2.1 DAS METAS DE UNIVERSALIZAÇÃO EM ESPÉCIE 31
2.1.2 Das Metas Impostas pelo Segundo PGMU (PGMU II) 34
Enquanto o primeiro PGMU estabeleceu metas progressivas no tempo, que se tornavam mais exigentes conforme o passar dos anos da vigência do instrumento, o segundo PGMU, aprovado pelo Decreto no 4.769/2003 e vigente a partir de 1o de janeiro de 2006, caracteriza-se pela imposição de metas fixas, que não se alteram durante seu prazo de vigência e são aplicáveis a toda e qualquer localidade que, no curso do tempo, venha a se enquadrar em seus dispositivos.
Inicialmente, o novo Decreto trouxe em suas metas a consolidação das conquistas trazidas pelo PGMU I, nos patamares estabelecidos para 31 de dezembro de 2005, à exceção da meta de densidade, que caiu de 8,0 para 6,0 TUPs por grupo de 1000 habitantes.
Passou a ser obrigatória a exibição em cada TUP de informações acerca da sua capacidade para realização de chamadas de longa distância nacional e internacional, e relativas
aos códigos dos serviços de emergência e de utilidade pública disponíveis nas respectivas localidades.
Introduziu-se a figura do Terminal de Acesso Público – TAP, para permitir o acesso à internet discada, além de envio e recebimento de textos, gráficos e imagens, estabelecendo-se que a partir de 1o de janeiro de 2008 as localidades situadas em regiões remotas e de fronteira deveriam ser contempladas com esta inovadora modalidade de acesso coletivo.
Nada obstante as metas acima descritas, o grande salto na direção da inclusão digital trazido pelo PGMU II foi representado pela figura dos Postos de Serviço de Telecomunicações – PST. Foram impostas metas progressivas para a implantação dos postos nas áreas urbanas, que deveriam conter em sua estrutura quatro TUPs, quatro TAPs, um fax e atendimento pessoal.
Para as áreas rurais o PGMU previu a instalação de um PST para cada Unidade de Atendimento de Cooperativa (UAC), de qualquer segmento. Este PST deveria possuir um TUP, um TAP, e facilidades que permitissem o envio e recebimento de textos, imagens e gráficos, em modo fac-símile, bem como deveria estar acessível ao público em geral sete dias por semana, no horário de oito às vinte horas.
Completando o conjunto de inovações nas disposições do segundo PGMU, incluiu-se a obrigatoriedade de oferta do Acesso Individual Classe Especial – AICE, nas localidades com perfil para atendimento com acessos individuais. Em release divulgado pela Assessoria de Imprensa da Anatel (2003), esta modalidade de acesso teria, segundo regulamentação específica, oferta, utilização, tarifa, forma de pagamento, tratamento de chamada, remuneração de rede e tributação diferenciadas dos telefones residenciais comuns, para tornar-se acessível às classes sociais até então não atendidas. O valor da assinatura seria fixado em aproximadamente 35% da assinatura normal e o usuário utilizaria cartões pré-pago para falar em um AICE.
Analogamente ao que se fez para as disposições do primeiro PGMU, os artigos deste segundo Plano foram mapeados em itens de controle, conforme sumarizado pela Tabela 3, abaixo, com vistas à facilitação dos trabalhos de acompanhamento e controle do cumprimento das respectivas metas:
Tabela 3 – Itens de Controle correspondentes às metas do segundo PGMU:
ITEM DESCRIÇÃO (PGMU II) LEGISLAÇÃO
1
Implantar o STFC, com acessos individuais das classes residencial, não residencial e tronco, em todas as localidades com
mais trezentos habitantes.
Art.4º, inciso I do 2º PGMU
2
Atender às solicitações de acesso individual, das classes residencial, não residencial e tronco, nas localidades com STFC,
no prazo máximo de sete dias.
Art.4º, inciso II do 2º PGMU
3
Atendimento de solicitações de acessos individuais dos estabelecimentos de ensino regular, das instituições de saúde,
estabelecimentos de segurança pública, bibliotecas e museus públicos, órgãos do Poder Judiciário, órgãos do Ministério
Público e órgãos de defesa do consumidor.
Art.5º, incisos I e III do 2º
PGMU e Parágrafo Único
4 Disponibilidade de encaminhamento gratuito de chamadas destinadas aos serviços de emergência. Art.5º, inciso II do 2º PGMU 5 Disponibilidade de acesso ao STFC via centro de intermediação para deficientes auditivos e da fala. Art.6º, inciso I do 2º PGMU
6
Atendimento de solicitações de acesso individual para portadores de necessidades especiais de locomoção, visuais, auditivas e da
fala, que disponham da aparelhagem adequada.
Art.6º, inciso II do 2º PGMU
7 Densidade de TUPs ativos por grupo de mil habitantes, por setor do PGO (6,0 TUPs / 1000habitamtes). Art.7º do 2º PGMU
8 Relação de pelo menos 3 TUPs ativos por grupo de mil habitantes, por localidade.
Art.7º, parágrafo único
do 2º PGMU
9 Distância máxima de 300 (trezentos) metros, de qualquer ponto dentro dos limites da localidade, ao TUP mais próximo. Art.8º do 2º PGMU
10
Do total de TUPs em serviço, em cada localidade, no mínimo cinqüenta por cento devem estar instalados em locais acessíveis
ao público, vinte e quatro horas por dia, com capacidade de originar e receber chamadas locais e de longa distância nacional,
sendo que, pelo menos, metade destes deve, adicionalmente, ter capacidade de originar e receber chamadas de longa distância
internacional.
Art.8º, §1º do 2º PGMU
11
Os TUPs devem permitir identificação visual pelo usuário da capacidade de originar e receber chamadas locais, de longa
distância nacional e internacional.
