas existentes nos ramos. Após a respecti va anotação desse número em etiquetas, estas eram penduradas na base dos ramos. Para cada tratamento e repetição contro laram-se 12 ramos floríferos. O número de flores controlado por planta variou de 60 a 140, dependendo do tratamento.
Cerca de 35 dias do controle das flores,atra vés do número .de frutinhos remanescentes nos ramos, estabe- leceram-se os Índices de frutificação efetiva das plantas. O raleio dos frutos excedentes foi efetuado após · 45 ·dias·· · da floração; procurou-se manter, quando possível, de dois a cin co frutos por ramo.
O ciclo de crescimento dos frutos foi acompa nhado em todas as plantas do experimento. Para tanto, ano taram-se nas mesmas etiquetas de controle de frutificação, os dias das plenas florações . O número de dias, desde a flo ração até a maturação dos frutos, era estabelecido na oca sião das respectivas colheitas.
A quantidade e o peso dos frutos maduros fo ram controlados em laboratório, assim que colhidos das plan
tas
1-
Foram .determi-nados ·-os picos de colheitas e - as_,. "'-cprodtr-0• . ,,
~
çoes individuais dos pessegueiros.
Para 'Tropical' (plantas extra-ensaio), ca
racterizaram�se, ainda, os respectivos est�dios 'de cresci mento dos frutos. Esses estádios aprangem o período desde a
manter, a essas observações, cerca de dois frutos por ramo. Para tanto, a cada dez dias, os frutos eram colhidos, anali sados e seu peso e volume controlados.
3.3.4.5. Análise Estatística
Foi _ efetuado. análise de variância e teste de Tukey (5%) para os seguintes dados: altura dos ramos, nú mero de nós (de gemas) por metro de ramo; porcentagem de fru tificação efetiva; número de frutos por metro de ramo e pro dução de frutos. Aos dados palinológicos foram calculados os intervalos de confiança para a média, ao nível de 95% de. probabilidade (PIMENTEL-GOMES, 19.84).