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Custos com planos de reestruturac¸ ˜ao de efetivos

2.3 PROVEITOS CORRENTES NA ATIVIDADE DE ORD EM BT

2.3.1 Proveitos Permitidos pela ERSE

2.3.1.3 Custos com planos de reestruturac¸ ˜ao de efetivos

Os custos previstos com planos de reestruturac¸ ˜ao de efetivos, P EF˜ U RD,t s ˜ao aceitos pela ERSE, para cada in´ıcio de per´ıodo de regulac¸ ˜ao. S ˜ao ajustados ao fim de dois anos, baseados em relat ´orios de execuc¸ ˜ao enviados pelo operador da rede de distribuic¸ ˜ao em acordo com o Artigo n.º 161 do Regulamento Tarif ´ario do Setor El ´etrico. Tais custos podem ser omitidos para o projeto em quest ˜ao, pois s ˜ao custos relacionados `a EDP Distribuic¸ ˜ao em MT e AT (ERSE, 2014b).

2.3.1.4 CUSTOS COM RENDAS DE CONCESS ˜AO A PAGAR AOS MUNIC´IPIOS Os custos com as rendar de concess ˜ao a pagar aos munic´ıpios s ´o se aplica

`a BT (ERSE, 2014b), para o caso da rede de distribuic¸ ˜ao em BT ter sido concessio-nada. A f ´ormula de c ´alculo das rendas de concess ˜ao por munic´ıpio, a partir de 2009, inclusive, ´e dada atrav ´es do DL 230/2008 de 27 de novembro, reproduzida abaixo,

RC˜ U RD,tm = ˜RCU RD,t−1m ·(1 +it−1)·(1 +tcmt−1·p), (6) onde os termos:

• t: Ano de c ´alculo da renda de concess ˜ao;

• t−1: Ano anterior ao ano de c ´alculo da renda de concess ˜ao;

• m: ´Indice referente a cada um dos munic´ıpios;

• RC˜ U RD,tm : Renda de concess ˜ao referente ao munic´ıpiomno anot;

• RC˜ U RD,t−1m : Renda de concess ˜ao referente ao munic´ıpiom no anot−1;

• it−1: Variac¸ ˜ao do ´ındice de prec¸os no consumidor, excluindo a habitac¸ ˜ao, publi-cado pelo INE para o ano t−1;

• tcmt−1: Taxa de evoluc¸ ˜ao do consumo global de energia el ´ectrica em BT entre o anot−2et−1, para o munic´ıpio m;

• p: Ponderador da taxa de consumo, assumindo o valor de 15% segundo o DL 230/2008.

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 19

2.3.1.5 CUSTOS COM A PROMOC¸ ˜AO DO DESEMPENHO AMBIENTAL

Os custos com a promoc¸ ˜ao do desempenho ambiental,Amb˜ U RD,t s ˜ao acei-tos pela ERSE, para cada anot. S ˜ao definidos de acordo com as diretrizes do Plano da Promoc¸ ˜ao do Desempenho Ambiental, definido na Secc¸ ˜ao VII do cap´ıtulo IV do Regulamento Tarif ´ario do Setor El ´etrico (ERSE, 2014b). Os operadores de redes de distribuic¸ ˜ao exclusivos em BT n ˜ao podem submeter planos de Promoc¸ ˜ao do Desem-penho Ambiental. O Despacho nº 22282/2008 define as regras atualmente em vi-gor em relac¸ ˜ao a este Plano, bem como o guia de aplicac¸ ˜ao ”Planos de Promoc¸ ˜ao do Desempenho Ambiental - Sector El ´etrico - Novas Regras” da ERSE (DESPACHO 22282/2008, 2008; ERSE, 2008). Estes custos tamb ´em n ˜ao ser ˜ao considerados para a an ´alise deste trabalho, dado que s ˜ao atribu´ıdos em decorr ˆencia de projetos propostos pela entidade operadora da rede de distribuic¸ ˜ao a depender de pol´ıticas intr´ınsecas de cada lideranc¸a da entidade.

