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da responsabilidade do empregador pelo meio ambiente empresarial

ficou demonstrado, neste estudo, que a responsabilidade pelo meio ambiente do trabalho é de caráter público. Deve o estado, por meio dos seus órgãos competentes, velar pela melhoria das condidd ções do ambiente de trabalho e punir a empresa, caso a mesma não promova, de forma ampla e irrestrita, a melhoria das condições amdd bientais.

inclusive, neste aspecto, merece a responsabilização direta do estado, por parte do empregado e ou de toda a sociedade, quando estas ações não estão sendo promovidas, na forma difusa, coletiva ou enquanto direito subjetivo, por conta da forma como está situado o ambiente de trabalho, desmerecendo aqui maiores apontamentos.

Quanto à responsabilidade empresarial, merece aqui um estudo do artigo 7º, inciso XXii da constituição federal, que trata da obridd gação do empregador na redução dos riscos inerentes ao trabalho, e do inciso XXVii, que garante ao empregado o recebimento de indedd nização, no caso do empregador ter agido com dolo ou culpa (na fordd

ma reparatória, monetarizada), em tendo sofrido danos decorrentes do trabalho, em especial aqui, resultante de acidente de trabalho.

Observadse em dispositivos constitucionais já aqui citados, em especial os artigos 200 e 225, partindodse de uma interpretação unidd tária da constituição federal e levandodse em consideração também que a constituição federal é dotada de completa efetividade, que o ambiente de trabalho que não conduza o homem à condição de sudd jeito de transformações ou que o exponha à condição indigna, de tal sorte que eclode na falta de sua participação no processo produtivo, de forma ativa, poderá render contra o estado e contra o empregador direto a sua responsabilização, seja no tocante à geração de obrigadd ções de fazer, como, por exemplo, a mudança dos procedimentos gerenciais, ou, de reparar, no caso de já ter ocorrido danos.

Tratadse de um modo preventivo de ver o dano, no sentido de buscar evitar a consequência, por saber que a indenização pura e simples do dano não faz possível resgatar o prejuízo sofrido. No caso dos prejuízos causados contra a dignidade no trabalho, por cerdd to não são resgatáveis.

Por esta razão, o importante é não deixar que a dignidade hudd mana seja atingida, por conta de ela não ser recuperável.

em síntese, tentadse dar eficácia imediata ao contido nos artidd gos 170 e 193 da constituição federal, remodelando a forma de se pensar o ambiente de trabalho.

Quando se examina o artigo 927 parágrafo único do código civil, defendedse a responsabilidade objetiva do empregador (resdd ponsabilidade sem a necessidade de culpa ou dolo), nos casos de a atividade empresarial desenvolvida ser considerada, por sua naturedd za, de risco.

Porém, esquecemdse os doutos estudiosos do assunto que, em grande parte, as atividades de risco, por sua natureza, podem ter estes riscos alterados ou amenizados, caso se adotem novos métodd dos gerenciais de produção, ainda que em dadas hipóteses não seja possível eliminar totalmente o risco. Além disso, estas tentativas são obrigações empresariais, fazendo parte daquilo que deve ser entendd dido como função social da empresa, expressa no artigo 170, inciso

iii, da constituição federal, razão pela qual, mais uma vez, tornadse robusto o convencimento no sentido de que, qualquer ação do emdd pregado ou de terceiros que vise à melhoria do meio ambiente de trabalho, comportará a aplicação da teoria objetiva.

e mesmo para as atividades que, por sua natureza, não apredd sentem este risco, também se torna possível, por conta da condição de se tratar de direito fundamental, a proteção ao meio ambiente do trabalho. Aplicadse a teoria objetiva contra o empregador, nestes cadd sos, seja quanto à prevenção, combatendo as distorções constatadas no ambiente de trabalho, quando não atendidos os princípios plasdd mados nos artigos 170 e 193 da constituição federal, seja no que se refere à indenização pelos danos, quando estes já tiverem ocorrido.

Devido em parte à função social empresarial, a empresa está obrigada a adotar ações positivas no tocante à reformulação de suas práticas empresariais, com vistas a atender o contido nos dispositidd vos citados.

Mais que viabilizar instrumentos que permitam a participação do empregado nos destinos empresariais, criar um ambiente de tradd balho estimulante, prazeroso, humanizado, voltado para o enriquecidd mento das relações sociais, de maneira a fazer com que o ambiente de trabalho contribua com o exercício da cidadania e construa a pródd pria cidadania, é uma necessidade universal.

É um dever empresarial, inafastável, podendo ser cobrado judidd cialmente caso não executáveis pela empresa, do estado, regulando, intervindo quando necessário, dos organismos internacionais, indedd pendentemente da existência ou não de pactos convencionais. É o comprometimento de diversos atores sociais, de forma a proporciodd nar um agir, um pensar e um sentir a vida.

