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Curiosidades sobre a água

No documento Gerenciamento de Recursos Hídricos (páginas 42-46)

- Quanta água gasta diariamente? – Ducha de 5 minutos: 60 litros – Banho de imersão: 180 litros

– Lavar os dentes com água a correr: 10 a 30 litros – Descarga de autoclismo: 6 a 10 litros

– Máquina de lavar louça: 25 a 60 litros – Máquina de lavar roupa: 60 a 90 litros uso agrícola = 69%

Uso industrial = 23% Uso doméstico = 8%

Uma torneira pingando consome 45 litros de água por dia e, num mês, 1.380 litros.

Dentro d’água, nosso corpo fica 90% mais leve, devido à força da gravidade.

A água ocupa cerca de 70% da superfície da Terra. A maior parte, 97%, é salgada.

Apenas 2% é água doce e dentre elas estão as geleiras polares. 1% do total de água da Terra são os rios e lagos e está acessível ao nosso uso. A terra arrastada entope o leito dos rios (resíduos de agrotóxicos car-

regados pela enxurrada envenenam as águas). O volume de enxurra- da aumenta quando se fazem desmatamentos, queimadas e práticas agrícolas inadequadas.

Fonte: Sanepar

Consumo de Água em atividades específicas

- Produção de 1Kg de trigo: 1.500 litros de água;

- Produção de 1Kg de arroz: 4.500 litros de água;

- Produção de 1 litro de leite: 2,5 a 5 litros de água;

- Fabricação de 1 carro: 35.000 litros de água;

- Para abater 1 cabeça de gado: 500 litros de água;

- Produção de 1Kg de cimento: 35 litros de água;

- Para regar 1m² de jardim: 17 litros de água;

- Descarga de um vaso sanitário: 10 a 12 litros de água;

- Consumo de 1 paciente

hospitalizado: 450 litros de água por dia;

- Consumo de 1 criança na escola: 100 litros de água por dia. Para saber mais acerca do uso racional da água no comércio acesse http://www.sabesp.com.br/Sabesp/ filesmng.nsf/DAE959570767BF598 32575A800695933/$File/cartilha_ uso_racional_agua.pdf

Resumo

A importância da água pode ser facilmente verificada quando analisarmos a quantidade utilizada em cada atividade do nosso cotidiano. O volume de água que gastamos pode ser reduzido sensivelmente se evitarmos o desper- dício e o uso indevido da mesma.

Atividades de Aprendizagem

Pesquise acerca da quantidade de água gasta em outras atividades de nosso dia a dia.

Aula 6 - Cobrança pelo uso da água

A água é um bem público, seu valor é incalculável, pois não existe substituto. Mas então como falar em cobrança pelo uso da água? Nessa aula vamos conhecer e entender melhor o assunto.

Todo o conhecimento que já adquirimos comprova que a água é um bem imprescindível, pois sem ela não pode haver vida. A água está presente em praticamente todas as nossas atividades diárias. Como já sabemos a respeito do ciclo da água, das diferentes formas de uso, do gasto que as atividades diárias exigem, vamos analisar o motivo pelo qual ela agrega também um valor econômico.

O uso inadequado da água e o desperdício são dois dos motivos pelo qual há a necessidade da cobrança pelo seu fornecimento.

O objetivo da cobrança é criar um mecanismo que produza uma raciona- lidade econômica na utilização dos recursos hídricos, além de viabilizar a arrecadação de recursos financeiros destinados à prestação de serviços e ou- tras atividades como a preservação, conservação e recuperação dos recursos hídricos.

Figura 6.1: Desperdício de água

A cobrança dos direitos de uso da água tem sua base legal nos seguintes diplomas legais:

No Código das águas que determina que o uso comum das águas possa ser gratuito ou retribuído; no Código Civil Brasileiro que também permite que os bens públicos de uso comum possam ser utilizados de forma gratuita ou onerosa.

Decreto 24.643 de 10 de julho de 1934, Art. 36. É permitido a todos usar de quaisquer águas públicas, conformando-se com os regulamentos admi- nistrativos § 2º O uso comum das águas pode ser gratuito ou retribuído, conforme as leis e regulamentos da circunscrição administrativa a que per- tencerem.

Código Civil Brasileiro Art. 103 - O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.

A lei que institui a Política Nacional dos Recursos Hídricos - Lei 9.433/97 reconhece a água como um bem econômico e determina a sua cobrança.

O Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguin- tes fundamentos:

I - a água é um bem de domínio público;

II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico. (Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9433.htm)

A cobrança do direito do uso da água não é mais um imposto cobrado pela Administração Pública. Trata-se de preço público, cujo valor é fixado por um Comitê de Bacia formado por representantes dos usuários, da sociedade civil, do poder público e do Ministério Público, semelhante a uma cobrança condominial.

A proposta busca estabelecer limites para que o consumo dos recursos hídri- cos seja o mais adequado possível com a identificação daqueles que fazem uso dos mesmos em maior escala.

Apesar da previsão legal, nem toda a coletividade paga pelo uso da água. Em muitas bacias existe apenas a cobrança dos serviços de tratamento, dis- tribuição e coleta das águas servidas, nas residências e empresas.

A água possui um valor econômico, não podendo ser mal aproveitada. A co- brança pretende reduzir a demanda sempre crescente pelos recursos, agra- vados pelo descaso com as bacias e mananciais. Tais fatos exigem uma nova postura e maior participação da sociedade.

A cobrança pelo direito do uso da água como instrumento de gestão é uma das ferramentas mencionadas na Lei Federal 9.433/97. Esta lei determina alguns mecanismos para que a cobrança seja efetuada.

Por exemplo, a delimitação da área para a cobrança deve ser realizada tendo a Bacia Hidrográfica como divisor. Prevê ainda a criação de um Comitê de Bacias Hidrográficas que é quem terá o poder de decisão sobre os valores e a forma de aplicação, ficando a Agencia das Águas responsável pela apli- cação dos recursos arrecadados.

Dos princípios que são utilizados na cobrança pelo direito de uso da água, é possível elencar dois dos principais:

No documento Gerenciamento de Recursos Hídricos (páginas 42-46)