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Das Comissões (Capítulo IX – Arts 39 a 46)

No documento STJ REGIMENTO INTERNO DO STJ (páginas 43-65)

Tanto as permanentes, como as temporárias, colaboram no desempenho dos encargos do Tribunal.

São as Comissões permanentes: a) Comissão de Regimento Interno; b) Comis- são de Jurisprudência; c) Comissão de Documentação; d) Comissão de Coordena- ção; e) Comissão Gestora de Precedentes.

As Comissões são compostas por 3 Ministros efetivos e um suplente. EXCEÇÃO: Comissão de Jurisprudência – 6 Ministros efetivos.

Deve ser respeitada a paridade de representação de cada uma das Seções do Tri- bunal

Já as Comissões temporárias possuem as seguintes características: são criadas, quando necessário, pela Corte Especial ou pelo Presidente do Tribunal, podendo ser compostas por qualquer número de membros. São temporárias porquanto extin- tas quando preenchido o fim a que destinam, sendo que o Presidente designará os membros das comissões, submetendo-os à aprovação da Corte Especial e a comis- são será presidida pelo Ministro mais antigo dentre os seus integrantes.

Ademais, as comissões permanentes ou temporárias poderão: sugerir ao Pre- sidente do Tribunal normas de serviço relativas à matéria de sua competência; entender-se, por seu Presidente, com outras autoridades ou instituições, nos as- suntos de sua competência, por delegação do Presidente do Tribunal

Atribuições da Comissão de Regimento Interno: a) velar pela atualização do Regimento, propondo emendas ao texto em vigor e emitindo parecer sobre as emendas de iniciativa de outra comissão ou de Ministro; b) opinar em processo administrativo, quando consultada pelo Presidente.

Atribuições da Comissão de Jurisprudência: a) velar pela expansão, atualização e publicação da súmula da jurisprudência predominante do Tribunal; b) supervisio- nar os serviços de sistematização da jurisprudência do Tribunal, sugerindo medidas que facilitem a pesquisa de julgados ou processos; c) orientar iniciativas de coleta e divulgação dos trabalhos dos Ministros que já se afastaram definitivamente do Tribunal; d) propor à Corte Especial ou à Seção que seja compendiada em súmula a jurisprudência do Tribunal, quando verificar que as Turmas não divergem na in- terpretação do direito; e) sugerir medidas destinadas a abreviar a publicação dos acórdãos.

Atribuições da Comissão de Documentação: a) supervisionar a administração dos serviços da biblioteca, do arquivo e do museu do Tribunal, sugerindo ao Pre- sidente medidas tendentes ao seu aperfeiçoamento; b) acompanhar a política de guarda e conservação de processos, livros, periódicos e documentos históricos do Tribunal; c) manter, na Secretaria de Documentação, serviço de documentação para recolher elementos que sirvam de subsídio à história do Tribunal, com pastas individuais contendo dados biográficos e bibliográficos dos Ministros; d) deliberar sobre questões que excedam a esfera de competência administrativa da Secretaria de Documentação.

Atribuições da Comissão de Coordenação: a) sugerir ao Presidente medidas ten- dentes à modernização administrativa do Tribunal; b) sugerir aos Presidentes do Tribunal, das Seções e das Turmas, medidas destinadas a aumentar o rendimento das sessões, abreviar a publicação dos acórdãos e facilitar a tarefa dos advogados; c) supervisionar os serviços de informática, fiscalizando a sua execução e propondo as providências para a sua atualização e aperfeiçoamento.

Atribuições da Comissão Gestora de Precedentes: a) supervisionar os trabalhos do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes – Nugep, em especial os relacionados à gestão dos casos repetitivos e dos incidentes de assunção de competência, bem como ao controle e ao acompanhamento de processos sobrestados na Corte em razão da aplicação da sistemática dos recursos repetitivos e da repercussão geral; b) sugerir ao Presidente do Tribunal medidas para o aperfeiçoamento da formação e da divulgação dos precedentes qualificados; c) sugerir aos Presidentes do Tribu- nal e das Seções medidas destinadas a ampliar a afetação de processos aos ritos dos recursos repetitivos e da assunção de competência; d) desenvolver trabalho de inteligência, em conjunto com o CNJ, com os TRF’s e com os TJs, a fim de identifi- car matérias com potencial de repetitividade ou com relevante questão de direito, de grande repercussão social, aptas a serem submetidas ao STJ sob a sistemática dos recursos repetitivos e da assunção de competência; e) acompanhar, inclusive antes da distribuição, os processos que possuam matéria com potencial de repeti- tividade ou com relevante questão de direito, de grande repercussão social, a fim de propor ao Presidente do Tribunal medidas para a racionalização dos julgamentos desta Corte por meio de definições de teses jurídicas em recursos repetitivos ou em assunção de competência; f) deliberar sobre questões que excedam a esfera de competência administrativa do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes – Nugep, além de outras atribuições referentes a casos repetitivos e a incidentes de assun- ção de competência.

