de eucalipto e de pinheiro bravo
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5.1. IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução
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5.1.1. A indústria de transformação da madeira em PortugalA indústria de transformação da madeira em PortugalA indústria de transformação da madeira em PortugalA indústria de transformação da madeira em Portugal
A indústria de transformação da madeira em Portugal inclui a indústria de pasta e papel e a indústria dos produtos de madeira sólida.
Actualmente, o sector industrial da pasta e papel integra sete unidades fabris de produção de pasta, três das quais possuem uma capacidade produtiva superior a 250000 toneladas por ano, e cerca de quarenta unidades fabris de produção de papel, na sua maioria com uma capacidade de produção inferior a 10000 toneladas por ano, sendo de salientar que três unidades fabris produzem cerca de 75% do papel (Celpa, 2001; Celpa, 2004).
No ano 2000, cerca de 85% da madeira consumida no fabrico de pasta era de eucalipto, sendo a restante de pinheiro bravo. Nesse ano, cerca de 8 e 19% da madeira de eucalipto e de pinheiro bravo, respectivamente, foi importada. Do total de pasta produzida no ano 2000, 78% era de eucalipto ao sulfato branqueada, 13% de pinho ao sulfato crua, 5% de eucalipto ao sulfito
branqueada e 4% de eucalipto ao sulfato crua. Nesse mesmo ano, 31% da pasta de eucalipto ao sulfato branqueada foi produzida de forma integrada com a produção de papel de impressão e escrita e 50% da pasta de eucalipto ao sulfato crua e 70% da pasta de pinho ao sulfato crua foram
produzidas de forma integrada com a produção de kraftliner1.
A estrutura produtiva da indústria de papel no ano 2000 foi a seguinte: 54% de papel de impressão e escrita, 19% de kraftliner, 12% de outros papéis usados no fabrico de cartão canelado, 9% de papéis e cartões para embalagens, 5% de papéis de uso doméstico e sanitário e 1% de outros papéis e cartões para usos especiais (Celpa, 2001).
O sector industrial dos produtos de madeira sólida engloba, nas indústrias designadas de primeira transformação, as actividades de produção de madeira serrada e de painéis. Os painéis produzidos em Portugal incluem folhas, contraplacados, painéis de partículas, painéis de fibras de média densidade (medium density fibreboard - MDF) e painéis de fibras duros (as definições dos produtos são apresentadas no Anexo D). As indústrias de segunda transformação incluem a carpintaria, o fabrico de embalagens e o fabrico de mobiliário. Este sector é bastante heterogéneo, caracterizando-se pela existência de diferenças acentuadas ao nível das produtividades e das tecnologias das várias empresas, sendo composto por mais de 6000 empresas que, com excepção das do sub-sector do fabrico de painéis, são predominantemente de pequena e média dimensão.
A madeira de pinheiro bravo, quase exclusivamente de origem nacional, é a principal matéria- prima da indústria da serração, tendo representado, no ano 2000, cerca de 75% do volume de madeira consumido por esta indústria (Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), comunicação pessoal).
O pinheiro bravo é também a matéria-prima mais representativa da indústria dos painéis de partículas e de fibras, quer em rolaria quer como sub-produto da indústria da serração e das indústrias de segunda transformação. No fabrico destes painéis é de registar ainda o consumo de madeira de eucalipto e de outras folhosas nacionais. As madeiras tropicais são a principal matéria- prima no fabrico de folhas, tendo representado mais de 70% da madeira consumida no ano 2000 (AIMMP, comunicação pessoal). Por seu lado, no fabrico de contraplacados, cerca de 55% da madeira consumida no ano 2000 foi de eucalipto (AIMMP, comunicação pessoal).
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5.1.2. As fontes de emissão de GEEs na indústria de transformação da As fontes de emissão de GEEs na indústria de transformação da As fontes de emissão de GEEs na indústria de transformação da As fontes de emissão de GEEs na indústria de transformação da
madeira
madeira
madeira
madeira
Tal como foi referido no ponto 2.4.1 do Capítulo 2, as principais emissões de GEEs no processamento industrial da madeira são:
• as emissões de CO2 de origem renovável, ou seja, as que resultam da queima ou
decomposição da madeira e casca consumidas, e dos materiais obtidos a partir delas;
• as emissões de CO2 de origem fóssil, ou seja, as que decorrem da queima de combustíveis
fósseis;
• as emissões de CH4 resultantes da decomposição anaeróbia dos resíduos sólidos
depositados em aterro.
No sector industrial da pasta e papel, as emissões de CO2 de origem renovável resultam
tipicamente da queima de casca, serradura e licor de cozimento da madeira, para produção de
energia. Para além disso, as emissões de CO2 de origem renovável resultam também da
decomposição dos vários resíduos orgânicos e dos efluentes líquidos produzidos no processo. Na indústria da serração, carpintaria, embalagem, mobiliário, produção de folhas e
contraplacados, as emissões de CO2 de origem renovável estão associadas à queima (para
produção de energia) dos resíduos de madeira gerados no descasque e nas sucessivas operações de corte a que a madeira é sujeita, nomeadamente, casca, serradura, costaneiras, estilhas e aparas. As emissões podem ainda resultar da decomposição dos resíduos de madeira e dos efluentes líquidos produzidos.
No fabrico de painéis de partículas e de fibras, as emissões de CO2 de origem renovável têm
origem na queima (para produção de energia) de casca e de outros materiais gerados no descasque da madeira, na preparação das estilhas e no corte e lixagem dos painéis, podendo ainda ter origem na decomposição dos resíduos de madeira e dos efluentes líquidos produzidos no processo.
As emissões de CO2 de origem fóssil no processamento industrial da madeira incluem as
associadas à queima de combustíveis fósseis para produção de energia e para outros usos, designadamente para os transportes dentro dos perímetros fabris e para o forno de cal nas fábricas de pasta ao sulfato.