2.3.1.6 INCENTIVO AOS INVESTIMENTOS EM REDE INTELIGENTE

Os incentivos aos investimentos em rede inteligente, ou do ingl ˆes smart grid, para o anot−2,RI˜ U RD,t−2, devem estar de acordo com a Secc¸ ˜ao X do cap´ıtulo IV do Regulamento Tarif ´ario do Setor El ´etrico (ERSE, 2014b). Tais valores de incentivos aos investimentos em rede inteligente s ˜ao descritos como,

RI˜ U RD,t =Ct·

NRI

X

k=1

(∆CAP EXRI,k,t−∆OP EXRI,k,t) (7)

onde os termos:

• RI˜ U RD,t: Incentivo ao investimento em rede inteligente no anot;

• t: Ano de c ´alculo das tarifas;

• ∆CAP EXRI,k,t: Valor que representa o acr ´escimo do custo com capital permitido para o anot, em relac¸ ˜ao aos ativos do projetok aceite pela ERSE;

• ∆OP EXRI,k,t: Valor que representa o decr ´escimo dos custos de explorac¸ ˜ao do operador da rede de distribuic¸ ˜ao em decorr ˆencia do projetokem rede inteligente, no anot, aceite pela ERSE;

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 20

• k: ´Indice atribu´ıdo aos projetos aceites pela ERSE para projetos em rede inteli-gente;

• Ct: Vari ´avel de alocac¸ ˜ao do incentivo, no ano t, proporcional aos fornecimentos por n´ıvel de tens ˜ao;

• NRI: N ´umero total de projetos em rede inteligente aceites pela ERSE.

O valor que representa o acr ´escimo do custo com capital,∆CAP EXRI,k,t, descrito acima, pode ser calculado por,

∆CAP EXRI,k,tRI,k,t·∆rRI,t·InvRI,k·[1−(t−texp,k−2)·T xAmRI,k] (8) Na express ˜ao acima, os termos:

• texp,k: Ano de entrada em explorac¸ ˜ao do projeto k, deve ser maior do que 2 e menor do queTRI + 1;

• TRI: Par ˆametro, a definir pela ERSE, que indica o per´ıodo de vig ˆencia do incen-tivo;

• βRI,k,t: Par ˆametro para limitac¸ ˜ao do valor que representa o acr ´escimo do custo com capital no anot, associado ao projeto k, definido pela ERSE;

• ∆rRI,t: Valor que representa o acr ´escimo da taxa de remunerac¸ ˜ao para os pro-jetos com rede inteligente, aceites pela ERSE;

• InvRI,k: Valor do investimento do projeto k, aceite pela ERSE, transferido para explorac¸ ˜ao no anotexp,k;

• T xAmRI,k: Taxa m ´edia de amortizac¸ ˜ao do projetok.

O valor que representa o decr ´escimo do custo de explorac¸ ˜ao,∆OP EXRI,k,t, da equac¸ ˜ao 7, pode ser calculado por,

∆OP EXRI,k,t =





∆CAP EXRI,k,tαRI,t·Bdemok,t se0< αRI,t·Bdemok,t∆CAP EXRI,kt

0 seαRI,t·Bdemok,t>∆CAP EXRI,kt

(9)

Na express ˜ao acima, os termos:

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 21

• αRI,t: Par ˆametro definido pela ERSE para partilha entre empresa e consumido-res dos benef´ıcios reais dos projetos;

• Bdemok,t: Valor dos benef´ıcios reais associados ao projetok, na ´otica do Sistema El ´etrico Nacional, no anot, tamb ´em aceites pela ERSE.

2.3.1.7 CUSTOS PREVISTOS DO ANO ANTERIOR

Os custos previstos,ZU RD,t−1, para o anot−1, n ˜ao contemplam as metas de efici ˆencia (ERSE, 2014b). Tais custos, n ˜ao est ˜ao contabilizados nos documentos PPER (ERSE, 2015a).