RESUMO

Bom, concurseiro(a), por hoje era isso que queríamos passar! Agora vamos re- lembrar os principais pontos vistos na aula!

Composição e organização: estudamos na aula de hoje que o STJ tem sede em Brasília e é composto por 33 ministros. Funciona em a) Plenário, constituído pela totalidade dos ministros e presidido pelo Presidente do STJ; b) Corte especial, órgão especial do Plenário composta pelos 15 ministros mais antigos e presidida pelo Presidente; c) 3 Seções especializadas, presididas pelo Ministro mais antigo pelo período de 2 anos e vedada a recondução até que todos os membros tenham exercido a presidência; d) 6 Turmas (subdivisões das seções), compostas cada por 5 ministros, sendo o ministro mais antigo o presidente de cada, observando as mesmas disposições das seções (arts. 1º e 2º). O Presidente e o Vice são eleitos pelo Plenário (art. 3º).

O Ministro que tiver sido Presidente não poderá ocupar outro cargo ou função administrativa em alguns outros órgãos (art. 3º). Além disso, os ministros não po- dem exercer atividades administrativas cumulativamente, exceto no caso de todas já terem sido preenchidas e nos casos previstos em lei.

Existem os seguintes Conselhos: a) de Administração (11 ministros mais antigos, presidido pelo Presidente do STJ); b) da Justiça Federal, responsável pela supervi- são administrativa e orçamentária da Justiça Federal em 1º e 2º graus (Presidente, Vice, 3 ministros do STJ eleito por 2 anos, e Presidentes dos 5 TRFs) (art. 6º e 7º).

Competências: as 3 Seções são separadas em razão da matéria: a) 1ª julga majoritariamente matérias de direito público; b) 2ª temas de direito privado; e b) 3ª temas de direito penal. Observe que o RISTJ traz exceções para essa di-

visão de competências. Releia, portanto, com muita atenção, o art. 9º do Regimento.

O Plenário possui competência basicamente administrativa, em geral, a situa- ções vinculadas à eleição e indicação de membros do Tribunal para ocupar cargos específicos. (Art. 10). Já a Corte especial possui competências tanto administrati- vas quanto jurisdicionais (art. 11). Para relembrar o tema de competências,

divididas entre Plenário, Corte especial, Seções e Turmas, releia os arts. 9º a 13º. Estes órgãos têm, além de competência individual, competência comum,

nos processos de sua competência, para: a) julgar os agravos, os embargos de de- claração e as demais arguições; b) julgar os incidentes de execução que lhes forem submetidos; c) julgar a restauração de autos físicos ou eletrônicos desaparecidos; e d) representar à autoridade competente, quando, em autos ou documentos de que conhecer, houver indício de crime de ação pública (art. 15).

Além disso, as Seções devem remeter os feitos de sua competência para a Corte especial sempre que a) acolherem a arguição de inconstitucionalidade, desde que a matéria ainda não tenha sido decidida pela Corte Especial; b) algum dos Ministros propuser revisão da jurisprudência assentada em súmula pela Corte Especial; e c) convier pronunciamento da Corte Especial em razão da relevância da questão jurí- dica, ou da necessidade de prevenir divergência entre as Seções (art. 16).

Mandado e eleição do Presidente e Vice: ambos possuem mandato de 2 anos, a contar da POSSE, sendo vedada a reeleição. A eleição ocorre 30 dias antes do término do biênio, por voto secreto do Plenário, e a posse no último dia do biênio, e deve ter o quórum de pelo menos 2/3 dos membros do Tribunal, inclusive o Pre- sidente. Não se verificando quórum, designa-se sessão extraordinária para a data mais próxima, convocados os Ministros ausentes.

Considera-se eleito, em 1º escrutínio, o Ministro que obtiver a maioria ABSOLU- TA dos votos dos membros do Tribunal. Em segundo escrutínio, concorrem somente os dois Ministros mais votados no primeiro.