Art.8º, §2º do 2º PGMU
12
Os TUPs devem dispor de informações relativas a códigos de serviços públicos de emergência e de utilidade pública, nos
termos da regulamentação.
Art.8º, §3º do 2º PGMU
13
Ativar TUPs nos estabelecimentos de ensino regular, das instituições de saúde, estabelecimentos de segurança pública,
bibliotecas e museus públicos, órgãos do Poder Judiciário, órgãos do Ministério Público e órgãos de defesa do consumidor,
observados os critérios estabelecidos na regulamentação.
Art.9º do 2º PGMU
14
Adaptação de pelo menos dois por cento dos TUPs para cada tipo de portador de necessidades especiais, seja visual, auditiva,
da fala e de locomoção, mediante solicitação dos interessados, observados os critérios estabelecidos na regulamentação,
inclusive quanto à sua localização e destinação.
Art.10 do 2º PGMU
ITEM DESCRIÇÃO (PGMU II) LEGISLAÇÃO
15
Todas as localidades com mais de cem habitantes ainda não atendidas pelo STFC, devem dispor de pelo menos um TUP instalado em local acessível vinte e quatro horas por dia, com capacidade de originar e receber chamadas de longa distância
nacional e internacional.
Art.11 do 2º PGMU
16
A partir de 1º de janeiro de 2008, o atendimento às populações situadas em regiões remotas ou de fronteira, de responsabilidade
da concessionária do STFC nas modalidades longa distância nacional e internacional, deve ser realizado por meio de pelo
menos um TAP.
Art.11, §3º do 2º PGMU
17
Todas as localidades já atendidas somente com acessos coletivos do STFC devem dispor, de pelo menos um TUP, instalado em local acessível vinte e quatro horas por dia, com capacidade de
originar e receber chamadas de longa distância nacional e internacional.
Art.12 do 2º PGMU
18
Ativar, por setor do PGO, PSTs observando as seguintes disposições: a partir de 1º de janeiro de 2007/08/09/10/11, em 30/60/90/100/100 por cento dos municípios com até cinqüenta mil habitantes e 6/15/25/55/100 por cento dos municípios com
mais de cinqüenta mil habitantes, de forma a assegurar o atendimento de, no mínimo, 20/40/60/80/100 por cento da
população total de cada setor do PGO.
Art.13, incisos I a V do 2º
PGMU
19
Deve ser ativado, pelo menos, um PST por município com até cinqüenta mil habitantes e, pelo menos, um PST para cada grupo com até cinqüenta mil habitantes, nos municípios com população
superior a cinqüenta mil habitantes.
Art.13, §1º do 2º PGMU
20
Os PSTs deverão possibilitar que os consumidores sejam pessoalmente atendidos pelas concessionárias, inclusive para o
exercício de seus direitos e interesses.
Art.13, §4º do 2º PGMU
21
Cada PST deve dispor de, pelo menos, quatro TUPs, quatro TAPs e facilidades que permitam o envio e recebimento de textos, imagens e gráficos, em modo fac-símile, bem como, deve
estar acessível ao público em geral sete dias por semana no horário de oito às vinte horas.
Art.14 do 2º PGMU
22
Os TUPs e os TAPs utilizados em PSTs devem permitir o pagamento dos serviços por meio de cartão indutivo, sem prejuízo de outras formas de pagamento, observado o disposto na
regulamentação.
Art.15 do 2º PGMU
ITEM DESCRIÇÃO (PGMU II) LEGISLAÇÃO
23
As concessionárias do STFC deverão ter ativado, por setor do PGO, um PST em cada UAC localizada em área rural, observando as seguintes disposições: a partir de 1º de janeiro de
2007, em 100 por cento das UACs com cento e oitenta associados; a partir de 1º de janeiro de 2007/08, em 35/70 por cento das UACs, com cento e oitenta a duzentos associados, de forma a assegurar o atendimento de, no mínimo, 35/70 por cento
dos associados deste grupo de UAC; a partir de 1º de janeiro de 2007/08, em 55/100 por cento das UACs com duzentos e cinqüenta a setecentos associados, de forma a assegurar o atendimento de, no mínimo, 55/100 por cento dos associados deste grupo de UAC; a partir de 1º de janeiro de 2007/08, em 35/70 por cento das UACs com mais de setecentos associados,
de forma a assegurar o atendimento de, no mínimo, 35/70 por cento dos associados deste grupo de UAC; a partir de 1º de
janeiro de 2009, em 100 por cento das UACs, independentemente do número de associados.
Art. 16, inciso I, II e III do 2º
PGMU
24
Cada PST de UAC deve dispor de, pelo menos, um TUP, um TAP e facilidades que permitam o envio e recebimento de textos,
imagens e gráficos, em modo fac-símile, bem como, deve estar acessível ao público em geral sete dias por semana no horário de
oito às vinte horas.
Art.17 do 2º PGMU
25
Os TUPs e os TAPs utilizados em PST de UAC devem permitir o pagamento dos serviços por meio de cartão indutivo, sem prejuízo de outras formas de pagamento, observado o disposto na
regulamentação.
Art.18 do 2º PGMU
26
A partir de 1º de janeiro de 2006, as concessionárias do STFC na modalidade Local devem ofertar o AICE, nas localidades com acessos individuais, observando que o atendimento da solicitação de instalação deve ocorrer após a inscrição do assinante, no prazo
máximo de trinta dias. Parágrafo único. A ANATEL estabelecerá regulação específica e, se necessário, a adequação
de regulamentos e normas para a implementação do AICE.
Art.19 do 2º PGMU
Fonte: Anatel.