Aluno X: “Então há vento quando muda a temperatura…”
5.10. D INAMIZAÇÃO E COLABORAÇÃO EM PROJETOS E ATIVIDADES EDUCATIVAS
A PES desenvolvida no presente mestrado engloba não só um número mínimo de horas e regências obrigatórias a cumprir nos centros de estágio, mas
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também, um trabalho dinamizador e colaborativo por parte do par pedagógico.
Deste modo, o par pedagógico, ao longo de todo o ano de estágio, participou, sempre que possível, nos projetos realizados nos diferentes ciclos de ensino.
Para além disto, foi dinamizado, pelo duplo par pedagógico (os dois pares de professoras estagiárias deste mestrado do Agrupamento) um projeto que abrangia os dois ciclos de ensino. É de referir que a intervenção da mestranda teve lugar no 1.º CEB.
De seguida, serão apresentados os projetos nos quais, a mestranda, juntamente com o par e grupo pedagógico, interveio, quer de forma dinamizadora, quer de forma apenas colaborativa.
5.10.1.
Dinamização do projeto “Desafia-te”
Este foi um projeto dinamizados nos dois ciclos de ensino, isto é, nas duas escolas do agrupamento onde decorria a PES. Este projeto (cf. Apêndices G e H) consistia, na afixação, mensal, nas duas escolas, de um desafio matemático que envolvia, também, a disciplina de Ciências Naturais e Estudo do Meio. Como este desafio era igual para os dois ciclos de ensino, houve a necessidade de um especial cuidado, do grupo, com os
conteúdos e temas escolhidos, bem como com a escolha dos desafios.
Após a afixação do desafio, os alunos tinham acesso a uma folha de resolução onde poderiam apresentar a sua solução, devidamente justificada, colocando-a, posteriormente, numa caixa destinada a esse fim. Na escola do 2.º CEB (Figura 21), o desafio era apenas afixado e as folhas de resolução eram
entregues na biblioteca, para que os alunos tivessem acesso às mesmas. Como
Figura 21. Ponto de Participação do Desafia-te no 2.º CEB.
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existiam vários pontos da escola, onde eram afixados os desafios, os alunos participavam de forma autónoma. No entanto na fase inicial do projeto, as mestrandas dirigiram-se a todas as turmas, na qual explicavam o projeto e incentivaram a participação dos alunos.
Já na escola do 1.º CEB (Figura 26), aquando da afixação de um novo desafio este era comunicado às diferentes turmas, visto que alguns alunos não tinham autonomia suficiente para participarem, sozinhos, no projeto. Deste modo, muitas vezes, o desafio era resolvido no contexto de sala de aula.
É de salientar que em ambas as escolas eram afixadas, juntamente com o novo desafio, a solução do anterior, bem como as estratégias de resolução mais originais de alunos de ambos os ciclos de ensino (Figura 22). Note-se que, tendo em conta o mesmo desafio, havia uma grande variedade de estratégias de resolução, o que enriqueceu a dinamização do projeto.
Figura 22. Exemplo de uma resposta de um aluno do 1.º CEB.
Por fim, é de salientar que, numa fase inicial, este projeto decorreu de forma muito promissora, no sentido em que existiam muitas participações, quer do 1.º, quer do 2.º CEB, sendo assim partilhadas muitas propostas de resoluções.
Contudo, houve um decréscimo das participações dos alunos, por já não haver um cariz de novidade que os motivava. Neste sentido, o projeto foi reformulado, passando a serem publicados os desafios no padlet da turma onde o par
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pedagógico desenvolvia a PES. Assim, havia a possibilidade do projeto não se resumir apenas à escola do 1.º CEB, mas também à participação das famílias.
5.10.2.
Dinamização do projeto “Alimentação Saudável” no 1.º CEB
Com o decorrer da PES, no 1.º CEB, foi notória a grande preocupação da professora cooperante com a alimentação dos alunos. Assim, o par pedagógico considerou pertinente o desenvolvimento do projeto “Alimentação Saudável: a nossa lancheira”. Este projeto consistia na observação, análise e reflexão dos alunos e das professoras estagiárias acerca do tipo de lanche que traziam na sua lancheira. As lancheiras eram observadas em dias aleatórios, uma vez por semana, por forma a incutir nos alunos a necessidade da presença assídua de uma alimentação saudável. O lanche dos alunos, era avaliado através de uma escala criada de 1 a 3, onde 1 representava uma lancheira não saudável e 3 uma lancheira muito saudável. Após serem recolhidos, os dados eram apresentados numa tabela afixada na sala de aula (Figura 18), pelos alunos e, posteriormente, pelas mestrandas.
