4. MATERIAL E MÉTODOS
4.3. Delineamento experimental e tratamentos
4.3.5. Culturas de cobertura
4.3.5.1. Guandu
No primeiro ano de experimentação (2005), a área referente à sucessão “safra - adubo
verde” (IV) foi dessecada no dia 05 de abril de 2005 utilizando-se o herbicida glifosato
(1.981g ha-1 do i.a.). Assim, a cultura foi semeada no dia 14 abril de 2005 (cultivar IAC Fava Larga), no espaçamento de 0,45 m e densidade de 14 plantas por metro.
A emergência do guandu se deu no dia 20 de abril de 2005. O florescimento pleno ocorreu no dia 13 de agosto de 2005. Nesta ocasião se procedeu ao manejo do mesmo rente ao solo com desintegrador mecânico. Posteriormente, houve rebrota havendo outro florescimento no dia 22 de novembro de 2005, ou seja, 99 dias após seu primeiro florescimento. Assim como no 1º florescimento, procedeu-se o manejo com desintegrador mecânico.
No terceiro ano de experimentação (2007), a área referente à sucessão “safra - adubo
verde” (IV) foi dessecada no dia 10 de abril de 2007 utilizando-se herbicida glifosato (1.981g
ha-1 do i.a.). Assim, a cultura foi semeada no dia 12 abril de 2007 (cultivar IAC Fava Larga), no espaçamento de 0,45 m e densidade de 14 plantas por metro.
A emergência do guandu se deu no dia 19 de abril de 2007. O florescimento pleno ocorreu no dia 29 de junho de 2007. Nesta ocasião se procedeu ao manejo do mesmo rente ao solo com desintegrador mecânico.
Durante a condução da cultura do guandu, em ambos os anos de experimentação, foi realizada a seguinte avaliação:
4.3.5.1.1. Produção de matéria seca
Foi determinada por ocasião do florescimento pleno das plantas, coletando-se 20 plantas em local pré-determinado na área útil de cada subparcela, constituindo-se uma amostra. O procedimento de secagem foi o mesmo utilizado para a cultura do milho. Procedeu-se da mesma forma na rebrota do guandu, conforme ocorrido no primeiro ano experimental.
4.3.5.2. Milheto
A cultura do milheto esteve presente tanto na sucessão “safra - safrinha” como na sucessão “safra - adubo verde”, conforme descrito abaixo.
4.3.5.2.1. Milheto na sucessão safra - safrinha
Para esta sucessão, a cultura do milheto foi semeada nos dias 30 de setembro de 2005 e 13 de setembro de 2006, utilizando-se a variedade ADR 500, no espaçamento de 0,17 m e densidade de 20 kg ha-1.
Para esta sucessão, em ambos os anos, a emergência do milheto ocorreu no 6º dia após a semeadura, e seu estabelecimento ocorreu dentro do esperado, atingindo porte e densidade do solo adequados. O florescimento pleno da cultura não ocorreu de forma uniforme, porém quando da semeadura da soja, em 2005, e do arroz em 2006, algumas plantas já apresentavam o pendão desenvolvido.
4.3.5.2.2. Milheto na sucessão safra - adubo verde
Para esta sucessão, a cultura do milheto foi semeada no dia 18 de maio de 2006, utilizando-se a mesma cultivar, espaçamento e densidade dos solos citados anteriormente.
A emergência do milheto ocorreu no 8º dia após a semeadura. Nesta sucessão, foi verificado que a cultura não se estabeleceu adequadamente, havendo algumas falhas na semeadura e desuniformidade no desenvolvimento das plantas. O florescimento pleno da cultura não ocorreu de forma uniforme.
Durante a condução da cultura do milheto, tanto na sucessão “safra - safrinha” como
na “safra - adubo verde” foi realizada a seguinte avaliação:
4.3.5.2.3. Produção de matéria seca
Foi determinada por ocasião do florescimento pleno das plantas, coletando-se dois pontos de um metro quadrado em local pré-determinado na área útil de cada subparcela, constituindo-se uma amostra. O procedimento de secagem foi o mesmo utilizado para a cultura do milho.
