4 PRODUTO EDUCACIONAL: UM DIÁLOGO ENTRE PASSADO E
4.2 DA ESCOLHA À PRODUÇÃO DO RECURSO AUDIOVISUAL
É importante destacar que a escolha por esse Produto Educacional ocorreu em virtude de uma conversa que tivemos com duas integrantes do Grupo Potiguar de Estudo e Pesquisa em História da Educação Matemática (GPEP) e que nos motivou a escolher pela elaboração de um documentário. Uma delas produziu o documentário intitulado Uma história sobre o Curso de Treinamento para a formação dos professores Leigos em Caicó/RN (1963 - 1965)105, como Produto Educacional da sua pesquisa de mestrado, também junto PPGECNM, no ano de 2017.
Definida a escolha do tipo do Produto Educacional, pensamos e consolidamos a ideia de contratar uma pessoa (câmera/editor) de imagens, visto que sugiu a dificuldade de não saber editar as imagens para estruturar o documentário. Portanto, o câmera/editor faria as gravações das entrevistas, assim como a edição das imagens. Em seguida, produziria o documentário, seguindo um roteiro com as imagens e fala dos depoentes, produzido por nós, de acordo com os objetivos da pesquisa. A pessoa foi o senhor Metuzael Silva Costa, residente na cidade de Upanema/RN. Optamos por ele, uma vez que analisamos uma produção de um vídeo que ele havia feito sobre a Escola Estadual Professor Alfredo Simonett, que fica localizada na cidade de Upanema/RN.
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Nós, enquanto pesquisadores, decidimos que seríamos os roteiristas, em virtude de termos elaborado o roteiro do documentário. Vale lembrar que o roteirista é quem
organiza a informação e então escreve o roteiro contendo uma bem- estruturada series de cena que possam ser filmadas, inclusive de materiais de arquivos (imagens de outros filmes, fotografias etc.) que possam ser incluídos. (HAMPE, 1997, p. 1)
Além disso, o roteirista
faz o mesmo tipo de pesquisa para um documentário, que um escritor teria que fazer para um artigo em uma revista. Visitar as locações, falar com as pessoas, obter fatos – o quem, o que, o quando, o onde, o porquê, e como de cada evento a ser documentado. Deve conseguir, também, informações básicas, como uma lista de pontos históricos, uma lista de pessoas a serem filmadas, de lugares, e de eventos que devem ser filmados. (HAMPE, 1997, p. 1-2)
Na nossa estrutura, destacamos como elemento principal os três pontos centrais na produção de um documentário que são: início, meio e fim.
O roteiro abrange todas as etapas do documentário: início, meio e fim. É escrito em cenas que descrevem todas as ações e falas que devem ocorrer em determinados locais e em determinados momentos. Começa-se uma nova cena toda vez que se muda o tempo ou o espaço da ação. (HAMPE, 1997, p. 6)
E ainda, “o início é o ponto de seu trabalho antes do qual nada precisa ser dito. O final é o ponto além do qual nada mais precisa ser dito. E o meio corre entre os dois” (HAMPE, 1997, p. 2). Nesta compreensão, começamos a estruturar o nosso documentário com os recortes que fizemos da gravação das entrevistas, analisando as principais falas que deveriam estar presentes no documentário.
Vale salientar que “a estrutura é um dos mais importantes, e menos compreendidos, aspectos da produção” (HAMPE, 1997, p. 2). Assim, na parte introdutória do documentário colocamos “uma breve apresentação do tema, o problema que será tratado, as principais pessoas envolvidas, ou seja, tudo aquilo que o espectador precisa saber para que o documentário avance” (HAMPE, 1997, p. 3). A parte central do nosso documentário “explora os elementos conflituosos da situação, através da exibição de evidências tanto a favor quanto contrárias ao tema” (HAMPE, 1997, p. 2). Por fim, na parte final, “a sequência final na qual a
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resolução amarra os pontos soltos, encaminha o tema e completa o documentário para o público” (HAMPE, 1997, p. 4).
Com isso, o nosso vídeo encontra-se estruturado da seguinte maneira: 1ª) na condição de pesquisadora, fazemos uma breve apresentação sobre a cidade de Mossoró, a UERN, o Programa PIBID e o Subprojeto de Matemática. Em seguida, explicamos o objetivo do documentário e como ele está constituído. 2ª) Elencamos momentos de acordo com a narrativa dos entrevistados. Assim, é informado o que é o PIBID; carga horária semanal dos bolsistas; importância do Laboratório de Ensino de Matemática da UERN em meio ao PIBID; importância das ações do PIBID serem desenvolvidas em conjunto; as ações que foram desenvolvidas; as ações extraclasses; as dificuldades enfrentadas; ampliação das escolas conveniadas; o olhar do bolsista de iniciação à docência em relação aos alunos das escolas convenidas; as contribuições do PIBID de Matemática para as escolas conveniadas; a experiência do PIBID para os sujeitos que o vivenciram; contribuições do PIBID de Matemática para os bolsistas; contribuições para o curso de licenciatura em Matemática da UERN. 3ª) É feita uma conclusão em relação ao PIBID de Matemática da UERN no período de 2010 a 2018 (Apêndice H).
Com esse documentário, entendemos deixar registrada uma contribuição para a História da Educação Matemática, pois ele permite que público-alvo reflita sobre a sua profissão e, se desejar, incopore nas suas práticas de ensino as atividades que foram desenvolvidas no Subprojeto de Matemática da UERN. É importante destacar que quatro entrevistas foram realizadas com o auxilio do aplitivo Skype: com a professora Maria do Socorro Aragão Paim, a professora Dra. Graciana Ferreira Dias, o professor José Leornado Bezerra e o professor Odaívo de Freitas Nobre, em virtude de ser mais vantajoso para todos. Por isso, na fala desses depoentes, no vídeo, permanece certo ruído, aos quais não conseguimos tirar.
Outras entrevistas, com dois grupos de ex-pibidianos, foram realizadas no Laboratório de Ensino de Matemática da UERN, localizado na cidade de Mossoró. Um grupo foi formado por Damião Silva, Paulo Silva e Nallyson Costa; e o outro grupo por Ayslan Garcia, Nayara Lopes e Emerson Silva. Além disso, obtivemos dois novos depoimentos, sendo eles o da Eliene Bandeira e Silva, que foi a diretora da Escola Estadual José de Freitas Nobre, neste período de tempo; e o da Sezione Maria de Lima Viana, que é a coordenadora pedagógica da Escola Estadual Centenário de Mossoró.
Todas as entrevistas foram gravadas pelo senhor Metuzael Silva, e após serem feitas as transcrições por nós, escolhemos as falas para colocá-las no documentário. Vale ressaltar
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ainda que algumas dificuldades se fizeram presentes, tais como: a questão do áudio das entrevistas que foram realizadas via Skype; dificuldade quanto ao local para fazer as gravações da narração, pois tínhamos que esperar os feriados e/ou fins de semana ou até fazermos as filmagens no horário entre 12h às 13h, caso fosse, em um dia de semana, porque os alunos da escola não podiam ser filmados106; dificuldades ainda em marcar o horário com o produtista para fazer a edição das imagens; entre outras.
4.3 O RECURSO AUDIOVISUAL: VANTAGENS E DESVANTAGENS DA SUA