Deste modo, os alunos revelavam o seu lanche para a turma e avaliavam conforme a escala. Seguidamente, na ausência dos alunos, as professoras estagiárias pontuavam cada um dos lanches.
O projeto obteve muito sucesso, na medida em que os alunos começaram a adotar uma alimentação mais saudável, na maioria dos lanches trazidos para a escola. Para além disto, foram notórias a preocupação e a motivação dos alunos para com o projeto, o que desencadeou uma evolução por parte dos mesmos, na escolha dos lanches que traziam para a escola.
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5.10.3.
Dinamização de uma “Tarde de cinema na escola”
Por forma a encerrar o primeiro período de estágio, que decorreu no 2.º CEB, o par pedagógico organizou para as três turmas onde realizou a PES, uma tarde de cinema na escola. Assim, com a autorização da direção da escola e do agrupamento, esta tarde de cinema decorreu na tarde sem componente letiva das três turmas, sob a forma de uma atividade extracurricular, pelo que foi enviado para os Encarregados de Educação de todos os alunos, um pedido de autorização para a participação do seu educando na referida atividade. De uma forma geral, a atividade foi bem recebida pelos Encarregados de Educação e respetivos educandos, tendo havido, por isso, uma grande participação.
Sendo o número de participações superior a 50 alunos, a atividade foi realizada na escola sede do agrupamento, no auditório. O filme escolhido foi
“Monstros: A Universidade”, visto ser uma comédia que aborda o tema da universidade e dos estudos, interligando, assim, a escola e o divertimento. Para tornar o momento, ainda mais semelhante a uma tarde de cinema, o par pedagógico preparou um lanche para todos os alunos.
Dada a grande adesão por parte dos alunos, a atividade teve muito sucesso, proporcionando-se, assim, a despedida do referido ciclo de ensino, pelo par pedagógico (Figura 23).
Figura 23. Alunos na sessão de cinema.
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5.10.4.
Colaboração em atividades do 1.º e 2.º CEB
Ao longo do ano letivo, o par pedagógico participou nas três visitas de estudo que foram realizadas no 1.º CEB. Assim, o par pedagógico participou na visita de estudo ao Parque Biológico de Gaia, à Casa da Arquitetura de Matosinhos e à Exposição “A Floresta”, em Matosinhos.
Para além disto, decorreu, no final do 2.º período, o Dia do Agrupamento, onde as mestrandas, também, participaram, durante todo o dia. Também no 1.º CEB, houve a colaboração do par pedagógico na sessão de um Contador de Histórias e na sensibilização sobre a importância da Saúde Oral.
Também, na preparação das lembranças para o Dia do Pai e da Mãe, houve a colaboração do par pedagógico, que apresentou à professora cooperante as ideias, que acabaram por ser dinamizadas juntamente com a mesma.
Relativamente ao 2.º CEB, foram muitas as atividades com as quais o par pedagógico colaborou. Assim, houve a participação das mestrandas no dia do Corta-Mato Escolar, na realização da análise dos resultados obtidos durante um determinado período da manhã. Para além disto, o par pedagógico participou na visita de estudo ao Parque Biológico de Gaia, acompanhando, cada uma das mestrandas, um grupo de 15 alunos, num Peddy Paper.
É de realçar, também, a colaboração na elaboração das fichas de avaliação e respetivos critérios de avaliação da disciplina de Ciências Naturais, bem como na sua, posterior, correção. Esta tarefa foi desafiada pela professora cooperante, tendo sido recebida com grande apreço pelo par pedagógico. Esta colaboração permitiu à mestranda um maior contacto com o parâmetro da avaliação, permitindo a aquisição de inúmeras aprendizagens relativamente à construção de um teste de Ciências Naturais, bem como da elaboração de critérios de correção coerentes e adequados.
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