2.3.1.8 AJUSTAMENTOS

O ajustamento ∆RDU RD,t−2 ´e calculado pelas seguintes express ˜oes (ERSE, 2014b)

• RfU RD,t−2D : Proveitos faturados resultantes da aplicac¸ ˜ao das tarifas de Uso da Rede de Distribuic¸ ˜ao, no ano t−2;

• RDU RD,t−2: Proveitos permitidos no anot−2, calculados emt−1, de acordo com a equac¸ ˜ao 1;

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 22

• t: Ano do per´ıodo de regulac¸ ˜ao;

• l: Ano de entrada em explorac¸ ˜ao do ativo;

• Actnp˜ U RD,l: Valor m ´edio dos ativos fixos em BT em relac¸ ˜ao `a atividade de DEE, os quais entraram em explorac¸ ˜ao no ano l e que excedam o limite fixado pela ERSE;

• ∆r1: Deduc¸ ˜ao `a taxa de remunerac¸ ˜ao dos ativos fixos em BT em relac¸ ˜ao `a atividade de DEE por excesso do limite fixado pela ERSE;

• P PU RD,t−2: Incentivo `a reduc¸ ˜ao das perdas da rede de distribuic¸ ˜ao, no anot−2, de acordo com a Secc¸ ˜ao VIII do cap´ıtulo IV do Regulamento Tarif ´ario do Setor El ´etrico (ERSE, 2014b);

• RQSU RD,t−2: Incentivo `a melhoria da continuidade de servic¸o em MT, no ano t −2, de acordo com a Secc¸ ˜ao IX do cap´ıtulo IV do Regulamento Tarif ´ario do Setor El ´etrico (ERSE, 2014b), seu valor ´e calculado segundo o Manual de Proce-dimentos da Qualidade de Servic¸o do Setor El ´etrico (ERSE, 2013a);

• CQSU RD,t−2: Compensac¸ ˜ao devida por incumprimento dos padr ˜oes de continui-dade de servic¸o de acordo com os termos estabelecidos no Regulamento de Qualidade de Servic¸o (ERSE, 2013b);

• RIU RD,t−2: Incentivo aos investimentos em rede inteligente no ano t− 2, com maiores detalhes na subsec¸ ˜ao 2.3.1.6 (ERSE, 2014b);

• iEt−2: Taxa de juros Euribor a doze meses, m ´edia, determinada com base nos valores di ´arios do ano t−2;

• δt−2: Spread no anot−2, em pontos percentuais;

• iEt−1: Taxa de juros Euribor a doze meses, m ´edia, determinada com base nos valores di ´arios entre 1 de janeiro e 15 de novembro do anot−1;

• δt−1: Spread no anot−1, em pontos percentuais.

2.3.2 PROVEITOS FATURADOS PELA APLICAC¸ ˜AO DA TARIFA DE URDBT

Os proveitos faturados resultantes da aplicac¸ ˜ao das tarifas de Uso da Rede de Distribuic¸ ˜ao, chamado por RfU RD,t−2D na equac¸ ˜ao 11, podem ser calculados com

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 23 base no documento RTSE emitido pela ERSE, bem como pelo artigo nº 64 do docu-mento RRC. Os proveitos s ˜ao obtidos aplicando tarifas de Uso da Rede de Distribuic¸ ˜ao, composta das seguintes parcelas (ERSE, 2016a):

• Prec¸o de pot ˆencia contratada, emepor meskW;

• Prec¸o da pot ˆencia em horas de ponta, emepor meskW;

• Prec¸o da energia ativa, emeporkW h;

• Prec¸o da energia reativa, tanto a indutiva quanto capacitiva, emepor(kV Ar·h).

E utilizado a metodologia de custos incrementais para a determinac¸ ˜ao dos´ prec¸os destas tarifas. Esta metodologia se baseia no custo de uma unidade a mais de pot ˆencia contratada para o sistema, bem cono do custo de uma unidade a mais da pot ˆencia em horas de ponta no sistema, e ainda aplica-se fatores a estes custos incrementais. Essa metodologia de custos incrementais ´e ent ˜ao aplicada para os di-ferentes n´ıveis de tens ˜ao e opc¸ ˜oes tarif ´arias, compondo quatro tarifas que o operador da rede de distribuic¸ ˜ao recebe do comercializador pela aplicac¸ ˜ao das tarifas aos seus clientes na MAT, AT, MT, Baixa Tens ˜ao Especial (BTE) e Baixa Tens ˜ao Normal (BTN).