Em caso de vacância, o Vice-Presidente assume e convoca o Plenário imediata- mente para, no prazo máximo de 30 dias, fazer a eleição. O eleito tomará posse no prazo de 15 dias e exercerá o mandato pelo período de dois anos. Se o Vice-Presi- dente for eleito Presidente, na mesma sessão eleger-se-á seu sucessor, que tam- bém tomará posse no prazo de 15 dias e exercerá o mandato pelo período de dois anos. No caso de vacância da Vice-Presidência, deve haver convocação do Plenário para fazer eleição.

A eleição, por votação secreta, do Corregedor Nacional de Justiça, dos membros do Conselho da Justiça Federal e de seus suplentes e do Ministro Diretor da Revista far-se-á juntamente com a do Presidente e do Vice-Presidente. No caso de vacância de qualquer desses cargos, o Plenário será convocado a fazer eleição, assegurado ao eleito o mandato de dois anos, ou seja, segue a mesma regra da vacância da Presidência.

Funções do Presidente e do Vice: o Presidente possui funções administrativas (representação e ordem), e jurisdicionais, todas previstas no art. 21 do RISTJ. O Vice-Presidente, por sua vez, basicamente deve substituir o Presidente nas fé- rias, licenças, ausências e impedimentos eventuais e sucedê-lo, no caso de vaga, até convocação do Plenário para eleição. Por delegação do Presidente, pode tam- bém a) decidir as petições de recursos para o STF, resolvendo os incidentes que suscitarem; b) auxiliar na supervisão e fiscalização dos serviços da Secretaria do Tribunal; c) decidir as matérias jurisdicionais de competência do Presidente, re- feridas no tópico anterior; e d) exercer, no CJF, as funções que lhes competirem. Veja que o Vice-Presidente, por delegação, pode assumir funções administrativas e jurisdicionais.

Ainda, lembre-se que o Corregedor-Geral da Justiça Federal, o Presidente de cada Seção e o Presidente de cada Turma possuem funções respectivas, específicas e relacionadas ao órgão individual que ocupam. Para relembrá-las, leia especifica- mente e, nesta ordem, os artigos 23, 24 e 25 do RISTJ.

Os ministros: os ministros são, conforme determinado pelo RISTJ, indicados para a composição do STJ. A indicação, de juízes, desembargadores, advogados e membros do MP, a serem nomeados pelo Presidente da República, para comporem o Tribunal, far-se-á em lista tríplice.

Existe, nos termos do RISTJ, vaga destinada a advogado ou a membro do MP: o Presidente do Tribunal, nos 5 dias seguintes, solicita ao órgão de representação da classe que providencie a lista sêxtupla dos candidatos. Quanto à vaga a ser preen- chida por juiz ou desembargador, o Presidente solicita aos TRFs e TJs que enviem, no prazo de 10 dias, relação dos magistrados que contém mais de 35 e menos de 65 anos de idade, com indicação das datas de nascimento.

Recebida a lista sêxtupla ou esgotado o prazo no caso dos juízes e desembar- gadores, convocará o Presidente, de imediato, sessão pública do Tribunal para elaboração da lista tríplice, com o quórum de 2/3 de seus membros, além do Pre- sidente. Somente constará de lista tríplice o candidato que obtiver, em primeiro ou subsequente escrutínio, a maioria absoluta dos votos dos membros do Tribunal. Os candidatos figurarão na lista de acordo com a ordem decrescente dos sufrágios que obtiverem, respeitado, também, o número de ordem do escrutínio, fazendo constar essas informações no ofício de encaminhamento das listas ao Poder Executivo. Em caso de empate, terá preferência o mais idoso.

Posse dos Ministros: prazo de 30 dias, em sessão plenária e solene do Tribunal. OBS: em período de recesso ou férias, pode ser realizada perante o Presidente do Tribunal.

O prazo para posse poderá ser prorrogado pela Corte Especial (e não Plenário, que é quem empossa). Requisitos para posse: ser brasileiro; contar mais de 35 e menos de 65 anos de idade; e demais inscritos em lei.

Os Ministros têm as prerrogativas, garantias, direitos e incompatibilidades ine- rentes ao exercício da Magistratura, sendo que a Presidência do Tribunal velará pela preservação dos direitos, interesses e prerrogativas dos Ministros aposentados.

Ordem de antiguidade (finalidade – colocação nas sessões, distribuição de ser- viço, revisão dos processos, substituições e outros quaisquer efeitos legais ou regi- mentais): pela posse; pela nomeação; e pela idade.

Os Ministros têm direito de transferir-se para Seção ou Turma, onde haja vaga, antes da posse de novo Ministro, ou, em caso de permuta, para qualquer outra. OBS: havendo mais de um pedido, terá preferência o do mais antigo. Os Ministros, ademais, têm jurisdição em todo o território nacional e domicílio no Distrito Federal.

