Art. 91. Após a expedição das diretrizes e cumpridas as etapas da Aprovação do Projeto, o requerente solicitará Aprovação Definitiva ao órgão municipal competente o projeto definitivo, com todos os documentos e informações e de acordo com as exigências desta Lei, o Poder Executivo Municipal procederá ao:
I. Exame de exatidão do projeto definitivo;
II. Exame de todos os elementos apresentados, conforme exigência do Art. 12
§ 1º. O Poder Executivo Municipal poderá exigir as modificações que se façam necessárias.
§ 2º. O Poder Executivo Municipal disporá de 30 (trinta) dias para se pronunciar, ouvidos os órgãos competentes, inclusive os sanitários e os ambientais, no que lhes disser respeito, e o CODEP quando entender necessário.
Art. 92. Deferido o processo, o projeto de parcelamento terá sua aprovação através de Decreto Municipal, no qual deverá constar:
I. Condições em que os loteamentos foram autorizados; II. obras a serem realizadas;
III. cronograma e o orçamento para execução;
IV. Áreas caucionadas para garantia da execução das obras descritas no §1º do Art. 41, em casos de loteamento, e para garantia das obras descritas nos §§ 2º e 3º do mesmo Art. 41 em caso de conjuntos residenciais;
V. áreas transferidas ao domínio público, em caso de loteamento;
VI. lotes ou frações caucionados que ficarão nesta condição durante a execução do empreendimento;
VII. lotes que poderão receber aumento do potencial construtivo, quando for o caso.
Art. 93. No ato de recebimento da cópia do projeto aprovado pelo Poder Executivo Municipal, o interessado assinará um Termo de Compromisso no qual se obrigará a:
I. Executar as obras de infraestrutura referidas nesta Lei, conforme cronograma observando o prazo máximo disposto no Art. 44 desta Lei;
II. executar as obras de consolidação e arrimo para a boa conservação das vias de circulação, pontilhões e bueiros necessários, sempre que as obras mencionadas
32 forem consideradas indispensáveis à vista das condições viárias, de segurança e sanitárias do terreno a arruar;
III. permitir a fiscalização permanente dos órgãos competentes do Poder Executivo Municipal durante a execução das obras e serviços;
IV. não outorgar qualquer escritura de compra e venda ou compromisso de compra e venda dos lotes caucionados antes de concluídas as obras previstas nos incisos I e II deste artigo;
V. utilizar exemplar do contrato-padrão de promessa de venda, ou de cessão ou promessa de cessão, do qual constam obrigatoriamente as indicações previstas na legislação federal de parcelamento do solo, bem como na lei de condomínio;
VI. preservar as áreas verdes existentes, sob pena de responsabilização cível, administrativa e criminal.
VII. Responder pela solidez, qualidade, durabilidade e segurança de todas as infraestruturas realizadas, durante o prazo previsto no Art. 45 desta Lei.
Art. 94. O poder executivo municipal irá fiscalizar as obras durante a execução da instalação dos equipamentos urbanos e de infraestrutura e será emitida uma vistoria provisória que deve ser anexado ao processo de parcelamento.
Art. 95. Nos termos ou contratos entre o proprietário-parcelador e terceiros deverão constar especificamente às obras e serviços que o loteador é obrigado a executar e o prazo fixado para sua execução.
Art. 96. Em garantia da execução das obras e serviços de infraestrutura básica exigida para o loteamento, dar-se-á em hipoteca área de terreno correspondente ao custo da época da aprovação das obras e serviços a serem realizadas, como consta no §2º deste artigo.
§ 1º. Os lotes caucionados deverão ser discriminados, correspondendo ao valor total dos serviços ou obras de infraestrutura especificadas no Art. 41 desta Lei, cabendo ao Município após avaliação dos lotes, a ser realizada pela Comissão Permanente de Avaliação, escolher os lotes a serem hipotecados.
§ 2º. O valor dos lotes será calculado, para efeito deste artigo, pelo preço da área, sem considerar as benfeitorias previstas no projeto aprovado.
§ 3º. Concluídos todos os serviços e obras de infraestrutura exigidas para o parcelamento do solo nos termos do Art. 41 desta Lei, também nos termos do Art. 41, o Poder Executivo Municipal liberará as garantias de sua execução, de ofício ou a pedido do empreendedor ou responsável.