Considerações finais

Dentro deste raciocínio, foram demonstradas as bases de susdd tentação para várias afirmativas, valendo citar:

que por ser o ambiente de trabalho um direito fundamental, comporta para a sua proteção ações públicas e privadas, de--vendo o Estado instrumentalizar-se e exigir do setor privado sua consecução, que, se não houver, implicará na sua respon--sabilização, possuindo legitimidade para tanto qualquer um que se sinta diretamente ou indiretamente ofendido, dando-se realce aqui especialmente ao Ministério Público do Traba--lho, via Ação Civil Pública;

que o ambiente de trabalho implica em algo muito maior do que vem sendo compreendido, por conta dos efeitos exarados a partir dele para toda a sociedade;

a obrigação das mudanças das formas gerenciais, impondo-se a criação de formas participativas, com efetividade, dos em--pregados no meio empresarial, também legitimando aqueles que não são diretamente ligados por uma relação de emprego à empresa;

por consequência, a possibilidade de limitação de procedi--mentos de automação, que não prime pela valorização do trabalho humano; e

a responsabilização objetiva do empregador, caso não atenda na prática os princípios plasmados nos artigos 170 e 193 da Constituição Federal.

REFERÊNCiAS

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GOMeS, Dinaura Godinho Pimentel. Direito do trabalho e dignidade da pessoa humana, no contexto da globalização econômica: problemas e perspectivas. São Paulo: LTr, 2005. 21

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EstRatÉgIa E EMpREEndEdORIsMO: fERRaMEntas paRa UMa gEstÃO dE sUcEssO

stRatEgy and EntREpREnEURshIp: tOOls fOR a sUccEssfUl ManagEMEnt

Tânia cristina impocetto MArcheTi1 rogelio MOreirA2

RESuMO: Temos observado no ambiente organizacional, a necessidade crescente de rever paradigmas de gestão e estabelecer reformas que possibilitem uma administração voltada para a obtenção de resultados. O sistema de Planejamento estratégico, aliado a uma liderança eficaz, representa uma filosofia de trabalho cuja essência é organizar, de maneira conjunta e disciplinada, as maiores tarefas da empresa e encaminhádlas para manter uma eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador.

O presente artigo consiste em um desenvolvimento teórico sobre a importância do líder e possibilidades de estratégias utilizadas pelo mesmo.

uNiTERMOS: planejamento estratégico; empreendedor; líder;

administração.

AbSTRACT: Within an organizational environment we have observed the increased necessity to review management paradigms and establish reform that enable managing towards results. Strategic planning system as well as an effective leadership represents a working philosophy whose essence is to organize a company’s major tasks in a set and discipline way and direct

1 Mestre em Administração, comunicação e educação pela Universidade São Marcos, São Paulo. Psicóloga. Professora da área de Gestão de competências para os cursos de Psicologia, Administração e ciências contábeis.

2 especialista em comunicação, Marketing e Negócios pelo iNBrAPe – instituto Brasileiro de estudo e Pesquisas Sócio econômicos. Administrador. Professor do curso de Administração.

them in order to keep operational business efficiency and to guide the ordd ganizational to a better and innovating future. This article is a theoretical development about the leaders’ importance and strategies used by them.

uNiTERMS: strategic planning; entrepreneur; leader, administration.

A partir da década de 1990, o mundo tem passado por várias mudanças tecnológicas que tiveram reflexos na forma de gerir prodd cessos e empresas. essas inovações, a intensa circulação da comudd nicação e as mudanças na formação das pessoas têm provocado a necessidade de rever paradigmas de gestão e estabelecer reformas que possibilitem uma administração voltada para a obtenção de redd sultados. Sabedse da importância de modelos estruturados de gestão para o desenvolvimento e crescimento organizacionais por meio de propostas que aumentem as receitas, diminuam as despesas e visem ao crescimento contínuo.

As adequações começaram por repensar as práticas administradd tivas, lembrando que a informação, o conhecimento e seu detentor passam a ser o diferencial das ações. O homem, seus conhecimentos, habilidades e, principalmente, suas atitudes tornamdse a principal base da nova organização (hANDY, 1997) e, para gerir essa nova estrutura, a interdisciplinaridade surge como forma de entender esse novo momento e de buscar novas soluções. A interdisciplinaridade surge como possibilidade de resposta às angústias e incertezas do cotidiano, pois como nos lembra Santomé:

Também é preciso frisar que apostar na interdisciplinadd ridade significa defender um novo tipo de pessoa, mais aberta, mais flexível, solidária, democrática. O mundo atual precisa de pessoas com uma formação cada vez mais polivalente para enfrentar uma sociedade na qual a paladd vra mudança é um dos vocábulos mais frequentes e onde o futuro tem um grau de imprevisibilidade como nunca em outra época da história da humanidade. (SANTOMÉ, 1998, p. 45)

Nesse trabalho, mais importante que definir interdisciplinaridd dade é refletir sobre as atitudes que constituem a interdisciplinaridd dade: atitudes de humildade diante dos limites do saber, sem deixar que isso o limite; a atitude de espera diante do que já está estabedd lecido para que a dúvida apareça e o novo venha à tona; atitude de deslumbramento e busca diante dos desafios; atitude de respeito ao olhar para o “velho” e transformádlo em novo; atitude de cooperação que conduz às parcerias, ao compartilhar, às trocas, encontros e desdd cobertas. essas trocas representam um dos pilares para a busca de novos métodos de administração, já que esse olhar interdisciplinar nos faz entender, sob vários ângulos, a nova realidade do mundo globalizado.

