Art. 111. São penalidades tributárias previstas nesta lei, aplicáveis
separada ou cumulativamente, sem prejuízo das cominadas pelo mesmo fato por lei criminal:
I - a multa;
II - a perda de desconto, abatimento ou deduções; III - a cassação do benefício da isenção;
IV - a revogação dos benefícios de anistia ou moratória;
V - a proibição de transacionar com qualquer órgão da Administração
Municipal;
VI - a sujeição a regime especial de fiscalização.
Parágrafo único. A aplicação de penalidades, de qualquer natureza,
não dispensa o pagamento do tributo, dos juros de mora e atualização monetária, nem isenta o infrator do dano resultante da infração, na forma da lei civil.
Art. 112. A penalidade, além de impor a obrigação de fazer ou deixar
de fazer, será pecuniária, quando consista em multa, e deverá ter em vista:
I - as circunstâncias atenuantes; II - as circunstâncias agravantes.
§ 1o. Nos casos do inciso I deste artigo, reduzir-se-á a multa prevista
em 50% (cinqüenta por cento).
§ 2o. Nos casos do inciso II deste artigo, aplicar-se-á, na reincidência,
o dobro da penalidade prevista.
Art. 113. Independente das penalidades previstas para cada tributo
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DECRETO N. º 33.144, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2007 – DOM nº. 250, de 31/12/2007. LIV
I - com multa de 50 (cinqüenta) UFIRs ou valor equivalente,
quaisquer pessoas, independentemente de cargo, ofício ou função, ministério, atividade ou profissão, que embaraçarem, elidirem ou dificultarem a ação da Fazenda Municipal;
II - com multa de 20 (vinte) UFIRs ou valor equivalente, quaisquer
pessoas, físicas ou jurídicas, que infringirem dispositivos da legislação tributária do Município para as quais não tenham sido especificadas penalidades próprias nesta lei.
Art. 114. Apurada a prática de crime de sonegação fiscal, a Fazenda
Municipal solicitará ao órgão de Segurança Pública as providências de caráter policial necessárias à apuração do ilícito penal, dando conhecimento dessa solicitação ao órgão do Ministério Público local, por meio de encaminhamento dos elementos comprobatórios da infração penal.
TÍTULO V
DA INSCRIÇÃO E DO CADASTRO FISCAL CAPÍTULO ÚNICO
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 115. Toda pessoa física ou jurídica, sujeita à obrigação tributária,
deverá promover a inscrição no Cadastro Fiscal da Prefeitura, mesmo que isenta de tributos, de acordo com as formalidades exigidas nesta lei ou em regulamento, ou ainda pelos atos administrativos de caráter normativo destinados a complementá-los.
Art. 116. O Cadastro Fiscal da Prefeitura é composto: I - do Cadastro Imobiliário Fiscal;
II - do Cadastro de Atividades Econômico-sociais, abrangendo: a) atividades de produção;
b) atividades de indústria; c) atividades de comércio;
d) atividades de prestação de serviços;
III - de outros cadastros não compreendidos nos itens anteriores,
necessários a atender às exigências da Prefeitura, com relação ao poder de polícia administrativa ou à organização dos seus serviços.
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§ 1o. O Poder Executivo definirá, em regulamento, as normas
relativas a inscrição, averbação e atualização cadastrais, assim como os respectivos procedimentos administrativos e fiscais, fixando as penalidades aplicáveis a cada caso, limitadas estas, quando de cunho pecuniário, a 255 (duzentas e cinqüenta e cinco) UFIRs ou valor equivalente, observadas as demais disposições desta Consolidação do Código.
§ 2o. Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a celebrar
convênio com a União, Estados e Municípios, bem como com entidades de classe, com vistas à ampliação e à operação de informações cadastrais.
LIVRO II
DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS E OUTRAS RECEITAS TÍTULO I
DOS TRIBUTOS CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 117. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda
ou cujo valor nela possa exprimir que não constitua sanção de ato ilícito, instituído por lei, nos limites da competência constitucional e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
Art. 118. A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo
fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevante para qualificá-la:
I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei; II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.
Art. 119. Os tributos são: impostos, taxas e contribuição de melhoria.
§ 1o. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.
§ 2o. Taxa é o tributo que tem como fato gerador o exercício regular
do poder de polícia ou a utilização efetiva ou potencial de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
§ 3o. Contribuição de melhoria é o tributo instituído para fazer face ao
custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária.
CAPÍTULO II
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Art. 120. O Município de São Luís, ressalvadas as limitações de
competência tributária de ordem constitucional, da lei complementar e desta Consolidação do Código, tem competência legislativa plena, quanto a incidência, arrecadação e fiscalização dos tributos municipais.
Art. 121. A competência tributária é indelegável.
§ 1o. Poderá ser delegada, através desta ou de lei específica, a
capacidade tributária ativa, compreendendo esta as atribuições de cobrar e arrecadar, ou executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária.
§ 2o. Podem ser revogadas a qualquer tempo, por ato unilateral da
pessoa de direito público que as conferir, as atribuições delegadas nos termos do parágrafo anterior.
§ 3o. Compreendem as atribuições referidas nos §§ 1o e 2o as
garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que as conferir.
§ 4o. Não constitui delegação de competência o cometimento à
pessoa jurídica de direito privado do encargo ou função de cobrar ou arrecadar tributos.
CAPÍTULO III
DAS LIMITAÇÕES DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA Art. 122. É vedado ao Município:
I – exigir ou majorar tributos sem que a lei o estabeleça;