As URDs a serem aplicadas durante os anos de 2014 a 2018 est ˜ao mos-tradas na Figura 8 para a energia consumida pelos clientes em BTE, e na Figura 9 as tarifas para as pot ˆencias, para estes mesmos clientes.

2014 2015 2016 2017 2018

EaHp 0,0044 0,0053 0,0053 0,0053 0,0051

EaHc 0,0035 0,0043 0,0043 0,0043 0,0051

EaHvn 0,0026 0,003 0,003 0,003 0,00425

EaHsv 0,0013 0,0015 0,0015 0,0015 0,0017

ErFor 0,0293 0,0313 0,0331 0,0346 0,0331

ErRe 0,0223 0,0239 0,0252 0,0264 0,0252

0

Figura 8: Prec¸os da URD BTE para energia em cinco anos.

Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 24 Sendo poss´ıvel verificar tendencia de subida da tarifa pela energia con-sumida, e queda leve para a tarifa sobre a pot ˆencia contratada. Na Figura 10 est ˜ao descritas as tarifas para a pot ˆencia contratada para os clientes em BTN, enquanto que na Figura 11 est ˜ao as tarifas para energia consumida pelos clientes BTN tri-hor ´arios com pot ˆencia contratada maior do que 20,7 kVA. Confirmando a tendencia de queda na tarifa da pot ˆencia contratada, e um diferencial de queda na tarifa para energia con-sumida para BTN, com excec¸ ˜ao para o ano de 2016 que foi de subida para todos os tipos tarif ´arios.

2014 2015 2016 2017 2018

PotHP 9,179 8,767 9,442 8,989 7,52

PotCon 0,699 0,669 0,72 0,685 0,676

0

Figura 9: Prec¸os da URD BTE para pot ˆencia contratada em cinco anos Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

2014 2015 2016 2017 2018

PotCon 0,699 0,669 0,72 0,685 0,676

0,64

Figura 10: Prec¸os da URD BTN para pot ˆencia contratada em cinco anos.

Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

2.3 Proveitos correntes na atividade de ORD em BT 25

2014 2015 2016 2017 2018

EaHp 0,0341 0,0333 0,0353 0,0343 0,0293

EaHc 0,0332 0,0324 0,0343 0,0334 0,0285

EaHv 0,0022 0,0026 0,0026 0,0026 0,0026

0

Figura 11: Prec¸os da URD BTN Tri-hor ´ario>para energia em cinco anos.

Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

Na Figura 12 h ´a as tarifas para energia consumida em BTN tri-hor ´ario com pot ˆencia contratada inferior do que 20,7 kVA ; e na Figura 13 h ´a as tarifas para energia consumida em BTN bi-hor ´ario.

2014 2015 2016 2017 2018

EaHp 0,0337 0,0312 0,0315 0,0305 0,0261

EaHc 0,0328 0,0302 0,0305 0,0294 0,0252

EaHv 0,0022 0,0026 0,0027 0,0027 0,0027

0

Figura 12: Prec¸os da URD BTN Tri-hor ´ario<para energia em cinco anos.

Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

Na Figura 14 as tarifas de energia para BTN simples, conforme consta nos documentos TPES para os anos de 2014 a 2018 emitido pela ERSE (ERSE, 2016b).

2.4 Custos correntes na atividade de ORD em BT 26

2014 2015 2016 2017 2018

EaHp 0,028 0,0278 0,0308 0,0297 0,0254

EaHv 0,0022 0,0026 0,0027 0,0027 0,0027

0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025 0,03 0,035

€/kWh

BTN bi

Figura 13: Prec¸os da URD BTN Bi-hor ´ario para energia em cinco anos.

Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

2014 2015 2016 2017 2018

Ea 0,0182 0,0185 0,0199 0,019 0,0164

0 0,005 0,01 0,015 0,02 0,025

€/kWh

BTN simples

Figura 14: Prec¸os da URD BTN simples para energia em cinco anos.

Fonte: (ERSE, 2013c;ERSE, 2014c;ERSE, 2015b;ERSE, 2016b;ERSE, 2017)

2.4 CUSTOS CORRENTES NA ATIVIDADE DE ORD EM BT

Na Figura 15 ´e mostrado um diagrama com os custos anuais, ou tamb ´em chamados de custos correntes na atividade de ORD em BT, e os principais custos iniciais para a municipalizac¸ ˜ao da distribuic¸ ˜ao de energia el ´etrica em baixa tens ˜ao. As

2.4 Custos correntes na atividade de ORD em BT 27 parcelas dos custos correntes ser ˜ao explicadas ao longo desta secc¸ ˜ao e os custos iniciais na secc¸ ˜ao seguinte.

Custos

Figura 15: Diagrama geral dos custos envolvidos.

Fonte: autoria pr ´opria

A equac¸ ˜ao 1 descrita na sec¸ ˜ao 2.3 estabelece os custos anuais relativos `a atividade de distribuic¸ ˜ao de energia el ´ectrica em BT, podendo ser apontados os prin-cipais custos, a saber: custos de explorac¸ ˜ao, custos com capital considerando juros reais, custos com rendas de concess ˜ao a pagar aos munic´ıpios e custos com rede inteligente. As subsec¸ ˜oes seguintes ir ˜ao explanar cada um destes custos, conside-rando cen ´arios gerais para aplicac¸ ˜ao das equac¸ ˜oes, baseados no n.º 1 do artigo n.º 94 (ERSE, 2014b).

2.4.1 EXPLORAC¸ ˜AO

O custo de explorac¸ ˜ao, CE˜ U RD,t, da equac¸ ˜ao 1, pode ser considerado o mesmo para o c ´alculo dos custos correntes, sendo calculado de acordo com a ex-press ˜ao 4.

2.4.2 CAPITAL

Os custos reais com capital, s ˜ao aqueles provenientes do capital fixo, n ˜ao como no termoCC˜ U RD,t da equac¸ ˜ao 1, na qual considera uma taxa de remunerac¸ ˜ao, rU RD,t, determinada pela ERSE, mas sim considerando uma taxa de remunerac¸ ˜ao de

2.5 Custos iniciais na municipalizac¸ ˜ao da DEE em BT 28

mercado,rM U RD,t.

2.4.3 RENDAS DE CONCESS ˜AO A PAGAR AOS MUNIC´IPIOS

Para o caso da rede de distribuic¸ ˜ao em BT seja concessionada haver ˜ao os custos com as rendar de concess ˜ao a pagar aos munic´ıpios, conforme a equac¸ ˜ao 6, tamb ´em s ˜ao obtidos da mesma forma que explanada na subsec¸ ˜ao 2.3.1.4.

2.4.4 REDE INTELIGENTE

Os incentivos aos investimentos em rede inteligente,RI˜ U RD,t−2, na equac¸ ˜ao 7, s ˜ao definidos por uma percentagem aplicada na diferenc¸a entre os custos em ca-pital acrescidos para a implantac¸ ˜ao de redes inteligentes da reduc¸ ˜ao em custos ope-racionais resultantes do uso de redes inteligentes. Logo os custos reais com rede inteligente podem ser considerados como a parcela, ∆CAP EXRI,k,t, que pode ser calculada pela equac¸ ˜ao 8.

2.5 CUSTOS INICIAIS NA MUNICIPALIZAC¸ ˜AO DA DEE EM BT

Os custos iniciais para a municipalizac¸ ˜ao da rede de DEE podem ser: cus-tos iniciais com infraestrutura e equipamencus-tos, e poss´ıvel compra de infraestrutura existente da EDP na localizac¸ ˜ao a ser municipalizada, conforme diagrama da Figura 16.