São deveres dos Ministros: manter residência no DF; comparecer às sessões de julgamento, nelas permanecendo até o seu final. EXCEÇÃO: autorização prévia do Presidente do órgão julgador; outros estabelecidos em lei ou no Regimento.

Existem, ainda, atribuições específicas para quando o ministro figurar como a) relator (art. 34 RISTJ); b) revisor (art. 35 RISJ); e c) revisor (art. 36 RISJ) - são, nos termos do RISTJ, processos sujeitos a revisão: a) ação rescisória; b) ação penal originária; e c) revisão criminal. Nesses casos, quem será revisor? O Ministro que se seguir ao relator, na ordem decrescente de antiguidade, no órgão julgador. Em caso de substituição definitiva do relator, será também substituído o revisor.

Conselho de Administração: possui função de a) deliberar sobre a organização dos serviços administrativos da Secretaria do Tribunal; b) dispor sobre os cargos de direção e assessoramento superiores, as funções de direção e assistência in- termediárias e as funções de representação de gabinete, a forma do respectivo provimento, os níveis de vencimentos e gratificação, dentro dos limites estabeleci- dos em lei; c) aprovar os critérios para as progressões e ascensões funcionais dos servidores da Secretaria do Tribunal; d) deliberar sobre as demais matérias admi- nistrativas e referentes a servidores do Tribunal, que lhe sejam submetidas pelo Presidente; e) exercer as atribuições administrativas não previstas na competência do Plenário, da Corte Especial ou do Presidente ou as que lhe hajam sido delegadas (atribuição residual); e f) para ausentar-se do território nacional, o ministro deverá comunicar o fato, em regra, com a antecedência mínima de 15 dias, ao Conselho de Administração. EXCEÇÃO: quando se tratar de férias, licença, recesso ou feriado.

Lembre-se, ademais, das outras comissões do STJ: a) as permanentes, integra- das de três Ministros efetivos e um suplente, salvo a de Jurisprudência, que será composta de seis Ministros efetivos – Comissão de Regimento (art. 43) Interno, Comissão de Jurisprudência (art. 44), Comissão de Documentação (art. 45), Co- missão de Coordenação (art. 46) e Comissão Gestora de Precedentes (art. 46-A); e b) as temporárias - que podem ser criadas pela Corte Especial ou pelo Presidente do Tribunal e ter qualquer número de membros, devendo, contudo, serem extintas após o preenchimento de sua finalidade.

QUESTÕES DE CONCURSO

Vamos, agora, às questões que separamos para a aula de hoje!!

1. (STJ/ TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015/CESPE) A revisão criminal dispensa atuação do revisor.

2. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012/CESPE/ADAPTADA) As contratações realizadas por empresa pública ou sociedade de economia mista de- vem ocorrer, em regra, mediante processo licitatório e posterior celebração dos respectivos contratos administrativos. Havendo, na execução do contrato adminis- trativo, conflito jurídico de interesse entre as partes contratantes, caberá à Primeira Seção do STJ processar e julgar o litígio.

3. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012/CESPE) Tratando-se de contrato de comodato, se a coisa não for restituída no tempo certo e na forma con- vencionada, gerando conflito de interesses jurídicos entre as partes contratantes — comodante e comodatário —, caberá à Segunda Seção do STJ processar e julgar os feitos relativos a esse contrato.

4. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE/ADAPTADA) Compete às Turmas julgar os recursos ordinários e os agravos nas causas em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro, e, do outro, município.

5. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) Cabe à Segunda Seção processar e jul- gar feitos relativos a constituição e liquidação de sociedades.

6. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) Compete às Turmas o julgamento, em recurso ordinário, de mandado de segurança decidido em única instância por tribu- nal regional, quando denegatória a decisão.

7. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) A indicação de membros para compor o STJ far-se-á mediante lista tríplice, na qual deverão constar os nomes dos candida- tos que obtiverem, em primeiro ou subsequente escrutínio, a maioria simples dos votos dos membros do Tribunal.

8. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) À Comissão de Regimento Interno cabe manifestar-se em processo administrativo, quando consultada pelo presidente do Tribunal.

9. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) As comissões permanentes e as tempo- rárias podem propor à Corte Especial, ou à Seção, que seja compendiada em sú- mula a jurisprudência do Tribunal, quando verificarem que as Turmas não divergem na interpretação do direito.

10. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) Incumbe à Segunda Seção processar e julgar os feitos relativos a desapropriação.

11. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) É atribuição do relator apresentar em mesa, para julgamento, os feitos que independem de pauta.