Preocupados com a produção do conhecimento sob essa persdd pectiva, fomos buscar, junto aos diferentes enfoques teóricodmetodd dológicos, o entendimento do momento atual, sob o olhar interdisdd ciplinar.

Verificamos que os gestores utilizam o Planejamento estratégidd co como ferramenta desse olhar interdisciplinar, pois ele tem como filosofia o constante acompanhamento, avaliação e reestruturação dos processos, na busca da excelência.

O sistema de Planejamento estratégico representa essa filosofia de trabalho cuja essência é organizar, de maneira conjunta e discidd plinada, as maiores tarefas da empresa e encaminhádlas para manter uma eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador.

O Planejamento esteve e está presente nas diferentes organizadd ções, sejam elas públicas, privadas, pequenas, médias ou grandes, assim como no cotidiano das pessoas. Nem sempre sob essa nodd menclatura, nem sempre com a mesma lógica, mas sempre com as fases que compõem o processo. e esse processo necessita de mudandd ças constantes, pois as situações ao nosso redor se alteram e essas mudanças trazem necessidade de rever projetos, avaliar e reavaliar ações, buscar novas soluções e essas mudanças somente acontecem se existir o desejo, a mão de um líder que guie a equipe na busca desse objetivo.

Nas organizações os modelos de gestão estão voltados para o desenvolvimento da organização em si, para sua ampliação e crescidd mento organizacional mediante propostas que aumentem as receitas e diminuam as despesas, tendo sempre como pano de fundo o crescidd mento contínuo dos lucros e a diminuição das despesas. A missão da organização, a visão de futuro e todo o planejamento das operações gravitam em torno do desenvolvimento e crescimento da organizadd ção e esse crescimento gira em torno da capacitação e crescimento das pessoas envolvidas no processo. Pois são as pessoas as respondd sáveis pelo planejamento, execução, avaliação, ao mesmo tempo em que usufruem os resultados obtidos.

Para conseguir o pleno sucesso desse trabalho administrativo, devemos ter, por trás dessas técnicas e teorias, um agente considedd rado como essencial, o líder. Um líder que se oriente no modelo de aprendizagem para uma condução das ações, em que impere a dignidade e a participação, as pessoasnão sejam vistas como meros objetos e/ou recursos; um líder que consiga imprimir aos indivíduos a condição de atores, participantes na identificação da situação e nas decisões que provocam impacto sobre seus interesses. Para atingir isso é preciso reavaliar as premissas e práticase assumir uma posidd ção de facilitador no processo de mudança, processo esse que vem exigindo respostas rápidas e criativas.

Para conseguir atingir tais objetivos, informações foram recolhidd das de várias fontes; nessa busca foi possível verificar um grande núdd mero de obras e estudos sobre planejamento estratégico e liderança.

As discussões sobre o líder e seu papel estarão pautadas nas contribuições de Warren Bennis, James Bowditch, Anthony Buono e cecília Bergamini.

Os conceitos de empreendedorismo mencionados neste trabadd lho representam as teorias de Say, Schumpeter, Mcclelland, Mintzdd berg, filion, Drucker, Dolabela, Drayton e Dornelas.

O interesse pelo estudo responde, por um lado, à necessidade da preservação da cultura e da história, a um melhor entendimento do funcionamento das instituições e seus resultados, à busca da reflexão sobre práticas e, no momento oportuno, à obtenção de modelos de

soluções mais eficazes para outras instituições. Pois, como nos redd vela ivani fazenda, ao reler o passado com os olhos no presente e o pensamento no futuro, podemos promover um reencontro em que:

conhecer a si mesmo é conhecer em totalidade, interdiscidd plinarmente. em Sócrates, a totalidade só é possível pela busca da interioridade. Quanto mais se interioriza, mais certeza vai se adquirindo da ignorância, da limitação, da provisoriedade. A interioridade nos conduz a um profundd do exercício de humildade (fundamento maior e primeiro da interdisciplinaridade). Da dúvida interior à dúvida exdd terior, do conhecimento de mim mesmo à procura do oudd tro, do mundo. Da dúvida geradora de dúvidas, a primeira grande contradição e nela a possibilidade de conhecimendd to. Do conhecimento de mim mesmo ao conhecimento da totalidade. (fAZeNDA, 2001, p15)

e são essas atitudes que, enquanto docentes, queremos que os alunos/administradores tenham, lembrando que, para os autores, atitude significa estabelecer, planejar e implementar ações organidd zacionais, operacionais e orçamentárias para garantir as vantagens competitivas da organização.