4.3.5.3. Braquiária
A Brachiaria brizantha foi a única forrageira presente no experimento e esteve inserida na sucessão “safra - forrageira”. No 1º ano de experimentação (2004/05), foi semeada nas entrelinhas do milho (estádio V7) no dia 24 de janeiro de 2005, utilizando-se a cultivar Marandu. No 2º ano de experimentação (2005/06), quando a cultura da soja estava no estádio R6, foi realizada a sobressemeadura a lanço sobre a cultura da soja. Para o 3º ano de experimentação, a forrageira foi semeada no dia 06 de dezembro de 2006 (semeadura conjunta com o arroz), sendo suas sementes depositadas e misturadas ao fertilizante, no
compartimento destinado ao mesmo na semeadora - adubadora. Em todas as semeaduras utilizaram-se 15 kg ha-1 (40% VC), com o objetivo de semear 6 kg ha-1 de sementes puras viáveis.
Durante a condução da forrageira foi realizada a seguinte avaliação:
4.3.5.3.1. Produção de matéria seca
Imediatamente após a colheita do milho, soja e arroz foram realizadas avaliações de produção de matéria seca pela forrageira, por meio de amostragens de quatro pontos de meio metro quadrado em cada subparcela. O procedimento de secagem foi o mesmo utilizado para a cultura do milho.
Para o consórcio com milho, esta avaliação foi prejudicada pelo porte ainda reduzido da forrageira em consórcio com o milho, não sendo possível de ser realizada. Após a colheita do milho, a forrageira se restabeleceu e atingiu porte adequado, adotando-se o seguinte manejo até o mês de setembro: corte a 0,25m em relação à superfície do solo, sempre que as forrageiras atingiam o porte de 0,50m de altura. Antes de cada manejo, foi determinada a produção de matéria seca. Os manejos a 0,25m de altura foram realizados nos dias 14 de maio, 10 de junho e 12 de julho de 2005. Após este último manejo, a forrageira teve livre crescimento, durante 40 dias, com a finalidade de produção de matéria seca para a próxima safra de verão, no caso a soja. No dia 21 de novembro de 2005, as vésperas da semeadura da soja, foi realizada nova avaliação, totalizando, portanto quatro avaliações de produção de matéria seca.
No caso do consórcio da forrageira com a soja, o estabelecimento da forrageira foi extremamente prejudicado talvez pelo tipo de semeadura (à lanço), o que de fato pode ter ocasionado germinação não uniforme da forrageira. Da mesma forma que ocorreu com o milho, após a colheita da soja adotou-se o seguinte manejo até o mês de setembro: corte a 0,25m em relação à superfície do solo, sempre que a forrageira atingia o porte de 0,50m de altura. Antes de cada manejo, foi determinada a produção de matéria seca. Foi realizada uma única avaliação na área de sequeiro e duas na área irrigada, nos dias 25 de novembro de 2006, na área de sequeiro e, 06 de setembro e 25 de novembro de 2006, na área irrigada.
Para o consórcio com o arroz, as sementes de braquiária foram semeadas em uma mistura com o fertilizante, sendo depositadas a uma profundidade semelhante a que o fertilizante foi depositado, entretanto, o seu desenvolvimento inicial, que era para ser retardado em função da maior profundidade de semeadura em relação ao arroz, ocorreu rapidamente, inclusive influenciando negativamente no desenvolvimento do arroz. Da mesma
forma que ocorreu nos consórcios anteriores, após a colheita do arroz adotou-se o seguinte manejo até o mês de setembro: corte a 0,25m em relação à superfície do solo, sempre que as forrageiras atingiam o porte de 0,50m de altura. Antes de cada manejo, foi determinada a produção de matéria seca, perfazendo um total de três avaliações em ambas as áreas, as quais foram realizadas nos dias 10 de março, 16 de junho e 13 de agosto de 2007.