2.5.1 INFRAESTRUTURAS E EQUIPAMENTOS

E poss´ıvel considerar custos iniciais para aquisic¸ ˜ao de equipamentos para´ montagem das equipas de manutenc¸ ˜ao da rede de distribuic¸ ˜ao, como ve´ıculos, equi-pamentos de protec¸ ˜ao, al ´em de ferramentas. Outros custos iniciais s ˜ao aqueles relati-vos `a necessidade de considerar compra de im ´ovel, ou ainda remodelac¸ ˜ao de im ´oveis de propriedade do munic´ıpio para adaptac¸ ˜ao `as atividades relativas a DEE. Al ´em de custos iniciais com mobili ´ario e equipamentos de escrit ´orio para criac¸ ˜ao de um centro de gest ˜ao.

2.5 Custos iniciais na municipalizac¸ ˜ao da DEE em BT 29

Figura 16: Diagrama dos custos iniciais.

Fonte: autoria pr ´opria

2.5.1.1 EQUIPAS DE MANUTENC¸ ˜AO

As equipas de manutenc¸ ˜ao em redes de distribuic¸ ˜ao de energia el ´etrica na BT podem ser divididas em (COMPANHIA ESTADUAL DE DISTRIBUIc¸ ˜aO DE ENERGIA EL ´eTRICA CEEE-D, 2013):

• Equipa leve para manutenc¸ ˜ao em redes a ´ereas, composta por:

m´ınimo de 2 eletricistas,

um ve´ıculo tipo furg ˜ao, capacidade m´ınima de 1 tonelada de carga e porta escada,

• Equipa m ´edia para manutenc¸ ˜ao em redes a ´ereas, composta por:

entre 2 a 4 eletricistas e um encarregado,

um caminh ˜ao com cesta a ´erea e acomodac¸ ˜ao de equipa, equipamentos e materiais, capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga, alcance vertical de 8 metros, extens ˜ao de lanc¸a para 11 metros,

• Equipa pesada para manutenc¸ ˜ao e/ou construc¸ ˜ao em redes a ´ereas, composta por:

4 eletricistas, 2 ajudantes de eletricista e um encarregado,

2.5 Custos iniciais na municipalizac¸ ˜ao da DEE em BT 30 um caminh ˜ao com cesta a ´erea e acomodac¸ ˜ao de equipa, equipamentos e materiais, capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga, alcance vertical de 8 metros, extens ˜ao de lanc¸a para 11 metros,

• Equipa leve para manutenc¸ ˜ao em redes subterr ˆaneas, composta por:

3 eletricistas e um encarregado,

um ve´ıculo tipo furg ˜ao, capacidade m´ınima de 1 tonelada de carga e porta escada,

• Equipa m ´edia para manutenc¸ ˜ao em redes subterr ˆaneas, composta por:

entre 4 eletricistas, 1 ajudante de eletricista e um encarregado,

um caminh ˜ao ba ´u ou caixa com acomodac¸ ˜ao de equipa, equipamentos e materiais,

• Equipa pesada para manutenc¸ ˜ao e/ou construc¸ ˜ao em redes subterr ˆaneas, com-posta por:

5 eletricistas, 2 ajudantes de eletricista e um encarregado,

um caminh ˜ao caixa com acomodac¸ ˜ao de equipa, equipamentos e materiais, com capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga,

• Equipa de obra civil para manutenc¸ ˜ao de redes subterr ˆaneas, composta por:

um pedreiro, um ajudante de pedreiro, um soldador e um eletricista encar-regado,

um caminh ˜ao caixa com acomodac¸ ˜ao de equipa, equipamentos e materiais, com capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga,

• Equipa para manutenc¸ ˜ao de protetor em redes subterr ˆanea, composta por:

um eletrot ´ecnico encarregado, dois eletricistas e um eletricista,

um ve´ıculo tipo furg ˜ao, capacidade m´ınima de 1 tonelada de carga e porta escada,

