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Art. 327. O Tribunal responderá às consultas sobre matéria eleitoral formuladas em tese, por autoridade pública ou partido político

Art. 328. As consultas que devam ser submetidas ao Tribunal serão distribuídas a um relator.

§ 1º Após a distribuição do feito, este será remetido à Coordenadoria de Gestão da Informação da Secretaria Judiciária – COGIN/SJD, para que informe, no prazo de até 15 (quinze) dias, o que consta nos seus assentamentos acerca da matéria objeto da consulta.

§ 2º Prestadas as informações pela COGIN/SJD, dar-se-á vista ao procurador regional eleitoral que emitirá parecer no prazo de 3 (três) dias.

§ 3º Emitido parecer escrito, serão os autos conclusos ao relator para julgamento.

CAPÍTULO XII DA RECLAMAÇÃO

Art. 329. Admitir-se-á reclamação formulada pelo procurador regional eleitoral ou pelas partes interessadas, em qualquer causa pertinente a matéria eleitoral para:

I – preservar a competência do Tribunal;

II – garantir a autoridade das decisões do Tribunal;

III – resguardar o cumprimento das disposições contidas na Lei das Eleições, bem assim, dos prazos processuais nela previstos, pelos juízes eleitorais de primeiro grau (Lei nº 9.504 de 1997, art. 97);

IV – observar o cumprimento dos prazos previstos em lei, regulamento ou neste Regimento Interno, nas hipóteses do art. 235 do Código de Processo Civil.

Art. 330. A reclamação deverá ser instruída com prova documental e dirigida ao presidente do Tribunal.

§ 1º A reclamação com fundamento nos incisos I e II do art. 329 será autuada e distribuída ao relator do processo principal, sempre que possível.

§ 2º A reclamação com fundamento nos incisos III e IV do art. 329 será autuada e distribuída por dependência ao corregedor regional eleitoral (art. 38, VII e VIII).

§ 3º É inadmissível a reclamação proposta após o trânsito em julgado da decisão.

§ 4º A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação.

Art. 331. Ao despachar a reclamação, o relator requisitará informações da autoridade a quem for imputada a prática do ato impugnado, que as prestará no prazo de 10 (dez) dias, salvo nas hipótese prevista no inciso III do art. 329 cujo prazo será de 24 (vinte e quatro) horas.

Art. 332. O relator, quando couber e se necessário, ordenará a suspensão do processo ou do ato impugnado para evitar dano irreparável.

Art. 333. Nas hipóteses previstas nos incisos I e II do art. 329, o relator determinará ainda a citação do beneficiário da decisão impugnada, que terá prazo de 15 (quinze) dias para apresentar a sua contestação.

Art. 334. Qualquer interessado poderá impugnar o pedido do reclamante.

Art. 335. Na reclamação que não houver formulado, o Ministério Público terá vista do processo por 5 (cinco) dias, após o decurso do prazo para informações e para o oferecimento da contestação pelo beneficiário do ato impugnado, salvo na hipótese do inciso III do art. 329, cujo prazo será de 48 (quarenta e oito) horas.

Art. 336. Julgando procedente a reclamação com fundamento nas hipóteses previstas nos incisos I e II do art. 329 deste Regimento, o Tribunal determinará a cassação da decisão exorbitante de seu julgado ou determinará a medida adequada à solução da controvérsia.

Parágrafo único. Julgada procedente a reclamação nas hipóteses previstas nos incisos III e IV do art.

329, sem prejuízo de abertura de procedimento disciplinar e outras medidas cabíveis, o Tribunal ordenará ao juiz eleitoral que observe o procedimento que explicitar, sob pena de incorrer o juiz em desobediência (Lei nº 9.504 de 1997, art. 97).

Art. 337. Julgando procedente a reclamação com fundamento nas hipóteses previstas nos incisos I e II do art. 329 deste Regimento, o Tribunal determinará a cassação da decisão exorbitante de seu julgado ou determinará a medida adequada à solução da controvérsia.

CAPÍTULO XIII

DA AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL

Art. 338. Compete ao Tribunal julgar a ação de investigação judicial eleitoral para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meio de comunicação social, em benefício de candidato ou partido político, nas eleições para os cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal, deputado estadual e seus respectivos suplentes.

Parágrafo único. A ação prevista neste artigo será autuada pela Secretaria Judicíária e distribuída ao corregedor regional eleitoral, e observará o rito disposto no art. 22 da Lei Complementar nº 64 de 1990.

CAPÍTULO XIV

DO REGISTRO DE CANDIDATURA

Art. 339. Os pedidos de registro de candidatura de competência do Tribunal serão processados e julgados nos termos e prazos fixados pela legislação eleitoral e pelas instruções do Tribunal Superior Eleitoral.

Parágrafo único. O Tribunal poderá, de forma complementar, expedir resolução específica no âmbito de sua circunscrição, a fim de imprimir maior celeridade aos processos de registro de candidaturas com vista ao cumprimento dos prazos fixados na legislação e no calendário eleitoral.

CAPÍTULO XV

DA AÇÃO DE DECRETAÇÃO DE PERDA DE CARGO ELETIVO E DA JUSTIFICAÇÃO DE DESFILIAÇÃO PARTIDÁRIA

Art. 340. O partido político, o interessado ou o Ministério Público podem pedir ao Tribunal Regional Eleitoral a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa, referente apenas a mandato de deputado estadual e vereador (STF, ADI nº 5.081, j. 27.05.2015; Resolução TSE nº 22.610 de 2007, art. 2º).

