• Nenhum resultado encontrado

DAS GARANTIAS E PRERROGATIVAS

Seção VI Dos Afastamentos

DAS GARANTIAS E PRERROGATIVAS

Art. 158. Os membros do Ministério Público sujeitam­se a regime jurídico  especial, gozam de independência no exercício de suas funções e têm as seguintes  garantias:

I – vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo  senão por decisão judicial transitada em julgado;

II – inamovibilidade, no cargo e nas funções, salvo por motivo de interesse  público;

III – irredutibilidade de vencimentos, observado, quanto à remuneração, o  disposto na Constituição Federal.

Art. 159.  Os membros do Ministério Público, ainda que afastados das  funções, nas infrações penais comuns, nos crimes comuns e de responsabilidade,  serão processados e julgados originariamente pelo Tribunal de Justiça do Estado do  Tocantins, ressalvadas exceções de ordem constitucional.

Art. 160. Quando, no curso de investigação, houver indício de prática de  infração penal por parte de membro do Ministério Público, a autoridade policial, civil 

ou militar, remeterá imediatamente os respectivos autos ao Procurador­Geral de  Justiça, a quem competirá dar prosseguimento à apuração do fato. 

Art. 161.  Os membros do Ministério Público, na ativa ou aposentados,  terão carteira funcional que valerá em todo o território nacional como cédula de  identidade e porte permanente de arma, independentemente de qualquer ato formal  de licença ou autorização.

Art. 162.  Constituem prerrogativas dos membros do Ministério Público,  além de outras asseguradas pela Constituição e por outras leis:

I – ser ouvido, como testemunha ou ofendido, em qualquer processo ou  inquérito, em dia, hora e local previamente ajustados com o Juiz ou a autoridade  competente;

II   –   estar   sujeito   à   intimação   ou   convocação   para   comparecimento,  somente   se   expedida   pela   autoridade   judiciária   ou   por   órgão   da   Administração  superior do Ministério Público competente, ressalvadas as hipóteses constitucionais;

III – ser preso somente por ordem judicial escrita, salvo em flagrante de  crime   inafiançável,   caso   em   que   a   autoridade   fará,   de   imediato,   sob   pena   de  responsabilidade, a comunicação e a apresentação do membro do Ministério Público  ao Procurador­Geral de Justiça;

IV – ser custodiado ou recolhido à prisão domiciliar ou à sala especial de  Estado Maior, por ordem e à disposição do Tribunal competente, quando sujeito a  prisão antes do julgamento final;

V – ter assegurado o direito de acesso, retificação e complementação dos  dados e informações relativos à sua pessoa, existente nos órgãos da Instituição, na  forma desta Lei Complementar;

VI   –   receber   o   mesmo   tratamento   jurídico   protocolar   dispensado   aos  membros do Poder Judiciário;

VII – ingressar e transitar livremente:

a) nas salas de sessões de Tribunais, mesmo além das dependências  que lhe sejam especialmente reservadas;

b) nas   dependências   que   lhe   estiverem   destinadas   nos   edifícios   de  Fóruns e Tribunais perante os quais servirem, nas salas de audiências, secretarias,  cartórios,   tabelionatos,   ofícios   da   justiça,   inclusive   dos   registros   públicos,   nas  delegacias de polícia e estabelecimentos de internação coletiva;

VIII  – usar  as vestes  talares e as insígnias  e distintivos privativos  do  Ministério Público, de acordo com os modelos oficiais;

IX – tomar assento contíguo à direita e no mesmo plano dos Juízes de  primeira instância ou do Presidente do Tribunal, Seção, Grupo, Câmara ou Turma;

X – ter vista dos autos após distribuição às Turmas ou Câmaras, e intervir  nas sessões de julgamento, para sustentação oral ou para esclarecer matéria de  fato;

XI – receber intimação pessoal em qualquer processo e grau de jurisdição,  através dos autos com vista;

XII – examinar, em qualquer juízo ou Tribunal, autos de processos findos  ou em andamento, ainda que conclusos a magistrado, podendo copiar peças e  tomar apontamentos;

XIII – examinar, em qualquer repartição policial, autos de flagrante ou  inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos à autoridade, podendo  copiar peças e tomar apontamentos;

XIV – ter acesso ao indiciado preso, a qualquer momento, mesmo quando  decretada a sua incomunicabilidade;

XV – ter livre acesso a qualquer recinto público ou privado, ressalvada a  garantia constitucional de inviolabilidade de domicílio;

XVI   –   requisitar   da   autoridade   judicial   a   realização   de   diligências   a  qualquer órgão público ou privado, que vise a instruir procedimentos ou processo em  que oficie;

XVII – obter, sem despesas, a realização de buscas e o fornecimento de  certidões dos cartórios ou de quaisquer outras repartições públicas, necessários ao  exercício da função;

XVIII – não ser indiciado em inquérito policial, observado o disposto no  artigo 160 desta Lei Complementar.

Parágrafo   único.   Os   membros   do   Ministério   Público   aposentados   não  perdem as prerrogativas enumeradas nos incisos IV, V e XVIII deste artigo, bem  como   a   prevista   no   artigo   159   desta   Lei   Complementar,   se   o   fato   ocorreu   no  exercício da função.

Art. 163. Nenhum membro do Ministério Público poderá ser afastado do  desempenho de suas atribuições ou do procedimento em que oficie ou deva oficiar,  exceto   por   impedimento,   férias,   licença,   afastamento   por   motivo   de   interesse  público, observado o disposto nesta Lei Complementar.

§ 1o No caso de afastamento em razão de interesse público, a designação  do Procurador­Geral de Justiça deverá recair em membro do Ministério Público que  tenha as mesmas atribuições do afastado.

§ 2o A regra deste artigo não se aplica ao membro do Ministério Público  designado para oficiar temporariamente perante qualquer juízo ou autoridade.

§ 3o Enquanto não realizada a distribuição, o Procurador­Geral de Justiça  poderá   designar   membro   do   Ministério   Público   para   atuar   em   procedimentos  investigatórios, desde que o designado tenha, em tese, atribuição para tanto.

Art.   164. A   organização   das   Promotorias   e   Procuradorias   de   Justiça  constitui, para os efeitos do artigo anterior, motivo de interesse público.

TÍTULO IV