§ 4º. O caucionamento será formalizada mediante Escritura Pública que deverá ser levada ao Registro de Imóveis, no ato do registro do loteamento, ou do condomínio na hipótese do §3º do Art. 41 desta lei.
§ 5º. A liberação das áreas caucionadas poderá ocorrer de forma parcial e mediante vistoria dos órgãos competentes do Poder Executivo Municipal, a pedido do empreendedor ou responsável.
Art. 97. As áreas do loteamento a serem transferidas ao domínio público não poderão ser caucionadas para o cumprimento dos dispositivos previstos nesta Lei.
33 Art. 98. Após a aprovação do projeto definitivo, o loteador deverá submeter o parcelamento do solo ao Registro de Imóveis, apresentando a documentação exigida pela Lei Federal 6.766/79.
§ 1º. No ato do registro do projeto de loteamento, o loteador transferirá ao Município, mediante Escritura Pública e sem qualquer ônus ou encargos para este, o domínio das vias de circulação e das demais áreas, conforme Art. 17 desta Lei.
§ 2º. O prazo máximo para que o loteamento e condomínio seja submetido ao Registro de Imóveis é de 90 (noventa) dias, contados a partir da aprovação do projeto definitivo, sob pena de caducidade da aprovação.
Art. 99. Examinada a documentação e encontrada em ordem, o Oficial do Registro de Imóveis encaminhará certidão à Prefeitura Municipal e dará publicação.
§ 1º. Se houver impugnação de terceiros, o Oficial do Registro de Imóveis intimará o requerente e o Município de Paranavaí, sob pena de arquivamento do processo.
§ 2º. Com tais manifestações o processo será enviado ao Juiz competente para decisão.
§ 3º. Findo o prazo para impugnação, ou tomada a decisão judicial, será feito imediatamente o registro.
Art. 100. Uma vez realizadas todas as obras e serviços exigidos para o loteamento e conjunto residencial de acesso controlado, o empreendedor ou seu representante legal solicitará ao Poder Executivo Municipal, através de requerimento, que seja feita a vistoria através de seu órgão competente.
§ 1º. O requerimento do interessado deverá ser acompanhado de uma planta atualizada do parcelamento do solo que será considerada oficial para todos os efeitos.
§ 2º. O Poder Executivo Municipal após vistoria e verificando que todas as obras estejam de acordo com o Termo de Compromisso e com as demais exigências municipais, expedirá um Certificado de Vistoria de Conclusão de Obras, o qual, em caso de loteamento, deverá ser encaminhado ao Registro Geral de Imóveis para liberação dos lotes caucionados.
§ 3º. No caso de serviços e infraestrutura realizados em fase, poderá ser expedido Certificado de Vistoria de Conclusão de Obras Parcial, caso os serviços e infraestruturas da fase em questão estiverem totalmente finalizados, o qual deverá ser encaminhado ao Registro Geral de Imóveis para a liberação da Matrícula do Imóvel para o comprador.
Art. 101. A não execução total das obras e serviços no prazo legal caracterizará inadimplência do empreendedor, podendo o Município:
I. Ingressar com a ação de obrigação de fazer contra o empreendedor, no caso de conjuntos residenciais;
II. ingressar com ação de obrigação de fazer contra o loteador, ou executar a obras de infraestrutura, promovendo a execução hipotecária dos imóveis dados em garantia.
34 Art. 102. A aprovação do projeto de loteamento não implica em nenhuma responsabilidade por parte do Município, quanto a(o):
I. Eventuais divergências referentes a dimensões de quadras ou lotes; II. direito de terceiros em relação à área parcelada;
III. quaisquer indenizações decorrentes de traçados em desacordo com arruamentos de plantas limítrofes mais antigas;
IV. disposições legais aplicáveis.
Parágrafo único. O disposto neste artigo será de inteira responsabilidade do proprietário e do responsável técnico pelo projeto e/ou pela obra.
Art. 103. O loteador só poderá outorgar a escritura pública de compra e venda do imóvel para o comprador do lote após a realização dos serviços e infraestrutura que servem o lote em questão.