• Equipa leve para manutenc¸ ˜ao em redes a ´ereas energizadas, composta por:

um encarregado, dois eletricistas,

2.5 Custos iniciais na municipalizac¸ ˜ao da DEE em BT 31 um caminh ˜ao com duas cestas a ´ereas e acomodac¸ ˜ao de equipa, equipa-mentos e materiais, capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga, alcance vertical de 8 metros, extens ˜ao de lanc¸a para 11 metros,

• Equipa pesada para manutenc¸ ˜ao e/ou construc¸ ˜ao em redes a ´ereas energizadas, composta por:

um encarregado, 4 eletricistas,

um caminh ˜ao com duas cestas a ´ereas e acomodac¸ ˜ao de equipa, equipa-mentos e materiais, capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga, alcance vertical de 8 metros, extens ˜ao de lanc¸a para 11 metros,

• Equipa de poda para manutenc¸ ˜ao em redes a ´ereas, composta por:

um eletricista arborista encarregado, 3 eletricistas arboristas, 3 ajudantes de eletricistas arboristas e um motorista,

um caminh ˜ao caixa com acomodac¸ ˜ao de equipamentos e materiais, com capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga,

• Equipa de desmatamento e/ou rosada para manutenc¸ ˜ao em redes a ´ereas, com-posta por:

um eletricista arborista encarregado, 8 ajudantes de eletricistas arboristas, um caminh ˜ao caixa com acomodac¸ ˜ao de equipamentos e materiais, com

capacidade m´ınima de 12 toneladas de carga,

• Equipa de corte e ligac¸ ˜ao em redes a ´ereas, composta por:

m´ınimo de 2 eletricistas,

um ve´ıculo tipo furg ˜ao, capacidade m´ınima de 0,5 tonelada de carga e porta escada,

O munic´ıpio pode escolher terceirizar as tarefas de manutenc¸ ˜ao das redes de distribuic¸ ˜ao de energia el ´etrica, com isso n ˜ao ser ´a necess ´ario adquirir de in´ıcio os equipamentos e ferramentas para as equipas, entretanto ter ´a custos mensais elevados em conson ˆancia com o tamanho da rede de distribuic¸ ˜ao e n ´umero de intervenc¸ ˜oes a serem realizadas.

2.6 Metodologia de an ´alise de investimento 32

2.5.1.2 COMPRA DE IM ´OVEIS OU REMODELAC¸ ˜AO

A compra ou remodelac¸ ˜ao de im ´oveis a fim de abrigar os recursos para a gest ˜ao da rede el ´etrica em BT do munic´ıpio em conformidade com a subsec¸ ˜ao 2.5.1.1 depender ´a das reais possibilidades do munic´ıpios em quest ˜ao.

2.5.1.3 EQUIPAMENTOS E MOBILI ´ARIO DE ESCRIT ´ORIO

A compra de equipamentos e m ´oveis para a criac¸ ˜ao de um escrit ´orio a fim de comportar a gest ˜ao do munic´ıpio depender ´a das condic¸ ˜oes do munic´ıpio em quest ˜ao.

2.5.2 COMPRA DE INFRAESTRUTURA DA EDP

O munic´ıpio poder ´a, em acordo firmado, comprar a infraestrutura, equipa-mentos e ferramentas existente da EDP na regi ˜ao em que passar ´a a fazer a gest ˜ao, bem como passar a administrar as equipas antes da EDP na referida regi ˜ao ( FERNAN-DESet al., 2012).

2.6 METODOLOGIA DE AN ´ALISE DE INVESTIMENTO

A metodologia utilizada para analisar a municipalizac¸ ˜ao da distribuic¸ ˜ao de energia el ´etrica como investimento se baseia na an ´alise do fluxo de caixa, tamb ´em chamado decash flow, e do c ´alculo de indicadores econ ˆomicos de viabilidade.

2.6.1 CASH FLOW ANUAL

OCash Flow ´e o fluxo anual ao longo do per´ıodo de vida, T, do projeto de investimento, conforme:

OCash Flow ´e o fluxo anual ao longo do per´ıodo de vida, T, do projeto de investimento, conforme:

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