CAPÍTULO III DA MATRÍCULA
DA EQUIVALÊNCIA E APROVEITAMENTO DE ESTUDOS
Art. 172. O aproveitamento de estudos poderá ser autorizado desde que seja caracterizado como equivalência entre disciplinas/componentes curriculares do UNIFESO ou entre os do UNIFESO e aqueles cursados em outras Instituições de Ensino Superior (IES), observando-se as disposições das Diretrizes Curriculares Nacionais.
§ 1º Ao pedido de aproveitamento de estudos provenientes de ingresso por transferência, reingresso ou religamento o aluno deverá anexar o seu histórico escolar, programa das disciplinas cursadas com a respectiva carga horária, a fim de que seja analisado pelo Coordenador do Curso.
§ 2º A coordenação de curso, uma vez comprovado que o aluno obteve aprovação em todas as disciplinas/componentes curriculares do currículo mínimo, autorizará à Secretaria Geral de Ensino o devido registro, sob forma de dispensa.
Art. 173. As atividades curriculares concluídas com aprovação que forem equivalentes são creditadas ao estudante, após a aprovação da respectiva direção de centro.
Parágrafo único. Os critérios para aceitação das equivalências são estabelecidos pelo colegiado de centro em resolução específica.
Seção I
Do Plano de Estudos
Art. 174. O Plano de Estudos é um instrumento Pedagógico, aplicado excepcionalmente no caso de extinção do currículo, disciplina/componente curricular ou necessidade de migração do estudante para currículo diverso.
§ 1º O plano de Estudos apresenta os conteúdos e orientações sobre o desenvolvimento de atividade acadêmica a ser realizada pelo estudante.
§ 2º Deverá ser elaborado pelo professor da disciplina/componente curricular e aprovado pela coordenação do curso.
§ 3º Será permitida a oferta de plano de estudos para, no máximo, três disciplinas/componentes curriculares por semestre para os cursos semestrais e por ano para os cursos anuais.
§ 4º Caso o estudante não tenha obtido aprovação no plano de estudos, obrigatoriamente será inserido no currículo vigente.
CAPÍTULO VI DA FREQUÊNCIA
Art. 175. A frequência, assiduidade e pontualidade nas atividades acadêmicas e curriculares são requeridas aos docentes e discentes como uma garantia de participação no processo ensino- aprendizagem, levando-se, contudo, em conta as especificidades de modalidades metodológicas como a semipresencial e atentando-se para o não-abono de faltas na modalidade presencial.
Seção I
Da Frequência de Docentes e Discentes
Art. 176. A frequência às atividades curriculares e às demais atividades acadêmicas, como as de planejamento, avaliação e educação continuada e permanente é obrigatória para todos os docentes. § 1º Cabem aos docentes a execução integral dos planos de ensino, elaborados segundo o projeto pedagógico do curso ou programa e os devidos registros acadêmicos referentes à atividade curricular, frequência e desempenho dos estudantes.
§ 2º Quando houver falta do docente, este deve compensar a atividade não realizada por nova atividade previamente programada.
Art. 177. A frequência a todas as atividades acadêmicas previstas em plano de estudos é obrigatória ao discente regularmente inscrito no período.
Art. 178. Considera-se reprovado o estudante que não obtenha, no mínimo, 75% da frequência nas atividades curriculares previstas no Calendário Geral do UNIFESO.
Art. 179. Os registros de frequência do estudante são de absoluta responsabilidade do docente. § 1º Após o lançamento dos registros referidos no caput deste artigo, não há abono e/ou justificativa da falta com o objetivo de evitar seus efeitos.
§ 2º Não há dispensa da participação de estudante nas atividades previstas no programa didático. § 3º Para os estágios curriculares, a integralização da carga horária é obrigatória.
§ 4º É atribuição do docente apurar a frequência dos estudantes diariamente e registrá-la mensalmente no sistema de registro acadêmico, respeitado o prazo máximo de sete dias úteis após o final de cada mês.
Art. 180. O estudante que necessitar de declaração de frequência poderá fazê-lo no prazo de até dois anos após a perda do vínculo acadêmico.