12. (STJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TELECOMUNICAÇÕES E ELETRICIDADE/2012/ CESPE) A Corte Especial, cuja competência não está sujeita à especialização, é in- tegrada pelos quinze ministros mais antigos do STJ e presidida pelo presidente do tribunal.

13. (STJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TELECOMUNICAÇÕES E ELETRICIDADE/2012/ CESPE) À Corte Especial, órgão especial do STJ, compete processar e julgar os go- vernadores dos estados tanto nos crimes comuns quanto nos de responsabilidade.

14. (STJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TELECOMUNICAÇÕES E ELETRICIDADE/2012/ CESPE) Cabe à Comissão de Jurisprudência, comissão permanente do STJ, sugerir, aos presidentes do tribunal, das seções e das turmas, medidas destinadas a au- mentar o rendimento das sessões, abreviar a publicação dos acórdãos e facilitar a tarefa dos advogados.

15. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2008/CESPE) Um recur- so especial interposto em um processo de investigação de paternidade deve ser distribuído para a Terceira Seção.

16. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2008/CESPE) Os feitos relativos a servidores públicos civis e militares devem ser julgados na Terceira Se- ção.

17. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2008/CESPE) As ações que discutirem desapropriação para finalidade de reforma agrária devem ser julga- das na Primeira Seção.

18. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2008/CESPE) Processos que tenham por objeto a arguição de nulidade do registro de uma propriedade in- dustrial devem ser julgados pela Segunda Seção.

19. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2008/CESPE) Um pro- cesso que discuta um registro público, quando o Estado participar da demanda, deverá ser julgado pela Primeira Seção.

20. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2008/CESPE) O julga- mento de processos referentes a matéria penal em geral cabe à Terceira Seção.

GABARITO

1. E 2. C 3. C 4. C 5. C 6. C 7. E 8. C 9. E 10. E 11. C 12. C 13. E 14. E 15. E 16. E 17. C 18. C 19. E 20. C

GABARITO COMENTADO

1. (STJ/ TÉCNICO JUDICIÁRIO/2015/CESPE) A revisão criminal dispensa atuação do revisor.

Errado.

A revisão criminal é uma das classes processuais que se sujeita à revisão no STJ, conforme prevê o art. 35, III, do RISTJ. Portanto, o item está incorreto.

2. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012/CESPE/ADAPTADA) As contratações realizadas por empresa pública ou sociedade de economia mista de- vem ocorrer, em regra, mediante processo licitatório e posterior celebração dos respectivos contratos administrativos. Havendo, na execução do contrato adminis- trativo, conflito jurídico de interesse entre as partes contratantes, caberá à Primeira Seção do STJ processar e julgar o litígio.

Certo.

À 1ª Seção cabe processar e julgar os processos relativos a licitações e contratos administrativos, conforme preceitua o art. 9º, §1º, I, do RISTJ.

3. (STJ/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2012/CESPE) Tratando-se de contrato de comodato, se a coisa não for restituída no tempo certo e na forma con- vencionada, gerando conflito de interesses jurídicos entre as partes contratantes — comodante e comodatário —, caberá à Segunda Seção do STJ processar e julgar os feitos relativos a esse contrato.

Certo.

À 2ª Seção cabe processar e julgar os processos relativos a obrigações em geral de direito privado, mesmo quando o Estado participar do contrato, nos termos do art. 9º, §2º, II, do RISTJ.

4. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE/ADAPTADA) Compete às Turmas julgar os recursos ordinários e os agravos nas causas em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro, e, do outro, município.

Certo.

Conforme preceitua o art. 13, III, do RISTJ, compete às Turmas julgar os recursos ordinários e os agravos nas causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional de um lado e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no país.

FIQUE ATENTO(A) À ALTERAÇÃO RECENTE NO RISTJ! Antes de 2016, era previsto o julgamento de apelações e agravos. Atualmente, consta recursos ordinários e agravos.

5. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) Cabe à Segunda Seção processar e jul- gar feitos relativos a constituição e liquidação de sociedades.

Certo.

À 2ª Seção cabe processar e julgar os processos relativos à constituição, dissolução e liquidação de sociedade, nos termos do art. 9º, §2º, VII, do RISTJ.

6. (STJ/TODOS OS CARGOS/2012/CESPE) Compete às Turmas o julgamento, em recurso ordinário, de mandado de segurança decidido em única instância por tribu- nal regional, quando denegatória a decisão.

Certo.

Compete às Turmas julgar em recurso ordinário os mandados de segurança deci-

No documento STJ REGIMENTO INTERNO DO STJ (páginas 43-65)

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