§ 1º O detentor de cargo eletivo mencionado no caput deste artigo pode pedir ao Tribunal a declaração da existência de justa causa, em caso de desfiliação ou pretensão de desligar-se do partido, nas hipóteses previstas no art. 22-A, parágrafo único, da Lei nº 9.096 de 1995.

§ 2º A ação de que trata o caput, bem como o pedido constante no § 1º, serão processados e julgados nos termos e prazos fixados em resolução específica do Tribunal Superior Eleitoral.

CAPÍTULO XVI

DO PEDIDO DE ACESSO GRATUITO AO RÁDIO E À TELEVISÃO PELOS PARTIDOS POLÍTICOS Art. 341. O Tribunal, à vista do pedido formulado por órgão de direção regional de partido político, autorizará a veiculação de propaganda partidária gratuita, sob a forma de inserções, a serem feitas nos intervalos da programação normal das emissoras de rádio e televisão.

Art. 342. Os pedidos de veiculação de propaganda partidária formulados pelos partidos devem atender as regras dispostas na Lei nº 9.096 de 1995 e em resolução do Tribunal Superior Eleitoral.

Art. 343. O pedido de veiculação de propagada partidária será autuado em classe própria e distribuído aleatoriamente a um dos juízes do Tribunal.

§ 1º Imediatamente após a distribuição do feito, caberá à unidade da Secretaria Judiciária responsável pelos registros partidários, no prazo de até 10 (dez) dias, prestar informação concernente à regularidade do pedido.

§ 2º Se o pedido não estiver devidamente instruído, o partido será intimado, preferencialmente, por meio eletrônico, para no prazo de 5 (cinco) sanar a irregularidade, sob pena de indeferimento.

§ 3º Sem prejuízo do disposto no parágrafo anterior, a unidade competente da Secretaria Judiciária poderá, de ofício, apresentar uma proposta de novo plano de mídia a fim de ajustar aos termos da legislação eleitoral.

§ 4º Prestadas as informações de que tratam os parágrafos anteriores ou após a manifestação do partido, conforme o caso, dar-se-á vista dos autos à Procuradoria Regional Eleitoral para emissão de parecer no prazo de 3 (três) dias.

§ 5º Após o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, os autos serão conclusos ao relator para julgamento em Plenário.

§ 6º Excepcionalmente, em situações urgentes, os pedidos de veiculação de inserções poderão ser julgados monocraticamente.

§ 7º Sem prejuízo do disposto neste Regimento, na Lei nº 9.096 de 1995 e em resolução do Tribunal Superior Eleitoral, esta Corte poderá estabelecer outros procedimentos complementares à regulamentação da veiculação de inserções.

CAPÍTULO XVII

DA REPRESENTAÇÃO POR DESVIO DE FINALIDADE NA REALIZAÇÃO DA PROPAGANDA POLÍTICO PARTIDÁRIA

Art. 344. Qualquer partido político, o Ministério Público Eleitoral, órgão de fiscalização do Ministério das Comunicações ou entidade representativa das emissoras de rádio e televisão, podem representar ao Tribunal Regional Eleitoral para ver cassado o direito de transmissão de propaganda partidária por desvirtuamento das diretrizes previstas no art. 45, § 1º, da Lei nº 9.096 de 1995. (Revogado pela Resolução TRE/SE 2/2019)

§ 1º A ação prevista neste artigo será autuada pela Secretaria Judiciária e distribuída ao corregedor regional eleitoral, que submeterá suas conclusões ao Tribunal (art. 38, inciso II).

§ 2º Na apuração de que trata este artigo, aplicar-se-á o procedimento previsto nos incisos I a XIII do art. 22 da Lei Complementar nº 64 de 1990.

§ 3º À reclamação ou representação formulada por partido político, por afronta ao seu direito de transmissão da propaganda partidária, aplica-se o disposto neste artigo.

CAPÍTULO XVIII

DA REPRESENTAÇÃO POR DESCUMPRIMENTO DA LEI Nº 9.504/1997

Art. 345. As representações previstas na Lei nº 9.504 de 1997 observarão, em cada caso, o rito previsto expressamente na referida lei, no art. 22 da Lei Complementar nº 64 de 1990 ou em instrução do Tribunal Superior Eleitoral.

CAPÍTULO XIX

DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS ELEITORAIS E PARTIDÁRIAS

Art. 346. No processamento das prestações de contas anuais dos órgãos de direção estadual dos partidos políticos, bem como nas prestações de contas de partidos e candidatos nas eleições estaduais e federais, o Tribunal observará o quanto previsto na legislação eleitoral específica, bem como nas instruções do Tribunal Superior Eleitoral.

Parágrafo único. O Tribunal poderá, de forma complementar, expedir resolução específica no âmbito de sua circunscrição, a fim de imprimir maior celeridade aos processos de prestação de contas com vista ao cumprimento dos prazos fixados na legislação e no calendário eleitoral.

CAPÍTULO XX

DO PEDIDO DE REGISTRO DE PARTIDO POLÍTICO EM FORMAÇÃO

Art. 347. O Tribunal, apreciando pedido apresentado por partido político em formação, verificará o atendimento aos requisitos previstos na legislação de regência, tendo por finalidade a obtenção de certidão necessária à instrução do pedido definitivo de registro perante o Tribunal Superior Eleitoral.

CAPÍTULO XX