Art. 181. O estudante que tem necessidade comprovada de afastamento das atividades acadêmicas deve certificar-se dos procedimentos para requerer Tratamento Especial, sempre obedecendo aos prazos legais estabelecidos em calendário.
Seção II
Do Tratamento Especial
Art. 182. O Tratamento Especial é um regime acadêmico de ensino-aprendizagem concedido ao estudante impedido de frequentar as atividades curriculares por período superior a cinco dias, inclusive, nos seguintes casos:
I – Situações de saúde previstas no Decreto lei nº 1.044/69; II – Situações de licença-maternidade previstas na Lei 6.202/75;
III – Situações de competições oficiais previstas no Decreto lei 80.228/77;
IV – No caso do estudante ser submetido a procedimento cirúrgico ou ser vítima de acidente que exija longo período de convalescença;
V – Outras situações que venham a ser previstas na legislação.
Art. 183. O Tratamento Especial pode ser solicitado pelo interessado, por procurador ou membro da família, apresentada a devida comprovação.
§ 1º A solicitação deve ser protocolada no prazo máximo de cinco dias úteis, a contar do afastamento, anexando atestado médico, no qual deverá constar a indicação das datas de início e término do período de afastamento e será encaminhado para análise e deferimento pelo coordenador do curso.
§ 2º O discente ou seu representante legal que não procurar o professor para receber as atividades e calendário de apresentação e/ou entrega de trabalhos acadêmicos no prazo estipulado pelo professor da disciplina/componente curricular em que estiver matriculado, não terá direito a recuperar as avaliações que seriam realizadas durante o período do benefício.
Art. 184. Resguardadas as condições necessárias ao processo de aprendizagem, consoante o estado de saúde do estudante, a ausência durante o período de tratamento especial às atividades curriculares pode ser compensada pela realização de trabalhos, provas e exercícios, com acompanhamento do docente da atividade, realizados de acordo com o Plano de Integralização da atividade curricular.
§ 1º O disposto neste artigo possibilita a compensação de faltas, mas não dispensa o estudante da obrigatoriedade de realização das avaliações nas datas previamente determinadas, sendo vedada qualquer prorrogação.
§ 2° Os trabalhos, provas e exercícios dos estudantes amparados pelo caput deste artigo são avaliados pelos professores das respectivas atividades curriculares que, considerando-os satisfatórios, registram, na forma do § 1º deste artigo, a compensação das faltas referentes ao período de afastamento.
§ 3º A entrega de trabalhos e/ou exercícios fora do prazo preestabelecido leva o estudante à perda do direito de justificar-se, devendo o mesmo arcar com o ônus da negligência, podendo implicar em reprovação.
Art. 185. Em caso de afastamento do estudante, compete ao colegiado de curso a apreciação da solicitação, devendo o colegiado de centro se pronunciar, se esta ultrapassar trinta dias ou houver reiteração do pedido.
Parágrafo único. A instituição pode, a seu critério, indicar profissional médico para periciar as condições de saúde do requerente em caso de prorrogação do tratamento especial.
Art. 186. Na hipótese de não haver condições de continuidade nos estudos na forma de Tratamento Especial, o estudante deve trancar a matrícula ou solicitar seu cancelamento para evitar a reprovação, devendo, a seu critério, solicitar o religamento, no período letivo seguinte.
§ 1º Se ocorrer o indeferimento do Tratamento Especial, considerando as condições do requerente e as especificidades das atividades curriculares, e o estudante não efetuar o trancamento da matrícula ou seu cancelamento, é considerado reprovado no período.
§ 2° Enquanto não ocorrer o trancamento da matrícula ou seu cancelamento, persiste o vínculo com a instituição e, consequentemente, a obrigação financeira decorrente na forma do Contrato de Prestação de Serviços Educacionais firmado entre as partes.
§ 3° no caso de requerimento de tratamento especial ao final do período letivo, o estudante deve efetuar a inscrição para o período letivo subsequente, de acordo com portaria do reitor e calendário geral do UNIFESO.
TÍTULO VI