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Dados Massivos: O Objetivo Das APPS

No documento Appvertising (páginas 50-53)

Capítulo II APPVERTISING, DADOS E PÚBLICOS-ALVO

2. BIG DATA

2.1. Dados Massivos: O Objetivo Das APPS

A publicidade adquire um valor importante para o Marketing quando tem inerente um poder de influência no comportamento do consumidor. Tanto para as marcas como para os criativos das agências de comunicação é importante conhecer tanto melhor quanto se consiga o público-alvo de determinada marca. Por outro lado, as marcas também procuram perceber a eficácia da sua comunicação e daí que surja a necessidade de criar estratégias para recolher informações dos consumidores.

A tarefa de medir a eficácia da Publicidade costuma ser um ato frustrante e imperfeito, de acordo com Vollmer e Precourt, pois não existem padrões de medição e os anunciantes quando querem saber algo enviam questões em todos os sentidos até que o consumidor transmita alguma resposta (2008, p. 107). A emergência das apps justifica a necessidade de colmatar as estratégias de captar informação dos consumidores para os anunciantes.

Um melhor conhecimento da Sociedade permite que sejam desenvolvidas melhores ferramentas preparadas para servir a mesma. Apesar de ser determinante para a publicidade conhecer o seu público-alvo, o conhecimento dos hábitos e costumes de cada segmento da sociedade permite que se avance em muitas áreas. Os autores Mayer-Schonberger e Cukier no seu livro Big Data: A Revolution That Will Transform How We Live, Work, and Think abordam uma questão crucial da criação das apps, estando associada a um novo método de captação de informação.

O conceito “big data” assenta na “capacidade da sociedade aproveitar a informação através de novas formas de produzir percepções, bens úteis e serviços com valor significativo” (Mayer-Schonberger & Cukier, 2013, p.10, TN) e, desta forma, o mundo deter de um instrumento à sua disposição. Várias áreas da sociedade tem beneficiado com o big data, sendo que é na saúde pública e na compra de bilhetes de avião que se têm notado as maiores diferenças (Idem, Ibidem).

A capacidade do big data torna-se fundamental adquirindo um novo valor económico e de inovação. A emergência deste fenómeno representa, de acordo com Mayer-Schonberger e Cukier, “três formas de analisar a informação que transforma a maneira como entendemos e organizamos a sociedade” (Idem, p.27, TN).

A possibilidade de analisar uma grande quantidade de dados sobre fenómenos gerais, bem como, particulares sem recorrer a uma amostra reduzida e limitada é uma das grandes vantagens. Com as novas tecnologias conseguimos alcançar informações de detalhe que anteriormente não conseguiríamos. Deste modo, em primeira instância entende-se que o big data “dá-nos uma visão especificamente clara e completa: subcategorias e submercados a que pequenas amostras não teriam acesso” (Idem, p. 28, TN).

Por outro lado, como se diz no senso comum existe uma moeda de troca, isto é, apesar de existirem menos erros de amostra, temos que comtemplar mais erros de medição. Na circunstância de diminuída capacidade de medir, contamos apenas as coisas mais importantes, procurando alcançar uma maior precisão possível. Importa conhecer e analisar os mundos onde existem grandes quantidades de dados (Idem, Ibidem). Colocando em cima da mesa uma visão do big data “vamos muitas vezes estar satisfeitos com um senso de direção geral, em vez de conhecer um fenómeno até às polegadas, a uma moeda de um centavo, o

átomo” (Idem, p.29, TN). Assim, o que desperdiçamos ao nível de uma precisão micro de determinada análise, ganhamos numa visão ao nível macro.

Estes autores ainda têm em atenção uma terceira constatação que se baseia na procura de padrões e correlações que os dados nos oferecem. Apesar de podermos não saber exatamente o que procuramos, encontramos algo que nos alerta para algo que está a acontecer, tornando-se um dado de elevada importância. Desta forma, a “big data é sobre o quê, não por quê” (Idem, p.32, TN), isto é, podemos não necessitar de perceber a causa de um fenómeno, mas, ainda assim, deixar os dados falar por si. Esta terceira mudança na capacidade de análise de informação revela-se frutífera na medida em que a importância das interações entre consumidores e anunciantes é crescente e significativa, para que se aperfeiçoe a comunicação entre estes intervenientes.

Quando se realizam análises mais limitadas não é permitido estabelecer conexões que são dados importantes para a nossa investigação. As marcas têm baseado os seus produtos e serviços nos dados obtidos através das interações mantidas (Idem, p. 32, TN). O que significa dizer que o big data permite entender as relações dentro das peças de informação que são fornecidas através das novas tecnologias.

As aplicações móveis trazem algo de novo que é determinante para a colocação da capacidade do big data. Estas são o novo método para fornecer dados procurando sustentar os fins desta capacidade de recolher e analisar informação (Idem, p.45).

Poderá ser curioso, mas o próprio negócio e o sucesso de determinadas aplicações deve-se a um conhecimento anterior dos seus públicos. Como afirma Mureta no seu livro App Empire:

Make Money, Have a Life, And Let Technology Work For You, se se puder testar o mercado e

nos basearmos numa boa base de dados, as próprias apps, como produtos, podem ser um negócio bem sucedido (Mureta, 2012, p.20).

No entanto, importa ter em atenção as variadas áreas em que podemos usufruir das informações que uma aplicação móvel nos pode oferecer, seja para a criação de outras aplicações, seja para outro qualquer motivo. A publicidade é uma das áreas que, da melhor forma, pode aproveitar o fenómeno do big data. Como afirma Mureta, “é importante anotar o que se observa e de que forma podemos usar as informações para nossa vantagem” (Idem, p. 40, TN). Com o hábito e a prática na leitura destas novas informações, ganhamos aptidão para compreender que sentidos o mercado e os públicos podem adoptar.

Na subsecção seguinte sistematizamos que dados úteis podem ser recolhidos das aplicações móveis para uma análise ao nível do big data e, assim, compreender quais serão as estratégias para optimizar a utilização deste fenómeno em prol dos benefícios das marcas.

No documento Appvertising (páginas 50-53)