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D1 EFICIÊNCIA ESPACIAL E FLEXIBILIDADE 3,80%

No documento Ferramenta ASUS. Referencial Teórico (páginas 131-134)

c5.3 Isolamento acÚstIco de ruído trans-

D1 EFICIÊNCIA ESPACIAL E FLEXIBILIDADE 3,80%

Introdução ... 131 D1.1 eficiência espacial (1,41 %) ... 132 D1.2 flexibilidade de uso (1,19 %) ... 134 D1.3 flexibilidade das instalações técnicas (1,19 %) ... 135 Glossário ... 136 Referências Bibliográficas ... 137 D2. PLANEJAMENTO PARA OPERAÇÃO 5,2%

Introdução ... 138 D2.1 controlabilidade dos sistemas de iluminação artificial (0,85 %) ... 139 D2.2 controlabilidade do sistema de ar-condicionado (0,85 %) ... 141 D2.3 controlabilidade dos demais sistemas (0,93 %) ... 143 D2.4 sistema de controle/monitoramento do desempenho do edifício (1,02 %) ... 145 D2.5 soluções de projeto para manutenção do edifício (0,85 %) ... 147 D2.6 manual de operação, uso e manutenção do edifício (0,71 %) ... 149 Glossário ... 151 Referências Bibliográficas ... 152

Ao longo do ciclo de vida de uma edificação, as variação da economia, das formas de trabalho, das necessidades dos usuários, e mesmo da própria modernização dos equipamentos e instalações técnicas são fatores que promovem a ne- cessidade de alteração nos usos em relação ao proposto originalmente na fase de projeto, gerando, consequentemente, mudanças no espaço físico construído.

Um espaço eficiente é aquele adequado ao uso proposto, corretamente dimensionado e que considera o conforto psico- lógico dos usuários. Também se espera que esse ambiente esteja integrado ao seu local de implantação e às interferên- cias climáticas incidentes, sendo seu invólucro devidamente projetado para propiciar, além de condicionamento interno, o melhor aproveitamento dos espaços com menor gasto de insumos para a construção e manutenção dos mesmos. Entende-se por flexibilidade como a característica que possibilita adaptações do ambiente construído a futuras deman- das e a novas funções, assim como a substituição de instalações e equipamentos por itens mais modernos e de maior eficiência. Destaca-se que a seleção e o detalhamento de sistemas construtivos e estruturais influenciam diretamente na garantia desta característica.

A criação de espaços eficientes e flexíveis, que tornem possíveis as mudanças inerentes ao desenvolvimento da socie- dade com o mínimo consumo de materiais, energia e mão-de-obra, são requisitos a serem considerados para a avaliação da sustentabilidade de edifícios.

Introdução

conceItuação

Uma das características dos edifícios que contribuem para a aproximação do conceito de sustentabilidade está relacio- nada com a eficiência do espaço construído, principalmente em relação ao uso proposto; à conformidade da solução de acordo com as influências do clima do lugar; à relação de integração do volume construído com a vizinhança imediata e a paisagem geral do lugar; ao consumo de materiais para sua construção; entre outros aspectos.

Atingir eficiência construtiva implica utilizar eficientemente os elementos construtivos e materiais, usufruindo das propriedades de cada um e não empregando mais materiais que o necessário. Quanto mais eficiente o espaço cons- truído, melhor é o aproveitamento de matérias-primas e menor é o consumo de energia mobilizada para a construção e manutenção da edificação. O uso de modulações racionalizadas e materiais de dimensões que minimizem cortes e conseqüentes desperdícios – como blocos de alvenaria e revestimentos –, contribuem para esse fim.

A forma do edifício também é responsável pela carga térmica recebida e, conseqüentemente, afeta o consumo de energia operante (MASCARÓ, 2004). O volume do edifício sofre influências de fatores dinâmicos do clima, como temperatura do ar, umidade relativa, radiação e ventilação, afetando o desempenho térmico da edificação. Com relação ao condicionamento interno dos espaços, Castanheira e Corbella (2009) exemplificam essa questão afirmando que, para um mesmo local, existe uma grande diferença entre se condicionar um espaço com pé-direito considerado adequado e com uma altura super dimensionada.

