O projeto de drenagem superficial do platô da subestação é parte do escopo civil da empresa responsável pela sua montagem, sendo, também, uma parte relevante do trabalho do engenheiro civil.
Para a elaboração do projeto de drenagem (Fig. 6.38) são considerados vários estudos e projetos de referência. O principal estudo envolvido é o estudo hidrológico, que envolve a análise do regime pluviométrico da região, com base nas séries históricas das chuvas, e o estudo estatístico das chuvas, o que permite realizar o cálculo dos parâmetros necessários para o dimensionamento dos dispositivos de drenagem.
Além disso, alguns outros itens devem ser observados pelo projetista para o resultado seja um projeto assertivo:
• Características geométricas e físicas do pátio constituído por solo terraplenado com declividade longitudinal inicial de 1% e sem declividade transversal;
• Pontos de despejo disponíveis conforme projeto de terraplenagem;
• Interferências com as fundações dos diversos equipamentos da subestação;
• Interferências com caixas e canaletas de cabos.
Figura 6.38 - Projeto de drenagem de uma subestação – Planta.
Fonte: SIMM (2022).
O projeto de drenagem envolve o dimensionamento e detalhamento de uma série de dispositivos, entre eles: drenos, caixas de passagem, poços de visita, bocas de lobo (Fig. 6.39) e caixas dissipadoras (Fig. 6.40).
Figura 6.39 - Detalhe de uma boca de lobo – Corte.
Fonte: SIMM (2022).
Figura 6.40 - Detalhe de uma caixa dissipadora de energia – Corte
Fonte: SIMM (2022).
7 - CONCLUSÃO
O presente trabalho se propôs a apresentar os principais projetos elaborados por engenheiros civis no projeto de uma subestação elevadora de um complexo eólico, executada por uma empresa responsável pelo BOP Elétrico, de forma a esclarecer como se dá a atuação desse profissional neste tipo de empreendimento.
Pode-se constatar que os projetos civis de uma subestação têm uma importância fundamental para o sucesso desse tipo de empreendimento, o que representa, consequentemente, uma grande responsabilidade para os engenheiros civis responsáveis por eles.
Além disso, nota-se que o elevado número de disciplinas envolvidas exige do profissional de engenharia conhecimento de diversas áreas estudadas durante sua formação:
análise estrutural, concreto armado, fundações, construção civil, instalações hidrossanitárias, pavimentação e drenagem são apenas algumas delas. Nesse sentido, considerando a exigência de qualidade devido o porte e importância dos empreendimentos, não são suficientes conhecimentos superficiais, de modo que o profissional deve buscar se aprimorar em cada disciplina.
Levando em consideração o nível de interferência que cada projeto causa nos demais, torna-se evidente que cabe ao engenheiro observar cuidadosamente os projetos e prever as possíveis incompatibilidades, tanto entre os projetos civis quanto entre estes e os das demais áreas envolvidas. Nesse sentido, uma vez que o projeto de uma subestação abrange várias áreas de conhecimento, a interação entre toda a equipe é essencial, a fim de garantir o maior nível de assertividade possível e, consequentemente, evitar surpresas na execução da obra.
No que diz respeito ao processo de elaboração dos projetos, é importante que o engenheiro tenha domínio das ferramentas computacionais adequadas, tanto para a realização de cálculos e dimensionamentos quanto para os desenhos. Softwares como AutoCad, Excel, Word são fundamentais, além de outras ferramentas de cálculo e modelagem.
Outro aspecto importante e essencial é o domínio das normas técnicas, as quais servem como embasamento teórico para os projetos. Elaborar projetos de acordo com as normas aplicáveis garante o subsídio necessário para justificar as escolhas feitas, oferecendo segurança para os usuários, para as empresas contratantes e para o próprio projetista.
Ademais, este trabalho se apresenta como uma introdução ao assunto, de modo que não contempla análises exaustivas de cada um dos projetos envolvidos. Trabalhos futuros podem abordar pontos específicos e trazer maiores detalhes sobre o processo atual.
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