Tipos de estudo Populações Colheita de dados
Anexo 9.8 Data da Consulta Particular (Consulta Particular) N=101/519 (Grupo Escolas, N = 554)
Os testes utilizados e as anomalias a rastrear foram:
a) Determinação da acuidade visual (AV) com o o teste de Snellen / E, con- siderando
resultado positivo: AV < 0,8, Anomalia: "má" acuidade visual resultado negativo: AV = 0,8, Normal: "boa" acuidade visual b) Teste de oclusão
resultado positivo: existência de heteroforia ou de heterotropia resultado negativo: motilidade ocular extrínseca normal
O rastreio consistiu numa primeira observação por ortoptista ou enfermeira que se deslocou à escola e numa segunda observação no consultório da oftalmologista autora deste estudo.
Colaboraram 3 ortoptistas recém-formados que já tinham participado em ras- treios idênticos e 3 enfermeiras com experiência de cuidados pediátricos. As enfer- meiras tiveram preparação para esta actividade, recebendo também um guia com instruções escritas (Anexo 9.7)
A oftalmologista observou dois grupos: um, formado por crianças referenciadas em virtude de deficiências da acuidade visual ou de alterações da motilidade ocu- lar extrínseca; outro, constituído por crianças retiradas aleatoriamente das crianças não referenciadas.
Chamamos teste à observação por ortoptista/enfermeira e exame à observação pela oftalmologista.
Consulta para crianças das Escolas
Os 101 alunos observados na consulta particular da autora entre 21 de Janeiro e 3 de Junho de 2006 (anexo 9.8) provieram todos do rastreio visual escolar mas tiveram duas origens:
a) referenciados devido a resultados "anormais" no teste da acuidade visual e/ou teste da motilidade ocular extrínseca do rastreio
b) determinados aleatoriamente entre as crianças com resultados normais no rastreio mas convocados como controlo para avaliação da validade do rastreio.
Esta consulta foi semelhante à do grupo SAMS com a diferença de todos os exames terem sido efectuados por nós.
Alguns alunos previstos para exame na consulta da oftalmologista não puderam ser observados por falta de colaboração dos respectivos encarregados de edu- cação.
Capítulo - 9 Tipos de estudo. Populações. Colheita de dados 93
Algumas razões para que as crianças
referenciadas não tenham sido consultadas n %
Incontactável em tempo útil. 59 52,7%
Sem autorização expressa. 17 15,2%
Os pais não quiseram porque a criança já estava
a ser seguida 12 10,7%
Marcámos consulta, faltaram e não disseram nada. 12 10,7%
Combinaram contactar depois para marcar
consulta.. 6 5,3%
Os pais mostraram-se indisponíveis nas
diversas datas propostas 4 3,6%
A mãe respondeu: " o meu filho tem futebol
e não vai faltar por causa disso..." 1 0,9% O pai disse que o nosso contacto o incomodava… 1 0,9%
TOTAL 112 100,0%
Inquérito a encarregados de educação - Obtivemos informação respeitante a
477 alunos sobre aspectos da prestação de cuidados oftalmológicos à criança (anexos 9.10a e 9.10b).
Inquérito a professores - Dezasseis professores informaram sobre aspectos
relacionados com a aprendizagem e o comportamento na sala de aula de 289 alunos. (anexos 9.10ae 9.10b).
Inquérito a médicos e enfermeiros de centros de saúde
Este inquérito a pessoal de saúde tinha por fim um levantamento de aspectos dos conhecimentos, atitudes e práticas relacionados com a promoção da saúde visual das crianças.
Algumas razões para que as crianças que foram
convocadas como controlo não tenham sido consultadas
n %
Marcou, não apareceu e não disse nada 10 35,7
Foi contactado, ficou de confirmar mas não apareceu
nem disse nada 7 25,0
Indisponível na altura e sem interesse em marcar para
outra data 2 7,1
Não foi possível contacto por incorrecção dos dados 2 7,1
Não se pôde comprometer porque não sabia se a criança
iria para o pai 1 3,6
Incontactável em tempo útil 5 17,9
Não quis porque a criança fora consultada havia
pouco tempo 1 3,6
TOTAL 28 100,0
Contactámos pessoalmente todos os centros de saúde da sub-região de Lisboa da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo que respon- deram ao nosso pedido de colaboração. A sub-região de Setúbal enviou-nos prontamente por correio os questionários respondidos.
Ver no anexo 9.11 a este capítulo o questionário utilizado. As respostas foram obtidas do 2º semestre 2000 ao 1º semestre 2003.
Nesta nossa terra de contrastes a reacção dos centros de saúde foi não só extremamente sensível como altamente cooperante. Enquanto visitámos todos os centros de saúde de que obtivemos respostas, os da sub-região de Setúbal nem esperaram que nós aparecêssemos. Por sua iniciativa deram andamento ao inquérito e enviaram as respostas obtidas.
Participaram no inquérito 32 centros de saúde, sendo 19 da sub-região de Lisboa e 13 da sub-região de Setúbal.
São 475 os questionários respondidos, 374 da sub-região de Lisboa e 101 da de Setúbal, 3,2% do total por pediatras, 44,8% por médicos de família e 39,4% por enfermeiros. Em 12,6% dos questionários não está indicada a profissão. Ver no quadro seguinte a profissão dos que responderam segundo a sub-região a que pertencem.
Capítulo - 9 Tipos de estudo. Populações. Colheita de dados 95
Sub - região Pediatra Médico de Família Enfermeiro Não indicada Total n % n % n % n % n % Lisboa 12 (3,2) 176 (47,1) 136 (36,4) 50 (13,4) 374 (100) Setúbal 3 (3,0) 37 (36,6) 51 (50,5) 10 (9,9) 101 (100) Total 15 (3,2) 213 (44,8) 187 (39,4) 60 (12,6) 475 (100)
Profissão dos que responderam ao questionário por sub-região da A.R.S. de Liaboa e Vale do Tejo
Populações estudadas
O estudo descritivo das crianças dos SAMS abrangeu 649 crianças de idade inferior a 10 anos.
O rastreio teve a participação de 554 crianças do 1º Ano do 1º ciclo do ensino básico das escolas públicas da cidade de Lisboa - ano lectivo 2005/06.
Ao questionário do inquérito a centros de Saúde responderam 228 médicos, 187 enfermeiros e em 60 questionários não foi indicada a profissão.
O quadro aqui apresentado mostra os grupos incluídos nos tipos de estudo da nossa investigação.
Para atingirmos estes objectivos intervieram as crianças e os seus encarrega- dos de educação, professores e profissionais (médicos e enfermeiros) dos centros de saúde, distribuídos como se descreve no quadro seguinte.
Total de crianças (SAMS e Escolas), encarregados de educação, professores, médicos e enfermeiros de C.S que participaram na investigação
Capítulo - 9 Tipos de estudo. Populações. Colheita de dados 97
CRIANÇAS
Consulta de oftalmologia do SAMS 649
Rastreio visual escolar 554
1.203 Das 554 crianças previstas para o rastreio escolar
não tiveram autorização dos pais 12
faltaram à escola no dia do rastreio 23
foram rastreadas 519
tiveram consulta posterior de oftalmologia 101 Inquéritos:
Encarregados de educação 477 alunos
16 professores 289 alunos
MÉDICOS E ENFERMEIROS DE CENTROS DE SAÚDE