A eficiência do espaço também se relaciona ao atendimento da funcionalidade da edificação. De acordo com Andrade (2005) essa atenção se dá através da correlação entre o programa de necessidades proposto para a realização do projeto arquitetônico e a maneira como os usuários se apropriam dos ambientes construídos.

objetIvo

Projetar os espaços observando a máxima eficiência do volume de construção. justIfIcatIva

A concepção dos espaços das edificações com dimensões apropriadas ao seu uso, considerando o conforto físico e psi- cológico dos usuários, contribui diretamente para o atendimento à sustentabilidade do edifício, devido à minimização do consumo de materiais e recursos energéticos e a menor interferência de seu volume no entorno local.

recomendações, dIretrIzes, estratégIas

• Analisar e projetar a edificação considerando as características físicas e climáticas do local de implantação. • Projetar a edificação com dimensões adequadas à sua função, planejando ambientes que ofereçam usos intensivos

ou múltiplos usos (como por exemplo, locais de espera que funcionem também como circulação, sem que ocorram conflitos nos usos) considerando-se também a flexibilidade para adaptar-se a novos usos, evitando-se a construção de espaços ociosos.

• Considerar, além do atendimento às necessidades físico-espaciais e às legislações e normas, o conforto psicológico dos usuários. Itens de projeto como espaços de descanso possibilitam a minimização do estresse nos ambientes de trabalho. Ambientes percebidos como espaçosos e com vistas interessantes também são caracterizados como espaços psicologicamente confortáveis, além do próprio design de interiores corretamente planejado, que contribui para criar espaços agradáveis de permanência (JSBC, 2008).

• Setorizar ambientes de uso fixo (como banheiros, elevador, escadas, entre outros), em um núcleo de serviços (AN- DRADE, 2005; PIRRÓ, 2005).

• Favorecer a versatilidade dos ambientes e a utilização da ventilação e iluminação natural nos locais de permanência prolongada, como salas de trabalho (ANDRADE, 2005; PIRRÓ, 2005).

• Projetar a edificação considerando modulações que racionalizem o uso de materiais como tijolos e blocos das alve- narias, revestimentos, entre outros, objetivando a economia e redução de desperdício.

procedImentosparaavalIação

• Avaliação do projeto arquitetônico para cálculo da Eficiência Espacial: Eficiência Espacial (%) = Espaço Útil Total / Espaço Total Construído,

• Considera-se Espaço Útil Total como a parcela do espaço efetivamente utilizado, definida como área de atividades, em volume. Nele não são consideradas garagens, circulações verticais, salas técnicas, partes de átrios que não es- tão diretamente atreladas ao desempenho ambiental e alturas acima de 3,5 m em ambientes de escritórios ou outra ocupação utilitária (IISBE, 2010). No Espaço Total Construído devem ser excluídas, ainda, as áreas de estruturas verticais e horizontais e do envelope da edificação (IISBE, 2010).

• Análise dos ambientes construídos, suas funções diretas e indiretas. A aplicação do conceito pode ser verificada, por exemplo, na construção de varanda, que embora aumente o volume construído e possui um uso pouco intenso, qualifica o espaço, propiciando iluminação difusa e sombra e diminuindo a carga térmica no interior da edificação. • Análise dos ambientes construídos em relação à utilização, ou seja, se os mesmos possuem utilização freqüente ou

múltiplos usos, como por exemplo, circulação utilizada como sala de espera.

• Análise da qualidade dos ambientes no que se refere ao conforto psicológico dos usuários, além do atendimento às necessidades físicas e de acessibilidade universal.

fontesdedados

• Projeto arquitetônico executivo. • Planta de layout.

marcasdereferêncIa

Nível -1: Não atendimento aos requisitos mínimos estabelecidos para o nível 0.

Nível 0: O resultado da Eficiência Espacial corresponde a 85% (IISBE, 2010); a edificação considera as características

No documento Ferramenta ASUS. Referencial Teórico (páginas 131-134)

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